Notas iniciais
Hello Hello rapazes, como estamos?!
Não tenho muito o que dizer hoje e estou com pressa kkkkkkk
Espero que gostem do capítulo.
Aos novos leitores, Welcome To The Fucking Family, fazia tempo que eu não os dava boas vindas, então a todos os que começaram a ler a fic de um mês pra ca, sejam bem vindos.
QUERO CONHECE-LOS EIN!! kkkkkkk
Bjos bjos.

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We seem so lost and jaded

Well what a price to pay

Fear can be overstated, and you seem infatuated with finding who's to blame.


Entrei no quarto e deixei a porta aberta. Apesar das palavras, caso Matt desse um passo para fora de casa, eu correria e me jogaria aos seus pés. Esperei com o coração na mão até que ouvi o barulho nas escadas. A imagem deprimida de Anabelle passou pelo meu quarto e eu corri ao meu guarda roupas, pronta para calçar qualquer sapato para ir atrás de Matt. Mas assim que me abaixei para colocar meus tênis, ele entrou pela porta.

Escondi meu rosto e respirei aliviada. Ainda estava magoada e não falaria com ele, mas era bom ainda ter sua presença por perto. Joguei de volta o tênis e de costas para ele me troquei, colocando meu pijama e depois indo para o banheiro. Fechei a porta e lavei o rosto, usei o banheiro para tirar a cerveja que me enchia e após lavar as mãos e escovar os dentes sai para o quarto. Matt estava sentado na beirada da minha cama, com a cabeça nas mãos. Ao ouvir o barulho da porta, se levantou e foi para o banheiro. Aproveitei e me deitei na cama, deixando o espaço certo para ele, me virei para a janela. Deixei que as lágrimas se esvaíssem aos poucos, e quando ele deitou na cama, me encolhi. Não demorou para seus braços acharem o caminho até minha cintura. Matt tentou me puxar para dormimos abraçados, como sempre fazíamos, mas com o coração sangrando, tirei suas mãos de minha cintura, voltando à posição inicial. Ouvi Matt bufar e senti o colchão mexer quando ele se virou de costas para mim. As lagrimas queimaram novamente e escondendo o rosto no travesseiro continuei chorando.

Sei que ele não dormiu enquanto eu chorava, já que de tempos em tempos se remexia ou bufava. E apesar disso Matt não voltou a tentar se reaproximar, o que fazia a dor crescer mais ainda. Cochilei varias vezes durante a madrugada, nunca conseguindo dormir propriamente. Eventualmente Matt caiu no sono e quando se virou novamente para mim, não aguentei, me virei para seu corpo e assisti seu sono, devia estar sonhando com algo desagradável, já que seu cenho se franzia às vezes... Em seu sono, Matt acabou tentando me puxar novamente, permiti que seus braços me rodeassem, finalmente dormindo um pouco melhor.

Acordei na manhã seguinte antes de Matt. Geralmente eu me abraçaria a ele e o acordaria com beijos, nos atrasaríamos porque Matt ia querer ficar me beijando e depois íamos sorrindo para escola. Apesar da vontade de dar o braço a torcer e o perdoar de uma vez por todas, me levantei da cama e me troquei no silencio do quarto. Fui ao banheiro e após minha higiene matinal, busquei meu remédio para ressacas e um copo d’água na cozinha. Subi ao meu quarto novamente e coloquei o remédio e a água no criado mudo ao lado de Matt. Balancei seu corpo até que o mesmo despertou. Matt resmungou algo, mas ignorei, saindo do quarto novamente e indo para a mesa do café.

Não demorou e Matt se sentava ao meu lado, mantive meu olhar baixo, terminando de tomar meu café o mais rápido o possível. Anabelle desceu também e como havia se tornado rotina, quase não comeu... Matt ofereceu carona para ela para irmos à escola, mas ela não quis. Assim que Matt terminou o café, levantamos da mesa e fomos para o carro. Ele dirigiu em silencio até a escola, e me acompanhou até minha sala, como de costume. Eu geralmente o abraçaria e ficaríamos enrolando até o professor entrar na sala, mas ao invés disso Matt olhou para mim impassível e logo foi para sua própria sala. Suspirei e entrei na jaula que chamavam de classe e me joguei na minha costumeira carteira ao fundo.

As aulas passaram na maior monotonia. Nenhuma matéria me agradava e eu tinha vontade de socar todos a minha volta. Algumas meninas com as quais eu geralmente conversava tentaram puxar assunto, outras que estavam na festa, evitavam olhar para mim.

No intervalo, não sai da sala. E ele também não veio me buscar. Fiquei em minha carteira desenhando coisas aleatórias, até o fim da aula propriamente dita. Insegura do que me esperava, sai da sala e não encontrei Matt, nem algum dos meninos me esperando. Suspirei imaginando a caminhada até em casa, mas me surpreendi quando vi Matt encostado ao seu carro me esperando. Em silencio caminhei até ele e entrei no carro, sendo seguida por ele. O silencio era extremamente desconfortável, mas eu não o quebraria. Sentia-me infantil por não dar fim a briga de uma vez, mas o orgulho era maior, já que Matt não daria o braço a torcer, eu não me manifestaria, afinal, era ele o errado, certo?


– Você não saiu para o intervalo... – tentou puxar assunto.

– Estava estudando... – respondi brevemente olhando a janela. Estava estudando a arte de preencher folhar com rabiscos. Matt continuou em silencio, dirigindo pelas ruas. Encostou o carro na calçada em frente a sua casa e se virou para mim.

– Minha mãe quer que eu passe à tarde com os meus primos, e pediu para você ir também para te apresentar a minha avó e meus tios, você pode ir? – perguntou e vi em seus olhos a luta entre o orgulho sendo deixado de lado para pedir e a vontade de implorar.

– Eu... eu... – suspirei – não sei okay? Preciso ir pra casa agora Matt... – abri a porta do carro e sai andando apressada para casa.

A salvo do meu inimigo invisível dentro de casa, me sentei em frente à porta fechada. Encostei a cabeça na madeira atrás de mim e olhei para cima, divagando sobre o que fazer. Matt parecia querer deixar as coisas de lado e voltar ao normal em nossa relação, mas não se esforçava muito para isso, parecia querer que eu desse o primeiro passo. E isso ia ser difícil, porque eu tinha a razão... Okay, talvez eu fosse um pouco mandona com ele e monopolizasse um pouco seu tempo, mas ele não parecia insatisfeito até então... E eu tinha meus motivos para não dar tanta liberdade a Matthew, antes eu deixava ele sair sozinho, só que ele sempre aprontava. Nunca tinha me traído, eu acho, mas sempre que saia com os amigos era uma nova, uma nova tatuagem, uma multa por alta velocidade, amizades estranhas e suspeitas.

Bufei me levantando do chão e fui para o meu quarto. Joguei minha mochila no canto do quarto e comecei a organizar meu canto da casa... Depois que tudo estava em seu lugar, tomei banho, ainda embolada em pensamentos maçantes. Sai do banho e vesti uma roupa confortável, decidida a ficar em casa. Vaguei pela sala e cozinha, procurando algo para fazer, mas nada parecia interessante. Subi para meu quarto novamente e pensei em ir falar com Anabelle, mas sabia que seria como falar sozinha, assim me joguei em frente ao computador e resolvi navegar um pouco... Perdi-me em um jogo qualquer online e quando olhei para o relógio, o mesmo já marcava quatro e meia da tarde.

Suspirei e olhei para a janela, vendo a casa de Matt. Derrotada fui me trocar, tirando a calça de moletom e colocando uma jeans, trocando a camiseta velha e larga por uma regata básica. Vesti meus tênis e penteei o cabelo. Dirigi-me até o quarto de Anabelle e bati na porta, como ninguém respondeu falei em voz alta que ia para casa de Matt... desci as escadas e deixei na porta da geladeira um bilhete avisando mamãe que estava na casa da frente.

Parei na porta por um segundo reafirmando que eu conseguia relevar as coisas dessa vez, que eu podia e devia salvar meu namoro. Atravessei a porta e caminhei insegura até a casa da frente. Toquei a campainha e coloquei as mãos no bolso, tentando conter meu nervosismo. A porta se abriu revelando Kimi. Dei graças aos céus por não ser Matt a atender a porta.


– Madson! Querida! – abriu mais a porta me dando passagem. – Achei que não viesse hoje, Matt disse que você tinha que estudar, espero não estar atrapalhando seus estudos.

– Que isso – sorri amarelo, Matt realmente não tinha esperanças que eu viesse. – não era tanta coisa assim, consegui vir.

– Que bom que veio, Matt parece abatido, aconteceu alguma coisa? – perguntou em um tom mais baixo enquanto me encaminhava para a sala.

– Não foi nada, a gente se desentendeu um pouquinho, mas vai ficar tudo bem... – eu acho, completei mentalmente.

– Ótimo, fico mais tranquila com isso. – e sorriu simpática.


Passei por todo ritual de apresentação à avó de Matthew e a tia, sendo guiada depois para a varanda da casa, onde o pai de Matt e o tio conversavam, cumprimentei os homens e depois Kimi me liberou para ir atrás de Matt, dizendo que ele estava no quarto com os dois primos, jogando vídeo game. Suspirei antes de subir as escadas e me dirigi ao quarto dele. Abri a porta e vi Matt sentado na cama, completamente entediado, enquanto os primos jogavam algum jogo. Assim que me viu parada na porta, Matt saltou da cama, chamando a atenção dos primos. Veio até mim e segurando minha mão sussurrou:


– Você veio! – e sorrindo de canto completou – Achei que não ia vir...

– Eu também... – respondi olhando para o lado.

– Ei Matt, apresenta a gata ai... – chamou um dos primos. Matt pegou minha mão e me puxando para dentro do quarto bem mais animado, falou:

– Olha o respeito pirralho, é a minha namorada.

– Mentira, ela é gata demais pra você... – emendou o outro, me fazendo corar estupidamente.

– Calem a boca, respeitem a propriedade alheia seus malas. – respondeu Matt rindo.


Sentei-me na cama ao lado de Matt e conversei um pouco com os primos dele, sorrindo para as brincadeiras. A tensão entre eu e Matt existia, mas parecia invisível para os outros dois. Depois de algum tempo, Kim nos chamou para irmos todos a sala e tive que acompanhar Matt. Ele se sentou em uma poltrona e sem muitas opções, me sentei no braço da mesma. Matt passou o braço pelas minhas costas e repousou a mão em minha coxa. Ficamos conversando um bom tempo, eventualmente ajudei Kim na cozinha quando ela foi preparar um café e tirar do forno alguns biscoitos. Eu e Matt não conversávamos diretamente e nossos olhares se encontravam pouco.

Já se passavam das oito da noite quando a campainha tocou. Amy saltitou pela sala e foi atender a porta. Continuei minha atenção à avó de Matt que contava de quando ele era pequeno e teimava em não querer por roupa depois do banho. Ria da cara vermelha de Matthew quando uma presença nova apareceu na sala.

Mamãe parecia extremamente desconfortável e em seus olhos vi a urgência. Cumprimentou a todos e apesar dos pedidos de Kim para que ela se juntasse a agradável reunião, ela pediu apenas para falar comigo. Afastei-me com mamãe até a porta da casa e perguntei o que tinha acontecido.


– Sua irmã sumiu Madson, ela não esta em casa. – contou aflita.

– Como assim? Ela não tinha que sair da escola e ir pra casa? – perguntei tentando ser racional.

– Tinha, mas cheguei a casa e ela não estava! Você não a viu durante a tarde?

– Não, cheguei a casa e tomei banho, arrumei meu quarto e vim pra cá... Achei que ela tava trancada no quarto como de costume... – cruzei os braços e logo Matt estava ao meu lado.

– Aconteceu alguma coisa? – perguntou soando preocupado.

– A Belle sumiu. – respondi.

– Será que ela foi a tal caverna do Brian? – levantou a hipótese.

– Onde fica isso? – perguntou mamãe sobressaltada.

– Não sei... Vou ligar pro Brian. – e foi em direção ao telefone.

– Calma mãe, ela deve ter ido caminhar um pouco, sei lá... – tentei acalmar mamãe.

Não demorou e Matt retornou, dizendo que Brian havia estado na tal caverna com Michelle e não vira Anabelle por lá... Isso só fez mamãe ficar mais inquieta, dizendo que ia para casa ver se ela tinha voltado, saiu às pressas. Me virei para Matt e disse que tinha que ir embora, que ia tentar falar com os meninos e ver se alguém havia visto Belle.

– Quer que eu vá contigo? – perguntou sem jeito.

– Não precisa... Fica ai com teus primos. – respondi olhando para o chão.

– Certo... – suspirou – eu vou dormir na sua casa hoje de novo? – perguntou e ouvi na sua voz o quão difícil àquela pergunta havia sido.

– Se você quiser... – dei de ombros dando a opção de não ir a ele.

– Então espera ai que eu já vou com você. – e desapareceu na escada.


Voltei à sala para me despedir de todos e Kimi pediu para que eu ficasse mais. Desconversei falando que mamãe precisava da minha ajuda para empacotar algumas coisas e logo Matt estava ao meu lado, com seu violão a tira colo. Despedimo-nos e logo íamos para minha casa.

Encontrei mamãe andando de um lado para o outro em casa, aflita pelo sumiço de Anabelle. Matt subiu para deixar seu violão no meu quarto e eu fui ligar para todas as pessoas que poderiam ter visto ela. Nenhuma notícia. Já eram quase nove da noite quando sentada ao lado de Matt no sofá, demos um pulo ao ouvir a porta se abrir e mamãe praticamente correu até o corredor da porta. Junto a Matt fui para lá também e assistimos Anabelle entrar em casa, suada e acompanhada, de varias caixas.


Some searching to find

That life with a new piece of mind.