Notas iniciais
Oooooi gente tudo bem com vocês? Então hoje é aniversário do Matt quem tá feliz? Eu tô! Que ele tenha muitos, mais muitos anos de vida para fazer nossa alegria! Esse capítulo eu dedico a ele! E bom tenho alguns avisos, primeiro gostaria de agradecer a recomendação da Saáh eu e a Gates amamos! E o segundo aviso é, estamos postando uma coleção de contos bdsm aqui no nyah,e gostaríamos que dessem uma olhadinha! Aqui o link: http://www.fanfiction.com.br/historia/250849/Submission
Boa Leitura!

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This Romeo is bleeding
But you can't see his blood


– Anabelle! Meu Deus! Onde você se meteu? – perguntou mamãe aflita enquanto Matt vinha me ajudar com as caixas que eu empurrava.

– Fui à casa de uma amiga pegar umas roupas que ela iria doar, pretendo montar um bazar! – exclamei exibindo um sorriso extremamente falso que só seria notado por Mad já que a mulher estava exaltada demais para pensar em qualquer coisa.

– Você não ouviu quando eu disse que estava de castigo? Bom, agora não importa, você poderia ter ao menos avisado... – comentou passando a mão pelos cabelos.

– Onde deixo essas caixas Belle? – perguntou Matt.

– Pode deixar no meu quarto. – dei um meio sorriso para o mesmo. – Vou tomar um banho mãe. – transtornada como estava apenas assentiu e eu subi acompanhada de Matt.

– Que merda você colocou aqui? Chumbo? – reclamou jogando as caixas num canto de meu quarto, soltei um riso rouco.

– Com certeza não foi chumbo... – ele lançou um olhar sugestivo e saiu.

Sem pensar duas vezes logo me meti debaixo do chuveiro, e sai apenas quando senti meus poros aliviados e libertos do suor grudento. Sai enrolada num roupão lilás secando o cabelo com a toalha e vi Mad sentada na ponta de minha cama.

– Eu sei que você não foi à casa da sua amiga. – comentou enquanto eu corria para fechar a porta.

– E você vai contar para a mamãe?

– Depende... – assim, ela me lançou mais um de seus olhares chantagistas. – Converse comigo e eu não contarei a ela. – suspirei não encontrando alternativa.

– Ok, o que foi?

– Como o que foi? Eu que te pergunto, desde que Sam morreu você não faz outra coisa da vida além de chorar e se manter presa nesse quarto, você realmente acha que ele gostaria de te ver assim? – balancei a cabeça negando.

– Por favor, Mad não quero falar sobre isso. – pedi com os olhos marejados e ela se levantou caminhando até mim e me abraçando.

– Dói tanto ver minha irmã caçula se autodestruindo, é como se eu não estivesse fazendo meu papel de mais velha direito... Como se eu tivesse errado em algum lugar. – a afastei num empurrão fraco.

– Isso não é culpa sua Mad, não é culpa de ninguém...

– Você foi a casa dele hoje né? – assenti – Fazer o que lá?

– Bom, a avó dele mudaria no final do mês, resolvi ir lá hoje ver algumas coisas do Sam e ela deixou que eu ficasse com o que quisesse. – apontei para a as caixas. – Não pretendia demorar tanto – funguei arranjando forças para falar. -, mas Sam resolveu me surpreender mais uma vez e em cima de sua cômoda achei meu presente de aniversário, junto a um bilhete... – apontei para a pulseira que reluzia um reflexo bonito com a luz de minha luminária acesa.

– Entendi... Bonita pulseira, aliás. – comentou segurando um dos pingentes entre os dedos. –E agora mesmo depois desse presente, você concorda comigo que Sam não iria querer te ver assim?

– Não é algo que ele possa querer ou deixar de querer, Sam está morto! — exclamei soluçando pelo choro que inundava minha face. – Você espera, assim como todos, que eu supere, sorria e finja que nada aconteceu! Mas só esperam isso porque nunca perderam alguém que amavam como eu o amava. – minha voz já teimava em se exaltar quando Mad me puxou para cama me abraçando.

– Shhh... Vai ficar tudo bem, eu prometo. – sussurrou em meu ouvido acariciando meus cabelos. – Sam te vê do paraíso e deve estar chorando o tanto quanto você chora aqui, guarde suas lágrimas para não fazê-lo sofrer no céu. – pediu me apertando contra seu peito.

– Não é tão fácil quanto parece. – resmunguei após um soluço que quase me afogava.

– Tente por ele Ana. – aquelas palavras pareceram um calmante natural, assim as lágrimas começaram a se conter.

– Sinto tanta falta dele... – admiti agarrando o tecido de sua blusa entre os dedos.

– Dá pra ver. – separei-me dela por um instante observando seus olhos que estavam mais escuros do que o normal.

– Você também não está bem. – concluí. – É o Matt né?

– Hum, é... Como você sabe? – perguntou desviando o olhar para a parede em sua frente.

– Seus olhos ficam mais escuros quando você não está bem. – ela riu fraco voltando a me encarar.

– Eu não sei se estou fazendo a coisa certa com ele.

– Acho que você tem que confiar mais no seu namorado...

– Eu confio, é só que, não quero que ele se ferre mais sabe? – neguei com a cabeça e ela suspirou. – Sempre que eu o deixo livre ele apronta uma merda consigo mesmo, e eu não quero ver ele “se ferrando”. – ri baixinho.

– E eu pensando que o problema era maior... – suas sobrancelhas balançaram revelando o quanto estava confusa. – Mad, você tem que deixar ele solto, só assim o Matt vai aprender os lances da vida. É literalmente “se ferrando” que a gente amadurece.

– Até que você está certa... Não sei se estou pronta para vê-lo muito longe de mim. – acariciei sua bochecha tirando uns cabelos que tapavam o lado direito de sua face.

– Se ferre junto com ele! – ela revirou os olhos. – Não faz assim com os olhos sua maníaca! – a repreendi apertando a ponta de seu nariz.

– Está bem, eu vou dar espaço pro ogro respirar...

– É assim que se fala! – lancei uma piscada para ela e assim ouvimos a batida na porta.

“Pode entrar” dissemos em uníssono.

– Estava pensando, a gente podia assistir a um filme garotas? – perguntou Matt adentrando no quarto.

– Vão vocês, não estou afim. – empurrei Mad para fora da cama, a mesma me olhava suplicante como se me quisesse ao seu lado para evitar a conversa com Sanders.

– Tem certeza? Nós assistimos o que você quiser Ana. – sugeriu o maior sorrindo.

– Estou um pouco cansada, podem ir os dois. – Mad saiu do quarto primeiro e eu pisquei para Matt que riu antes de sair atrás dela fechando a porta.

Mais uma vez estava sozinha eu e meus pensamentos destruidores, combinados a minha insana consciência que há dias vinha me testando provocando-me sobre a morte de Sam e sobre como eu era culpada.

Pelo menos tinham prendidos os traficantes que o mataram, na verdade isso não me tranquilizava muito, pois minha real vontade era de mata-los assim como fizeram com Sam... Meu Sam.

Notei que as lágrimas davam sinal de fraqueza querendo cair mais uma vez, assim, apertei os olhos com força murmurei um “sem mais lágrimas” para mim mesma e pulei da cama procurando algo que ajudasse eu me libertar dos pensamentos.

Pensei no porão de casa, que não era aberto há um bom tempo, e logo os livros velhos de mamãe me passaram pela cabeça. Calcei as pantufas e voei para fora do quarto ainda de roupão.

No porão adquiri uma quantidade de ácaros presos em meus cabelos que pareciam um bolo de poeira e espirrei mais do que quando se está resfriado, apesar de tudo, consegui cinco livros que me agradaram e os levei para meu quarto.

Limpei a sujeira deles com a toalha de rosto do meu banheiro e os coloquei em fileira no chão, depois de organizados em ordem alfabética decidi me trocar enquanto escolhia qual dos cinco leria primeiro.

Optei pelo “Romeu e Julieta” conhecia a história superficialmente, e além do mais, estava precisando de um romance para divagar antes de dormir. Deitei sobre os travesseiros macios e esquentei-me no edredom grosso.

A primeira página interessou-me apesar da escrita extremamente primitiva e difícil de entender... Mesmo assim, mantinha um enredo interessante e antes que pudesse notar já estava na página 20, onde meus olhos falharam na metade de uma palavra estranha e eu rendi as pálpebras ao sono pesado e profundo.

Tinha uma foto de Sam comigo entre os dedos, nós dois sorríamos e seus olhos brilhavam tanto que chamuscavam até o flash da máquina. O braço com tribal passou por cima do meu e apontou a pinta na ponta de meu nariz na foto.

– Eu adoro essa pinta sabia? – perguntou perto de minha orelha mordendo-a.

– Seus olhos estão lindos nessa foto! – admiti sentindo seus braços se apertarem mais a minha volta.

– Eu te amo Ana, pra sempre... pra sempre. – sua voz fez um eco no quarto em que estávamos.

– Eu te amo mais Sam, mais do que as constelações brilham, mais do que a extensão do infinito! Amo-te mais do que a minha própria vida. – admiti segurando as palmas de suas mãos e as beijando.

– O infinito é extenso demais. – concluiu traçando uma linha de beijos em minha clavícula.

– Meu amor por você é mais! – rebati virando e beijando fortemente seus lábios macios e moldados aos meus.

A língua sorrateira pediu passagem delineando o centro de meus lábios e os abri deixando que ela se enrolasse a minha. Travávamos uma batalha intensa de paixão proporcionando sentimentos altos um no outro, quando me afastei de súbito a fim de tomar ar.

Abri os olhos encontrando os seus castanhos a me observar, uma linha fina de sangue delineava seu nariz reto, segui a trilha dessa linha e encontrei o buraco em sua testa de onde escoava tanto sangue. Reprimi um grito apoiando as mãos em seu peitoral, imediatamente senti o sangue banhá-las e pulei para trás deixando-o decepcionado.

– Não fuja de mim Ana, por favor. – pediu avançando até onde estava.

– Você, você... – comecei apontando para sua testa.

– Eu nunca te deixarei meu amor. – afirmou segurando uma de minhas mãos entre as suas. – Mas agora você deve ir com ele. – sua cabeça fez um gesto ao moreno que aguardava na porta.

– Não vou com ele, vou ficar com você! Meu lugar é ao seu lado Sam! – teimei agarrando-me ao seu corpo enquanto ele me empurrava para o colo do garoto de cabelos espetados.

– Prometa que vai se cuidar, prometa que vai deixa-lo cuidar de você. – neguei com a cabeça o abraçando mais contra mim enquanto o outro me puxava pelas pernas.

– Solte-me Brian eu não vou a nenhum lugar contigo! – gritei distribuindo chutes no que me segurava.

– Não seja tola estou aqui para te salvar! – rebateu pegando minha cintura nas mãos grandes.

– Vá com ele minha querida, seja feliz. – pediu o ruivo enquanto sua matéria deteriorava em minha frente.

– NÃO! –gritei alto sentindo seu corpo transformar-se em poeira e eu enfim cair nos braços de Haner. – SAM! – gritei mais alto vendo seu rosto ainda intacto e seus lábios mexerem num “Amo você”.

Minhas vistas escureceram e meu corpo caiu dos braços do que me segurava, estava sendo atirada a mais profunda escuridão dos males depressivos enquanto gritava o nome de “Sam” com as poucas forças que me restavam. Uma dor rasgava meu peito, e por minutos eu entendi aquilo como morte, mas não, a morte não doeria tanto assim.


And I will love you baby always
And I'll be there forever and a day always
I'll be there till the stars don't shine
Till the heavens burst and the words don't rhyme
And I know when I die you'll be on my mind
And I'll love you always

Notas finais
E então gostaram? Espero que sim... Eu sei que to devendo responder vários reviews pra vocês, mas às vezes eu não dou conta gente, mas queria deixar claro que leio cada um deles com um super carinho e que é isso que move a fic, o entusiasmo de vocês! Muito obrigada por tudo viu! Espero vocês nos reviews e na coleção de contos... pra quem não prestou atenção nas notas iniciais, aqui o link de novo: http://www.fanfiction.com.br/historia/250849/Submission
Por hoje é só, beijos!
p.s. música do bon jovi, linda, de chorar kkkk
Happy Brithday M. Shadows!