Erase This
113 Fuel
Notas iniciais
Tinha feito um texto gigante e o computador travou e fechou tudo, aff kkkkkkk não vou escrever de novo, a Shadows fala o que eu tinha para falar semana que vem.
Bom capítulo.
Ps: Fuel - Metallica
Gimme fuel
Gimme fire
Gimme that which I desire
Jimmy desligou o telefone com um suspiro. Ajeitei-me no sofá ao lado de Matt, apoiando a cabeça em seu braço que estava esticado junto ao encosto. O silencio de alguns segundos pairou pelo ambiente até que me levantei e segui até o telefone, disquei os números da casa de minha avó e aguardei até que alguém atendesse...
“Alô?” – atendeu a voz doce já conhecida.
– Vó! Tudo bem com a senhora? – perguntei enrolando o fio do telefone no dedo.
“Madson... Estou com saudades de você querida, quando vai vir com a sua mãe me visitar?” – sorri amarelo pelo telefone e ri sem graça.
– Não sei vó, tenho que ver... Por falar na minha mãe, ela tá por ai?
“Esta sim, vou chamar ela. Manda um beijo pro seu namorado e praquele amigo dele... qual o nome mesmo? O de olhos bonitos...” – tentou lembrar, gargalhei olhando para Zacky.
– Zacky? – perguntei e ouvi sua risada e uma confirmação – Pode deixar vó, eu mando sim... – esperei alguns segundos e logo a respiração de Sara chegou ao telefone.
“Aconteceu alguma coisa Madson?” – perguntou afoita, eu nunca ligava quando ela estava na casa da vovó.
– Não, só pra avisar que a Anabelle ligou... – respondi monótona.
“E falou o que?”
– Que ta tudo bem, que o papai ta viajando pra variar, que a casa é legal... – olhei feio para os garotos que começavam a fazer muito barulho pela sala.
“Com quem você esta ai em casa?” – perguntou.
– Com o Matt e os meninos, por quê?
“Não sei se volto hoje pra casa, acho que vou dormir aqui com a sua avó. Não quero que durma sozinha, peça ao Matt para ficar ai ou durma na casa dele, certo?” – mandou, sorri maliciosa em direção a ele que me olhou em duvida.
– Certo mãe... – respondi sem deixar transparecer minha felicidade.
“E nada de sair hoje senhorita, amanhã você tem aula e se faltar vai ficar de castigo” – mostrei a língua ao telefone e concordei sem delongas, me despedi e desliguei o telefone.
Voltei ao meu lugar no sofá e joguei a almofada que tinha em mãos em Jimmy que zoava Zacky o chamando de garoto de programa para velhinhas. Deitei a cabeça no colo de Matt e estiquei as pernas em Johnny que estava do meu outro lado.
– O que sua mãe falou pra você me mandar aquele olhar pouco pervertido ein? – perguntou mexendo no meu cabelo, o colocando para trás.
– Que ela vai dormir na casa da vovó e que é pra ou você dormir aqui ou eu ir pra sua casa. – tornei a sorrir e ele me acompanhou.
– Ii caras, acabamos de perder um skatista hoje pelo jeito... – reclamou Zacky sentado na poltrona.
– Como assim? – perguntei olhando para ele.
– Hoje vai ter competição e a gangue Avenged Sevenfold esta inscrita... Se você for prender o Matt vamos ficar em desvantagem... – explicou. Sentei no sofá franzindo as sobrancelhas.
– Mas o Brian também está “desaparecido”... – fiz aspas com os dedos, ele estava no bar afogando as magoas.
– Até a hora da competição ele já vai estar melhor... – observou Jimmy enquanto olhava as próprias unhas. – e se não estiver, vai andar do mesmo jeito, ou chutamos a bunda dele. – e sorriu amigável, meio psicopata. Ri e neguei com a cabeça.
– Bom, então vocês precisam de uma torcida também, certo!? – perguntei colocando as mãos na cintura. Zacky jogou a cabeça para trás e riu alto. – eu vou ser a cheerleader de vocês! – pulei batendo as mãos.
– Ah vai sim – resmungou Matt me puxando pro colo. – nem pensar você vai de saia...
– Amor, eu sou uma cheerleader diferente, eu vou usar camiseta de banda e tênis. – pisquei para ele que sorriu.
– Eu sou a favor da Mad ir de biquíni! – se manifestou Johnny e eu gargalhei quando ele levou um soco no braço dado por Matt. – Poxa cara, pensa comigo – se ajeitou no sofá – ela vai chamar atenção dos outros competidores, porque a gente já ta acostumado a ver ela de biquíni e tal, nem chama mais atenção, ai os caras vão ficar distraídos e vão errar mais! – finalizou. Sorri levantando a sobrancelha para Johnny e batendo palmas para seu raciocínio.
– Vendo por esse lado... Concordo com o anão! – se levantou Jimmy e bateu no peito – e enquanto discutimos isso, sou mais a favor ainda de bebermos!
– Concordo com o Jimmy! – pulei do colo do Matt. – tem wisky e vodca no meu guarda roupa! – Jimmy me puxou e bagunçou meu cabelo gritando que estava com orgulho de mim, ri e enquanto Zacky ia buscar a bebida no meu quarto fomos pra cozinha.
...
Pulava de toalha na minha cama, cantando junto ao cd – Metallica – e dançando o que um dia talvez pudesse ser considerado uma dança. Cai de joelhos na cama rindo sozinha quando a porta do quarto se abriu e Matt passou por ela, já pronto.
– Que isso Madson? – perguntou rindo. Me joguei na cama e levantei as pernas, deixando a toalha cair a minha volta.
– Me veste Matt?! – pedi manhosa. Ele riu e se aproximou de mim, se ajoelhando na cama e segurando minhas pernas no alto. Levou uma das mãos até minha intimidade acariciando de leve e me fazendo ter diversos arrepios. Liberei minhas pernas e rolei na cama, ficando de bruços e balançando as pernas. – pega a roupa ali ó... – apontei para a escrivaninha onde a roupa que eu usaria já estava separada.
– Eu não... – respondeu se deitando em mim. Já podia sentir sua ereção através do pano da calça jeans. Arrepiei-me e empinei o quadril, o fazendo rir abafado no meu pescoço e morder a pele. – ainda ta cedo, a gente podia fazer alguma coisa antes... – comentou enquanto empurrava meu quadril com a pélvis. Gemi abafado no travesseiro e concordei com um aceno da cabeça.
Matt juntou as mãos às minhas em frente a minha cabeça, apertando elas. Senti seus dentes castigando minha pele com mordidas e chupões. Fechei os olhos jogando o cabelo para trás, cobrindo seu ombro com os fios. Rebolei o quadril e Matt libertou uma das mãos para correr pelo meu corpo, apertando meu seio com força me fazendo choramingar e logo indo para minha bunda, onde apertou com força e logo seus dedos me penetravam por trás. Gemi endireitando a coluna para dar-lhe mais acesso ao meu corpo. Contrai os músculos e Matt se levantou atrás de mim, ouvi o barulho de seu cinto sendo aberto e não demorei a sentir seu membro brincando no meio das minhas pernas, escorregando desde a entrada proibida até meu clitóris. Gemi empurrando o quadril para trás, impaciente e então fui premiada com um forte tapa na nádega. Olhei por cima do ombro enquanto ele apertava as duas com as mãos e mordi o lábio em sua direção. Matt sorriu sacana pra mim e então me penetrou de uma só vez.
Engasguei em um gemido e revirei os olhos quando ele saiu por completo, me penetrando com brutalidade mais uma vez. Empurrei o quadril em sua direção, o impedindo de sair novamente e então ele começou a se movimentar, com cadencia e força.
A pressão exercida por Matt me fazia gemer e segurar com força o lençol da cama. Abaixei o tronco, empinando mais o quadril para ele e pude ouvir seu gemido. Enterrou-se o mais fundo possível em mim, me fazendo sentir até certo incomodo, e pude ouvir entre seus gemidos e suspiros que ele cantava Fuel junto a James. Mordi o lençol segurando o grito na garganta e então vieram as ondas, cada vez mais fortes, me fazendo ir de encontro as estocadas de Matt. Quando finalmente cheguei ao ápice Matt saiu de dentro de mim e ficou me olhando. Olhei para ele por cima do ombro e vendo que meu corpo não tremia mais tanto voltou a me estocar com força. Gemia pela violação do meu interior ainda sensível pelo recente orgasmo e logo seu liquido me preenchia. Desabei na cama, com o quadril jogado para o lado, e Matt se deitou no espaço restante. Nossas respirações completamente descompassadas.
Sorri para ele me deitando em seu peito e finalmente colando nossos lábios em um beijo calmo...
...
Sentei em um dos bancos da pista de skate observando Matt cumprimentar os outros caras. Sorri para Zacky que se sentou ao meu lado e me ofereceu garrafa de vinho que tinha em mãos. A peguei e antes de vira-la lhe dei um beijo na bochecha. Um rap meio pesado saia de um dos carros com o porta-malas aberto em frente à pista que só era iluminada pelos postes da praça. Segurei melhor o skate de Matt que estava no meu colo e devolvi a garrafa a Zacky, o perguntando como seria tal competição.
– Basicamente, é de free style, a equipe que tiver mais pontos ganha. – deu de ombros virando a garrafa na boca.
– Mas quem são os juízes? – apontou para quatro caras, marrentos, encostados em um carro do outro lado da pista e eu concordei com a cabeça, os identificando. – e o Brian, cadê?
– Alí ó... – apontou para o outro guitarrista que conversava com uma loira segurando uma garrafa de uísque e rindo de qualquer coisa que a garota falava. – bêbado feito um gambá, tomara que consiga pelo menos não cair pra gente não perder ponto...
– Ele vai ficar bem Z? – perguntei mordendo o lábio e Zacky deu de ombros mais uma vez... Suspirei e logo era esmagada por Johnny que tinha pulado em meu colo.
– Ow Mad! – reclamou passando o braço pelo meu pescoço – você não veio de biquíni...
– Eu não! – ri alto e peguei a garrafa de Zacky novamente – ia atrapalhar o Matt poxa...
– O Matt já é maior perna de pau – gritou alto o bastante para que ele ouvisse e se virasse em nossa direção, mostrando o dedo do meio – vai mal de qualquer jeito... – deu de ombros. Ri e o empurrei para o lado.
– Fala assim do meu amor não... – virei mais do liquido. – Cadê o Jimmy?
– Ta se aquecendo, ele vai ser o primeiro a dar a volta. – explicou Zacky.
– E o que vocês estão fazendo aqui que ainda não se aqueceram também?! – perguntei cutucando o abdômen de ambos.
– Cara, depois do Jimmy tem mais dois caras das outras duas equipes, ai é o Matt, e mais dois, ai é o Zacky e mais dois, ai sim eu vou, tem tempo pra caralho.. – riu Johnny.
– O Brian vai dar a ultima volta de vocês? – perguntei preocupada. – não era melhor ele ir primeiro, ai vocês poderiam ainda se recuperar caso ele ferre tudo?
– Relaxa Madzinha, vai dar tudo certo... – tranquilizou Zacky antes de pegar de volta a garrafa e ir se juntar a Matt que ainda conversava com outros caras.
– To com um mau pressentimento Jojo... – comentei com meu companheiro de altura.
– Vixi Madson, relaxa ai... – socou de leve meu ombro me empurrando para o lado. Sorri maléfica para ele e ataquei seu cabelo com as mãos, o bagunçando.
...
A volta de do terceiro competidor já estava na metade, pelo que eu havia entendido eram três minutos de cada um para mostrar o melhor de si. Estava em pé perto da entrada da pista junto a Matt que amarrava o tênis. Segurei melhor seu skate que já me cansava o braço e tive que sorrir quando o competidor caiu ao tentar subir em um corrimão. Matt se levantou sorrindo também, pegou o skate dos meus braços e me deu um selinho, me pedindo para ficar junto ao Johnny que estava bebendo sentado em um dos bancos. Concordei com a cabeça e o desejei boa sorte, seguindo para o lado do baixinho.
– Vamos parando de beber Jonathan. — falei antes de roubar a garrafa de sua mão rindo. Ele me olhou feio e jogou a tampa da garrafa em mim. – cadê os meninos?
– Sei lá Mad, toda hora você fica perguntando onde estão todos... – reclamou.
– Se eu não cuidar de vocês não demora pra dar alguma merda... — mostrei a língua e ele revirou os olhos.
Johnny tomou fôlego para continuar a discutir comigo, no entanto o cara de cabelo estranho que narrava toda a bagunça em cima de um carro gritou o nome de Matt, o anunciando quando meu namorado entrava na pista. Algumas galinhas começaram a aplaudir excitadas gritando para meu garoto, as olhei feio e Johnny riu alto quando fingi que as matava com uma arma. Sorri para ele e voltei a olhar Matt que fazia calmamente suas manobras. Ao passar próximo de onde estávamos jogou um beijo para mim, que eu fingi pegar e colocar na boca, fazendo Johnny ao meu lado fingir que vomitava. Soquei seu braço rindo e olhei em volta, procurando os garotos novamente.
Avistei Brian encostado perto de um latão de lixo que tinham acendido, com uma cerveja na mão e olhando entediado o fogo enquanto ouvia alguma coisa de Jimmy, provavelmente o maior chamava sua atenção por causa de algo... Procurei mais um pouco e encontrei Zacky conversando com alguns garotos, cujos rostos não me eram familiares, e olhando de relance para a pista, assistindo a Matt. Suspirei tomando mais um gole do vinho que dividia com Johnny e voltando a olhar para pista. Matt saltou de um corrimão e quase se desequilibrou, me fazendo morder o lábio, preocupada, não queria que ele ou algum dos meninos se machucassem...
Entreguei a garrafa a Johnny e continuei perdida nos movimentos que meu príncipe fazia. Estava tão perdida nas manobras de Matt que não notei a aproximação de um garoto um pouco maior que eu e Johnny, sendo surpreendida quando o mesmo segurou meu braço.
– Ai gatinha, o chefe queria trocar algumas palavras contigo. – instintivamente puxei meu braço, fazendo o garoto o apertar.
– Que? Que mané chefe, não quero falar com ninguém não... – tornei a puxar meu braço, Johnny ao meu lado puxou meu outro braço, machucou, mas pelo menos sai do agarre do estranho.
– Cara, a garota tem namorado, deixa ela quieta vai... – pediu até que pacifico.
– O chefe a quer baixinho, não entra no meio não. – tornou a falar no tal chefe, bufei e disse:
– Então me faça um favor e diga ao seu chefe que a “gatinha” – fiz aspas com os dedos indicando quão ridículo era a palavra – o mandou se foder.
– Como é que é garota?! – elevou a voz tentando avançar em minha direção, sendo bloqueado por Johnny – tá maluca?! Ta achando que ta aonde?!
– Você e esse seu tal chefe ridículo que estão malucos, sai daqui seu mala! – elevei a voz também, chamando a atenção de algumas pessoas em volta.
– Olha aqui sua vadia... – mas foi interrompido por um soco muito bem dado de Johnny que pelo jeito tinha perdido a paciência costumeira.
Os dois continuaram a trocar socos e chutes e não demorou até mais dois caras estranhos se juntarem a briga contra Johnny. Neste ponto gritei para que os garotos fossem ajudar ao amigo, sentindo logo um par de mãos me puxando para trás enquanto Brian e Zacky caiam na briga. Instintivamente procurei por Matt e o vi olhando para nossa direção, confuso, parou o skate dando as costas à competição e segurando a prancha correu até onde estávamos.
Cada vez mais gente se juntava em volta da briga e Jimmy foi me puxando para trás, me afastando do centro da confusão. Em certo momento Matt também teve que entrar na pancadaria, de cara quebrando o skate na cabeça de um cara relativamente grande. Olhei para trás na intenção de perguntar por que Jimmy estava me puxando para longe, quando um tiro foi efetuado, fazendo o maior cobrir meu corpo. Gritei procurando pelos garotos em meio à confusão que tinha congelado pela aproximação dos então juízes, que apontavam armas para Johnny, Matt, Brian e Zacky. Matt gritou para Jimmy me levar embora e sem questionar o maior saiu me arrastando, enquanto eu gritava para ele me soltar, implorando para não deixar os outros para trás.
Abriu a porta traseira do carro de Brian e me empurrou para dentro do veiculo. Sentei-me no banco e comecei a bater no vidro, pedindo para ele me deixar sair, mas o mesmo não me ouviu, seguindo para o banco do motorista e acelerando em direção a minha casa.
– Jimmy, pelo amor de Deus, volta! A gente não pode deixar eles lá! – pedi sentindo as lagrimas descerem feito rios pelos meus olhos.
– Madson, fica calma ta? Se você ficasse por perto tanto Matt quanto o outro cara que queria você iriam ficar nervosos, além de ser perigoso. – explicou tentando manter a calma.
– FODA-SE! – gritei dando espaço para a histeria – ELES ESTAVAM ARMADOS JIMMY! ELES VÃO MATAR OS MENINOS! — Jimmy apertou o volante deixando os nós dos dedos brancos e acelerou o carro, mantendo o silencio.
Não demorou a encostar o carro em frente de casa, logo saindo e me ajudando a sair do veículo. O choro convulsionava em minha garganta, me fazendo agarrar sua cintura. Em passos lentos me levou para dentro de casa, me sentando então no sofá onde mais cedo eu estava deitada com Johnny e Matt, fazendo o choro aumentar em volume.
– Jimmy, Jimmy – chamei segurando suas mãos quando ele se agachou na minha frente – por favor, volta lá Jimmy, trás eles pra casa – apertei mais suas mãos – trás o Matt pra mim! – exclamei fechando os olhos com força em desespero – por favor!
– Madson! – segurou minha cabeça que havia caído para baixo, a levantando – fica calma! – olhou em meus olhos, me fazendo encarar o mar azul de calmaria em verdadeiro conflito – Eu vou, mas você tem que me prometer que não vai sair daqui enquanto eu não voltar – concordei com a cabeça repetidas vezes, pulando em seu abraço quando o mesmo se levantou.
– Não demora, por favor... – pedi quando ele se soltou. Sem olhar para meu rosto novamente Jimmy partiu, deixando a porta aberta, me deixando sufocar sozinha em dor e medo.
...
Olhava para o relógio pela milésima vez, uma hora já havia passado e junto dela muitos fios deixaram minha cabeça, de tanto que passava a mão pelo cabelo, tentando manter minha sanidade no lugar.
Saltei no sofá quando ouvi o barulho de um carro parar em frente de casa, corri para a porta a abrindo e encontrando Brian e Zacky puxando Matt de dentro do carro, meu coração perdeu uma batida e então disparou, disparando junto minhas lagrimas que com um grito mudo começaram a cair enquanto corria e segurava a cabeça de Matt que pendia para baixo. Seu rosto estava levemente inchado, o olho direito provavelmente não abriria amanhã e estava roxo. Sangue seco fazia um rastro saindo do nariz e de um corte na testa do lado esquerdo. Jimmy segurou meu braço me puxando para o lado, deixando o caminho para Brian e Zacky livre e então os dois entraram em casa com o meu namorado que pelo jeito estava desmaiado. Olhei ofegante para Jimmy e Johnny que apresentava apenas alguns arranhões na face, eles tinham o rosto abatido. Me virei e corri para dentro de casa, vendo Brian e Zacky subir Matt pela escada, em direção ao meu quarto.
Ao alcançar o corredor corri na frente deles e abri a porta, os dando passagem e logo tirando tudo que estava em cima da cama, ajeitando um travesseiro e assim eles depositaram Matt no conforto do colchão. Subi na cama, segurando a mão do meu namorado e tentando controlar o choro.
– O que... – solucei – aconteceu? – Brian bufou passando a mão no cabelo. Os quatro estavam sem grandes machucados, me fazendo me perguntar por que apenas Matt estava daquele jeito...
– Os caras ficaram realmente putos por termos começado a confusão e o Matt meio que discutiu com o chefão lá, porque só tínhamos começado a confusão quando o outro cara lá ficou te enchendo o saco, ai quando ele descobriu que o Matt era o teu namorado ele liberou a gente e disse que o “herói” ia levar sozinho... – contou Zacky, me fazendo apertar a mão de Matt inconscientemente – a gente tentou intervir, mas os caras tinham armas e falaram que iam atirar caso a gente entrasse no meio...
Tomei fôlego para dizer que devíamos ir à polícia, e talvez levar Matt ao hospital, quando o mesmo começou a tossir e levantou parcialmente o tronco, virando a cabeça e cuspindo um pouco de sangue no lençol, exclamei e o segurei pelo ombro, o fazendo deitar então em meu colo.
– Desculpa Mad... Sujei a sua cama. – pediu sorrindo fraco, mostrando de relance os dentes sempre tão brancos sujos de sangue.
– Dane-se o lençol amor... – passei a mão do lado de sua face, olhando para os garotos – ele cuspiu sangue, é melhor a gente levar ele ao hospital.
– Não precisa – intervil Matt – é do nariz, eu to bem Mad... – disse me fazendo olhar pra baixo de novo.
– Oh Matt... – libertei as lagrimas novamente, me curvando em seu corpo, deixando as lagrimas se misturarem ao sangue em sua camisa.
– Calma amor... – pediu segurando minha mão – ta tudo bem... – ouvi uma tosse forçada e me levantei, olhando para os quatro parados ao lado da cama.
– Você quer que algum de nós fique aqui? – perguntou Johnny.
– Não precisa... – enxuguei as lagrimas, tentando me acalmar – eu vou limpar os machucados do Matt, se ele passar mal ou alguma coisa acontecer eu ligo pra um de vocês...
Um a um os garotos foram indo embora, me deixando sozinha com Matt. Cada vez que eu olhava para seu rosto perfeito machucado a culpa revirava meu estomago. Limpei metodicamente cada um de seus arranhões, passei pomada anti-hematomas em cada roxo que encontrei em seu rosto e abdômen. A cada lagrima que saia de meu olho Matt reafirmava que estava tudo bem, tentando me acalmar. No fim, ele acabou adormecendo novamente e eu fiquei ali, sentada ao seu lado, velando seu sono e reafirmando para minha mente que ele estava bem, que Matt respirava e logo abriria os olhos para me iluminar com o verde de seu olhar, acalmando a parte de mim que doía ao vê-lo tão machucado...
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