Erase This

95 Dona do Meu Pensamento


Notas iniciais
An, to com pressa por isso não respondi as reviews do capítulo anterior, mas as desse eu vou responder, entao pfvr, falem comigo okay?

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Eu caminho no meio da multidão

Eu me sinto a vontade, pois partilhamos

Noites, ruas e sonhos, como se fossemos iguais!

Olhei para a porta da garagem, por onde Ana havia fugido. Olhei para os meninos e todos tinham a mesma expressão atônita no rosto. Matt deu de ombros e indicou outra música para tocarem, cantando quando foi sua deixa. Deitei-me no colo de Johnny que ficou brincando com o meu cabelo.

A noite já avançava quando eles pararam de tocar, se jogando em locais diversos pela garagem. Matt se sentou no chão na minha frente e Zacky abusado, levantou minhas pernas se sentando no sofá. Fiquei fazendo cafuné em Matt enquanto Jimmy brincava com suas baquetas as rodando, Brian fumava um cigarro perdido em outra dimensão e Zacky e Johnny conversavam banalidades que eu preferia ignorar. Bufei e falei em voz alta.

- Eu to com desejo! – quatro palavras, e o mundo havia parado de rodar para os marmanjos na garagem. Matt olhou para mim mais branco do que a parede.

- C... Co... Como é que é!? – questionou elevando a voz algumas notas.

- Jesus Matt, eu só to com vontade de comer banana com manteiga de amendoim, não é o apocalipse! – respondi contendo o riso, na verdade eu tava com vontade de comer morangos com chantilly, mas a reação deles era muito engraçada para não zoar.

- EU VOU SER TIO! – gritou Rev pulando em pé. Tive que rir alto com suas palavras. Matt parecia estar a beira de um ataque de nervos, Zacky olhava para mim apreensivo, Brian tinha o cenho franzido e parecia pensar e Johnny, bem, Johnny parecia aborrecido.

- Por favor, coelhos, me digam que vocês se protegem... – se pronunciou Brian. Matt parecia incapaz de encontrar a voz.

- Eu tomo remédio Brian... – respondi me sentando no sofá. – que foi Matt, amor, não fica feliz com a possibilidade? – perguntei colocando as mãos no abdômen de forma carinhosa.

- Mad, pára, brincadeira de mal gosto... – resmungou Johnny.

- Que isso Jojo, não ia ficar feliz com um sobrinho?! – perguntei fazendo bico, Matt se levantou e roubou a cerveja de Brian, a tomando em um único gole.

- Não é essa a quês... – mas foi interrompido por Matt que gritou:

- PÁRA DE ZOAR MADSON, VOCÊ FICOU MENSTRUADA ESSE MÊS JÁ.

- Seu mala! – joguei uma almofada em sua direção – me deixa zoar os meninos em paz!

- Paz? – perguntou de cara fechada – eu quase tive um infarto, isso não é paz.

- O que?! – parou Jimmy que ainda pulava – nada de bebês então? – perguntou entristecido.

- Quem sabe daqui a alguns anos Jimmy, — respondeu Matt, fazendo ele sorrir – você não traga um para nós. – completou e logo teve que desviar de uma baqueta lançada por Rev.

- Agora sério, to com vontade de comer morango com chantilly, quem vai conseguir pra mim? – perguntei agarrando o braço de Zacky que estava calado demais...

- Amanhã eu te levo no shopping Mad, e você come... – respondeu Matt novamente, se espreguiçando. – amanhã é sábado pessoas, vamos fazer alguma coisa?

- Eu to afim de ir em algum show... – resmungou Brian. – não vai ter nenhum no Chain Reaction?

- Sei lá, podemos ver... – falou Matt se jogando em frente ao sofá novamente.

- Demoro bichas, me liguem quando marcarem os nossos programas da noite. – disse Jimmy colocando as baquetas no bolso – eu vou para casa! E por casa eu quero dizer lavanderia, então, não me procurem de madrugada. – informou se espreguiçando.

- Que porra você vai fazer na lavanderia Jimmy? – lhe perguntei enquanto mexia nas mãos de Zacky.

- Meus pais me expulsaram de casa, porque acharam algumas coisas nas minhas coisas – deu de ombros – meu chefe não sabe, mas eu durmo no quartinho do fundo de lá agora...

- Jimmy seu pirado! – pulei do sofá – e se alguém descobre?!

- Relaxa Mad, tenho tudo sobre controle! – me abraçou e deu um beijo na testa. – até amanhã bichas... – e assim partiu, para a lavanderia.

Olhei atônita para os garotos, que deram de ombros e voltaram a conversar sobre possíveis programas a se fazer em um sábado à noite. O cansaço se abateu no meu corpo e me deitei novamente no sofá. Aos poucos os garotos foram indo embora, cada um para sua casa e finalmente quando eu e Matt ficamos às sós, pude falar:

- To preocupada com o Jimmy... – lhe confessei.

- Por que? – perguntou ainda sentado no chão, brincando com o veludo do meu vestido.

- Talvez por ele estar morando em uma lavanderia?! – respondi erguendo as sobrancelhas.

- O Rev é louco, mas logo ele volta pra casa... – me garantiu sorrindo – ele e os pais vivem brigando assim, ele vive atormentando a irmã e às vezes simplesmente some de casa, depois volta e fica tudo bem... – deu de ombros.

- Mesmo assim, é perigoso... – bufei e olhei para o teto.

- Perigoso foi essa sua brincadeira de hoje... – resmungou.

- Ah Matt! Pára vai, foi só uma brincadeira... – puxei seu cabelo para frente rindo.

- Sério Mad, por um segundo eu fiquei em pânico. – chamou minha atenção, tirando minha mão de seu cabelo. – eu não faço idéia do que faria se você realmente estivesse grávida.

- Continuaria seguindo teu sonho de ter uma banda famosa, comigo e nosso filho junto te apoiando. – respondi sua pergunta o mais calma o possível.

- Não é assim as coisas, um filho trás custos. – me repreendeu.

- Eu sei Matt, não sou idiota, mas se um dia eu ficar grávida, vai ser um acidente, e teremos que lidar com isso, se desesperar não vai adiantar nada. – sentei no sofá – agora eu preciso dormir, quer ir lá pra casa hoje?

- Nem to afim não, quer dormir aqui em casa? – perguntou em troca.

- Pode ser... – dei de ombros me levantando – vou buscar roupa lá em casa e já volto.

- Não precisa, tem varias roupas suas aqui... – se levantou segurando meu braço.

- Eu sei, mas a Belle tá sozinha em casa, vou dar uma olhada nela e já volto. – sorri e lhe dei um selinho, Matt me soltou e disse que ia vasculhar a geladeira para achar algo de comer. Sorri e fui para casa.

Cheguei em casa e encontrei todas as luzes apagadas, mamãe havia saído com vovó e provavelmente iria ficar na casa dela esse final de semana, o que não me incomodava nem um pouco. Subi as escadas me espreguiçando, entrei no meu quarto e tirei o vestido irritante, indo para o banheiro e lavando o rosto, soltei o cabelo o balançando um pouco e olhei para o chuveiro, tentada em tomar banho. Calculei o tempo mentalmente e decidi que precisava de vinte minutos para estar pronta. Me enfiei no chuveiro e tomei um bom banho, sem lavar a cabeça por já estar meio tarde. Me enxagüei e curti um pouco a água quente sobre a pele. Estrelei as costas, braços e dedos, relaxando. Suspirei e fechei o registro, me enrolando na toalha e aproveitando para escovar os dentes. Sai para o quarto acompanhada do vapor d’água, me joguei na cama, respirando alguns segundos. Meu corpo estava estranhamente mole, estressado depois do almoço. Suspirei novamente e me vesti, me abrigando do frio em uma calça bailarina e um moletom meio antigo por cima de um top. Calcei meus bons e velhos all stars e joguei uma lingerie a mais na bolsa, sem ter certeza de que as que estavam na casa de Matt eram descentes. Penteei o cabelo e segui para o quarto de Anabelle.

Para variar o ambiente era completamente escuro. Estranhei a porta aberta, mas ao achá-la caída na cama dormindo, bufei. Fui até a janela aberta e a fechei, cessando a corrente de vento frio que cortava o quarto. Puxei Anabelle até o travesseiro e a virei de barriga para cima, desabotoando o casaco que usava. Com esforço consegui tirar o casaco e depois as botas. Pensei em tirar a meia calça, mas como seu corpo estava extremamente frio, resolvi deixá-la vestida e acrescentar um cobertor em cima de seu corpo. Dei um beijo em sua testa e sai do quarto, deixando a porta encostada. Desci as escadas e atravessei a porta, a fechando e indo para casa de Matt.

Sem bater, entrei em sua casa sentindo cheiro de algo queimado vindo da cozinha. Ao chegar ao ambiente, encontrei uma panela no fogo, fui até ela e achei carne que parecia estar sendo grelhada, mas que fora transformada em carvão. Desliguei o fogo e chamei por Matt. Sem resposta segui paras escadas subindo para seu quarto. Entrei e encontrei a porta do banheiro entre aberta, coloquei minha bolsa em sua cama e caminhei até o banheiro, abrindo a porta e me encostando ao batente. Matt distraído lavava o cabelo, e quando forcei uma tosse, olhou para mim sorrindo, abriu um vão no Box e falou:

- Você demorou... – me disse enquanto molhava o sabonete para passar no corpo.

- Você deixou a carne queimando no fogão... – levantei uma sobrancelha quando ele arregalou os olhos, gritando “puta que pariu, a carne!” – já desliguei, mas sem chances de comer...

- Eu ia fazer o jantar, mas acabei vindo tomar banho... – explicou entrando de baixo do chuveiro.

- Relaxa que eu vou ver algo para comermos... – lhe avisei saindo do banheiro.

Fui para cozinha e comecei a vasculhar a geladeira, a procura de alguma coisa para fazer ou comer. Sem grandes opções, acabei fazendo macarrão com molho, o que estava se tornando a cada dia mais a minha especialidade. Terminava de temperar o molho quando Matt entrou na cozinha, vestindo calças e um moletom. Me abraçou por trás e após me dar alguns beijos no pescoço anunciou que ia para sala ver TV. Fechei as panelas deixando o molho e o macarrão cozinharem. Coloquei os pratos e copos para nós dois em cima do balcão e fui para sala. Matt estava jogado no sofá mudando de canais. Me sentei colocando suas pernas em meu colo. Matt acabou parando em um filme que estava no começo. Quando o intervalo chegou, me levantei e fui ver a comida, experimentei o molho e fiz o teste da massa e assim, coloquei para mim e para Matt a comida. Levei os dois pratos para sala, recebendo uma saudação animada de Matt pela comida, sorri para ele depositando meu parto na mesa de centro, voltando para cozinha e pegando refrigerante para nós dois. Segui para sala e após um selinho e um obrigado de Matt, me pus a comer. Assim foi nossa noite de sexta feira, mais como amigos do que namorados, algo que era tão satisfatório quanto uma noite de sexo. Brincadeira...

Pois me faz tocar o céu, ver você sorrir

Vem lua, vem, vem dançar pra mim!

Ninguém em seu lugar, então deixa a noite seguir

Bom poder brindar que você está aqui!

Dona do meu pensamento, você, nossa história!

Eu sempre vou te amar, eu sei que eu sempre vou te amar!