Notas iniciais
AHN, to com pressa, quase esqueci de postar - risos.
Capítulo favorito na área, então, comentem bastante.
Não respondi os reviews do ultimo capítulo porque não to com tempo, mas os desse responderei.
Música do Aerosmith, amo mto.

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That kinda lovin'

Turns a man to a slave

Abri a porta para descer do carro, mas meu braço foi segurado. Olhei para a mão que me segurava e segui o braço até encontrar os olhos de Matthew.


– Quero conversar com você... Vamos dar uma volta. – pediu soltando meu braço, me dando a opção de negar. Suspirei e fechei a porta. O carro arrancou e me senti mal por estar no banco de trás enquanto ele ia sozinho na frente, assim pulei para o banco de passageiro.


Ficamos em silencio por algum tempo e para amenizar a situação liguei o radio. Nada de bom passava nas rádios, assim abri o porta luvas e peguei uma das fitas que ficavam ali. Coloquei e esperei começar a música. As primeiras notas do piano anunciaram a minha musica, assim desliguei o radio. Não podia ouvir a música que ele havia feito para mim sendo que estávamos brigados.


Cruzei os braços e me encostei no banco, olhando pelo vidro a paisagem que corria do lado de fora. Infelizmente reconheci o caminho que Matt fazia, e sabia que era um truque dele para me amolecer... Ele me levava a um mirante abandonado fora de HB. Ele já havia me levado lá uma vez, quando ganhou o carro, e havia dito que era o nosso lugar secreto, em uma das árvores chegamos ao cúmulo de escrever nossos nomes com um poema tosco em baixo dizendo que nossos fantasmas ali residiam e que qualquer babaca que tentasse ficar mais de meia hora seria morto por nossas almas enfurecidas. Dramático, tosco e apaixonado. A nossa cara.


Logo Matt estacionava entre as árvores, um pouco longe da beira do precipício onde as madeiras quebradas e velhas ficavam. Ele se virou para mim para começar a falar, mas sai do carro. Se eu ficasse muito perto dele jamais teríamos uma conversa séria. Abracei meus braços e fui andando até a beira do abismo, me sentando a uma distancia segura. Abracei minhas pernas contra o peito e pude ouvir mais do que ver Matt se sentando ao meu lado.


– Você sabe Madson... – começou, mas o interrompi.

– Eu sei que você mentiu para mim. – falei olhando para o horizonte.

– Você nem me deu a chance de me explicar! – falou se virando para mim.

– Certo Matt, como você quer que eu acredite que você vai falar a verdade? Sendo que você já mentiu? – perguntei me virando para ele.

– Você não confia em mim então? – retrucou olhando para meu rosto, desviei o olhar não conseguindo olhar em seus olhos.

– Como eu posso conf... – Matt se levantou estressado e gritou.

– PARA COM ISSO PORRA! EU SÓ NÃO FALEI QUE A MENINA IA NA ACADEMIA QUE EU FREQUENTO! QUE DROGA MADSON, NÃO É COMO SE EU TIVESSE OUTRA! – gritou exasperado, me levantei do chão e encarando seus olhos cristais pela primeira vez, devolvi.

– COMO EU VOU ACREDITAR QUE VOCÊ NÃO TEM OUTRA SE O SIMPLES FATO DA VALARY FAZER ACADEMIA CONTIGO VOCÊ ESCONDEU? – gritei – SE VOCÊ TIVESSE ME CONTADO ANTES...

– SE EU TIVESSE CONTADO ANTES VOCÊ IA TER FEITO UM DRAMA E NÃO IA ME DEIXAR IR! – me interrompeu novamente.

– É, PORQUE EU NÃO CONFIO NAQUELA SUA AMIGUINHA RIDÍCULA! – gritei.

– MADSON, PRESTA ATENÇÃO NO QUE VOCÊ TA FAZENDO, VOCÊ TA BRIGANDO COMIGO PORQUE EU CONVERSAVA! – aumentou mais ainda a voz – CONVERSAVA COM UMA GAROTA, QUE PORRA É ESSA?

– NÃO ERA APENAS UMA GAROTA DROGA! – as lagrimas infernais já saiam de meus olhos – ERA A VALARY TA BOM! COMO VOCÊ ACHA QUE EU ME SINTO QUANDO VEJO VOCÊS CONVERSANDO HEIN MATTHEW? – gritei com a voz já falha pelo choro.

– Então o problema é ela? – perguntou com o tom de voz mais moderado, com os braços caídos ao lado do corpo e o rosto indecifrável.

– É, ela é o problema, porra! – cruzei os braços e com uma mão tentei secar as lagrimas – era com ela que você ficava antes, vocês tem uma história juntos antes de mim e você sempre disse que ia continuar amigo dela, estando comigo ou não... – funguei – ai você mente pra mim, esconde que vê ela sozinho todo dia e quer que eu fique de boa? Porra Matt, eu não tenho sangue de barata cara... – Matt ficou em silencio por um tempo, passou a mão no cabelo e no rosto e parecia extremamente irritado. Olhei para o chão e parei de tentar secar as lagrimas, era inútil...

Ouvi Matthew bufar e suspirar algumas vezes, seus pés se mexendo e as mãos estralando os dedos. Estava pronta para pedir para irmos embora quando seus braços me circundaram e me apertaram contra seu corpo. Demorei alguns segundos para entender o que acontecia, mas logo abracei sua cintura e enterrei meu rosto em seu peito, chorando feito a criança que ainda era.


– Me perdoa Mad... Por favor. — pediu – Eu vacilei, eu sei, mas eu faço qualquer coisa pra não te perder cara... Só me perdoa. – repetiu afundando o rosto em meu cabelo, me apertando tão forte que ouvi minha coluna estralar. Sem pensar duas vezes assenti com a cabeça, assenti varias vezes até que sua mão segurou meu rosto e seus lábios cobriram os meus. Meus braços se soltaram de sua cintura e subiram para seu pescoço, me fazendo ficar nas pontas dos pés.


Matt se abaixou um pouco e passando as mãos por trás dos meus joelhos me levantou. Fazendo-me circundar sua cintura com as pernas. Suas mãos me seguravam apertando a carne de trás das minhas coxas e eu bagunçava seu cabelo com as mãos. Matt soltou meus lábios e beijou minha clavícula, levantando a cabeça e caminhando para alguma direção, continuei a beijar seu rosto, descendo para o pescoço e mordiscando sua orelha.


Senti o metal frio nas minhas costas quando Matt me apoiou contra o carro e pude ouvir o som da porta ser aberta. Logo a mão de Matt segurava minha cabeça e ele nos colocava dentro do carro, deitados no banco de trás. Pela falta de espaço, minhas pernas continuaram em sua cintura e seus joelhos dobrados embaixo de mim me faziam ficar inclinada para baixo, deixando um livre acesso para suas mãos ao meu corpo.


Seus dedos correram por meus braços até meus seios, onde amassaram a carne e seus lábios me arrepiaram com beijos molhados no pescoço. Levei minhas mãos até sua blusa e a subi um pouco, podendo assim arranhar seu abdômen e costas. Matt suspirou em meu ouvido e logo desceu as mãos para minha calça, a abrindo e a puxando para baixo. Separamo-nos e Matt puxou o jeans, o jogando no banco da frente. Aproveitei o espaço e abri seu cinto e calça, logo retirando a peça e a deixando em cima do tampão do porta malas. Um vento gelado cortou o carro e pedi para Matt fechar a porta que estava aberta. Matt assim vez e logo seu corpo estava em cima do meu novamente.


Suspirei ao sentir sua ereção contra minha virilha e Matt levou as mãos até meu centro, me estimulando até causar meus gemidos baixos. Apertei a pele de sua cintura e logo ele puxava para baixo sua cueca, afastando minha calcinha para o lado e me presenteando com o contato de seu membro com meu interior. Remexi-me embaixo dele e ele aprofundou a penetração, me causando arrepios e gemidos.


Não demorou e Matt se mexia dentro de mim, em um vai e vem lento e apaixonado. Suas mãos procuraram as minhas e quando as segurou, abri meus olhos por um instante e fui paralisada por suas esmeraldas fitando meu rosto. Matt parou de se movimentar por um segundo me beijando, apertei suas mãos nas minhas e Matt voltou a se mexer.


O suor descia por nossos corpos e meus gemidos vinham na intensidade das estocadas dele. Libertei minhas mãos das suas e abracei seus ombros, fazendo com que Matt encostasse a cabeça na curva de meu pescoço. Fechei os olhos e logo era tomada pelo prazer. Matt ao sentir isso se forçou mais contra meu corpo e quando estremeci apertando sua cintura entre as coxas Matt beijou meu pescoço. Não demorou e pude sentir seu liquido me preencher. Matt descansou o corpo deitado em mim, e o sono se abateu em meu corpo. Não segurei a vontade de fechar os olhos e dormi abraçado a ele.


Acordei com o sol esquentando minhas costas. Estávamos dentro do carro ainda, eu deitada em cima de Matt agora, ainda sem calça. Suava com o sol quente que entrava pelas janelas fechadas. Levantei-me com cuidado e abri os vidros, sentindo a brisa refrescante entrar no carro. Matt dormia com a cabeça encostada em algum moletom esquecido no carro. Aconcheguei-me em seu peito e logo seus braços me seguravam quieta. Ri baixo e assoprei seu rosto que brilhava pelo suor.


A posição que estávamos era desconfortável, Matt de barriga para cima com os joelhos levantados, e eu deitada de bruços em cima dele com as pernas levantadas e apoiadas na janela, assim me remexi novamente tentando achar um jeito de ficar confortável. Mexi-me tanto que Matt acordou e riu de mim, nos puxando até que ficou sentado no banco, comigo de joelhos em sua frente.


– Nunca achei que sexo de reconciliação fosse tão bom, — comentou com a voz rouca – vamos repetir? – e sorriu mostrando as covinhas que eu tanto amava.

– Depois Matt... – sorri para ele e puxei o cabelo para cima, fazendo um coque desarrumado. – ta um calor do inferno aqui, vamos embora?

– Vamos... antes que os mosquitos nos achem. – e riu. Matt pegou sua calça e desceu do carro, deu a volta e pegou seus tênis que eu não havia visto quando ele tinha tirado. Jogou os meus para mim e eu pulei para o banco da frente.


Contorci-me no pequeno espaço e consegui vestir a calça com certo esforço, Matt riu de mim e perguntou por que eu não descia para me vestir, olhei para os lados e perguntei se ele não tinha medo de nenhum tarado louco nos pegasse e ele gargalhou, logo entrando no carro e dando partida.


Estávamos na garagem de Matt, eu, Johnny, Brian e Zacky, esperando Rev chegar. O ensaio já havia sido cancelado, já que já passavam das quatro da tarde e nada do baterista chegar. Eu estava um pouco preocupada, já que Belle estava com ele e isso era um péssimo sinal.


Brian e Zacky conversavam sobre tipos de guitarras sentados no chão com suas respectivas, Jojo fazia bolinhas de fumaça com a boca e Matt comia sentado na porta da garagem. Eu estava no maior tédio, assim me sentei à bateria de Jimmy e comecei a bater no prato mais próximo. Jojo parou de brincar com o cigarro e pegou seu baixo vindo até onde eu estava. Ele me mandou bater nas caixas com certo tempo e depois de algumas tentativas consegui fazer como ele pedia. Ele começou a tocar em seu baixo e até que estava ficando legal, se não tivéssemos sidos interrompidos pela risada histérica de Jimmy e Belle que se apoiavam um no outro no portão da garagem.


– NÃO, NÃO NÃO E NÃO MAD! – gritou Jimmy rindo. – VOCÊ NÃO É BATERISTA, VAZA DAÍ! – entregou a garrafa de alguma coisa a Belle e saiu cambaleando até onde eu estava – deixe isso com os profissionais gata. – me levantei e rindo entreguei-lhe as baquetas.


Jimmy começou a tocar, esculachando como sempre qualquer sonho de tocar bateria que eu tivesse, ouvi a gargalhada de Anabelle – sentada ao colo de Zacky – e olhei para a mesma. Assisti em câmera lenta a garrafa ser despejada em seu colo, fazendo a camiseta branca que vestia ficar transparente. Zacky riu e olhou para mim pedindo socorro. Fui até Ana e tentei puxá-la pelos braços, mas ela se soltou e em um movimento ninja estava no colo de Brian, que bufou e tentou empurrar ela. Mas Ana como boa bêbada que estava, agarrou seu pescoço.


– Nããão Bri – soluçou – Brian! Eu quero conversar com você. – pediu com a voz manhosa.

– A gente não tem o que conversar Ana... – respondeu Brian com a voz entediada.

– Tem sim! – devolveu birrenta – Você anda muito mal comigo... – reclamou.

– Certo... Que tal, fica sóbria, termina com o Sam e depois eu penso em falar contigo, beleza? – conseguiu se soltar dos braços moles de Belle e levantou. – To vazando, até amanhã galera.


Brian atravessou a garagem e logo cruzava a rua, indo para a casa. Belle acompanhou seus movimentos e logo desandava a chorar. Suspirei e com a ajuda de Zacky levantei Anabelle, que se abraçou ao meu pescoço perguntando o que tinha que fazer para o Brian voltar a falar com ela. Neguei com a cabeça e com dificuldade a levei para a casa.


That kinda lovin'

Sends a man right to his grave

Notas finais
Vai galera, capítulo razoavelmente grande, então, comentem!!