Notas iniciais
'-' Estou no mínimo chatiada com vocês, e apesar da vontade de simplesmente largar essa fic ser bem grande, não faço isso pelas leitoras que comentam. Não venho respondendo aos reviews por falta de estímulo, pura e simplesmente.
E enfim, ao capítulo...

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Temos que ter um cuidado extra
Com as coisas que estão mais perto de nos
Sabe,quanto mais próximo ficamos de algo
Fica mais difícil vê-lo

Estava deitada no sofá da garagem, as férias já eram entediantes e eu estava de ressaca. Era quarta feira, mas como não havia nada para fazermos, sair e beber era um bom passatempo. Estava virada para a parede enquanto os garotos discutiam sobre uma música que Matt desenterrará, de sua antiga banda. Eles estavam todos sentados em cadeiras e mexiam em um computador e microfones, presentes dos pais de Matt, montaram um estúdio improvisado na garagem...

Fechei os olhos e ouvi a voz de Brian ralhar que havia odiado o arranjo da música, que eles precisavam refazer aquilo. Zacky concordou e logo ouvi o barulho da guitarra dele, tocando novos acordes. Ouvi Jimmy batucar algo que acompanhasse a guitarra e Matt mandou pararem para que ele pudesse gravar tudo. Fechei os olhos e deixei minha mente vagar... Acabei caindo no sono, mesmo estando no meio de um ensaio de garotos barulhentos fazendo mais barulho.

Acordei quando alguém colocou uma manta em mim, me revirei e olhei para Matt, que disse para eu continuar dormindo, que eles ainda estavam discutindo a tal da música, que agora se chamava Streets. Sorri pra ele e mandei um beijo, voltando a me aninhar no sofá.

Finalmente despertei quando o silencio se instalou a minha volta. Me virei no sofá e encontrei Matt e Brian fumando, cigarros, sentados e conversando. Brian brincava com a guitarra e Matt contava alguma coisa em voz baixa pra ele que o fazia sorrir. Eles caíram na gargalhada e Matt olhou para mim, sorrindo ao me ver acordada.

- A bela adormecida esta viva! – brincou Brian.

- Nossa, tava cansada... – me sentei no sofá me espreguiçando.

- Como você conseguiu dormir com a barulheira toda? – perguntou Matt.

- Fechando o olho e dormindo – ri e estralei os dedos. – a Belle não apareceu aqui?

- Não... – respondeu Matt ainda sorrindo pra mim, Brian se virou para a tela do computador e começou a mexer em alguma coisa, ignorando minha pergunta. Revirei os olhos e chamei Matt com as mãos. Ele se levantou apagando o cigarro no cinzeiro e se jogou ao meu lado. Me enfiei em seus braços e escondi o rosto em seu pescoço. Ouvi sua risada rouca e senti suas mãos fazendo carinho em minha cintura. Abracei seu corpo e fechei os olhos, ainda sonolenta.

Ele e Brian voltaram a conversar, e dessa vez quem falava era Brian, contando sobre a ultima garota que pegará. Os detalhes sórdidos eram ouvidos atentamente por Matt, o que me fez morder ele varias vezes, alertando que eu estava acordada. Brian não poupava minúcias, tentando até explicar como era a vagina da garota, que para ele era estranha. Me virei para olhar para ele já não agüentando mais rir e perguntei se ele tinha alma.

- Como assim Mad? – perguntou de volta, rindo.

- Sabe, a menina deve ser frustrada por causa disso, e você ainda fica comentando... – ralhei.

- Ah! Ela nem ta aqui Mad! – se defendeu.

- Cara, vocês não prestam... Vem cá! – chamei a atenção deles quando caíram na risada. – por acaso a minha vida sexual já foi assunto entre vocês? – levantei uma sobrancelha olhando para Matthew que mordia a boca e olhava para frente. Olhei para Brian e ele soltou:

- Olha Mad, o Matt se recusa a contar como que é visualmente seus peitos e a tua buceta – arregalei os olhos e senti o sangue invadir meu rosto – mas de resto, parece até que você é boa de cama gata... – e riu, Matt jogou uma almofada nele e pediu respeito. – mas é sério agora, a gente desconfia que deva ter algo estranho ai, porque o Matt aí não solta meio A sobre anatomia, só conta o que rola. – e caiu novamente na risada.

- Ai Brian, cala a boca vai! – meu rosto pegava fogo, eu tinha certeza. Virei-me para Matt e ralhei – porra amor, você vai deixar ele achando que eu sou estranha?! – perguntei e Matt riu – calma, eu sou normal né? – perguntei apesar de ter certeza que era.

- Claro que é! Eu já falei que é normal, mas esses animais querem detalhes... – apontou para Brian que ria descaradamente.

- Não! Agora vamos esclarecer as coisas! Pode explicar como que é! – falou Brian se ajeitando na cadeira. Mandei a boa postura as favas e mandei Matt explicar, e mais, comparar com uma outra. Ele ficou vermelho na hora e começou a rir.

- Que outra? – perguntou ainda rindo.

- Compara com aquela tal de Samara, que você já pegou umas duas vezes... Já peguei também, assim vai ser mais fácil de comparar. – argüiu Brian.

- Nossa, da Samara era boa hein... – falou Matt, nostálgico. Bati em seu ombro e ele olhou pra mim – que? Nem vejo mais a menina – se virou para Brian – ela se mudou daqui, não foi Brian?

- Sim, ano passado... – confirmou o amigo, convicto. Mas eu sabia que era mentira, havia uma Samara na sala deles. Revirei os olhos e mandei que Matt começasse a falar.

- Aff... Deixa eu lembrar... – fez cara de pensativo e dei outro tapa em seu ombro. – ta bom, ta bom. A sua é mais bonita que a da Samara. A dela era esquelética, a sua tem carne pra morder, é bom. – passou a língua nos lábios e eu senti o rosto quente. – ela raspava o que era chato porque ficava pinicando depois... e você depila, o que te faz ficar com pelos uns dias, então eu vou dar empate. – revirei os olhos e Brian riu alto – agora de peitos, os seus são os melhores Mad, sério – se virou para Brian e com convicção afirmou – é no lugar Brian, e não é nem duro nem mole. – Brian perguntou a cor dos meus mamilos e eu joguei uma almofada nele, rindo mais sem graça que tudo – é rosa caralho, a mina é branca feito papel, você queria o que?

- Sei lá, vai que era escuro... Ninguém sabe – deu de ombros – e a Madzinha depila então, que desenho? – perguntou descarado, olhando pra mim de esguelha. Gargalhei e me levantei.

- Não agüento mais, conta o que tiver que contar Matt, eu vou comer! – e sai da garagem.

Fui pra cozinha e abri um pacote de bolachas. Os pais de Matt não estavam, nem sua irmã, o que me fazia ficar bem mais a vontade. Não que eles fossem cheios de formalidades nem fossem chatos, mas eu era tímida. Comi quase metade do pacote e tomei um copo de Coca. Aproveitei para ir ao banheiro, fiz xixi e lavei o rosto que ainda tinha traços da maquiagem da noite passada. Voltei para garagem me espreguiçando e encontrei Belle sentada no sofá, ao lado de Matt, rindo.

- ... Sacana a Belle, rindo da desgraça alheia, logo, logo quem vai ta na roda vai ser tu pirralha, fica rindo não. – falou Matt. Ana deu de ombros e disse que eles não eram amigos do Sam, então não teriam detalhes.

- Então o cenoura já se plantou na terra fértil da Belinha? – perguntei enquanto me sentava em uma cadeira ao lado de Brian, que havia voltado e brincar com a guitarra e apenas ria. – nem pra me contar... – fingi mágoa.

- Ai Madson, cala a boca! – riu envergonhada cobrindo o rosto com as mãos – não, ninguém se plantou em lugar nenhum, palhaça...

- Sei! – ri mais ainda quando ela jogou uma almofada em minha direção. Me voltei para Brian e puxei a guitarra de seu colo.

- Que isso? – perguntou surpreso, ainda com as mãos no ar gesticulou para meu furto.

- Isso sou eu te humilhando na guitarra. – tentei posicionar os dedos para tocar a única nota que sabia, mas minhas unhas compridas não me deixavam apertar as cordas direito. Brian riu e se apoiando nos joelhos arrumou meus dedos.

- Vai, toca... – mandou. Deslizei a palheta pelas cordas de metal, mas o som ficou péssimo. – que bosta Madson, desiste menina... – riu Brian tirando a guitarra de minhas mãos.

- Não!! – pulei para frente na cadeira – me ensina tio Synyster. – pedi batendo as mãos.

Brian revirou os olhos e começou a tocar as notas primarias, na verdade ele se mostrava para mim, já que eu não entendia nada do que ele falava. Ouvi Belle enchendo o saco de Matt para que ele ensinasse a ela a gritar como ele, e ambos discutiam agora já que Matt achava que ela não tinha voz pra isso.

- Vai Matt! – pediu manhosa Belle – se não eu conto pra mamãe o que vocês fizeram no quarto depois da praia... – ameaçou. Olhei para ela com a sobrancelha levantada, com a

ameaça visível no olhar. Aquele dia eu estava com raiva, por isso deixara Matt me persuadir a quebrar minha regra de não fazer sexo quando haviam pais por perto.

- Aff pirralha insistente. – Matt se levantou e foi até o microfone. – vou fazer uma vez e depois você tenta. – tomou ar e gritou por alguns segundos, mais baixo do que eu sabia ser seu potencial. – vai, tenta.

- Como assim tenta meu filho, você nem me explicou como faz! – ralhou Anabelle segurando o microfone. Matt explicou superficialmente o que ele fazia pra deixar a voz daquele jeito e Belle tentou. Um fiasco, parecia que ela tinha catarro na garganta e precisava cuspir.

- Belle, vai cantar Britney Spears, combina com teu cabelo e com a tua voz. – zoou Matt, tirando o microfone de suas mãos.

- Britney Spears é teu cú! – gritou Belle, mostrando a educação linda que tinha. Gritei concordando com Matt e Belle correu, pulando em cima de mim e bagunçando meu cabelo. Ria tentando empurra — lá quando ouvimos alguém bater na garagem. Matt abriu o portão e deu de cara com minha mãe. Consegui finalmente empurrar Belle e saltitei até meu namorado, abraçando sua cintura e perguntando a mamãe o que ela queria.

- O jantar esta pronto, vem vocês quatro comer... – sorriu para Brian mais atrás. – faz tempo que você não aparece em casa Brian, vamos. – e se virou caminhando. Mamãe sabia que não recusaríamos comida, ainda mais a dela.

Estávamos jogados nos sofás da sala, mamãe havia feito strogonoff, e todos haviam comido pelo menos dois pratos. Matt e Brian dois pratos monstros, eu e Belle pratos normais.

- Semana que vem é aniversario do Rev... – comentou Brian antes de soltar um sonoro arroto.

- Porco... – comentei, sem forças pra me mexer ou falar mais.

- Meus pais ainda não vão estar em casa... a gente pode fazer uma festa lá... – sugeriu Matt.

- A gente pode fazer um esquenta na sua casa e depois fazer um lual na praia. – falei – porque ai os quartos da sua casa não ficam parecendo puteiros e eu não tenho que arrumar depois... – terminei deitando a cabeça em sua barriga. Matt se remexeu desconfortável por estar com o estomago cheio, mas ignorei.

- Por mim, a Mad que manda... – me puxou para deitar a cabeça em seu peito, respirando melhor após isso.

- Vai fazer um ano que ta na coleira hein Sanders, ta parecendo uma moça. – cassou Brian, Matt lhe mostrou o dedo de meio.

- Então vamos fazer o seguinte, a Mad arruma tudo na sua casa, — falou Belle – e eu arrumo o lual. – finalizou.

- Valary e Michelle querem ajudar... – avisou Brian. – elas gostam do Jimmy, querem ajudar na surpresa, vocês vão ter que se entender...

- Que? – me sentei no sofá – nem fodendo, eu vou acabar servindo o sangue das duas no lugar de vodca! – avisei.

- Ai! – gritou Belle prevendo um drama – eu me entendo com as duas, deixa a Mad arrumar sozinha o esquenta...

- Tanto faz... – deu de ombros Brian – elas só querem ajudar, vocês podiam baixar a guarda...

- Se eu baixar a guarda, aquela vaca se joga na cama do meu namorado. – resmunguei possessiva, abraçando Matt que fingia dormir.

- Dramática... – falou Brian se levantando – eu vou pra casa, o sono bateu forte aqui. Nos vemos amanhã galera... – passou por mim e bagunçou meu cabelo. Murmurei um tchau e ouvi ele se dirigir a cozinha para se despedir de minha mãe. Belle subiu as escadas dizendo que ia tomar banho e eu e Matt continuamos largados nos sofás assistindo TV. Ao final do programa Matt se pronunciou:

- Quer dormir lá em casa? – perguntou Matt.

- Só se você me levar no colo... – respondi manhosa arrancando uma gargalhada dele.

- Folgada pra caralho... – e me puxou para seu colo, tomou impulso e saiu andando... gritei para mamãe que ia dormir na casa de Matt e antes que ela pudesse vir ralhar e encher o saco, já batíamos a porta.

E continue correndo atrás dos seus sonhos
Mas quanto mais tempo se gasta falando muito
Menos se faz
Vou pressionar meu punho de coragem contra meu coração
E com ajuda dele, sobreviver outro dia

Notas finais
A música hoje veio traduzida porque é uma da trilha sonora do anime Naruto, e eu acho que vocês não sabem japonês né?
Ficou meio sem sentido porque eu não tinha certeza de qual era - achei quatro músicas "Closer" aqui.
Enfim, foda-se. Tchau.