Erase This
80 Seize The Day
Notas iniciais
Boa Leitura
p.s. desculpem a formatação tentei consertar várias vezes, mas o nyah não está cooperando.
Seize the day or die regretting the time you lost
It's empty and cold without you here, too many people to ache over
Peguei mais um isopor lotado de cervejas e o coloquei perto dos outros que também tinham bebidas. Atrás de mim vieram as irmãs Dibenedetto, até que eu estava me dando bem com elas, digo, com a Val, porque Michelle eu só tratava duas palavras e nada mais.
– Val, você pode ir junto com sua irmã pegar mais aqueles dois isopores que faltam? – perguntei riscando na lista os itens que já haviam sido feitos.
– Claro! – exclamou animada e no mesmo minuto cruzaram a praia logo pegando o que eu havia pedido.
– Certo, só faltam os copos para o ponche né? – perguntei às duas que assentiram. – Val você poderia então ficar me esperando aqui, preciso ir comprar os copos... Volto rápido.
– Ok. – ela aceitou e eu pisquei o olho correndo para longe da areia.
Pensei em ir para casa e trocar meu agasalho e calça jeans por biquíni e uma saia ou short, assim já estaria pronta para o aniversário de Jimmy, mas resolvi tomar esse tempo a fim de ter alguns minutos a mais com Sam na mercearia.
As ruas estavam numa calmaria profunda e o vento mais parecia brisa. Com o elástico que tinha no pulso amarrei os cabelos num coque frouxo. Mais alguns quarteirões e chegaria à mercearia.
Quando avistei o estabelecimento vermelho e azul apressei os passos, atravessei a rua correndo e parei diante a porta de vidro ofegante. Abri sendo anunciada pelo barulho do sino, avistei Sam de costas para a porta arrumando uns pacotes de bolacha na prateleira dos fundos. Segui até ele e passei meus braços por sua cintura num abraço.
– Você aqui? – indagou se virando com um sorriso no rosto.
– Vim tentar te convencer de novo a ir à festa do Jimmy e comprar copos descartáveis. – ele suspirou ajeitando meus cabelos soltos por trás da orelha.
– Já disse que não vou Belle, não quero estragar a festa de ninguém amor. – insistiu firmemente e eu afundei o rosto em seu peito.
– Vai ficar tão chato sem você... – resmunguei.
– Amanhã nós passamos o dia inteiro juntinhos pode ser? – olhei para o mesmo decepcionada e assenti. – Não faz esse bico... – pediu segurando meu rosto e encostando nossos lábios.
– Promete?
– Prometo o quê Ana?
– Que vai ficar amanhã o dia inteiro comigo...
– Prometo sim, amanhã tenho folga. – soltei meus braços de sua cintura e empoleirei em seu pescoço e ele me abraçou novamente levantando meu corpo do chão.
– Te amo muito pequena. – sussurrou em meu ouvido e eu mordi seu pescoço carinhosamente.
– Agora me diga onde tem copo descartável aqui? – perguntei nos soltando e ele me guiou para um dos corredores, peguei os copos ali e fui para o caixa acompanhada do mesmo.
– Vou ter que fechar a loja hoje, acho que vou demorar um pouco não precisa me esperar... – comentou enquanto ensacava minha compra.
– Já que você não vai à festa quero voltar pra casa no seu carro. – ele riu e seguimos até a porta juntos.
– Interesseira e preguiçosa você é... – disse apertando a ponta de meu nariz.
– Não acredito que você pensa isso de mim Sam! – exclamei fingindo surpresa e rindo depois.
– Está bem, daqui uns dez minutos eu já encerro o expediente. – balancei a cabeça positivamente e selei nossos lábios antes de deixar o pequeno mercado para trás.
Sentei na calçada balançando a sacola nas mãos e observando a pouca movimentação nas ruas... Parei por um minuto o olhar em direção a uma loja de bugigangas talvez fosse divertido passar o pouco tempo lá, ela ficava do outro lado da rua.
Ao por os pés dentro do lugar extremamente estranho, logo notei que era assustador também... Decorado por velas pretas e vermelhas e tinha umas estátuas com formas indefinidas, tomei um susto quando uma senhora de meia idade apareceu.
– Olá garotinha! – cumprimentou-me estendendo a mão que tinha belas unhas feitas.
– Oi. – respondi timidamente encarando seus cabelos negros amarrados num coque.
– Procurando algo especial? – perguntou simpaticamente abrindo um sorriso enorme e logo me senti a vontade.
– Na verdade entrei por curiosidade... – ela riu e me chamou para ir com ela mais ao fundo da loja.
– Você tem um minuto? – perguntou se sentando atrás de uma bancada.
– Acho que sim, estou esperando meu namorado fechar a mercearia ali dá frente. – ela sorriu enquanto acendia um incenso.
– Você vive num conflito consigo mesma não é? – perguntou tornando a virar para mim.
– Hum não sei... – minha voz tremeu em desconforto.
– Não precisa se sentir desconfortável tenho certeza que posso te entender melhor do que muitos pelo mundo a fora...
– Ok... agora a senhora está me assustando. – admiti sorrindo brevemente.
– Oh meu bem, desculpe, não quis assustar... Digamos que eu sou uma vidente, se é que você consegue se sentir melhor sabendo disso. – balancei a cabeça positivamente.
– Então me conta o que vai acontecer amanhã comigo? – perguntei animada.
– Não posso te dizer isso... Ainda não tenho permissão para lhe revelar num total sobre os obstáculos que há de enfrentar. – estremeci com o tom de sua voz. – Mas lhe asseguro que esteja pronta para uma perda, e mais pronta ainda para aguentar o que está por vir... Serão tempos difíceis, mas como tudo um dia na vida passa, isso também passará. – sorri amigavelmente para ela que segurava minhas mãos.
– Posso usar o telefone? – perguntei audaciosamente.
– Claro querida! – ela passou o aparelho para cima do balcão e eu digitei rápido o número da casa de Matt.
– Alô?
– Oi Zacky.
– Quem fala? – perguntou o idiota.
– É a Anabelle retardado! Minha irmã tá por ai?
– Tá trancada no quarto com o ogro por quê?
– Af... Avise-a que eu vou demorar um pouco pra levar os copos para o luau, porque estou esperando o Sam sair do trabalho.
– Ok. – respondeu secamente e eu virei os olhos ignorando a aversão que todos alimentavam por meu namorado.
– Beijos Z.
– Beijos. – desliguei e parei o olhar sobre a mulher que agora organizava as estátuas numa das prateleiras.
– Obrigada. – a agradei tocando seu ombro.
– Não há de que criança. – parei os olhos sobre os colares que ela usava e chacoalhei a cabeça a fim de voltar à atenção a outras coisas. – Venha cá quero lhe dar uma coisa.
Fomos para o segundo corredor da pequena loja e lá a mulher me estendeu uma pedra azul que cabia no centro de minha mão.
– Nos momentos de aflição ore com essa pedra entre as mãos e você se sentirá melhor... Nos momentos de saudades ore com essa pedra entre as mãos e você o terá ao seu lado novamente... – engoli em seco aceitando o presente.
– Quanto custa? – perguntei automaticamente recebendo um sorriso seu.
– Custa um “obrigado”.
– Obrigada. – murmurei envergonhada sorrindo enquanto ela retorcia as mãos num gesto tenso. – Devo ir agora, obrigada por tudo...
– Eve. – ela me disse seu nome.
– Dona Eve.
– Não tem o que agradecer... Vá na paz garota, e lembre-se: Não há nenhuma dor na vida que não tenha cura. – assenti andando para fora da loja ainda admirando a pedra.
Encostei-me a porta de vidro e corri os olhos pela rua logo vendo Sam terminando de fechar a porta da loja. De repente três garotos o abordaram e logo eu os reconheci...
“Não pode ser...” Pensei já com o coração aflito.
O menor enterrou um punhal na barriga do ruivo que se curvou de dor e nesse ato recebeu uma joelhada no queixo que o fez desequilibrar e cair para trás, dois deles o seguraram e o puseram de pé.
Fiz menção de correr até lá, mas seu olhar veio de encontro ao meu e transmitiu-me a mensagem de que eu deveria permanecer onde estava. E acrescentando ao estado de choque que havia me atingido permaneci estacada no lugar.
Seus olhos teriam ficado mais tempo presos aos meus se ele não tivesse recebido um soco na altura do baço e fechado as pálpebras urrando de dor... Iniciava-se uma sessão de pancadaria.
Acabei perdendo as contas de quantas vezes ele fora atingido no abdômen, e perdido a noção de quão alto estavam meus soluços de desespero ao vê-lo apanhar daquele jeito e permanecer sem alternativas de salvá-lo.
O punhal antes enterrado em sua barriga tomou lugar na coxa esquerda. Sam jogou a cabeça para trás abafando um grito entre os lábios e voltou a me encarar logo após. Seus olhos estavam empalidecidos por conta da tortura que sofria. Ultrapassei a porta de vidro deixando a sacola com copos para trás e parei na calçada quando seu olhar me repreendeu mais uma vez.
Em questão de segundos ele era atingido por um novo soco, me dobrei ao meio sentindo em mim sua dor e lutando para respirar em meio a tantas lágrimas. Eu queria gritar, correr e me atirar em frente ao mesmo, mas meus reflexos estavam lentos e meus movimentos paralisados.
De repente Sam foi solto, assim pensei que a tortura acabaria e eles iriam embora como das outras vezes. Mas ao contrário do que pensava o maior e pelo que me parecia, líder da gangue, sacou uma arma e mirou no peito de meu namorado que ainda cambaleava para trás.
Segurei o ar assustada e o soltei pesadamente ao ouvir o primeiro disparo acertar Sam e o atirá-lo no chão. Abri a boca num grito mudo e fechei as mãos em punho cravando as unhas felinas na palma das mãos. O grandalhão ainda não satisfeito se aproximou de Sam que agonizava no asfalto e lhe proferiu mais quatro disparos.
Caí de joelhos no chão e enfiei a cabeça entre as pernas puxando o cabelo fortemente e chorando compulsivamente sem medo de que os traficantes ouvissem e acabassem com minha vida por eu ser testemunha do crime. Na verdade, talvez esse fosse meu objetivo, esperar que eles ouvissem.
Assim, me equilibrei nas pernas bambas e corri para o outro lado da rua me jogando ao lado de Sam e observando o estrago que tinham causado em seu corpo. Ele tinha a camiseta ensanguentada, dois tiros no peito, um bem no centro da testa e outro na boca. Tomei um susto com sua face desfigurada e pus-me a chorar novamente ignorando a presença dos três assassinos que me rodeavam.
– Que porra é essa? – um deles perguntou enquanto eu mantinha minha atenção no ruivo morto.
Senti uma pancada na cabeça, que de tão forte fez-me perder a consciência... Quisera eu perder a consciência para uma eternidade.
So, what if I never hold you, or kiss you lips again? So I never want to leave you and the memories for us to see I beg don't leave me
Notas finais
Vejo vocês nos reviews, beijos.
p.s. a música vocês já sabem de quem né?
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