Erase This
51 Blood, Sex and Booze
Notas iniciais
Fiquei super feliz com as reviews dos ultimos capítulos, vocês são lindas.
Ah... não sei se tem alguma roupa pra vocês nesse capítulo, mas se tiver eu pesso pra Shadows postar junto ao capítulo dela.
Música do Green Day. BEIJOS
I confess so do it one more time
These handcuffs are too tight
you know I will obey, so please
Don't make me beg
Acordei ainda era madrugada, Matt abraçava minha cintura e parecia um anjo dormindo. Tentei me ajeitar na cama, mas era estranho dormir pelada, não estava nem um pouco acostumada. Remexi-me varias vezes até que Matt ainda dormindo me apertou e resmungou algo do tipo “para quieta”. Soltei-me do seu abraço e quando me sentei na cama ele acordou.
– Aonde você vai? – perguntou rouco e sonolento.
– Preciso colocar roupa, não consigo dormir assim. – me levantei sentindo minhas pernas bambas e uma ardência incomoda, procurando minha calcinha, a achei e vesti. – Vai perder mais uma camiseta Matt... – abri seu guarda roupas e puxei uma blusa sua. A vesti e aproveitei para pegar um short de pijama para ele. Joguei em cima dele e o mesmo resmungou falando que não queria vestir. – Vai Matt, assim se alguém entra no quarto não descobre nada... – ele bufou e ainda deitado vestiu o short de qualquer jeito. Caminhei meio bamba até a cama e ao deitar choraminguei.
– Que foi? – perguntou me abraçando de novo e beijando minha testa.
– Ta ardendo... – murmurei de volta escondendo meu rosto embaixo de seu queixo.
– Acho que é normal... – comentou. Dei de ombros e um pensamento desagradável passou pela minha mente.
– Matt, você não usou camisinha. – abracei seu corpo e o senti dar de ombros.
– Você toma remédio... – explicou enfiando a mão por baixo da minha blusa, acariciando minha pele.
– Você tem certeza que é seguro só o remédio? – perguntei.
– Acho que é Mad... – me apertou mais e disse por fim – Vai, dorme agora, amanhã a gente conversa sobre isso... – suspirei e fechei os olhos tentando dormir.
Sonhei com bebes monstros e um Matt gordo e careca. Não foi agradável...
Na manhã seguinte despertei sozinha na cama, olhei o relógio de Matt e já eram quase onze horas. Ouvi o barulho do chuveiro e fui até lá, a ardência entre as pernas já quase inexistente. Abri a porta do banheiro e observei Matt tomar banho, ele estava de costas para a porta e cantarolava alguma musica, seu corpo era perfeito, as costas musculosas, a bunda durinha e as coxas torneadas, mas então cheguei as suas canelas e o encanto se enfraqueceu, Matt tinha canelas mais finas que as minhas quase. Antes que eu pudesse me aprofundar no pensamento ele se virou para a porta e com a cabeça cheia de xampu sorriu para mim, abriu o Box e me chamou para tomar banho.
– Seus pais estão em casa Matt. — cocei os olhos ainda sonolenta.
– E daí? – perguntou saindo do Box – Como se isso fosse problema... – me puxou para dentro do banheiro e trancou a porta, não tive tempo de protestar, logo estava de baixo da água.
– Aai! – gritei me agarrando a ele. – Essa porra ta gelada!
– Você queria o que!? – perguntou ele me empurrando para baixo da água de novo – Depois de ontem você achou que eu ia acordar como? Água gelada é o mínimo pra acalmar o meu amigo aqui... – ri e bati em sua barriga.
– Seu pervertido... – levantei os braços – tira pra mim... – com um sorriso malicioso Matt veio e puxou a camiseta molhada. Já sem a camiseta, me abaixei para tirar minha calcinha, o que foi um péssimo movimento, já que assim que levantei a cabeça ainda abaixada, dei de cara com o amigo do Matt, já dando sinais de vida. Olhei para ele e o mesmo sorria sacana. – Tarado... – me levantei e virei de costas, arrumando o cabelo e o molhando.
– Eu sou tarado? – perguntou me empurrando para a parede – Você provoca e eu sou tarado? – me amassou na parede, me fazendo sentir sua animação e ofegar com o gelo do azulejo no peito.
– Sai Matt! Já disse que seus pais est... – e fui interrompida por sua mão que virou meu rosto e seus lábios que roubaram os meus.
Suas mãos nada santas escorregaram da parede até meus seios e os apertaram, me puxando para trás. Com relutância e sacrifício peguei suas mãos e tive que fazer força para que ele me soltasse. Virei-me de frente e o empurrei de leve.
– Sai jacaré, acha que agora só porque a gente teve a primeira vez é toda hora é hora? – perguntei. Ele estava extremamente emburrado. Sorri para ele e mandei beijo, peguei o xampu e enquanto lavava o cabelo Matt se enfiou no chuveiro de costas para mim e apoiou os braços na parede, deixando a água fria cair em suas costas. Quando já estava cega com a espuma escorrendo nos olhos, puxei sua cintura e ele me deixou entrar no chuveiro. Quando terminei de tirar o xampu olhei para ele e Matt olhava para a janela, ainda emburrado. Suspirei e olhei para seu amigo, que continuava animado. Segurei o riso e abracei Matt. – Não fica bravo comigo vai... – Matt bufou e se soltou de meu abraço, saiu do Box e enrolado na toalha foi para o quarto.
– AI MATTHEW, VOCÊ NÃO VAI BRIGAR COMIGO POR CAUSA DISSO NÉ? – gritei ainda de dentro do banheiro, não recebendo nenhuma resposta. Bufei e terminei de tomar banho rápido. Sai do banheiro e me enrolei em uma toalha qualquer. Sai para o quarto e Matt estava deitado só de bermuda na cama, ainda emburrado. – Sério mesmo que você quer brigar comigo depois de ontem? – perguntei com as mãos na cintura.
– Não to brigando, só to quieto. – respondeu olhando para mim com a sobrancelha levantada.
– A claro Matthew, muito maduro da sua parte. – resmunguei procurando minha roupa. Vesti minha blusa e xinguei baixinho quando achei meu shorts, ia ter que vestir sem calcinha. Tirei o excesso de água do cabelo com a toalha e quando ia sair do quarto Matt me chamou. – Que?
– Aonde você vai? – perguntou.
– Pra casa, você vai ficar ai quieto então pra que eu vou ficar aqui? – respondi olhando para ele que bufou e se levantou da cama, foi até onde eu estava parada em pé e me puxou para a cama. Pensei em negar, mas eu não queria brigar...
– Você é uma chata teimosa. – resmungou me puxando para deitar em seu peito.
– E você um pervertido mimado. – resmunguei de volta e com raiva mordi seu mamilo furado, recebendo um ‘ai’ alto e estridente.
– Porra Madson! – gritou me empurrando e passando a mão na mordida – Doeu pra porra isso!
– Olha a minha ruga de preocupação crescendo... – comentei.
– Isso vai ter volta. – avisou me olhando ameaçador.
– Vem então bonitão. – chamei pra briga.
Matt voou para cima de mim prendendo meus braços no colchão e enfiando o rosto no meu pescoço, mordendo com força exagerada minha pele. Gritei de dor e tentei soltar meus braços, eventualmente conseguindo e o empurrando com toda a força. Subi em seu colo e tentei segurar seus braços, mas fracassei na ideia, Matt nos rolou e acabamos caindo no chão, eu por baixo, abri a boca para xingá-lo mas Matt enfiou a língua dentro de minha boca, me beijando com força e violentamente. Pegou meus braços e os colocou para cima, segurando meus pulsos com uma só mão.
Estava machucando e em vingança mordi seu lábio com força, pude sentir o leve gosto de metal na boca e Matt para me ‘punir’ mordeu a parte exposta do meu seio, com força.
– Cada mordida vai ter volta agora... – Matt sussurrou mordendo o lóbulo da minha orelha.
– Cuidado que eu posso morder outros lugares Sanders... – respondi levantando a perna um pouco, passando meu joelho em meio as suas pernas.
– Você não seria louca o bastante... – ameaçou forçando mais meus pulsos que eu tinha certeza ficariam marcados.
– Me dá motivos pra você ver... – e ele me calou com outro beijo violento.
Teríamos continuado nessa cessão de pancadaria velada se a porta não fosse aberta e a pessoa forçasse uma tosse. Separamo-nos e Anabelle estava parada na porta, encostada ao batente com uma sobrancelha levantada.
– Masoquismo ta na moda e ninguém me avisou? – perguntou. Matt me soltou e se sentou na cama, levantei do chão e me sentei ao seu lado, falando oi para Ana. – Mad, papai apareceu em casa.
– Como é que é? – perguntei assustada, Belle deu de ombros e continuou.
– Ele quer que nos levar ao almoço da empresa, apresentar aos novos sócios e o escambal. Falou que você pode levar o Matt se quiser... – explicou.
– Eu não quero ir nessa merda não! – avisei abraçando o braço de Matt.
– Mamãe pediu para irmos, assim ela não precisa ir e ver papai com a outra... – bufei e olhei para Matthew que estava quieto observando o mamilo mordido, tava vermelho.
– Você vai comigo? – pedi.
– Tanto faz, vai ter bebida? – perguntou e olhei para Belle que deu de ombros sem saber responder também.
– Não sei, provavelmente... – chutei.
– Então eu vou contigo... – deu de ombros.
– Que horas que vai ser Belle?
– Ele deu quarenta minutos pra gente se arrumar... – e se desencostou da porta – Eu vou indo lá pra casa me arrumar, não demora Mad... – e saiu andando.
Bufei e me virei para Matt. Olhei para ele que ainda estava levemente emburrado, sorri e dei um selinho em seus lábios.
– A gente ta de bem né? – perguntei.
– Claro que estamos... – sorriu – Mas a noite eu vou querer continuar essa conversa dona Madson, isso aqui tá doendo pra caralho. – apontou para o peito. Abaixei-me e dei um beijo, causando um riso rouco em Matt.
– Ta certo, de noite a gente acerta as coisas... – me levantei. – Se troca ai rápido e vai lá pra casa?
– Que tipo de roupa? – perguntou se levantando e indo para o guarda roupas.
– Por mim você ia de regata de banda e jeans rasgado... Mas é melhor você colocar uma camisa e um jeans não rasgado... Algo tipo o que você usava ontem tá bom. – Matt assentiu e eu fui para casa.
Chegando em casa tive a desagradável imagem de papai sentado no sofá com uma loira alta e platinada. Mamãe não estava e imaginei que estivesse saído. Parei na entrada da sala com os braços cruzados e observei a cena dos dois. Papai ao me ver se levantou com a mulher que sorrio para mim, continuei com expressão fechada.
– Madson, quero que conheça a Jessica, minha namorada. – a tal sorriu e veio me dar beijinho na bochecha. Dei um passo para trás e respondi seca.
– Péssimo prazer. – respondi.
– Madson, por favor, não quero brigar hoje. – avisou meu pai.
– Então por que resolveu aparecer? – perguntei ainda de braços cruzados.
– Vocês são minhas filhas, eu visito vocês a hora que eu quiser. – respondeu me olhando com os olhos apertados.
– Suas filhas fizeram aniversario e nem ligar você ligou, ótimo pai você hein – ele abriu a boca, mas continuei – foda-se o que você tiver a dizer, não preciso das suas explicações. Não senti a sua falta, tenho pessoas o bastante a minha volta para me amarem. Só vou a essa porcaria pra minha mãe não ter que respirar o mesmo ar que você e sua nova vadia. – a mulher me olhou exasperada e continuei – Matt vai comigo e eu não quero ver você falando meio A para ele, se não eu quebro o lugar onde estivermos e te faço passar a pior vergonha da sua vida. – avisei e nem esperei ele responder, subi para o quarto.
Entrei em meu quarto e vi minha cama desarrumada, neguei com a cabeça e fui até meu armário, peguei um vestido preto com meias mangas e uma gola meio caída, tamparia meu pescoço pelo menos. Peguei também um cinto prata de Anabelle, daqueles fininhos, e uma sandália de salto que eu raramente usava. Anabelle saiu do banho já com o cabelo seco e não parecia com o melhor humor, assim nem conversei com ela, entrei no banheiro para secar meu cabelo e em 20 minutos já estava com o cabelo pronto e maquiada. Sai para o quarto e Belle já tinha descido me vesti e fui para a sala.
Encontrei Matt na sala, sentado em uma das poltronas olhando para meu pai e a loira que tentavam engatar uma conversa com ele, mas ele também não estava de bom humor e só respondia o essencial. Belle falava ao telefone com alguém, peguei na mão de Matt e o puxei para a cozinha, e abri um pacote de bolachas, me sentei no balcão e o puxei para ficar entre minhas pernas, dei uma bolacha em sua boca e ficamos comendo olhando um para o outro, perdidos em pensamentos...
Throw me to the dogs
Let them eat my flesh down
To the wood
It feels so good
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