Notas iniciais
Eaaaai galera? Beleza? Então mais um capítulo pra vcs, e só avisando para os que acompanham "Um Sonho Particular" amanhã sai capítulo novo!
roupa belle:http://www.polyvore.com/fogo/set?id=39901352&lid=1386958

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– Você pode vir comigo então Bri? – perguntei enquanto olhava por cima dos ombros Mad tirar Matt da sala.

– Vou sim Belle, me dê apenas alguns minutos e já, já estarei em sua casa. – sorri com a resposta da voz do outro lado da linha.

– Ok. Obrigada, beijos. – ele me mandou “beijos” também e desligamos.

Voltei para meu lugar no sofá e cruzei os braços olhando para anel em minha meu dedo, ele reluzia na luz que entrava pela janela da sala. A minha frente estava papai e a tal Jessica. A mulher deveria ter dez anos a menos da idade do velho, é pois para ela ele não passava de um velho!

Bufei encarando a parede atrás dos dois, já bastava ter de me vestir feito uma bonequinha de porcelana para o maldito almoço, ainda era obrigada a aturar a cara dos dois...

Estava prestes a levantar e ir atrás de Mad e Matthew pela casa quando a campainha tocou, provavelmente deveria ser Brian já se passava um tempo desde que eu havia lhe telefonado.

Corri até a porta e ao abri-la admirei-me com ele vestindo uma camiseta branca de mangas curtas, gola V, calça jeans preta, tênis preto e por cima um blaser cinza que eu tinha certeza não ser dele.

Ele passava os olhos de cima a baixo por meu corpo. Paralisou nas sapatilhas cor creme seguiu por minhas pernas, verificou o vestido sem mangas branco rendado que batia acima das coxas, e dando um passo a frente pegou meu rosto em sua mão passando o polegar em minha face. A mesma mão desceu em meu pescoço e repousou-se em minha nuca descoberta, tinha os cabelos presos num coque e a franja que eu já nem usava por estar grande demais, estava presa também.

– Você está... – ele parou por um segundo e seu olhar manteve-se em minha boca que estava melada pelo gloss rosa. – Linda. – terminou a dizer e eu corei sorrindo.

– Obriga Bri, você também está. – abri mais a porta para que ele entrasse.

No caminho para sala encontramos Mad e Matt os dois estavam bonitos e Matthew me fazia suspirar com a camisa social arregaçada até os cotovelos, os primeiros botões abertos e o relógio em detalhes vermelhos reluzindo em seu pulso.

– Pai, estamos pronto. – chamei atenção do homem de cabelos grisalhos e olhos cor de mel desgastado, que estava na sala.

– Ótimo! – exclamou e veio em nossa direção pausando os olhos no moreno ao meu lado.

– Pai esse é o Brian. – o apresentei e eles se cumprimentaram num aperto de mãos.

– Ele é seu namorado? – arregalei os olhos com sua pergunta.

– Na-nã-não-o. – gaguejei tossindo por final enquanto Mad me olhava rindo.

– Certo. Vamos. – seguimos para fora, papai iria com seu carro e nós com o de Brian.

...

O restaurante era chique e almoçaríamos numa mesa enorme junto de executivos importantes. Mad se sentou ao meu lado esquerdo, do lado direito estavam Brian e Matt do outro lado de Mad... Papai ficou a nossa frente junto da vadia ao seu lado.

A entrada chegou e minha irmã puxou um pouco as mangas do vestido para cima, de forma que seus pulsos roxos ficassem expostos. Roxos? Arregalei os olhos para os hematomas.

– Aquele ogro anda te batendo? – disse ao pé de seu ouvido alterada e ela engoliu em seco.

– Não Belle, ele não me bateu. – respondeu se virando para mim.

– Você está querendo enganar quem?- indaguei segurando seu pulso em minha mão, ela o arrancou dali.

– Ei não se preocupe ok? Ele não me bateu, não mesmo. – tornei a virar-me para frente e vi papai remexer-se na cadeira mirando os pulsos dela.

– O que anda fazendo em Madson? – perguntou curioso tomando um gole de sua bebida.

– Nada que seja da sua conta papai. – ela respondeu ironicamente provocando o velho que, como sempre, estourado já ficou com a face vermelha de raiva.

– Enquanto você for menor e depender de mim para o seu sustento é da minha conta sim! Deve ter sido seu namorado que fez isso com você, desde a primeira vez em que o vi sabia que não era boa gente! – Mad fechou as mãos em punho.

– Não fale assim do Matt! Você não sabe nada sobre ele! – com o punho fechado depositou um soco na mesa, e logo todos os outros olhavam para a briga.

– Sei o suficiente para saber que ao lado dele você se tornou uma bela de uma vad... – ouvi um arrastar de cadeira brusco e Matt estava de pé quase que rosnando para papai.

– Não ouse pronunciar essa palavra! – a voz dele era rouca, tremida, como se segurasse um grito em meio à garganta. Papai se pôs de pé também.

– Saia daqui! – pediu com a voz moderada e Mad se levantou, meu corpo mantinha-se firme na cadeira e mão de Brian descansava sobre a minha tentando inutilmente acalmar-me.

– Se ele sair daqui eu vou junto! – papai sentou-se novamente e respirou fundo.

– Fiquem. – terminou por dizer e voltou à atenção ao prato com saladas em sua frente.

Mad olhou para Matt e o entendendo por uma transmissão de olhares indecifrável eles voltaram a se sentar e ela remexeu nas folhas em seu prato, desanimada. Os outros que observavam a briga voltaram para suas antigas atividades.

Empurrei meu prato longe sentindo náusea aos tomates embolados no repolho e voltei o olhar a minha irmã que cutucava uma azeitona no prato a fim de espetá-la.

– Mad. – chamei-a baixinho e ao me olhar notei lágrimas em seus olhos. – Não chore ok? Papai é um idiota, devíamos nos vingar... – minha voz saia quase num sussurro e por um segundo vi um sorriso se formar nos lábios dela.

– Uma boa ideia, e eu já sei o que fazer. Faça assim, distraia a broaca de cabelos oxigenados e não se mostre surpresa quando eu voltar atrás dela, depois de executar minha vingança saímos desse lugar. – assenti repetidas vezes ao plano sussurrado em meu ouvido.

Mad pediu licença e levantou-se, o que ela faria eu não sabia ao certo, mas ainda assim seria um ótimo plano... Olhei para Brian que me observava curioso e sussurrei para ele o plano, que riu largamente ao fim de minhas palavras.

Vi seu corpo aproximar-se por trás de onde Jessica estava sentada, ela segurava um prato nas mãos cheio de comida, e o sorriso em seu rosto era tão grande que eu jurava que poderia congelar na expressão.

Pensei que ela fingiria tropeçar e sem querer jogar o conteúdo do prato na cabeça da loira, mas Mad sempre foi muito direta, assim aproximou-se o tanto que pode e virou o prato nos cabelos da mulher que gritou ao sentir moluscos descerem pelos fios retos e lisos.

– MADSON! – vociferou papai lançando um olhar quase que soltando faíscas para Mad que ria descontroladamente. – Porque você fez isso? – perguntou se levantando e a segurando pelo braço.

– Por quê!? ISSO NÃO É DA SUA CONTA! – gritou se soltando dele e voltando para mim.

– VOLTE AQUI! NENHUM FILHO MEU GRITA COMIGO E SAI DESSE JEITO! – o velho gritava enquanto apontava com o dedo para o corpo dançante dela.

– Vamos Ana, vamos embora daqui! – ela exclamou me pegando pela mão e eu levantei trazendo Brian comigo, Matt veio atrás – Tchau papai! Tchau Jessica! – Mad lançou beijos no ar para os dois, ele matinha os olhos fixos nela e a loira ainda reclamava por seu vestido e cabelos.

Saímos do restaurante rindo, Brian jogou-se na calçada e eu sentei do lado dele tossindo engasgada de tanto rir.

– Sério eu não pensei que você ia fazer isso! – dizia Matt com as mãos na barriga ainda se recuperando do ataque de risos.

– Ah meu amor então você não me conhece. – rebateu ela lançando uma piscada.

– E agora o que vamos fazer? – indagou Brian apoiando as mãos no joelho e pondo-se de pé.

– Eu vou pra casa com o Matt. – disse minha irmã enquanto o namorado lhe circundava a cintura, aquele gesto já não me incomodava.

– Ok, então, todos para o carro! – chamou Brian com a mão e entramos.

...

Com o carro estacionado em frente a minha casa o casal desembarcou e eu permaneci com Brian ali dentro, buscava palavras para iniciar um assunto ou até uma despedida ensaiada, mas minha garganta estava apertada.

– Sabe Belle, você não está a fim de sair comigo e com o Jimmy por ai? – perguntou quebrando o silêncio que incomodava.

– Hum, pode ser... — aceitei o convite sorrindo e ele sorriu também dando partida no carro.

Paramos em frente à casa de Jimmy e saímos, Brian aproveitou a deixa e colocou o blaser no banco de trás do carro, se juntando a mim no jardim de James.

– EAE VADIAS! – gritou o magrelo correndo até nós com um sorriso no rosto. – Porra chaminé você trouxe a Bellinha pra fumar com a gente? – ele balançou a sacola em frente aos olhos de Brian que riu de seu gesto.

– A Belle já ta acostumada com esse tipo de pessoa... – revirei os olhos com o comentário provocativo do garoto ao meu lado.

– PUTA QUE O PARIU! O QUE ACONTECEU COM VOCÊ ANABELLE? ACABARAM SUAS ROUPAS E VOCÊ PEGOU ESSA DE UMA PRIMA GATA? – mostrei-lhe o dedo do meio.

– Vá se foder Jimmy! Tive um almoço pra babacas com o retardado do meu pai e tive que usar essa roupa de barbie! – ele riu e passou o braço por meus por meus ombros guiando-me para o carro.

– Ficou uma gata... Olha se você não fosse tão novinha eu até ficava com você sabe. – Brian que nos acompanhava parou por um segundo como se refletisse.

Fiquei com o banco de trás enquanto os dois na frente, Jimmy acendeu um dos cigarros e Brian o apagou com a ponta dos dedos.

– Aqui não imbecil! – o lombriga resmungou algo que não dava para entender e guardou o cigarro na sacola de novo.

Paramos em frente a um cemitério e ao descermos lancei um olhar curioso aos dois que continuaram a se dirigir para os grandes portões pretos, tão grande e macabro que me causava arrepios.

Fui atrás deles.

– Que porra a gente tá fazendo num cemitério? – perguntei entrando no meio dos dois.

– Eu vim fumar, acho que o Bri também... Já você veio de intrusa. – o empurrei que ria.

– Não vim de intrusa, o Brian me chamou ok? – ele levantou as mãos em sinal de rendição e entrou no cemitério.

– Você não está com medo do cemitério né? – revirei os olhos para ele e mostrei a língua.

– Não!

– Ok, ok... Quer carona? – perguntou apontando para as costas.

Hesitei por um momento, mas minhas pernas não prosseguiriam para dentro dos portões por vontade própria e há tempos que eu não tomava uma carona nas costas dele.

– Quero sim! – respondi animada para a surpresa dele.

Pulei em suas costas e ele segurou minhas pernas, cruzei os braços em seu pescoço e afundei o rosto no emaranhado dos seus cabelos. Aspirei o cheiro forte de shampoo e o apertei mais contra mim... Tinha me esquecido o quanto era bom ser carregada por Brian.

Já lá dentro ele me deixou em cima de uma lápide e pegou o cigarro dos lábios de Jimmy tragando-o. Não era um cigarro comum, era maconha, e eu ria observando os dois entrarem na perfeita nostalgia.

Alguns minutos depois Jimmy estava sentado na grama e olhava para o céu que começava a escurecer, mandava beijos para as nuvens que dançavam sobre si e às vezes cantarolava uma canção desconhecida. Brian estava deitado com a cabeça em minhas coxas e brincava com os dedos de minhas mãos imitando sons de solo de guitarra com a voz.

Foi difícil tirá-los de lá de dentro, apenas consegui, pois convenci Brian de que estava frio e eu começava a congelar com o nevoeiro que se formava entre todos os túmulos.

Entramos para seu carro e pela primeira vez Brian deixou que outro dirigisse sua preciosidade ao invés do mesmo... Ele apenas fez isso para poder ir agarrado a minha cintura no banco de trás enquanto consumia garrafas de cerveja. Jimmy gritava a canção do Pantera que ecoava das caixas de som e Brian fazia minha barriga de guitarra tocando-a imaginariamente.

Passávamos em frente a um parque conhecido da região quando de súbito Brian me soltou e colocou a cabeça para fora da janela gritando.

– EU SOU SYNYSTER GATES E ESTOU APAVORANDO!

As pessoas que estavam na rua, na calçada, no parque e até mesmo os carros próximos aos nossos assustaram-se com a atitude dele. Puxei-o pela cintura e ele caiu em meu colo rindo e deixando que a cerveja voasse pelo carro.

– Você é tão linda Ana... – murmurou passando a mão em meu rosto e eu sentia seu bafo de bebida.

– Essa não é uma boa hora. – disse risonha e o atirei para o lado assim que o carro parou.

Descemos na casa de Jimmy, sustentei o corpo de Brian para que ele saísse com firmeza do carro e seguimos para dentro. Sullivan arrancou a camiseta logo na entrada e se jogou no sofá da sala arrastando um fardo de cervejas para seu lado, deixei Brian no outro sofá ele me segurou e eu cai em cima dele.

– Bri me solta. – pedi perto de seu ouvido e ele me apertou em seus braços.

– Não, não... Quero dormir agarrado em você. – ri de sua voz sonolenta.

– Está bem, então vamos fazer isso direito... Fica de lado. – ele obedeceu e meu corpo se encaixou no pequeno espaço do sofá, virei de frente para o seu enquanto ele me apertava mais ainda aspirando meu cheiro.

– Vou sonhar... Sonhar. – repetiu com a voz embolada.

Brinquei com o tecido de sua camiseta até ouvir sua respiração pesada, lutei para tentar sair dali, mas estava imobilizada contra seu peito... Assim, decidi dormir também e ter sonhos, sonhos entorpecidos pelo perfume de Brian.


Notas finais
Esspero que tenham gostado! Beeeeijinhos