Era uma vez Habsburgo
5 Uma Lydia adormecida e um Rei nada encantado
Notas iniciais

Peter, Stiles e Derek jantavam juntos e em silêncio enquanto uma enorme tempestade assolava todos os cantos de Habsburgo, comiam e sentiam a tensão aumentar e a mesa ficar cada vez maior dando mais espaço entre eles, como se nada no universo pudesse aproximar aqueles três elos tão distintos. Foi quando Stiles, enjoado daquele silêncio e disposto a provocar Derek, foi interrompido antes mesmo de falar por um guarda corpulento invadindo a refeição.
– Majestade. — Boyd se curvou levemente e Stiles encarou a todos ali com um receio, nunca as refeições do rei eram interrompidas a menos que houvesse algo muito sério para se resolver.
– O que aconteceu Vernon? — Derek tomou a voz preocupado, ele tinha homens demais em meio a tempestade.
– Príncipe, mandaram entregar isso com urgência ao senhor. — um papel enrolado e timbrado foi entregue nas mãos de Derek que abriu e leu, a tensão preenchia o silêncio do local, até que o moreno entregou o papel para o tio.
– Você gostaria de ler isso. — Peter o encarou curioso e tomou o papel para si, levantou afoito assim que terminou de ler.
– Você, — o rei apontou para Stiles. — não me espere. — o garoto arqueou as sobrancelhas curioso com o que estava acontecendo.
Peter estava transtornado ao caminhas pelos corredores de sua casa e chegar até o quarto escondido na ala norte do palácio. Ela estava lá, de volta e aparentemente ferida, ele encarou o corpo inerte, pálido e as madeixas molhadas e úmidas. Lydia estava adormecida, parecia quase morta e isso feria o loiro de maneiras inimagináveis.
– Onde a encontraram? — ele perguntou ao grupo de guerreiros que velavam por seu sono.
– No pântano da Floresta Negra majestade. — um dos soldados respondeu e Peter fez sinal que os deixassem sozinhos.
Uma das serventes chegou com água quente e panos para limpar a menina, mas Peter ordenou que enchessem a tina e então mandou que a criada se retirasse. Com cuidado o rei despiu Lydia de suas roupas sujas de lodo e tentou desfazer a trança de seus cabelos ruivos, jogando para longe as folhas grudentas que se amontoavam por ali, a menina não tinha mudado nada nos últimos anos e ele pensou que nunca mais poderia ver aqueles lábios fartos e rubros novamente.
Afundou seu corpo dentro da água morna com cuidado, apoiou sua nuca em uma toalha e tentou lhe dar suporte enquanto limpava seu corpo pálido e inerte das impurezas da natureza. Sentiu a garganta tomada por um nó ao ver a mulher que ele amou a vida inteira agindo feito uma marionete humana e morta, uma versão macabra de algum amor mórbido. Ele queria poder sentir o calor dela, mas só conseguia ver a pulsação lenta, a pele fria e o maldito feitiço de Úrsula se fazer cada dia mais presente.
Peter daria a vida para conseguir despertar a menina e então fazê-la perdoá-lo pela traição do passado. Não era sua culpa que a rainha Úrsula, uma tirana maldosa o quisesse como bibelô e sem sua amada, ele não teve outra escolha senão aceitar. Seu coração apertou ao sentir um pequeno arrepio vir do corpo da ruiva, era alguma reação enfim. Retirou Lydia da tina, a secou com cuidado e a vestiu com uma camisola branca e limpa, já na cama ele deitou ao seu lado, alisou seu rosto e se permitiu admirar aquela beleza intacta de quem nunca envelheceu.
– Meu castigo é vê-la eternamente jovem e se despertar, me desprezando. — ele levou a mão ao queixo da menina e deslizou até o decore da camisola. — Sinto falta do seu calor princesa, sinto falta da sua paixão. — ele desfez o laço da camisola. — Tão irresistível. — ele rolou os dedos pelos seios fartos da menina, sentindo os bicos enrugarem em resposta. — Eu nunca deixei de amá-la. — ele levou os lábios até um dos bicos.
Lydia sentia a escuridão abandoná-la aos poucos, era como se no fundo, cada reação provocada por estímulos constantes a trouxessem de volta de algum jeito. Peter continuou a roçar a barba nos seios da menina, correr a língua pelas curvas da garota, até sentir um novo arrepio percorrer toda a pele alva dela, desceu os dedos explorando as coxas grossas, deslizando as unhas pela virilha e chegando ao centro do prazer dela.
Peter não deveria tocá-la inconsciente, algo dentro de si o mandava se afastar, ao mesmo tempo que algo dentro dele o mandava continuar até que algo mais que um pequeno arrepio fosse notado. Ele não demorou a levar seus lábios entre as pernas da garota, separando suas pernas e explorando cada faixa de pele quente e úmida que por ali havia. Ele sentiu saudades do gosto único da ruiva, ele sentiu saudade do cheiro da pele, do calor, da sensação de lamber e chupar cada pedacinho exposto e se sentiu satisfeito ao ouvir uma respiração um pouco mais forte sair de seus lábios rubros.
Bateram na porta, mas Peter só ignorou até que pudesse se cansar de estar ali, com a língua explorando a ruiva e então seu próprio corpo sedento pelo dela. Não demorou para ele se acomodar com o manto aberto entre as pernas da garota desacordada e penetrá-la, sentindo os músculos apertados envolverem sua carne inchada e dura. Ele gemeu e continuou a abrir espaço dentro da ruiva, procurar se encaixar ao máximo, tirar dela algo que ele sempre quis, tomar para si todo aquele torpor que sua imaginação repetiu desde sua adolescência.
Lydia sentia cada vez mais a escuridão abandoná-la e algumas sensações estranhas se apossarem do seu corpo, mas ela ainda não sabia identificar nada e muito menos conseguia controlar a queda livre de encontro a uma realidade da qual não estava preparada para vivenciar. Peter estocava lentamente, tinha cuidado, calma, paixão e uma estranha conexão com a garota na sua cama, visivelmente apenas uma adolescente jovem e indefesa que para ele significava o mundo.
Gozar não foi uma tarefa difícil, se derramar dentro dela e descansar em seus seios foi uma sensação mágica, mas ele não podia ficar ali para sempre e a culpa de tomar para si a honra de uma menina inerte o tomou, fazendo com que ele depositasse um beijo casto nos lábios fartos da ruiva depois de vesti-la, abandonando seu quarto em seguida. Ele estava um pouco transtornado e queria encontrar algum lugar para pensar, não queria falar com ninguém e se isolou no próprio escritório, se sentia errado e satisfeito um eterno paradoxo para o rei.
Lydia acordou sobressaltada, o ar quase escapando de seus pulmões e uma sensação molhada entre as pernas. Seu corpo estava dolorido, principalmente sua genitália, viu que um líquido viscoso escapava de dentro de si e algumas gotas de sangue manchavam sua cama, engoliu em seco e se encolheu, não lembrava de muita coisa, mas sabia o que tinha acabado de acontecer, ela fora estuprada e só conseguia pensar em uma pessoa para protegê-la, seu noivo Peter Hale.
Peter chegou ao quarto da garota que chorava desesperada e não conseguia formar uma frase sequer, ao vê-lo ela se encolheu e entendeu menos ainda quem ele era, pelo menos até olhar em seus olhos. Quando o reconheceu, teve mais um acesso nervoso, tinha dormido por muito mais tempo do que gostaria e seus pais estavam mortos, seu reino não existia mais e tudo o que conhecia, todo o valor que possuía fora destruído.
– Tudo bem princesa, estou aqui. — Peter a aninhou em seu peito, estavam sozinhos agora.
– Alguém me machucou Peter e eu dormi por muito tempo. Minha vida está acabada, como posso ter me mantido tão jovem? — Não tinha muito sentido as coisas que a princesa ruiva dizia, mas Peter teve a decência de desmistificar todas as dúvidas da moça.
Ninguém pode dizer que Lydia ficou feliz em saber que Peter a tinha violentado, mas ela entendeu, entendeu apenas por ele ter mentido dizendo que sabia que isso a despertaria e que foi algo que ele se arrependia amargamente, não era uma mentira tão completa assim, mas quem contrariaria o rei? A garota tinha tantas questões que Peter a alimentou e colocou para dormir depois de uma conversa quase inacabável sobre tudo o que mudou e a tristeza por ter perdido tanto era notável na menina.
Peter tinha sua ruiva de volta e sabia que mesmo assustada e arredia, mesmo que a garota visse que tinha algo errado nele, ainda existia uma chama que mantinha os dois conectados, por isso, o rei mantinha a esperança e era isso que os movia por todos os dois dias em que aquela tempestade seguiu, foi isso que os fez voltar a tentar e a conhecer um ao outro, suas novas versões e respeitar os limites de cada um.
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