Era uma vez Habsburgo
4 O desejo de um Psicopata Amoral pelo filho da Fera
Notas iniciais

A semana correu e Stiles ficava mais inquieto e ansioso a cada dia que passava, mas especificamente a cada hora daquela manhã que se arrastava. Ele deveria achar bom que estivesse demorando para ser buscado pela cavalaria do rei, mas ele não estava gostando de esperar, o que o deixava confuso. Tudo andava muito confuso. Seu envolvimento com Malia, a cena bizarra feita por Derek, as investidas maldosas do rei, seu envolvimento sexual com Scott e um escravo... Stiles nunca se viu em meio a tamanha enrascada, nunca viu sua vida tão descompensada.
– Você ainda não me explicou direito o por quê o rei escolheu você para ser a companhia dele nessa tempestade. — John tinha um tom inquisitivo enquanto tomava seu café.
– Nem eu sei ainda por quê ele me chamou. — Stiles soltou uma bufada de ar, estava inquieto demais. — Acho que ele quer me punir por eu ter feito uma cena no baile da filha. — parecia uma boa desculpa.
– Seja convincente nas suas desculpas então. — John encarou o filho inquieto, ainda achava que tinha algo escondido.
– Parrish vai ficar mesmo embaixo da mesa durante o café? — o garoto mudou repentinamente de assunto.
– Não seja tão ranzinza filho, Parrish é um ótimo garoto, quase tão obediente quanto você. — o tom de John era sexual demais até para uma brincadeira e Stiles revirou os olhos.
– Nesse caso, você tem um grande problema nas mãos papai. — o garoto se levantou. — Com licença. — ele pediu enquanto Stilinski acariciava lentamente as costas do escravo sentado sobre os calcanhares ao seu lado.
A carruagem ainda demorou duas horas para chegar, dando tempo para Stiles tomar mais um banho e refazer as malas, tudo na intenção de se acalmar, mas sua crise de ansiedade não estava ajudando e ele sentia que poderia explodir em mil pedaços dentro do remexer da carruagem puxada por quatro escravos fortes e adornados como se fossem garanhões de peso. Stiles não gostava dos castigos, mas não podia negar que ver aqueles homens com a postura altiva e orgulhosa como um puro sangue, adornados a couro, usando bridões, arreios e adornos que lembravam celas era excitante.
Chegar ao castelo de Agrabah era lindo visto de longe e ficava cada vez mais incrível ao passear por toda sua extensão, Stiles não tinha mais o remexer estranho no estômago, mas sentia uma sensação de conforto estranha e o céu escurecendo pelas nuvens carregadas, o ar mais denso, o vento frio correndo por sua pele indevidamente agasalhada, estar ali parecia tão certo agora, mesmo que ainda houvesse um pouco de consciência que o mandasse desistir e aceitar se banido para o inferno ao invés de passar tanto tempo sozinho com o rei psicopata.
– Stilinski. — Peter o cumprimentou com um sorriso sacana nos lábios.
– Majestade. — ele tinha o tom baixo e respeitoso, não sabia até onde o teatro de Peter iria.
– Tão educado. — o rei dispensou os criados que levaram suas coisas. — Venha, temos um belo lanche nos esperando. — Stiles olhou desconfiado para o mais velho, ele esperava tudo, menos cordialidade.
– Por que exatamente está me tratando como uma criança que visita os avós nos feriados? — o garoto não pôde evitar a pergunta quando o silêncio entre uma mordida e outra nas guloseimas começou a incomodá-lo.
– Eu sou isso então? Um avô? — Stiles deu uma gargalhada alta, ele não queria ser escandaloso, mas percebera que o tom de confusão do rei era muito bom de se observar.
– Não seja idiota majestade. — Stiles tinha um tom ácido. — Você sabe muito bem o que eu quero dizer. — o garoto bebeu um pouco de suco e secou a boca com o guardanapo, Peter o observava com muita cautela.
– Pensou que eu fosse te trancar em um porão e torturá-lo? Sou civilizado Stiles, não é porque desejo sua companhia que quero você como escravo. Mesmo quebrando regras, eu não sou tão estúpido para ir tão longe. — o garoto sentiu algo estranho correr seu corpo.
– Mas queria. — não foi uma pergunta e Peter se levantou.
– Agora eu entendo porque Derek fica tão irritado com você. Parece que está pedindo uma lição principezinho prepotente. — Stiles sorriu e se levantou.
– Você achava mesmo que eu cairia nos seus truques? Seja honesto pelo menos uma vez e diga de uma vez o que quer comigo! — o garoto tinha as mãos histéricas e a voz hiperativa apesar de não descuidar do tom comedido.
– Vo... — Peter não teve a chance de levar aquela conversa até onde queria.
– Peter... — Derek parou de falar ao encarar a cena dos dois homens de pé e visivelmente alterados. — Atrapalho? — Stiles relaxou a postura.
– Não, fique a vontade. — o garoto saiu deixando tio e sobrinho perplexos.
Derek viu Peter acenar e em silêncio foram até o escritório, o príncipe tinha notícias importantes sobre o estado da cidade e todos os preparativos para a tempestade e quanto antes tudo fosse resolvido, menos pessoas se machucavam e menos prejuízos eram notificados ao rei.
– O que ele está fazendo aqui? — Derek perguntou sentando em uma das cadeiras de ouro e veludo escuro.
– Veio passar o final de semana, isso não é importante, diga o que veio dizer de uma vez. — Peter parecia impaciente.
– Eu interrompi alguma coisa, certo? — o sorriso diabólico nos lábios de Derek deixavam Peter desconcertado. — Deus! Você está interessado em um adolescente... eu pensava que você não podia mais me surpreender titio. — Derek ria e Peter apertou os cantos dos olhos tentando se controlar.
– Me dê um bom motivo para eu não mandá-lo para o inferno Derek. — ele pediu com a voz baixa.
– Temos um problema, as estradas para os abrigos está completamente encharcada, a cachoeira transbordou com a chuva que já começou a cair na Floresta Negra. — Derek explicou rapidamente. — Eu e meus cavaleiros estamos presos em Agrabah. — ele deu um olhar de desafio para o tio.
– O que pode ser feito? — Peter não arriscaria a vida de ninguém por uma noite com Stiles, não negaria abrigo para os leais guerreiros do sobrinho.
– Eu pedi para a sua gentil empregada arrumar o salão, eles vão ficar abrigados ali e mandei fazer um sopão, tem alguns populares conosco e os cavalos já estão sendo acomodados nos estábulos. — Peter assentiu.
– Então o que exatamente você espera que eu faça? Porque você já resolveu tudo. — Derek sorriu.
– Bom, eu não pretendo dormir com os cavaleiros, não fica bem. — ele arqueou as sobrancelhas grossas em tom de escárnio.
– O quarto de hóspedes é seu Derek, não precisava nem pedir. — Peter estava cansado dos joguinhos do sobrinho. — Que diabos você quer? — ele perguntou sem paciência.
– Saber porque o filho do Rei Guardião está se submetendo a vossa alteza. — o tom debochado deixava Peter abismado com tamanha afronta.
– Eu o convoquei, ele está se desculpando pelo que fez no aniversário de Malia. — Derek apertou os olhos.
– Só isso mesmo? Porque eu nunca vi ninguém se desculpar gritando. — o moreno deu de ombros.
– Vai para o inferno Derek. — Peter revirou os olhos e saiu do escritório aquele assunto estava encerrado.
Stiles foi para o quarto, estava inquieto e se perguntando por quê diabos provocava o rei, onde em sua consciência ele deixou o juízo? Não conseguia acreditar que sequer incitou que seria uma boa ideia deitar com o loiro. Desde criança ele sabia que gostava de meninos e meninas, isso não era uma confusão tão grande na cabeça dele, não quando sua mãe foi a pessoa que mais o escutou e foi gentil em comentar todas as suas ideias e então responder suas perguntas mesmo que ela mesma tivesse dificuldade em desenvolver alguns assuntos, mas se envolver com o rei não estava nem de longe perto das suas aspirações ou formas de manter sua vida sexual bastante ativa com os nobres da região, mas o rei quem o tinha chamado certo? Ele deveria desejá-lo não? Confuso... Stiles estava completamente confuso e agora, submerso em água morna e totalmente alheio ao mundo ao seu redor.
– O que acha de uma partida de xa... — Peter ficou em silêncio ao ver o menino sair da água completamente nu. — drez. — ele completou.
– Claro, vou me secar. — ele pegou o roupão e vestiu, com a toalha começou a secar os cabelos. — Salão de jogos? — ele questionou vendo o rei ainda o observando, Stiles não era do tipo que exibia músculos, mas sabia que tinha um corpo bonito e não tinha a menor vergonha de mostrá-lo.
– O palácio vai estar meio cheio esses dias, um imprevisto. — Peter engoliu me seco ao ver o roupão cair no chão e o garoto arquear uma perna, apoiando-a na cama e começando a secar a virilha enquanto o encarava.
– Por isso o seu sobrinho azedo apareceu? — Stiles tentava secar as costas sem muito êxito.
– Posso? — Peter perguntou se aproximando e o garoto entregou a toalha virando de costas para o rei. — As estradas se tornaram pântanos com a cheia da cachoeira. — Peter correu a nuca, os ombros e desceu lentamente pelas costas do garoto, admirando a tatuagem de árvore que adornava a pele alva do rapaz. — Onde conseguiu uma dessas? — ele perguntou admirado, deixando as mãos escorregarem pela curva da bunda do menino e seguir um percurso sensual até os calcanhares.
– Você daria um ótimo criado majestade. — Stiles se virou, ficando com o membro flácido e os pelos púbicos bem próximos ao rosto de um Peter agachado. — Quer ser meu criado esse final de semana Peter? — ele usou o nome do rei com deleite excessivo, fazendo o rei se aquecer por dentro. — O que foi? O gato comeu a sua língua? — Stiles acariciou os cabelos loiros do homem e sorriu. — Eu adoraria ver você esfregando esse quarto vestindo apenas um avental. — ousado, Stiles estava sendo muito ousado e por dentro se perguntava se não estava passando dos limites.
– Você está me propondo quebrar minhas próprias regras? — Peter tinha a voz rouca e sensual, o desejo queimava em seus olhos azuis.
– Foi quebrando as regras que eu consegui essa belezinha nas minhas costas e boa parte das coisas que me fizeram sorrir. — Peter se levantou e manteve o olhar preso ao do menino.
– Esse é o tipo de fetiche de um príncipe de dezessete anos? — Peter correu o dedo pelo dorso magro de Stiles se demorando em um mamilo e o torcendo entre os dedos. — Subjugar seu rei? — ele viu o pequeno tremor tomar conta do garoto que suspirou.
– Como pode ver não sou um príncipe com baixas aspirações. — o garoto deu um sorriso atrevido e sentiu o outro mamilo ser maltratado, Peter tinha lhe arrancado um gemido.
– Uma partida de xadrez e quem vencer decide como será a nossa noite. Quem sabe você não tem a sorte de me ver só de, — Peter se aproximou do ouvido de Stiles e soltou o ar vendo o garoto arrepiar. — avental. — ele concluiu se afastando e saindo do quarto sem esperar por uma resposta. — Salão de jogos em dez minutos. — ele gritou já do corredor.
Stiles estava excitado por ter uma disputa intelectual com Peter Hale, nunca imaginou que o seu dia seria tão... divertido era uma forma peculiar de se ver, mas era assim que ele gostaria de pensar. Ele e Peter estavam entretidos na quarta partida em que Stiles ganhava, Peter estabeleceu uma regra de dez partidas, até porque Stiles achou muito sem graça uma partida só e Derek vendo a interação dos dois de longe ficava curioso na forma como o príncipe não parecia se abalar com as ameaças hostis do rei e muito menos deixar de soltar suas alfinetadas nada sutis.
– Ganhei! — Peter pulou jogando todo o conteúdo no chão sem querer. — Eu ganhei! Ganheeeeeeeeei! — ele gritou animado e fazendo uma dança esquisita e Stiles não conseguiu parar de rir até estar no chão rolando de um lado para o outro sem ar.
– Meu Deus! Que dança ridícula! Coisa de velho mesmo... — Stiles sentiu Peter caindo em cima de si e grunhiu. — Mas que... — ele encarou os olhos azuis e ficou quieto.
– Desculpe, eu tropecei numa peça e... — Peter foi calado por um beijo forte.
Peter não estava acostumado com beijos, não era como se ele permitisse seus escravos de beijá-lo ou até mesmo o fizesse sempre que obrigasse a filha a ter relações com ele, Peter só se lembrava do beijo de uma pessoa e nesse momento ele podia sentir quase a mesma miríade de sensações correndo seu sistema nervoso enquanto Stiles explorava sua boca com a língua.
– Espere ai Stiles. — ele pediu se afastando e olhando em direção ao salão, não tinha ninguém por perto. Peter rolou deitando ao lado do garoto.
– Eu não deveria gostar de beijar você. — o garoto deixou claro a própria confusão.
– Não tem problema, não é o fim do mundo. — Peter sorriu. — Eu não sou tão ruim assim. — para Stiles, Peter era exatamente tudo o que ele odiava em uma pessoa, principalmente por instalar aquela ditadura sexual absurda.
– Há controvérsias. — o menino levantou lembrando da mãe, de tudo que ela passou por culpa de regras estúpidas. — Eu vou para o meu quarto, com licença. — ele pediu se retirando e Peter não entendeu nada ficando ainda um tempo estirado no chão.
Mais tarde, Peter chamou Derek e Stiles para jantar e a chuva já caía absurdamente forte do lado de fora, algumas árvore balançavam e os trovões e raios eram estridentes demais, assustando algumas vezes o menino Stilinski, não que ele tivesse medo de chuva, mas ele não gostava de ser surpreendido por um aviso dos céus de que era apenas um humano frágil e vulnerável. Eu sei, muito dramático para o corajoso Stiles, mas quem ligava?
– Stiles. — Peter bateu na porta do quarto e entrou, vendo o garoto deitado na cama olhando para o teto. — Tudo bem? — o rei não estava acostumado a lidar com nenhum tipo de reação como as que via no menino, a última vez que se importou de fato com alguém tinha 16 anos.
– Tudo. — o garoto se recostou na cama e encarou o rei. — A gente não pode fazer isso sabe? Você é tudo o que eu mais odeio no mundo, eu não quero lembrar de ter bons momentos com você. — o garoto continuava a olhar firme para Peter.
– Você ainda me culpa por causa da sua mãe? — Peter pareceu entender do que aquilo se tratava. — Não seja infantil Stiles, sua mãe mereceu cada penitência que viveu e acredite quando digo que ela adorou todas elas. — o soco foi uma surpresa para Peter e Stiles não se arrependeu, mesmo que sua mão tenha doído mais.
– Você nunca mais fala da minha mãe! — ele gritou.
– Não seja insolente! — Peter se jogou em cima do garoto o prendendo com o peso do corpo, Stiles não parava de se debater.
– Me solta! — o garoto gritou tentando acertar um chute na virilha do loiro sem sucesso. — Não! — Stiles continuou a lutar, seus pulsos presos na cama, sendo amarrados pelo tecido fino que envolvia o dossel. — Pare com isso! — ele tentou chutar o mais velho e recebeu um bom tapa por isso.
– Cale a porra da tua boca! — Peter apertou os dedos na mandíbula do menino que se calou, aquele era o Peter de verdade. — Você não quer boas lembranças? Tudo bem, vou te mostrar como a sua mãe gostava de frequentar os meus aposentos princepezinho insolente. — Stiles reuniu o máximo de saliva que conseguiu e cuspiu em direção ao homem o acertando na bochecha.
– Bastardo! Você pode fazer o que quiser, mas nunca vai conseguir ninguém que te queira de verdade! Tudo seu tem que ser na força! Você acha mesmo que eu não sei o que você faz com a Malia? Acha mesmo que ela nunca contou para ninguém que você abusa dela? Você só se excita assim não é Peter? A vossa alteza só se excita forçando os outros a te aceitar! — Stiles estava gritando e isso começava a chamar atenção.
Derek já tinha visto o beijo e com isso se ausentou, ele já suspeitava e não se intrometeria nos assuntos do tio, desde que, ele não passasse dos limites com o príncipe, afinal de contas, regras são regras e Derek sempre gostava de segui-las. Ao ouvir os gritos, ele resolveu ver o que estava acontecendo no quarto do tio e acabou indo parar no quarto de Stiles. O garoto estava amarrado, tendo uma boca discussão com o tio que lhe proferiu um tapa e depois de mais algumas trocas ácidas de palavras, voltou a acertar o garoto. Aquilo não era nem um pouco excitante para Stiles, visivelmente o garoto estava assustado e sendo forçado a ficar quieto e Derek não gostava disso.
– Peter. — Derek invadiu o quarto e viu o tio seminu em cima do corpo completamente despido de Stiles. — Houve um problema. — ele virou de costas fingindo surpresa.
– Sério Derek? Agora? — o homem respirou fundo e Stiles mordeu a parte interna da bochecha amedrontado.
– Desculpe-me, mas é um problema muito urgente. — Derek não fazia ideia do que inventaria como problema, que se foda, ele tinha que ajudar o garoto.
– Estou indo, em meia hora. — Peter voltou a alisar o corpo do menino que reclamou.
– Tem que ser imediatamente, estavam lhe chamando na ala norte. — Derek pediu aos deuses que não tivesse ninguém na ala norte.
– Que droga! — Peter esbravejou e se levantou, vestindo um manto qualquer. — Eu já volto. — ele saiu do quarto irritado.
– Você tá bem? — Derek perguntou ao ouvir o tio bater a porta do próprio quarto.
– Ser quase estuprado pelo rei é estar bem? Por que você me ajudou? Pensei que quisesse tanto quanto seu tio me machucar. — Stiles estava na defensiva.
– Escute, eu só não acho certo isso. Eu não faria nada com você naquele baile que não fosse permitido. Você desacatou minha autoridade, eu sou um guerreiro, tenho o direito de puni-lo pelo que fez, já Peter, está cometendo um crime ao trazê-lo aqui e por um momento eu pensei que fosse consensual. — Stiles riu ao sentir os pulsos desamarrados e se apressou em se vestir.
– Completamente consensual como você pode ver. — Stiles manteve a postura ácida.
– Enfim, eu posso me enrascar por inventar uma ordem falsa, então dê um jeito de manter sua bunda longe do meu tio. — o garoto corou e isso não era normal em Stiles.
– Obrigado Derek Hale o guerreiro que salva a princesa. — o menino debochou.
– Não seja estúpido. — ele reclamou saindo do quarto.
Horas depois Stiles estava melhor, ele ainda não entendia nada do que tinha acontecido, mas queria fazer aquele rei pagar pelas coisas que disse e faria isso nem que fosse sua última ação na terra. Com isso na cabeça, se enfiou no quarto do rei e o esperou e quanto o mesmo estrou estressado, ele respirou fundo antes de pegá-lo desprevenido e atacá-lo.
– Stiles! — Peter gritou ao sentir o peito chocar contra o colchão enquanto Stiles tirava as roupas do rei.
– É bom forçar a barra não é Peter? — o garoto não tinha fúria na voz, ele já tinha se convencido de que era melhor jogar um jogo do que esperar por consequências.
– Vai fazer o quê? Me forçar? — Peter tinha uma risada debochada ecoando pelo quarto.
– Não, vou fazê-lo implorar. — Stiles virou Peter na cama e montou sobre ele. — Acredito que isso não será difícil. — o garoto comentou sentindo o pau do rei rocando em sua bunda.
– Você não é normal Stilinski. — Peter comentou e o primeiro tapa estalou com força na cara do rei.
– Calado. — ele ordenou com serenidade.
– Seu bastardo filho da mãe! — Peter rosnou e sentiu os lábios do garoto sobre os seus.
Aquilo foi o bastante para o rei se entregar e Stiles esquecer que estava tentando se vingar. Existia um magnetismo estranho entre aquele adolescente e o mais velho que os levavam a arrancar as roupas e desejarem estar um dentro do outro até secarem. E foi assim que Stiles se viu entre as pernas do loiro, chupando o pau dele com gula, enquanto Peter gemia e se mantinha na cama com dificuldade, o loiro daria tudo para estar controlando aqueles movimentos.
Derek voltou a ouvir um murmurinho quando saiu do banho e resolveu verificar, ainda não tinha certeza se aqueles dois se entenderiam e quando viu que os barulhos vinham do quarto do rei, entreabriu a porta e teve a visão perfeita de Stiles enfiando seus dedos no ânus do tio, ele não queria, mas ficou excitado quase imediatamente. Levou a mão ao volume acumulado nas calças de couro cru e suspirou ao deslizar os dedos sob o membro inchado enquanto via o próprio membro de Stiles forçar passagem para dentro de Peter.
Peter soltou o que parecia ser um rosnado de dor e Stiles zombou dele, o chamando de mulherzinha o que o irritou e o fez se contrair esmagando Stiles dentro dele e arrancando um gemido alto do garoto que em reprimenda estocou com força no mais velho e manteve o ritmo selvagem enquanto apertava e maltratava as coxas do rei.
Derek ouvia as provocações, os solavancos, o choque dos corpos e suspirava enquanto seu próprio membro já fora da calça era estimulado pelos dedos rápidos e firmes. A coisa ficou extremamente mais interessante quando ele viu Peter dominar Stiles, o garoto tinha acabado de gozar e parte da porra que ele expeliu, vazava pelo vão entre as nádegas de Peter, escorrendo pelas pernas enquanto o mais velho colocava o menino de quatro na cama e o fodia sem muito preparo. Stiles gritava, Peter não tinha a menor noção do que era ser cuidadoso ou delicado e naquele momento o filho do rei guardião, não se importava nem um pouco com isso.
Ouvir o garoto pedir por mais, implorar para ser fodido mais forte e mais rápido levou Derek ao orgasmo e ele quase não conseguiu reprimir um gemido de satisfação enquanto seu sêmen sujava o tapete do corredor. Continuou a se tocar até que Peter se desmanchasse em cima do garoto o sujando com todo seu sêmen enquanto era puxado por um beijo. Derek estava encantado pelo Stiles e ele não podia sentir nada disso, Derek estava se sentindo impelido a se aproximar de Stiles, conhecer mais dele, buscar para si as sensações que o menino causava em todos ao seu redor, mas não podia, não devia e não iria.
Stiles acordou no dia seguinte em sua cama, não sabia como tinha parado ali ou porque estava vestindo um manto de Peter, aos poucos recobrou os sentidos e lembrou da noite anterior. A chuva estava bizarramente mais forte naquela manhã e o céu denunciava que a noite chegara mais cedo, o frio era enorme e mesmo assim o garoto se obrigou a passar alguns minutos na tina de banho e então desceu com roupas limpas atrás de comida.
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