Notas iniciais
Oi pessoal, essa é uma fanfic feita a partir daquele projeto que eu falei que iria começar, fazendo histórias com a ideia de vocês leitores. O Ian Dragneel deu a ideia de fazer um conto de fadas com Teen Wolf e eu resolvi misturar todos os contos da Disney que combinassem com nossos personagens favoritos. Isso é uma Sterek, porém teremos muitos outros shipps nessa fic. Espero que gostem, principalmente você baby. :3

Era uma vez um reino chamado HABSBURGO e ele era um lugar perfeito para se morar, não... espera um pouco. Isso não é esse tipo de história e Habsburgo não é o lugar mais perfeito de se viver, nem seus habitantes são doces e fofinhos como em um conto de fadas comum, mas isso aqui é um conto de fadas, um conto de fadas para maiores.

Tudo começou quando Úrsula, uma mulher cruel e com um estranho gosto de criar enguias, venceu os Argent em uma batalha sangrenta pelo controle de Maldonia e com isso ela passou a cuidar de mais de 98% da agricultura do país e deixou as outras quatro famílias mais importantes do continente com uma pequena faixa de terra chamada Habsburgo. Não satisfeita, Úrsula delegou os poderes do recém proclamado e pequeno país ao psicopata mais cruel das quatro famílias reais: Peter Hale. Com isso nenhuma outra família teve paz, nem mesmo os Stilinski que sempre se mantiveram neutros ou os McCall que estavam do lado do cruel e amoral Rei.

Nos primeiros anos foi difícil e amedrontador para todos os que viviam em Habsburgo se adaptarem as regras da família Hale e mesmo que as Vilas habitadas pelos outros três pilares daquela sociedade tivessem alguma liberdade, tudo, absolutamente tudo, precisava da aprovação do rei. Isso irritava muito aos Argent que tinham ódio declarado pelo rei e sua família, era incômodo para os planos da cruel Melissa McCall a matriarca do terceiro maior monopólio da região e indiferente para a menor força daqueles pilares, os Stilinski, quer dizer, eram indiferentes, até agora.

Habsburgo se tornou um país tomado por crueldade, sexo e miséria. Poucos tinham muito e muitos tinham quase nada, o que levava aos muitos se submeterem as perversões instaladas por Úrsula há muitos anos, quando Maldonia e Habsburgo ainda eram um país só e Peter que com a ajuda de Kate Argent, Melissa McCall e John Stilinski mantinha aquele estranho comércio de prazer vivo e latente na região. Região esta formada por dezoito faixas de terra, a maior parte pertencendo a família Hale. Tudo o que se usava era plantado e não se admitia desperdício, algumas poucas coisas Peter tratava de conseguir em Maldonia com sua eterna aliada Úrsula, com a qual todos, inclusive Derek, seu sobrinho mais velho, tinha desconfiança que tinham um caso.

Era noite de baile no Palácio de Agrabah, onde Peter morava e ostentava toda sua riqueza. Todo o palácio era feito de ouro e marfim, dentro os móveis que não eram feitos de ouro, eram de madeira nobre e o piso do mármore mais caro do mundo, tudo naquele lugar exaltava a riqueza que os demais habitantes daquele lugar nunca viriam a ter nem na próxima vida. Todos os anos Peter dava aquele baile em homenagem a filha Malia Hale com quem ele vivia tendo conflitos homéricos pelo temperamento instável da garota e pela culpa que ela carregava por matar a mãe durante o parto.

Stiles estava se arrumando sem vontade, ele sempre achava desnecessário aquelas reuniões anuais, ele odiava Malia por sua postura arrogante e tão parecida com o pai, ele gostava muito menos de Peter ou de qualquer Hale. Todos eram muito arrogantes e insuportáveis, desfrutando de uma fortuna absurda enquanto o povo morria de fome. Tudo não passava de um truque dos Hale para conseguirem mais escravos, mais brinquedos para seus desejos maléficos e nojentos. Stiles sempre vira esse lado como uma doença, ele nunca aceitou a forma que seu pai admitia que seres humanos se submetessem a tratamentos cruéis e inumanos como aqueles que os escravos que adornavam todos os cantos daquele reino eram tratados. O garoto suspirou algumas vezes terminando de abotoar seu manto, como de costume todos estariam vestindo só isso, mantos pesados e macios sobre a pele nua e limpa. Regras idiotas para fins idiotas.

–Está pronto filho? — John entrou nos aposentos do filho e o encontrou terminando de pentear os cabelos para trás, a goma brilhando nos fios.

– É. — o garoto se virou desanimado e calçou o par de sapatilhas douradas enquanto o pai se olhava mais uma vez no espelho.

– Quem sabe alguma daquelas escravas não te interessem dessa vez? — John insinuou enquanto caminhavam pelo corredor que os levavam a saída do castelo, Stiles se limitou a revirar os olhos. — Não revire os olhos para mim Stiles. — John o repreendeu enquanto eles subiam na carruagem, o garoto sempre se sentia desconfortável por estar com tão pouca roupa.

– Eu não quero nenhuma escrava pai, não me perturbe com isso. — ele fechou uma carranca quando o veículo puxado por quatro garanhões negros começou a chacoalhar pelo chão de pedra e terra.

– Um escravo talvez? Sabe que não me importo, desde que o mantenha sob controle. — John soltou uma risada zombeteira e Stiles bufou.

– Não vou discutir minha vida sexual com o senhor. — o garoto deu o assunto por encerrado.

O baile estava incrível como sempre. Stiles poderia odiar o quanto quisesse os Hale, mas adorava o bom gosto decorativo e gastronômico que eles tinham e nada lhe tirava o prazer de poder se encontrar com Scott McCall, seu melhor amigo de infância naquele lugar, mas o garoto não tinha visto o amigo de queixo estranhamente torto ainda, apenas sua mãe Melissa, uma mulher bonita e de expressão assustadoramente sexy, Chris Argent e seu olhar doce e assustador e é claro Kate Argent e Derek Hale flertando enquanto descansavam sentados sobre duas meninas. O garoto desviou o olhar, não conseguia ver o sofrimento daqueles escravos de cores, tamanhos e curvas distintas se misturando a mobília, se tornando parte dela ou então sendo abusados por um pouco menos de miséria em suas famílias.

–Apreciando a vista? — Stiles arrepiou ao sentir a unha cumprida de Malia lhe correr a nuca e a encarou com as bochechas coradas.

– Eu não vou parabenizá-la por essa orgia anual. — Stiles cuspiu as palavras.

– Eu também não gosto muito de estar aqui, preferia me divertir de outra forma. — a garota enfiou uma das mãos dentro do manto azul turquesa de Stiles e apalpou suas partes.

– Pare com isso. — ele pediu sentindo um frio percorrer seu estômago, mesmo sem querer, estava se excitando.

– O que foi Stiles, não gosta de mim? — ela correu a mão pelo abdômen do garoto e voltou a acariciar seu membro agora rijo.

– Alguém pode ver Malia e não, eu não gosto de você. — ele colocou a mão sobre o pulso dela o apertando, ela riu.

– Você não precisa dizer que me ama, eu me contento com um orgasmo. Não, dois é o suficiente. — ela mordeu a orelha de Stiles que comprimiu os lábios tentando não gemer.

– Você sabe que isso é proibido. — Malia lambeu o pescoço de Stiles enquanto o masturbava lentamente.

– Então venha comigo para o quarto. — ela sugeriu espalhando o líquido que a fenda miúda expelia sobre seus dedos.

– Tudo bem, eu vou. — ele desistiu de resistir, era sempre assim, Malia o atacava nas festas e ele resistia a maior parte do tempo, mas daquela vez ele estava se sentindo cansado demais para negar, ele também queria um pouco de alívio e a filha do rei não era de se jogar fora.

Stiles entrou no quarto da princesa e a encontrou completamente nua na cama, deitada de costas para ele, em uma pose que lembrava uma sereia e os cabelos entre o caramelo e o castanho avermelhado pendendo nas costas em uma meia trança adornada com uma linha fina de ouro, ela tinha a pele branca um pouco bronzeada e suas curvas eram iluminadas pelas velas que se espalhavam em seu quarto. Mais uma vez ele tinha caído no canto da sereia, mais uma vez Stiles estava sendo engolido por Malia, sendo arrastado para seus mares e afogado nas águas geladas de seu desejo. Malia sempre conseguia absorver todo o prazer de Stiles, esgotá-lo e fazê-lo seu, mesmo que entre eles nada além daquele torpor sexual existisse.

–Sua pele é perfeita Sti, você daria um ótimo escravo. — a garota deslizou as unhas pela carne branca das coxas pouco peludas do rapaz.

– Em outra vida quem sabe. — ele debochou voltando a abocanhar um dos seios da garota, lambendo ao redor do bico e depois o mordendo, fazendo com que ela cravasse as unhas em sua bunda.

– Eu não sei como não me apaixono por você, seria tão mais fácil. — tinha um pouco de lamento na voz da garota, no fundo ela sabia que devido há uma antiga maldição nunca poderia se apaixonar por nenhum homem de verdade.

– Eu não acho que seria bom para nossa integridade física e mental nos envolvermos desse jeito. — Stiles desceu a boca pela pele macia da barriga, se demorando em volta do umbigo, arrancando suspiros lentos e intensos da jovem princesa.

– Eu não sou tão ruim, você não reclama do meu jeito enquanto me chupa. — ela sentiu cócegas quando ele deslizou os dedos pelas coxas magras e firmes dela as suspendendo.

– Você tem razão, seu gosto é doce, diferente de todo o resto de você que é ácido. — ela não teve tempo de responder ao comentário mau criado ou ao olhar cínico do príncipe, apenas se rendeu a gemidos enquanto o garoto de afundava entre suas carnes macias e molhadas.

Três orgasmos de Malia depois, Stiles estava gemendo ao sentir a boca quente e macia da garota brincar com suas bolas, ao mesmo tempo que as unhas dela raspavam o marcando nas coxas, o suor, o cheiro de sexo se misturando ao sândalo das velas do quarto, o perfume da princesa e a troca de olhares faziam Stiles se perguntar como ele não se apaixonava por ela, como ele simplesmente não conseguia se render a Malia, mesmo que ela tenha deixado claro a cada vez que o procurou que ele era o único e seria o único para sempre.

–Oh! Você sempre tem que ser tão agressiva? — Stiles deu um sorrisinho sacana enquanto ela quicava em seu colo, as bochechas da menina coradas, os seios pulando com a movimentação e os gemidos a impedindo de pensar.

– Alguém precisa tomar o controle. — ela agarrou seu pescoço, ambos sentados e se beijando com ferocidade, mesmo que isso fosse uma tarefa difícil com tantos gemidos.

O orgasmo chegou rápido para a garota, ela mal conseguia pensar quando sentiu os jatos de Stiles a preenchendo e os dentes do garoto marcando a pele sensível de seus seios. Mais uma marca, sempre mais uma marca. Stiles sempre lhe deixava um presentinho para ela passar semanas se lembrando de como ela pertencia a ele. Não que ele a quisesse, Stiles era o único homem no mundo que não queria Malia, mas era ele quem ela amava, ele quem ela desejava e com ele que ela sempre queria estar, sempre conseguia sentir todo o prazer do mundo, porque mesmo com capacidade de seduzir qualquer um, ela nunca conseguia fazer isso com o príncipe, porque algo nele era diferente, algo nele não regulava friamente, mesmo assim ela não desistia, sempre o procurava e sempre era bom, Stiles nunca ia contra vontade com ela para a cama, porque ele podia ser o único que ela não conseguia seduzir, mas era o único que estava ali pelo sexo, pelo tesão, de alguma forma por ela e não por sua condição, por sua maldição.

–Por que eu não consigo me apaixonar por você? — Stiles perguntou enquanto eles descansavam na cama abraçados e bebiam vinho.

– Você mesmo diz que me odeia, como pode querer se apaixonar? — eles se entreolharam e riram.

– Eu não sei, você é a única garota com quem eu tenho essa conexão estranha e acredite quando eu digo que não gosto de você. — Malia se levantou e começou a passar um pano úmido com uma solução líquida e cheirosa pelo corpo do príncipe.

– Você vai encontrar alguém que ame Stiles, pare de pensar nisso, aproveite o que a vida tem para oferecer no processo. — ela depositou um leve selinho em seus lábios e o garoto tomou o pano de suas mãos repetindo todo o processo no corpo da jovem.

– Tenho a impressão de que não sirvo para ninguém. — Stiles sorriu triste e Malia soltou uma risada sem humor.

Eles voltaram para a festa separados, ninguém percebia ausência deles, a maioria estava bebendo, comendo, brincando com os escravos ou discutindo negócios, alguns faziam tudo ao mesmo tempo o que para Stiles era meio inacreditável. O príncipe caminhou pelo salão vendo muitos escravos servindo de assento, alguns de apoio para os pés e outros sendo explorados como se fizessem parte da refeição, mas o que mais lhe chamou atenção foi ver Scott com um dos escravos de Melissa o masturbando. A primeira reação de Stiles ao ver o amigo com o loiro foi de repulsa, não por ser um garoto ali servindo ao príncipe e sim por ser um escravo, tudo o que Stiles sempre odiou, maltratar e usar pessoas que escolhem esse caminho para fugir da pobreza, mas será que todos estavam ali só por isso? Valia o esforço se submeter a tanta humilhação por conta de um lugar mais confortável para dormir? Era tanto conforto assim?

–Por que você não entra na brincadeira? — Kate insinuou e Stiles engoliu em seco.

– Porque eu não sou uma pervertida arrogante que nem você. — Kate sorriu e Derek revirou os olhos segurando a mulher pela cintura.

– Você deveria tomar cuidado em como fala com a Kate garoto. — Stiles olhou de relance para Derek e viu um sorriso torto nos lábios do mais velho.

– O que vai fazer? Me mandar para a masmorra igual fez com a sua própria irmã? — Derek rosnou.

– Lady Blake! — ele chamou a mulher em seus trinta e poucos anos, morena e com uma expressão fria e severa no rosto. — Eu quero Erica aqui em dois minutos, pronta para o príncipe Stilinski. — Derek tinha um tom severo na voz e encarou Stiles com um sorriso cínico.

Stiles engoliu em seco, não se arrependia do que tinha feito, mas com certeza estaria perto de recuar em breve. Ele conhecia as regras e quando Derek mandou chamar uma de suas escravas pessoais para ele, entendeu que seria punido por desacato. Por que sua maldita língua não ficava dentro da boca? Não tinha mais jeito e o que ele mais repugnava nos outros, seria obrigado a fazer. Observou Malia do outro lado do salão e seu melhor amigo que antes tocava o escravo com tanta intimidade se aproximar.

–O que você vai fazer com ele, Hale? — Scott perguntou com audácia, o garoto nunca media palavras quando se tratava de Stiles.

– Fique tranquilo Mascott, quando terminar Stiles ainda vai ser útil para você. — Stiles olhou para o melhor amigo apavorado e Scott se irritou pela insinuação de Derek.

– O que você está insinuando maldito? — Scott rosnou de volta, odiava quando Derek agia feito um babaca.

– Ele está apenas atestando o que todos já sabem querido McCall. — Peter caminhou lentamente até eles, seu manto arrastando no chão e tilintando ao contato do mármore com as pedras preciosas que o adornavam. — Que você e o príncipe Stilinski tem um romance platônico. — o sorriso assassino de Peter fez Scott se calar. — Onde está a escrava? — o rei reclamou da demora e logo a garota vestida com tiras de couro que não lhe tampavam nada, os cabelos presos em uma trança firme e o olhar fixo no chão se aproximou sendo puxada por uma coleira de couro, ela engatinhava lentamente e quando estava no meio da roda Derek a mandou levantar e depois se curvar, sua bunda e coxas viradas para Stiles e suas mãos apoiadas nos tornozelos. — Tome. — Derek entregou um açoite para Stiles e o garoto se manteve imóvel. — Pegue! — ele balançou o objeto na frente do garoto, a essa altura todos estava focados naquela cena.

– Eu não vou bater nela. — Stiles falou com firmeza, estava enjoado com aquela situação.

– Eu mandei você pegar o açoite. — Derek tinha uma voz impaciente e uma expressão irritada.

– Não! — o garoto se recusou e jogou o açoite longe.

– Pegue o maldito açoite Stilinski senão eu mesmo vou te colocar entre meus joelhos e lhe arrancar sangue. — o garoto tremeu, mas não se mexeu.

– Faça o que quiser, a garota não tem nada a ver com a sua maldita incapacidade de se comportar como um homem de verdade. — o garoto cuspiu as palavras olhando com rispidez nos olhos verdes do maior.

– Seu bastardo! — ele avançou sobre Stiles e puxou seu manto. — Você vai aprender de uma vez por todas a não me desafiar. — ele virou o garoto de costas contra a parede e terminou de deixar o príncipe totalmente nu, Stiles apertou os olhos e esperou, melhor sentir aquela dor, do que machucar uma garota inocente.

– Bate de uma vez imbecil, mostra para todo mundo que você é um mimado descontrolado. — Stiles ainda o provocou, por quê diabos sua boca nunca se mantinha fechada? O coro massageou sua carne e ele sentiu a pele enrubescer, todos deveriam estar encarando seu corpo nu contra a parede prestes a ser açoitado como um escravo.

– Largue-o Derek. — Peter ordenou.

– Mas... — Peter puxou o açoite das mãos do sobrinho.

– Mandei largar. — ele apenas tocou o ombro de Derek que se afastou, Stiles mal conseguia ficar de pé e quando sentiu o corpo escorregando pela parede fria, Peter o segurou e o vestiu novamente. — Muito corajoso da sua parte garoto. — ele sussurrou no ouvido do príncipe.

– Obrigado. — o menino murmurou e ao se ver livre apenas saiu dali.

Stiles estava irritado, envergonhado e incrivelmente surpreso. Primeiro ele não entendia por que Derek achava-se no direito de tratá-lo como um escravo, segundo ele não conseguia acreditar que seu pai não tinha feito nada e ele o viu apenas observar a cena calado como um cachorrinho adestrado, terceiro ele não sabia que Peter o salvaria daquela forma, o que era incrivelmente estranho e assustador. Continuou a caminhar pelo jardim, ouvia os lamúrios de alguns escravos sendo castigados pelas estátuas de gesso, mas ignorou. Estava com vergonha demais para voltar para o baile e ainda se perguntava por quê sua vida tinha que ser tão complicada. Voltou para o salão, não tinha outro jeito, se ausentar do jantar real era como pedir para ser caçado pelo rei e ele já tinha problemas demais com os Hale para se meter em mais um a toa.

–Derek é um idiota. Ele e Kate se merecem. — Scott comentou lhe apertando a mão debaixo da mesa, aquele gesto era novo e inesperado.

– Ninguém precisa ser um gênio para saber disso Scott, o pior é todos concordarem com essas atrocidades, inclusive você. — Stiles olhou com cara feia para o melhor amigo.

– Eu gosto do Isaac, não posso negar isso. — Scott encolheu os ombros e encarou os demais na mesa, Peter os encarava. — O rei está olhando para você, fixamente. — Stiles encarou Peter e sustentou o olhar até que o mais velho lhe sorriu e ele suspirou cansado.

– Não vejo a hora de ir para casa. — o menino comentou.

– Não quer ir para minha casa? Minha mãe vai viajar para Maldonia essa madrugada, o castelo vai ser só meu. — Scott tinha um olhar travesso.

– Depois do que eu fiz? Meu pai vai me matar e nunca mais me deixar sair de casa. — Scott voltou a tocar o amigo, agora na coxa por debaixo da mesa.

– Eu falo com ele, tenho certeza que ele vai concordar. — Stiles encarou aquele gesto e engoliu em seco, estava começando a achar que as insinuações dos Hale não era totalmente mentira.

– Tudo bem, é melhor eu ir para sua casa mesmo, nós precisamos conversar. — o garoto começou a comer e Scott o encarou confuso. — Na sua casa. — ele repetiu e o garoto bufou começando a comer.

Peter estava intrigado com a coragem de Stiles, nem seu pai, o rei da Vila de Corona tinha essa coragem, nem mesmo um Argent confrontava os seus com tanta petulância e aceitava as consequências sem emoção. Claro que ele sentia o pavor do garoto quando se viu prestes a ser açoitado, mas o horror de ferir Erica se transpôs e foi exatamente isso que lhe chamou atenção, o príncipe Stiles Stilinski preferia ser ferido a ferir uma escrava. Quando o baile estava próximo de seu fim e muitos já tinham dispersado com as escravas e escravos oferecidos no banquete, Peter viu Stiles sozinho na sacada e resolveu se aproximar.

–Noite difícil? — era estúpido se sentir inseguro ao falar com um adolescente insolente e inferior quando ele era o rei absoluto daquele lugar.

– Engraçadinho você, não? — o garoto debochou, nem se dignou a olhar para ele, apenas continuou a observar a noite e beber seu vinho.

– É compreensível as atitudes do Derek, você é um tanto quanto ácido. — Peter se recostou na sacada e pegou a taça do garoto. — Quero lhe propor uma coisa. — Stiles suspirou e se virou para encarar o rei, ele não precisava de mais encrenca naquela noite.

– O que é? — o garoto estava cansado e sentia sua boca amargar em ansiedade.

– Você sabe que todos os anos eu escolho uma companheira para ficar comigo durante as tempestades. — o garoto não sabia onde Peter queria chegar.

– E o que isso tem a ver comigo? — resposta seca demais, mais uma vez Stiles estava se amaldiçoando. — Quer dizer, no que isso... — Peter levantou uma das mãos o mandando se calar.

– A questão é que, esse ano eu não quero uma companheira. — até ali Stiles só conseguia pensar o quão desnecessário era aquela conversa. — Quero que você seja meu acompanhante durante as tempestades, quero você como companheiro príncipe Stilinski. — o garoto arregalou os olhos e abriu a boca em surpresa, como ele ia dizer não para o rei? O rei que queria transformá-lo em algo extremamente proibido e pecaminoso?

– Isso é crime. — foi só o que ele conseguiu dizer depois de vários minutos.

– Eu sei, por isso, ninguém pode saber. As leis valem inclusive para mim Stiles, mas nós só vamos quebrar as regras se você aceitar. — o garoto engoliu em seco.

– E se eu me recusar? — Stiles tinha toda a bile presa em sua garganta.

– Ai eu serei obrigado a contar para os conselheiros que você desvirtuou minha filha. — o garoto paralisou. — Pensou mesmo que eu não saberia que os dois andam trepando feito coelhos durante os eventos sociais? Eu sei de tudo Stiles, de tudo. Agora a minha curiosidade é, o que seu pai pensaria se você fosse sacrificado pelo conselho? O que seria de Corona se o único herdeiro fosse banido por se envolver com alguém da nobreza sem compromisso? — Stiles se sentia doente.

– O que você quer comigo durante as tempestades? — ele perguntou derrotado, suas opções eram virar a menininha do rei ou se tornar um desgosto para o pai.

– Ser meu servo por um final de semana, é tudo o que tem que fazer. O que eu quiser você fará, sem restrições. — Peter viu o garoto tensionar ainda mais os músculos e a bile descer e subir pela garganta, sorriu satisfeito por conseguir deixar o garoto tão assustado.

– Eu tenho outra escolha? — Stiles relaxou o corpo, sua vida não poderia estar pior.

– Claro que sim, pode ser execrado de Habsburgo e talvez deportado de Maldonia para alguma ilha deserta no Pacífico. — Stiles estremeceu, não queria deixar seu pai, não queria ser o motivo de desgosto do pai que tanto amava.

– Mande uma carruagem me buscar na sexta de manhã. — ele decretou, por pior que fosse, não faria seu pai pagar pelos seus erros estúpidos e puramente hormonais.

– Boa escolha criança. — Peter acariciou o rosto do menino e saiu dali bebendo o vinho que era do príncipe.

Notas finais
Se gostarem comentem, por favor. Beijocas :*