Era uma vez

2 A noiva do Lobo


Notas iniciais
Oi, oi pessoas lindas, sei que prometi esse capítulo na semana passada, mas aqui estou eu dizendo que minha demora foi por culpa das séries, não me matem ahsuhsua Bom, acho que ninguém esperava um capítulo da Chapeuzinho de novo, como eu também não iria faze-lo, mas ainda to com receio de mexer na história da Merida, mas provavelmente o próximo será história dela. Boa leitura e até lá embaixo. PS: Aviso que tem um hot no capítulo, porque ela não engravida da cegonha né gente? Aqueles que não gostam, podem pular essa parte e tudo mais, mas digo logo que não será um hot super detalhado e nem muito grande, será mais superficial, só pra terem noção mesmo. A parte em negrito é um flash back.

– Está com você. — Chapeuzinho disse entre risadas enquanto tocava no ombro de Nathan, seu querido Lobo.

Nathan havia aprendido muito com sua nova namorada. Sim, agora eles definitivamente eram um casal e muito felizes por sinal. Ninguém do vilarejo sabia que ele era o lobo e Chapeuzinho tão pouco contaria para alguém, o que deixava Nathan mais seguro em ficar por ali.

Depois de muito correrem um atrás do outro em sua brincadeira de pique pega, finalmente Chapeuzinho havia conseguido pegar Nathan, que por ser o Lobo possuía a habilidade de correr mais do que os humanos. Chapeuzinho analisou seu companheiro e respirou fundo vendo o cabelo dele desarrumado como sempre, era um charme dele que ela amava.

– Então corre, Chapeuzinho. — Nathan riu vendo a menina cansada, ambos haviam corrido muito, mas nem de longe ele estava cansado.

– Estou de fato muito cansada. — sussurrou Chapeuzinho olhando nos olhos do rapaz. Nathan viu a fraqueza nos olhos esverdeados de sua amada e concordou com a cabeça para que parassem a brincadeira.

Nathan puxou Chapeuzinho para de baixo de uma árvore qualquer que havia ali e fez com que ela se sentasse encostando o corpo no tronco da árvore. Apesar de aparentar não ter um coração, finalmente o coração do rapaz havia encontrado alguém para se dedicar e se preocupar. Chapeuzinho mordeu os lábios olhando para o lado e sorriu fracamente pensando no que dizer ao rapaz.

O casal já namorava há mais de cinco meses, então Chapeuzinho já havia se deitado com o rapaz. A garota sabia que era errado que isso acontecesse antes de seu casamento, pois assim ela deixava de ser pura, mas ela o amava e sabia que seria assim eternamente. O ato ficou frequente na relação do casal, e por não saberem como se prevenirem, mesmo seguindo as dicas que sua avó sempre lhe deu, Chapeuzinho se deixava levar pelo momento.

Estava de noite e Chapeuzinho Vermelho havia ido visitar Nathan em seu pequeno chalé na floresta. O que era pra ser o esconderijo de Nathan, acabou se tornando a segunda casa de Chapeuzinho, mas o rapaz não negava que adorava passar as noites ao lado de sua amada, ao invés de passar à noite sozinho em uma cama de casal que parecia tão fria sem a doce garota.

Chapeuzinho se deitou ao lado do rapaz na cama e sorriu assim que o mesmo lhe abraçou fazendo com que a mesma o olhasse apaixonadamente. Eles já namoravam há três meses, e ela nunca esteve tão certa de que seria verdadeiramente para sempre, então estava decidida em dar sua pureza para o rapaz. A morena mordeu os lábios e passou a mão sobre o peitoral do rapaz.

– Eu quero você. — confidenciou fazendo com que ele duvidasse no momento que ela falará, mas então suas palavras deixaram de ser apenas palavras quando Chapeuzinho desamarrou a pequena abertura que havia em sua camisa e desceu suas mãos para a barra da mesma a suspendendo e a tirando do corpo de Nathan.

Nathan não demonstrou estar surpreso com o ato de Chapeuzinho, mas em seu interior ele estava se preguntando o que havia levado a garota a querer fazer o que estavam prestes a fazer.

A lamparina estava ao lado da cama acesa como Nathan sempre a deixava, então o mesmo assoprou a vela e tudo ficou escuro, mas mesmo assim ele conseguia ver o corpo de Chapeuzinho, pois sua visão noturna o ajudava nisso com bastante facilidade. Chapeuzinho se surpreendeu quando o sentiu ficar por cima dela sem que seu peso realmente a machucasse.

Nathan beijou o pescoço da bela menina e tirou com cautela suas luvas vermelhas jogando-as pelo quarto sem se importar aonde iriam cair. Em seguida, ele tirou a capa vermelha dela e acariciou suas bochechas lembrando-se de quando a viu na Toca do Coelho e o quanto ela estava linda, e agora ela só lhe parecia ainda mais bonita.

Chapeuzinho não sabia como agir, mas tinha certeza que Nathan já havia estado com outras na mesma situação antes, mas talvez esse carinho que ele sentia por ela o impedisse de a tratar como as outras, pois meretrizes não mereciam amor, pelo menos era o que ela pensava, e o que todos lhe diziam.

Nathan sorriu observando o rosto da amada menina embaixo dele e tirou com cuidado o corset da jovem desamarrando-o o que tinha para desamarrar e jogando-o novamente pelo quarto sem se importar aonde ela iria cair. Chapeuzinho não queria se sentir inútil então tirou a calça do mesmo e queria muito que a lamparina estivesse acesa, para que ela pudesse analisar a perfeição que era o corpo de seu amado.

Já que Chapeuzinho não tinha a visão, ela preferiu aproveitar o tato e assim o fez, passando as mãos pelo peitoral sem a camisa de Nathan. O homem em na frente de Chapeuzinho sorriu colocando as pernas dela envolta de seu quadril e acariciou suas coxas por cima de sua saia longa da época.

Naquela cama estavam dois amantes declarando o seu verdadeiro amor em uma noite perfeita, com um céu estrelado. As mãos do rapaz acariciaram a cintura de Chapeuzinho e subiu sua blusa branca amarelada e a jogando longe também. Mais uma roupa que não lhe importava, quanto mais longe do corpo de sua amada, melhor para ele.

Aos poucos, Nathan e Chapeuzinho foram levados por seus instintos. Depois de um tempo Nathan já havia despido sua amada e Chapeuzinho havia feito o mesmo com ele, deixando o contato de seus corpos ainda melhor. Nathan continuava por cima da doce menina e sorriu abrindo as pernas da mesma com delicadeza.

Chapeuzinho fechou os olhos com receio, pois sempre ouvirá dizer que o ato em si era doloroso, e ainda mais para aquelas que quebravam as regras e faziam antes do casamento. Nathan acariciou o rosto de Chapeuzinho e olhou em seus olhos, mesmo que ela não pudesse ver isso, ele queria lhe dar a segurança que sempre lhe foi tirada enquanto todos a amedrontavam com a história do Lobo.

– Eu te amo. — sussurrou no ouvido de Chapeuzinho e fechou os olhos para apreciar o momento e com delicadeza introduziu seu membro nela, o que fez com que a mesma gemesse fraco, pois não havia doído tanto, era uma dor fraca, misturada com o prazer do momento, apesar de que a dor estava presente, ela confiava nele.

– Eu também te amo.

E naquela noite ambos se completaram, sem se importarem com o que viria depois, eles apenas sabiam que no braço um do outro estariam felizes, e foi assim, sem preocupações ou dúvidas que eles chegaram ao ápice juntos, em um prazer misto, com sensações novas e a pouco descobertas pela menina, que definitivamente estava muito feliz em amar o tão temido Lobo mal.

Nathan havia aberto mão de seus mais obscuros segredos, para poder viver em paz com sua Chapeuzinho Vermelho, e ele a amava por não ter que esconder quem ele era de verdade, e tudo parecia melhor com ela em seus braços.



Nathan sorriu para Chapeuzinho assim que a mesma lhe olhava com um sorriso bobo no rosto. Eles eram felizes, não havia dúvida alguma nisso. Sem segredos, sem mentiras, e ele havia realmente deixado o seu lado de Lobo e aquela cara emburrada de poucos amigos assim que a viu. Bem dita seja a Floresta Encantada — era o que ele pensava.

Chapeuzinho por outro lado, pensava em como contar para Nathan que estava grávida, não fazia ideia de quantos meses estava, mas depois de uma briga com sua avó a mesma resolveu lhe ajudar a descobrir se realmente sua neta estava grávida.

– Acha mesmo que vai funcionar? — Chapeuzinho perguntou enquanto via sua avó colocar um dente de alho sob seu travesseiro.

– Ora, é simples, se você acordar com o gosto de alho em sua boca você está grávida, se não o sentir então não está.

A avó de Chapeuzinho já tinha a experiência disso, pois além de ter tido uma filha também era parteira, a melhor parteira do reino por assim dizer. Se alguma mulher encontrava-se grávida, essa mulher recorria a vovó na floresta que ela saberia tudo o que precisava e as medidas que devia tomar durante e depois sua gravidez.

Chapeuzinho se sentia insegura, não sabia o que realmente queria, não sabia se queria estar ou não esperando um bebê de Nathan, mas ficaria feliz se estivesse realmente grávida, então deitou-se em sua cama com um sorriso fraco no rosto e fechou os olhos tentando relaxar para finalmente pegar no sono.

Quando acordou pela manhã sentiu o gosto do alho em sua boca e suspirou sabendo o que aquilo lhe dizia.

Assim que sentou-se a mesa sua avó a olhou sugestiva, afinal queria saber se sua neta estava ou não grávida.

– Eu... Estou grávida. — sussurrou a menina de cabeça baixa e um sorriso sugestivo surgiu novamente em seu rosto.

A garota da capa vermelha segurou nas mãos de Nathan e olhou em seus olhos, talvez o cansaço repentino viesse de sua gravidez. Com as mãos ainda em cima das de Nathan, Chapeuzinho levou até sua barriga que ainda não dava para ser vista por causa de seu corset.

– O que foi? — Nathan perguntou com duvida, ele não sabia o que Chapeuzinho queria lhe dizer verdadeiramente.

– Promete não surtar?

– Sim, mas o que foi? — ele já estava ficando preocupado com ela.

– Estou grávida.

No mesmo momento o rapaz tirou as mãos da barriga de Chapeuzinho e a olhou incrédulo, como ele não havia percebido isso antes, ela estava diferente, parecia mais feliz, suas feições estavam diferente também, ela parecia mais bonita, mas ele pensava que ela não lhe escondia nenhum segredo.

Nathan ficou em silêncio por alguns segundos e então o sorriso que existia no rosto da menina sumiu, ela esperava tudo dele, mas não o silêncio.

– Não podemos ter um bebê. — foi a primeira coisa que ele disse.

– Podemos sim. — sussurrou com medo, ela nunca havia visto ele tão sério antes.

– É UMA MALDIÇÃO, CHAPEUZINHO! Se for um menino... Ele fará parte do ciclo, a maldição passará para ele e então ele será o Lobo. — o tom de Nathan foi diminuindo até que ele se calou, pois não queria mais magoar Chapeuzinho.

– Ele pode aprender a se controlar, Nathan. Não precisa ser uma maldição se ele não deixar que seja... Você aprendeu a controlar isso, pode ensina-lo o mesmo.

A garota da capa vermelha queria mesmo que seu amado aceitasse sua gravidez, pois sem ele era teria medo e falhar, não só no parto, mas também quando tivesse o bebê e fosse fraca e não conseguisse ensina-lo o que ele precisaria para ser bom... Um bom Lobo.

Nathan tentou pensar. Ele só queria fugir dali para não ver a decepção nos olhos de Chapeuzinho, pois ele mesmo havia levado anos para conseguir ter o controle necessário sobre ele mesmo, seria péssimo ver a garota que ele ama sofrendo porque seu filho não se tornou quem ela queria que ele se tornasse.

– Nathan, daremos um jeito... Podemos ter uma saída com o Rumpelstiltskin. — Chapelzinho sussurrou o nome com cautela, não queria alarmar Nathan.

– Rumpelstiltskin? O cara dos contratos? Você tem certeza, Chapeuzinho? O que ele vai querer em troca? O que você tem para o oferecer?

– Estou disposta a tudo por você.

–Não será necessário, vamos dar um jeito. Te amo, a cima de tudo. — Nathan se esforçou ao máximo para sorrir e não preocupar Chapeuzinho, pois não iria recorrer à Rumpelstiltskin em hipótese alguma. Os acordos que faziam com o tão temido homem eram todos furadas e lhe custavam mais do que você poderia imaginar e Nathan sabia muito bem disso. — Por que não nos casamos também?

– Sério? Claro que sim. — Chapeuzinho sorriu pulando no colo do amado e o abraçando com vontade.

Um mês depois...

O casamento de Chapeuzinho com o Lobo mal foi muito bem divulgado pelo reino e todos estavam convidados, não que eles possuíssem riqueza para uma festa tão grande, mas com ajuda de sua melhor amiga Branca de Neve, Chapeuzinho conseguiria fazer uma festa maravilhosa na Floresta Encantada, e assim ela organizou tudo.

O Reino Encantado sabia do casamento de Chapeuzinho e com isso as fadas madrinhas fizeram questão de ajudar nos preparativos. Com um bipiti bopiti bum tudo já estava em seu devido lugar. Havia um lugar na Floresta Encantada em que não havia tantas árvores juntas, então assim eles estavam no meio de tudo e ao mesmo tempo tinham o espaço que precisavam.

A decoração era singela, haviam várias flores espalhadas entre os lugares de diversas cores, desde o rosa ao azul. Alguns laços enfeitavam as árvores também, havia cadeiras postas umas ao lado da outra e um altar bem ao meio de tudo, com um tapete vermelho que ia até ele, e havia uma mesa com as mais variadas comidas feitas especialmente pelas cozinheiras reais.

Nathan e Chapeuzinho se casariam com a benção de um pastor do vilarejo, ele já estava de idade, mas era amigo chegado da família, então os casaria.

Chapeuzinho usou um vestido branco feito à mão por sua avó, ele possuía rendas em sua borda e seu cabelo ficou preso por uma joia passada pela geração da família, havia um lobo de diamante pequeno na pequena tiara e ele em um tom de vermelho. Chapeuzinho nunca se sentiu tão realizada, e sorriu ainda mais quanto as trombetas soaram indicando que era a hora de seu casamento.

Todos os convidados estavam ali. Branca de Neve e o príncipe estavam sentados nas primeiras cadeiras sorrindo ao ver a doce Chapeuzinho se casando. Ao chegar ao altar, Nathan estendeu à mão para sua futura esposa e sorriu vendo o quanto ela estava linda. Chapeuzinho analisou o terno branco de seu noivo, e viu os detalhes também em vermelho para lembrar sua capa vermelha, aquela em que ela era tão apegada e sorriu com a lembrança.

O pastor começou a cerimonial, o casal sempre trocando breves olhares apaixonados até à hora de dizer o tão esperado sim.

– Você aceita Rose como sua legítima esposa? — perguntou o pastor sorrindo.

– Aceito, para ama-la e respeita-la e protege-la como minha própria vida. — Nathan declarou sorrindo.

– E você Rose, aceita Nathan como seu legítimo esposo?

– Acima de tudo, eu prometo ser bondosa, carinhosa e lhe amar como a mim mesmo, então é claro que sim.

– Eu os nomeio marido e mulher, em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo, pode beijar a noiva.

E foi assim que Nathan segurou na cintura de Chapeuzinho vermelho trazendo-a para mais perto dele e a beijou singelamente e com muito amor envolvido, eles se amavam e se o filhos deles tivesse a maldição ou não, eles ainda assim se apoiariam, pois isso significava verdadeiramente o que era o amor.

Notas finais
Vocês foram maravilhosos no primeiro capítulo me presenteando com 13 comentários, e como tem 16 pessoas acompanhando, seria legal ter o mesmo número nesse capítulo, o que acham? Ficaria muito feliz, mesmo. Bom, espero que tenham gostado do casamento da nossa querida Chapeuzinho e confesso que escrever em terceira pessoa ta me deixando cansada ahushsua mas tudo bem, até o próximo gente, beijoos