Era uma vez

4 A magia do amor


Notas iniciais
Oi, oi gente.. Eu estou muitooo feliz porque ganhei duas recomendações na fic e foram tão lindas. Muito obrigada Keh e Mands vocês são uns amores, e o capítulo vai ser dedicado à vocês, mas tem que dividir com as coleguinhas, porque elas também arrasam com os comentários gente, estou cada vez mais apaixonada, vocês são incríveis. Bom, peço que leiam isso aqui, pois tenho um AVISO: São dezenove famílias de conto de fadas, se eu for reescrever todas e gastar dois capítulos com as histórias não vai ter como fazer a história dos filhos, então eu preferi aumentar os capítulos, sinto muito mesmo se ficar muito grande, mas é a única maneira que achei. Não esqueçam que agora temos um tumblr: http://fanfic0nceuponatime.tumblr.com/ Beijoos e até lá embaixo.



Merlin havia andando por muito tempo sozinho, e já havia visitado praticamente todos os lugares em que poderia estar, e isso incluía o mundo todo, sem exceção, afinal ele era um jovem imortal que possuía magia. Tudo parecia estar diferente por aquele lado da Escócia, mas havia um porém, algo lhe dizia que ele estava prestes a ter uma reviravolta em sua vida, e não demorou muito para que isso de fato acontecesse.

Depois de muito caminhar por entre as Terras Altas, o jovem mago acabou por achar uma trilha de Will O 'os, que os levaram até o inicio da floresta e enquanto estava distraído com as pequenas esferas de magia acabou acidentalmente derrubando Merida que vinha em sua direção correndo em sua tentativa de tirar sua mãe urso do castelo sem que sua presença lá nem pudesse ser notada.

Depois de ambos se apresentarem formalmente, algo dentro de Merlin fez com que ele não apenas olhasse para a ruiva, mas também a analisasse, reparando o quanto ela era bonita. Apesar de sua volta ao mundo, ele ainda demorou algum tempo para encontrar uma ruiva, ou pensou que tivesse encontrado ruivas bonitas, mas tudo mudou quando seus olhos encontraram o de Merida Dan Broch.

— Er... Você está perdido? — a ruiva perguntou assim que eles começaram a andar juntos.

Elinor não podia se aproximar, mas manteve uma distância razoável da sua filha e do até então camponês aos seus olhos, visto que ele ainda não havia dito nada sobre seu passado, ou com o que se mantinha ocupado.

— Não, eu estava seguindo uma trilha de esferas azuis brilhantes. — riu sem graça por não saber o que eram em si os Will O 'os.

— Sabe o que são? — a jovem ruiva riu do rapaz e sua pequena explicação.

— Não faço a menor ideia, mas são mágicos pelo visto...

Merlin não queria dizer a Merida que ele era um mago, pois não sabia como ela reagiria, tão pouco sabia como reagiam a esse tipo de coisa, era magia na mais pura forma que havia. Por muito tempo Merlin havia sido temido, mas após ficar longe daqueles que o conheciam e temiam, ele resolveu reaparecer em um reino onde não correria o risco de ser temido, afinal de contas ele não era um mago tão ruim, com certeza Merlin era bom graças a velha história de seu batismo ter tirado a parte ruim de sua genética.

— Minha mãe diz que ele te leva até o seu destino.

— É uma boa teoria. — sorriu de canto olhando para a menina pensando se poderia realmente acontecer algo entre os dois.

— Acho que atrapalhei seu destino. — riu sem graça brincando com seus próprios dedos.

— Que isso, eles sumiram antes de você aparacer.

Merida não disse mais nada e olhou para trás procurando por sua mãe, mas não a viu, o que deixou a menina preocupada e isso chamou a atenção de Merlin, mas sem deixar que a mesma notasse, ou percebesse que ele havia notado seu olhar de preocupação.

— Está procurando por algo? — perguntou Merlin mostrando interesse em ajudar a bela ruiva.

— É que... Eu meio que perdi a minha mãe. Ela estava logo atrás de mim, mas agora ela não está mais aqui.

— Como ela é?

— Alta e peluda... — Merida sussurrou com medo da reação de Merlin, mas o mago não reagiu como ela pensará que reagiria. O rosto do jovem camponês não estava surpreso, muito menos confuso, ele apenas parecia meditar em suas memórias mais recentes e sorriu ao se lembrar de ver um urso enorme correndo sobre duas patas atrás da ruiva, mas para ele na hora não passou de apenas um reflexo ou até mesmo um vulto bem borrado e fora de foco já que seus olhos prestavam atenção nas pequenas esferas azuis flutuantes.

— Um urso?

— É uma longa história.- confessou a menina lembrando-se da pequena casa de madeira de Morgana e então um rápido lampejo de ideia passará por sua mente fazendo com que ela corresse a procura do caminho que seguirá na primeira vez.

Merlin seguiu a garota ruiva entre várias árvores pela floresta já sombria, visto que o dia já estava se tornando escasso e aos poucos a luz esvaía-se por entre as folhas dando lugar à noite e tornando o caminho menos notório e causando em Merida o medo de não conseguir fazer com que sua mãe voltasse a sua forma humana, então ela correu o mais rápido que pode, com toda sua energia, mas acabou se desviando da pequena trilha que havia para casa de Morgana.

Cansados da breve corrida e com a noite já dando seus indícios no céu, ambos optaram por passarem o resto da noite perto de um riacho que acharam acidentalmente. A água do rio era cristalina então os peixes eram vistos com muita facilidade, porém não era uma fonte de água potável fazendo com que eles de certa forma ficassem momentaneamente sem o que beberem, o que Merlin poderia dar um jeito em menos de um segundo, visto que sua magia também o permitia explorar as áreas da natureza transformando até uma pedra em um pedaço comestível de pão.

Após arrumarem uma pequena fogueira à beira do riacho, Merlin e Merida se sentaram em duas pedras medianas que estavam entre as outras inúmeras pedras do local e assim se acomodaram, até que a barriga da ruiva reclamasse com fome.

Pegando seu arco e flecha, Merida aproveitou-se de suas habilidades para ver se conseguia pegar algum peixe no riacho, mas em uma de suas tentativas, enquanto Merlin há olhava, a ruiva acabou escorregando e caindo dentro da água arrancando uma gargalhada alta e deliciosa do mago.

— Eu peguei um. — Merida falou entre risadas levantando o peixe para mostrar à Merlin que não conseguia parar de rir da mesma.

— Estamos indo bem pelo visto. — mordeu os lábios para não prolongar ainda mais seu momento de humor.

Merida levantou-se toda ensopada pela água do riacho, mas ainda assim sentia-se confortável por ao menos conseguir pegar um peixe, salvando assim o jantar de ambos. A ruiva sentou-se perto da fogueira colocado o peixe em uma de suas flechas e levando ao fogo para que o gosto do animal ficasse mais saboroso.

— Como sua mãe se tornou um urso? — Merlin tomou a coragem de perguntar, logo depois de um silêncio ser instalado no ambiente.

— Digamos que foi minha culpa. Eu conheci uma senhora chamada Morgana. A principio ela era uma simples vendedora obcecada por ursos, até o momento que ela viu meu medalhão real e tudo em sua casa deu espaço para um tipo de... bruxaria, talvez. Então ela disse que poderia me ajudar e que com uma torta e uma porção eu conseguiria fazer com que minha mãe mudasse de ideia.

— Sobre o que exatamente? — o rapaz a olhou curioso.

— Hoje é o meu aniversário de dezesseis anos, então já está na hora de achar um pretendente, mas acho que não é exatamente o que eu quero. Eu quero sentir o amor, quero ser livre e dona de mim, mas acho que com uma coroa eu nunca conseguiria. — suspirou lembrando-se de todas as aulas que sua mãe lhe dava de como ser uma boa dama, ou de como se comportar como a futura rainha, e nada daquilo parecia algo que ela almejava em sua vida.

Merlin prestou bastante atenção em tudo o que Merida dizia, e via nela o que ele queria ser quando descobriu toda sua capacidade na magia, mas nada daquilo lhe pareceu bom, já que hoje depois de tanto tempo ele ainda assim estava sozinho e sem uma família que pudesse ensina-lo algo sobre seus feitiços. Talvez Merlin pudesse achar a valente garota ruiva, mas ainda assim não encontrava uma maneira de dizer a ela que possuía tais habilidades.

— Dezesseis anos e suas responsabilidades. — riu.

Merida concordou em um acena com a cabeça e conferiu se seu peixe já estava no ponto certo para que eles pudessem come-lo e realmente já estava. Tirando o peixe do fogo, Merida o estendeu na direção de Merlin, que o assoprou brevemente fazendo com que o vento ao seu redor aumentasse intencionalmente para que o animal esfriasse mais rápido.

— Nossa. — Merida se encolheu pelo frio repentino, ainda sem ter noção de que a natureza apenas havia obedecido ao jovem mago.

— Ele está mais frio pelo visto, acho que agora podemos comer. — Merlin tirou o peixe da flecha e o repartiu ao meio tomando cuidado com os espinhos para que não machucassem suas mãos e entregou a outra metade a Merida que agradeceu-lhe com um sorriso.

— Amanhã procurarei por Morgana pela trilha da floresta, acho que ela poderá reverter tudo e assim acharemos minha mãe. Isso é, se você quiser vir comigo.

O mago se sentiu surpreso pelo convite da ruiva, mas aceitou imediatamente, torcendo para que a mãe dela aparecesse pela manhã e assim ele mesmo a transformaria novamente em humana e talvez assim ganhasse a mão de Merida, pois tinha certeza estar se apaixonando pelo jeito da jovem menina.

A noite se passou como em um piscar de olhos, visto que ambos dormiram muito bem com a pequena cama improvisada com algumas folhas no chão. Assim que acordaram saíram em uma busca pela trilha que levava até a casa da velha bruxa, apesar de que Merlin estava mais concentrado em achar a mãe de Merida.

Ao chegar a casa de Morgana tudo parecia abandonado, a porta estava apenas encostada e não havia rastro algum de nenhum dos objetos de ursos malucos de Morgana.

— Morgana? — Merida entrou na velha casa procurando a senhora já de idade que não estava no local.

— Ela não está. — Merlin sussurrou, pois sua magia também o permitia sentir a áurea de outras pessoas que estivessem por perto.

— O que eu vou fazer agora? — a garota começou a se preocupar profundamente, ela sentia que o tempo estava acabando.

— Precisamos achar sua mãe... Eu posso dar um jeito nisso, mas se o feitiço se tornar permanente, eu não poderei fazer mais nada.

— O que? — Merida sussurrou o olhando sem entender muito bem aonde ele iria chegar.

— Sou um mago. Tenho a imortalidade, na verdade eu tenho um feitiço da imortalidade, que pode tornar quem eu quiser eterno, então posso ajudar. Se o feitiço ainda estiver se concretizando eu posso dar um jeito e trazer ela novamente a sua forma humana.

Merida o encarou sem acreditar, eles poderiam ter tido mais tempo se ele tivesse lhe contado antes, evitariam uma ida desnecessária, agora sua mãe poderia ficar como um urso para sempre se não a achassem antes que o feitiço se concretizasse, mas ela nem ao menos sabia quanto tempo eles tinham.

— Você é um...

— Mago. — Merlin olhou para seus próprios pés sem saber como agir.

— Não. Um idiota! Como pode fazer isso? Você tem tudo pra salvar minha mãe e nos fez perder tempo vindo até onde não vai nos ajudar em nada. Morgana nem ao menos está aqui! — Merida o olhou furiosa cruzando os braços e batendo o pé, uma mania que ela adquiriu com o tempo ao fazer isso sempre que imitava sua mãe.

Merlin segurou o riso, pois ela não estava brava por ele ser um mago, mas sim por ele ter escondido isso dela. Ao estalar os dedos, o jovem mago transformou o ambiente hostil e vintage da casa de Morgana em seu velho local de bruxaria, onde achou o caldeirão e alguns frascos de porções de várias cores.

— Isso vai nos ajudar. — falou pegando um frasco roxo e o analisando, sabia que aquela porção era localizadora então a jogou no caldeirão fazendo com que a fumaça subisse e a imagem da mãe de Merida aparecesse em sua forma de urso perto das montanhas, e Merida conhecia aquele lugar, era onde Mordu morava.

— Sei onde fica. — sussurrou ainda zangada com Merlin.

— Tudo bem, ainda temos até o pôr do sol para salva-la, está cedo, com o feitiço de certo eu nos levo até lá com facilidade.

— Fica nas montanhas, entre o portal dos reinos que leva até a floresta encantada... Mas tem um urso lá, perigoso, ninguém nunca conseguiu o derrotar.

— Vamos então. — ignorou a advertência da garota segurando em sua mão e a puxando para ele pensando no lugar em que a menina havia dito, ele já esteve lá então conseguiu se teletransportar com a precisão exata.

Merida abriu os olhos vendo onde estavam e abraçou Merlin com certa força em agradecimento e logo saiu correndo a procura de sua mãe para que acabassem logo com tudo aquilo. A menina viu sua mãe perto de algumas pedras e antes que pudesse se aproximar sentiu seu corpo ser jogado para longe com força e sua cabeça doer assim que bateu com uma das enormes pedras que havia ali. Mordu o urso que todos temiam havia jogado Merida longe, mas Merlin não estava por perto quando tudo aconteceu. A ruiva assim que viu o urso em sua frente sabia que agora era seu fim, apesar de seu arco e flecha estar em suas costas, ainda assim temia por sua vida.

— Mordu! — Merlin gritou atrás do enorme urso e o mesmo o olhou — Vamos ver se você gosta mesmo de magia.

Em seguida Merlin controlou tudo ao seu redor, sentindo-se ainda mais forte já que seus poderes controlavam ainda com mais facilidade a natureza, jogando assim as maiores pedras em cima do urso que relutava para continuar vivo, batendo nas pedras com sua força, — a força de dez homens — e as mantendo afastadas pelo tempo que conseguia.

Elinor ao ver a pequena briga que acontecia um pouco afastada dela tomou consciência de quem ela era verdadeiramente, e ao avistar sua filha deitada com alguns ferimentos perto de uma pedra, a mesma se enfureceu indo para cima do enorme urso com algumas cicatrizes de guerras passadas.

Merlin e Elinor juntos conseguiram derrubar Mordu para então o matar com uma pedra enorme em cima do mesmo, e assim libertaram a alma acorrentada do urso tão temido para que finalmente ele tivesse uma chance de um final feliz com sua família já morta.

Após Merida levantar-se já mais com consciente a mesma correu até sua mãe e lhe deu um abraço sentindo os pelos fofos do corpo de urso de Elinor roçarem em seu rosto.

— Transforme ela, rápido. — Merida olhou para Merlin ansiosa para ver novamente o rosto de sua mãe.

Merlin concordou e fechou os olhos pensando no que queria, havia aprendido assim, então olhou para Elinor e lhe lançou o feitiço fazendo com que a mesma fosse suspendida no ar por alguns segundos e uma luz forte irradiasse seu corpo trazendo o desconforto aos olhos de ambos — Merlin e Merida — e assim surgiu novamente Elinor em sua forma humana totalmente nua como viera ao mundo.

— Mãe. — Merida abraçou sua mãe chorando achando que nunca conseguiria reverter o feitiço de Morgana, mas sabia que agora devia muito a Merlin.

Merlin deu um jeito na nudez de Elinor fazendo com que um vestido aparecesse em sua frente e virou-se de costas para que ela tivesse a privacidade de vesti-lo. Depois que tudo encontrou-se em seu perfeito estado, todos voltaram para o palácio, inclusive Merlin que por sua ajuda a rainha conseguiu um cargo importante na corte do rei Fergus.

Merida e Merlin realmente estavam interligados pelo destino, fazendo com a menina aceitasse sem relutar que ele era seu pretendente e futuro rei de seu reino. E foi assim que o amor dos dois havia apenas começado, e ao atender o pedido de sua garota valente, Merlin fez daquele reino um reino imortal, o que incluía a floresta encantada também. Quando todos alcançassem seus trinta anos, todos seriam imortais, mas aqueles que já estavam a cima da idade não haveria como voltar a juventude, permanecendo com a aparência mais avançada.

E foi assim que todos os contos de fadas se tornaram eternos, mas ninguém nunca soube de fato que isso havia sido possível graças a Merlin e sua necessidade de agradar sua bela ruiva, que agora sua futura noiva.

Notas finais
Então meus amores o que acharam? Dei um jeitinho de encaixar nosso mago maravilhoso nessa história encantadora. A próxima história é a da Cinderella, isso mesmo