Era apenas meu meio irmão.

28 Uma mãe, duas surpresas.


Notas iniciais
Dois capítulos no mesmo dia, Alice? Siim, pessoal! Aqui estou eu com o segundo capítulo para vocês meninas! Depois de tanta demora, isso era o mínimo que eu poderia fazer... Se preparem para muito mais capítulos de agora em diante, porque eu voltei e estou tentando me redimir pela demora!

— Vai doer, machucar, mas filha, depois vai passar. Ele fez tudo isso pensando em você, foi por você Karoline.
— Mas, sabe mãe. Eu não ligo pro que ele foi no passado, pelas coisas que ele fez, por ele ser meu meio — irmão e meu pai repudiar isto. Eu acho que a única coisa que realmente o mesmo podia ter feito era dar seu amor para mim e bastaria. Mas, não preferiu estar com aquela garota que só que usufruir do dinheiro dele.
— Talvez tenha sido melhor assim, filha.

Aquela era minha mãe? Não podia ser! Eu estava surpresa com a atitude dela, já que sempre quis me ver com o Fábio e quando mais preciso do apoio dela faz isso... Maravilha, não é mesmo?!
— Melhor pra quem? Pra ele? Porque pra mim está sendo péssimo.
— Filha, você foi sequestrada. Perdeu a noção do perigo? Já pensou se você morresse?
— A culpa não foi dele foi da maluca que tem esquizofrênica e fez isso.
— E se seu pai descobrisse? Como ficaria?
— Eu não sei, mãe.

Pronto! Agora tenho que ter todas as respostas na língua! Ela que me desculpa, mas eu não sou o Google.
— Está vendo só Karoline? Foram por estes e mais motivos que ele resolveu que seira melhor assim.
— Está tudo bem, já vi que não dá para conversar com a senhora. — Ao virar de costas vi que Fábio estava na escada ouvindo tudo e diferente do que pensei que o mesmo iria fazer, deu de costas e saiu andando. Já de se esperar, não duvido de nada que venha dele. Por que eu fui me apaixonar logo por ele? Fui para o banheiro e lavei meu rosto. Agendei decoração e os convites para a festa e minha mãe correu atrás do buffet, vestidos, essas coisas...

TRÊS SEMANAS DEPOIS...
O tempo passou e faltavam apenas uma semana pro meu aniversário. Eu já havia organizado tudo e as coreografias quase completas. Fábio, cortou papos alheios comigo, desde o dia em que ele havia ouvido tudo que eu disse a minha mãe. Assim, como já aconteceu uma vez. O mínimo que ele poderia fazer para não me machucar mais, se bem que de qualquer jeito ainda machucava. As meninas ainda ficavam eufóricas com ele e eu apenas ria disso tudo, porque chorar não iria melhorar as coisas. No máximo me deixaria com dor de cabeça e cara inchada.
— Muito bem pessoal! Hoje resolvi fazer uma surpresinha pra vocês e pra Karol também.

Eu já não havia gostado da reação de minha mãe, que foi uma surpresa para mim. Juro que se receber outro dessa eu me mato.
— Lá vem coisa. — Revirei os olhos. —
— Pra começo de conversa, sente aqui Karol. — Vi o sofá e um puff da Inglaterra. Fábio me pôs no puff e o todos os outros no sofá. — Como hoje falta apenas uma semana para seus tão sonhados quinze anos eu resolvi fazer algo diferente.
— Oh, não me diga. Que interessante, Fábio! — Todos riram.
— Vamos fazer perguntas para você. Se acertar fica limpa, se não jogamos tinta de spray em você. Pode começar, Lara.
— Karol, quando você chegou nessa casa. O que queria ter tanto, mas não podia?
— Ah essa é fácil Lara, um quarto.
— Correto. — Fábio respondeu. — As perguntas estavam fáceis demais, até Fábio resolver fazer as dele. — Qual era a cor da minha camisa no dia em que te busquei na casa da sua mãe?
— O quê? Sei lá Fábio. Azul?
— PEEEEEEEEN, INCORRETO. Vermelha. — Ele começou a jogar tinta em mim.
Fábio, eu te mato! — Gritei.
Teve várias perguntas que eu não fazia noção de como responder, então estava completamente suja. Quando ele ligou o som e colocou a musica ‘ like a g6 ‘ eu não pude crer. A parte mais louca disso tudo nem foi essa, o doido junto com os meninos começaram a dançar e ficaram semi nus. As meninas adoraram com certeza, mas eu achei que não era obrigada a ver aquilo. Levantei — me de onde estava e caminhei para as escadas. Infelizmente, Fábio veio atrás.
— Olha aqui Fábio, se você acha que vai me fazer ficar menos brava, tirando a sua roupa, está muito enganado.
— Karol, isso é só uma brincadeira, tem como curtir e parar de ficar reclamando? — O mesmo me encarou com seus olhos verdes — água.

Curtir o que? Alguém pode me informar? A minha bad de três semanas atrás, só pode! Como esse Fábio é cara de pau! Respira, Karol... Você está no meio de uma festa com seus amigos mais próximos e semana que vem já é seu aniversário. Sem pensamentos negativos... Respirei fundo, então disse:
— Espero que sim. — Soltei um pequeno e breve sorriso. — Voltamos para a sala e brincamos de tudo um pouco. Eles jogaram farinha em mim, fizeram a brincadeira do torta na cara, cobra cega e depois tive direito a um chapéuzinho de festa! Ah, não posso me esquecer do parabéns com um bolinho só pra gente. Desta vez o Fábio tinha razão, eu deixei as nossas diferenças de lado e olhei para o que era importante, a diversão! No fim da noite todos foram embora e restou apenas eu e o Fábio no portão... Sozinhos, isso é um perigo para mim! Querendo ou não ainda tenho uma queda por aqueles olhos verdes — água e me odeio por isso.
— Fecha aí, tá? — Pedi para o mesmo ao virar de costas.
— Ainda não acabou Karol. — Foi tudo que ele disse. — Ah, não! De novo não... Eu não quero cair em tentação, ele está noivo. O que será que ele queria agora? Espero que não seja nada de intimidador, apenas isso...

Notas finais
Gostaram? Deixem suas críticas e comentários como incentivo logo abaixo. Volto em breve para ver vocês meninas! Um grande beijo e até o próximo capitulo!