Notas iniciais
Olá pessoal.. Como vocês sabem eu havia parado de postar aqui. Se ainda estiverem leitoras interessadas na história por favor comentem.. Assim, eu posso saber se ainda estão querendo a continuação da mesma, obrigada.


Bom duas semanas se arrastaram após o casamento da minha mãe. Eu ainda não tinha beijado o Gabriel, porque tentar esquecer o Fábio é como querer saber sobre alguém que você nunca encontrou. Enquanto ao festival, era hoje. Todos estavam na nossa casa e aquilo dali virou uma bagunça. Eu e o Fábio estavamos na mesma coisa, mal se falando, mal se tocando. Até porque o único momento em que a gente se tocava era nos ensaios, que tinha se tornados insuportáveis pela presença da Camily. Nós já combinamos que teria o beijo. Mas, ela não estava nem aos pés de saber disso. Aliáis ela tinha sumido no dia do festival ou seja, hoje. Por mais que eu não concordasse ou que não visse mais sentido , aceitei ter o beijo. Vesti as roupas e mais uma vez a irmã do Gabriel me ajudou. Após todos se arrumarem fomos pro festival e a performace do Fábio iria ser uma surpresa. Como um bom veterano, ninguém melhor pra abrir do que ele. Nós fomos pra trás da cortina e antes dela abrir eu disse:
– Boa sorte Fábio.
– Boa sorte pra nós. — Ele segurou minha mão e depois soltou. A cortina se abriu e o playback começou. Não fizemos nada diferente, primeiro começava com ele cantando bem perto do meu pescoço, depois os meninos atrás começavam a dançar. O Fábio continuava cantando pra mim. Encostava na parede e me puxava pela cintura. Logo depois ele me virava de costas e me encostava nele. Passado mais algum tempo, eu chamava ele pra dançar e dançava junto. Depois ele passava a mãos em meus cabelos e cantava calmamente até a musica acabar e a gente se beijar. Foi nesse momento em que todos começaram a gritar e a ficaram impressionado. O beijo do Fábio comigo, tinha sido diferente. Como se nós precisássemos disso pra acordar ou deixar o orgulho de lado. Nossos lábios procuravam uns ao dos outros, era uma coisa que eu não queria ter que parar e quando fui parar pra perceber, ele tinha durado um pouco demais. Assim que nós paramos de se beijar eu vi que aquilo tinha mexido com ele e olha que não foi pouco. Então todos aplaudiram e as cortinas se fecharam. Eu não era lá muito boa de cantar, mas treinei com a prima do Gabriel e o quinto numero era o nosso. Eu me troquei rapidamente e coloquei uma blusa branca escrito I ♥ N.Y de vermelho e um shorts preto. Ela colocou uma blusa branca de renda, o shorts pretos e a guitarra vermelha. Sim, ela tocava e o vermelho no nosso look era porque iamos cantar Red — Taylor Swift. Até nossos microfones eram vermelhos com brilho.
Então Karol, eu tenho uma surpresinha pra você. Você vai fazer numero solo. — Ela disse no microfone. — Eu disse que seria comigo, porque se não você nunca iria aceitar cantar sozinha. Essa musica tem tudo haver com você, e eu acho que ele merece saber disso e sem duvidas. Então arraza. — Ela me abraçou forte e eu não acreditei que iria cantar aquilo sozinha.
– Bom, eu não preciso nem dizer pra quem é porque ele sabe que é pra ele. E aqui está tudo o que eu senti e que ainda sinto. Por isso deixei o orgulho de lado e vim cantar essa canção. QUE VENHA RED. — Disse antes do playback tocar. Quando eu comecei a cantar, vi atitude em mim e continue cantando confiante. A musica era como se tivesse sido feita pra gente e eu sabia a tradução dela toda e o Fábio, bom ele era fluente em inglês. Quando eu menos esperei ele já tinha subido no palco e me abraçado forte com algumas lágrimas no rosto. Segurei a emoção e consegui cantar a ultima parte olhando pra ele. Conforme eu cantava vinham os flashs back na minha mente. A musica me lembrava totalmente o Fábio e é só ver aqui que vocês vão entender o porque : Tradução — Red.
Ao final de tudo vi o Mateus sorrindo pra gente, como um sinal de missão cumprida.
– Não me deixa mais vermelho ardente. — Sussurrei no ouvido dele o abraçando assim que a musica acabou.
– Eu não vou te abandonar nunca mais. — Ele sorriu e me beijou. Todos ficaram tão felizes que aplaudiram a gente. Quando descemos do palco o Mateus e Mônica, estavam de conversinha todos felizes.

– Já vi que foram vocês que aprontaram isso. — Disse ele com os braços em volta da minha cintura.
– Amiga, não dava mais. Eu não aguentava ver você se esforçando pra gostar do Gabriel.
– E o Fábio então, resolveu voltar a ser o que era…
– Fábio, mas e a Camily? — Olhei pra ele.
– Está bem, obrigado. — Ele riu.
– É serio.
– Eles terminaram Karol, ela mandou ele escolher entre ela e o show dele hoje e bem… Sabemos o que aconteceu. — Mateus respondeu.
– Ah cara. Como você é sem graça. — Fábio fez cara de tédio. Começou a tocar a musica Like a G6 e eu comecei a dançar com os braços dele em volta da minha cintura. — Ah você quer dançar mocinha? — Ele perguntou me olhando e logo já me puxou pra pista de dança.
– Aqui? — Perguntei olhando pros lados.
– Você queria que a gente dançasse onde? No banheiro? — Ele riu, me virou de costas fazendo me grudar no corpo dele e eu comecei a dançar novamente. Senti ele dançando atrás de mim e continuei como se aquela noite não fosse acabar nunca. Assim que You make me feel começou a tocar vi Mateus e Mônica virem pra pista junto. Logo depois foi a vez de Who’s that chick e bom… Eu me acabei de dançar com Fábio.
– Vem aqui vem. — Ele me puxou pela cintura com um sorriso malicioso e sussurrou no meu ouvido: — Você me deixa louco.
– Deixo é? — Perguntei com os lábios próximos aos dele.
– Não abusa da minha boa vontade. — Ele respondeu e logo depois me beijou e que beijo viu…