Notas iniciais
Olá meninaaaas! Você não tem N-O-Ç-Ã-O de quanto os comentários de vocês me deram força para continuar. Por isso, estão merecendo vários capítulos okay? Prometo postar mais um ainda hoje! Continuem assim e a história vai começar a correr rapidinho! Obrigada pela paciência e por não terem me abandonado até hoje

Acordei com a voz da Bianca falando no quarto:

– Ué, vocês não dormem juntos não!? — A garota perguntou confusa.

– Por que será que a gente não dorme junto né Bianca!? — Fábio disse irônico. — Eu sinceramente não sei. Não tem motivo nenhum pra não dormimos na cama. Eu sou super confiável de noite na mesma cama que uma garota, é claro. — Não aguentei ao ouvir ele dizer aquilo, logo caí na gargalhada com a Bianca. — Depois eu sou preso por pedofilia e não sei o porquê. Pergunta mais idiota essa Bianca. — Fábio revirou os olhos e me deu um selinho antes de sair do quarto.

– Bom dia pra você também, Bianca — Levantei ainda rindo e fui pro banheiro fazer as minhas necessidades. Logo, desci e fui pra cozinha. — Fábio, você é confiável sim a noite.

– Sou é? — Ele riu alto. — Aparece a noite, de preferência quando eu estiver acordado na cama pra você ver o que acontece. — Falou abrindo um sorriso malicioso pra mim.

– Faz isso não Karolzinha. — Matheus me colocou longe de Fábio. — E você Fábio, para de assustar a menina.

– Assustar, pronto era só o que me faltava. — Ele revirou os olhos. — A Karol já tá acostumada comigo falando essas coisas faz tempo.

Isso é um fato. — Olhei Fábio pegar a caixa de presente da Bianca e entregar pra ela.

– Aqui, pirralha. Feliz aniversário.

– Pirralha, eu tô fazendo dezessete anos, Fábio!

– É mesmo!? Não me diga. — O mesmo revirou os olhos irônico. — E eu vou fazer dezenove.

– Quinze! — Falei sorrindo e vi Fábio vir até minha direção. — Ah, não era pra falar as idades!? Entendi. — Fiquei quieta.

– Saí Karol, saí daqui. — Fábio disse irônico e me empurrando de levinho pra fora da cozinha. Mas, logo ele começou a rir. — É brincadeira.

– Seu sem graça. — Dei um tapa nas costas dele forte.

– Aiiiiiiiii! — Vi ele reclamar. — Doeu. — Fábio passou a mão nas costas.

– AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAHHHHHHHHH NÃO ACREDITO, NÃO ACREDITO, MINHA BOLSA, MINHA BOLSA, M I N H A B O L S A AI MEU CORAÇÃO. SOCORROOOOOOOOO. — Bianca começou a gritar e a correr pela casa igual uma louca.

– Tudo isso por causa de uma bolsa. — Disse eu incrédula no que meus olhos estavam vendo.

– A questão não é essa, Karoline. Todas as meninas tem um ponto fraco de sonho de consumo e quando ganham, ficam assim. No seu caso, é o quarto que você tanto deseja. Quando conseguir, terá a mesma reação, então pare. — Fábio encostou no balção e revirou os olhos, como sempre.

– Está revirando os olhos porque vou ser estérica , ou, pelo fato de que vamos estar em quartos separados? — Soltei algumas risadinhas.

– Óbvio que é pelo escandalo que você vai armar. — O mesmo se apoiou no balcão que havia no cômodo.

– Uhum, sei. — Ouvi meu celular tocar e vi que era eu pai me ligando.

– O que será que ele queria dessa vez? Ignorei meus pensamentos a respeito disso e imediatamente o atendi.

– Alô, pai.

– Olá Karoline! — Meu pai disse em um tom seco e arrogante.

– O senhor está bem? — Perguntei com receio.

– Estaria melhor se você estivesse indo pra sua escola. — Falou ele e de imediato gelei. Havia esquecido completamente da escola, e agora?

– Ah, é que eu esqueci completamente da escola pai. Desculpa…

– Claro! Com o imbecil do Fábio aí. Eu sabia desde o começo que não era uma boa ideia te deixar sobre a supervisão de um imprestável. — Disse ele sendo rígido desde o início, até o fim da fala.

– O senhor só ligou pra me dar bronca, pai?

– Você falta na escola durante quase duas semanas e quer que eu faça o quê? Te dê parabéns por estar se tornando uma vagabunda na vida!? Imagino que sim, né! — O mesmo foi irônico, enquanto dizia.

– Desculpa mais uma vez pai. Eu perdi a noção do tempo e coloquei minha diversão acima do afazeres. Não irá acontecer de novo. — Falei calmamente.

– Assim espero. O Fábio está aí?

– Sim, vou passar pra ele. — Quando terminei de falar, passei pro mesmo.

– Fala, Roberto! Quanto tempo, coroa.

– Que você é um inútil, nós já sabemos. Agora, vamos pular essa parte e conversar sobre as coisas que acontecem enquanto eu estou fora.

– Com prazer. — Fábio foi maroto e eu fiquei observando a conversa.

– Porque raios a Karoline faltou na escola durante todo esse tempo e o que você está fazendo na casa do Matheus com ela? — Ouvi meu pai gritar na segunda pergunta.

– A Karoline se machucou no festival que ocorreu na escola, então pegou atestado. Agora nessa semana foi porque a gente acabou saindo. Acho que isso já responde a casa do Matheus né!?

– VOCÊS O QUÊ? FÁBIO SE VOCÊ TIVER ENCOSTADO UM DEDO NA KAROLINE EU TE MATO, SEU IMBECIL. — Pude sentir que meu pai estava quase tendo um ataque de tão nervoso que estava.

– Relaxa, Roberto. Eu não fiz nada com a sua tábua de passar roupa mini. Mini, porque né, sabemos que a altura dela não é de gente. — Fábio ficou rindo.

– É impressão minha ou você está falando mal da minha filha na minha frente? — Ouvi meu pai gritar de novo.

– Que isso, longe de mim. Ela é uma gostosinha. — Disse Fábio sendo maroto e eu, por minha vez bati nele.

– Seu ridículo, imprestável, imbecil! Eu só não dou um murro na sua cara agora, porque estou longe daí.

Olha se eu conhecia meu pai, sabia que nessa altura ele estava bufando de raiva e pelo mesmo, o Fábio já estaria morto. Fábio, por sua vez, me puxou pra si e ficou fazendo carinho em minhas costas.

– Agora, se você ainda existe modos em você, quero dizer que eu e sua mãe temos um jantar importante pra ir. — Continuou Roberto.

– Claro, mas se o jantar é de vocês o que eu tenho a ver com isso? — Fábio perguntou com voz de tédio.

– Seu moleque insolente! — Meu pai deu uma breve pausa, por estar irritado. — Acontece que, estou de viagem com a sua mãe e você já tem idade o suficiente pra ir representar a tua família lá.

– Mas, e a sua? — Ele perguntou confuso.

– Além de retardado você é burro também? A Karoline vai ir em meu lugar.

– Karoline? Você só pode estar brincando Roberto! Ela nunca foi á um jantar desses na vida dela. Só nós sabemos como essas famílias são chatas e rigorosas. Isso iria manchar a reputação da gente. — Pela primeira vez, vi Fábio falar seriamente com meu pai.

– Finalmente! O garoto educado que conheci um dia. Enfim, confio na minha filha e sei que você pode ensinar o essencial pra mesma, sem que a faça passar vergonha.

– Isso é loucura! — Fábio parecia estar indignado.

– Pois é, que gozado né!? Estou falando com o menino das loucuras mesmo. Faça o que achar que tiver de fazer pra prepará — la.

– Estamos falando de qual família mesmo?

– Lee. — Ouvi meu pai responder sério.

– Você só pode estar brincando! Eu não piso naquele jantar nem morto. Esqueceu que a minha ex- namorada é de lá?

– Fábio, seus relacionamentos não me interessam. É um jantar importante da alta sociedade. Você pode até não se preocupar comigo, mas enquanto a sua mãe? Já pensou no peso que isso irá causar para empresa de moda dela?

– Tudo bem, eu vou. Mas, é só por ela.

– Que bom que nos entendemos. Não se esqueça de amanhã mesmo ir buscar alguma roupa descente pra você e a Karoline irem. o Jantar será semana que vem e eu só volto na outra.

– Entendido, tchau. — Eles desligaram.

– Pelo jeito, temos afazeres. — Olhei ele. Eu não sabia como iria ser, ou como deveria me comportar mas, fiquei calma. Afinal, o Fábio estava ali para me apoiar e ajudar no que fosse possível.