Já eram sete horas da noite eu me recusava a sair da casa da minha mãe só porque ela vai se casar com um homem. Como ela pode me trocar por isso? Me joguei na cama e fiquei pensando nisso o dia todo. Ela já havia me chamado umas três vezes só que não dei ouvidos.

– Filha você precisa ir se arrumar o Fábio já chegou. — Dizia minha mãe entrando no quarto.

– Ir com o Fábio? Meu pai não se deu nem o luxo de vir me buscar? Eu não vou ir com garoto nenhum mãe. Por acaso a senhora já ouviu falar em pessoas que levam as outras no carro e depois ela desaparecem?

– Karoline por favor, vá. Ele é seu meio irmão agora. Vocês vão ter que se conhecer do mesmo jeito.

– Não posso ir, não arrumei a minha mala. — Abri um pequeno sorriso e ela saiu dali. Não se passaram nem três minutos e os dois aparecem no meu quarto.

– Que invasão de privacidade é essa? — Gritei revoltada.

– Conversei com o Fábio e ele disse que não se importa de ajudar a arrumar suas malas.

– Opa, opa, opa. Espera ai! Ninguém vai tocar nas minhas coisas. Eu vou sem a mala mesmo pode deixar.

– Você que sabe. — Minha mãe disse virando as costas e indo até a porta. O Fábio me esperou e foi junto comigo. Me despedi dela e entrei no carro dele.

– Nossa Karoline como você é baixinha.

– Tem algum problema com altura? Ah tá, só pensei.

– Que garota mais irritada. — Ele riu e começou a dirigir.

– Você mudou muito desde a última vez que lhe vi.

– Você diz dos dois anos atrás? Eu achava você a coisa mais fofinha do mundo!

– E agora?

– Ainda acho. — Fábio apertou as minhas bochechas.

– Sai daqui ridículo. — Fechei a cara.

– Não vou mexer mais com a baixinha okay? — Ele sorriu e eu não disse nada. Chegamos a mansão do meu pai e ele estava no escritório vendo uns papéis.

– Pai, por que você não me esperou?

– Esperar? Como assim?

– Na porta pai. Eu sinceramente pensava que você ia me recepcionar melhor.

– Estou sem tempo querida. — Disse assinando mais papéis.

– Foi aquela nojenta que te deixou assim. Você me dava o mundo antes.

– Respeita minha mulher! Para de fazer tanta manha, olha a sua idade. Naquela época você era um criança. — Ele se levantou.

– Enquanto ao meu quarto?

– Dorme com o Fábio, depois eu vejo isso.

– Mas pai...

– Depois Karoline. — Ele disse irritado. Sai dali sem dizer nada e esbarrei com o garoto no corredor.

– Fábio, temos um problema.

– Fábio? Você está olhando bem pras pessoas garota?

– Desculpa, você deve ser amigo dele imagino.

– Sim, sou. o Fábio está no quarto.

– Obrigada. — Adentrei ali e ele estava jogando video game.

– Fábio meu pai quer que eu durma com você.

– Own, eu vou ter uma baixinha fofinha pra dormir junto comigo. Vou te apertar muito.

– Vai levar um soco nessa sua cara. Se importa se eu for dormir agora?

– De jeito nenhum, fique a vontade.

– Obrigada. — Deitei na cama dele e dormi até o outro dia. Quando abri os olhos vi que estava debaixo de um cobertor com o Fábio me abraçando e por um momento admito que achei aquilo fofo.