Era apenas meu meio irmão.
2 Mudanças.
No dia seguinte eu vi que a parti dali todas as coisas mudaram e que iria ter de me adaptar a tudo aquilo. Mo movimentei devagar para não acordar o Fábio e fui até a Mariane (mulher do meu pai ) pedi alguma roupa emprestada.
– Você poderia me emprestar alguma coisa para vestir?
– Não trouxe roupas de casa? — Ela perguntou olhando para mim.
– Deixei tudo lá. Afinal, o passado deve ser deixado para trás.
– Ah claro querida, deve ser difícil ter uma mãe que troca a própia filha por um homem. — Disse Mariane com um sorriso falso no rosto.
– Melhor do que ter uma mãe vadia igual ao que o Fábio tem. — Retruquei e sai andando pelos corredores.
– Ei, ei ei. Onde a bonequinha pensa que vai? — Fábio me puxou pela cintura.
– Ai que susto garoto! Não se pode nem mais andar por essa casa sem que uma assombração apareça.
– Não querendo me gabar, mas eu sou muito gato. — Ele se admirou no espelho. — Você quer algo? — Complementou perguntando.
– Uma roupa, só isso. — Suspirei.
– Quem manda ser teimosa e deixar tudo em casa.
– Vai ficar me dando lição de moral agora? Porque se for eu saio andando. — Disse o olhando seriamente.
– Não é da minha parte fazer isso bonequinha. Pois faço bem pior do que não levar a mala pra casa, põe pior nisso. Eu acho que tenho a roupa perfeita pra você.
– Sério? — Abri um meio sorriso e ele foi pegar a tal roupa.
– Aqui bonequinha. — Mostrou uma roupa de boneca.
– É isso? E eu achando que estava começando a gostar de você. — Disse ao dar as costas e sair andando.
– Calma, eu estava brincando com você. — Ele me puxou pelo braço e eu sorri. — Pode ir se arrumar que eu vou levar você pra fazer umas comprinhas. — Disse em seguida.
– Obrigada! — Fiquei toda boba na hora.
– Não precisa agradecer. Você pode ir no banheiro do meu quarto tá? Tem toalhas e sabonetes no guarda-roupa. Eu espero você na sala. — Conforme foi passando Fábio sumiu em meio aos corredores. — Fiz o que ele falou, tomei um banho de trinta minutos e terminei de me arrumar em meia hora. Vesti a mesma roupa é claro, já que não havia levado a mesma. Desci as escadas e vi Fábio me esperando no sofá, ele realmente era lindo e eu só tinha percebido isso naquela hora.
– Vamos? — Perguntei.
– Vamos. — Ele levantou do sofá e eu o segui. Fomos até o carro dele e o mesmo dirigiu até o shopping. Ao chegar lá vi que muita gente o conhecia e fiquei impressionada com aquilo. As meninas era completamente loucas por ele e as que não vinham até nós observavam Fábio de longe.
– Nossa, você conhece bastante gente ein!?
– Sim, mas meu dia hoje é com você então esquece as pessoas ao nosso redor okay? — Ele sorriu para mim.
– Está bem. — Sorri de volta. — Ele caminhou comigo até as lojas mais caras dali e comprou exatamente tudo que eu pedi. Após as compras caminhamos até a praça de alimentação e ele decidiu tirar uma foto comigo.
– Não quero tirar foto. — Fiquei emburrada.
– Só uma com seu irmãozinho querido vai.
– Só uma viu? — Ele bateu e foto e deixou no celular dele. Nós comemos no Mc Donalds, tomamos sorvete lá mesmo e voltamos para a casa. Quando vimos já eram sete horas da noite. Fomos até o quarto dele e o mesmo começou a tirar a roupa em minha frente.
– Fábio o que é isso?
– Eu vou tomar banho. — Ele parou o que estava fazendo.
– Precisa mesmo tirar a roupa aqui? — Olhei ele.
– Ah, é isso. Não sabia que a baixinha é frescurenta e esqueci que não posso tirar a roupa na frente de menores. — Ele riu e eu ataquei um travesseiro nele. — Vou pro banheiro enquanto a baixinha se acalma. — Complementou indo em direção ao lugar.
– Idiota. — Ri. — Enquanto ele tomava banho eu separava a minha roupa, pois ia logo em seguida. Meu pai entrou no quarto e viu todas aquelas sacola de compra e a filhinha dele no meio de tudo aquilo super contente.
– Estou vendo que se divertiu hoje. — Ele me olhou.
– Sim, pai.
– Sua madrasta estava certa com o que disse.
– Disse o quê?
– Que era uma ótima ideia colocar vocês dois juntos, irmãos precisam se conhecer, curtir a vida. Sabe o Fábio estava saindo muito, chegando bêbado em casa. Trazia muitas meninas para a casa. Há anos que eu não via ele tratar uma menina como te trata.
– Então foi tudo ideia dela? — Me revoltei.
– Sim, filha.
– Aquela nojenta. Eu odeio ela, sempre odiei e sempre vou odiar.
– Olha bem como você fala com a sua madrasta se não nunca é que eu vou te dar o seu quarto que você tanto quer garota mimada! Melhor ter a Mariane que quer seu bem do que a sua mãe que troca você por um homem, não acha?
– Eu acho que o senhor está tomando conta demais da vida da minha mãe e o que ela faz o deixa de fazer é problema dela e de mais ninguém. Agora sai desse quarto! — Apontei pra porta.
– A casa é minha e o quarto não é seu, você não é ninguém aqui pra mandar eu sair sair assim. — Ele disse nervoso.
– Mas o quarto é meu e a casa é também é minha então por favor o senhor retire-se do MEU quarto. — Fábio apareceu na hora e gritou.
– Garoto estúpido. Essa conversa não acabou ainda Karoline. — Ele olhou com nojo pro Fábio.
– Sai!- Fábio disse mais uma vez, meu pai foi em direção ao corredor e fechou a porta.
– Meu dia estava perfeito até ele estragar tudo. — Sentei na cama e comecei a chorar.
– Ei baixinha! Levanta a cabeça e respira fundo. Eu sempre vou estar aqui pra cuidar de você. Não liga pro que ele diz, sua mãe te ama e tudo que ela faz é somente pro seu bem. — Ele sentou-se ao meu lado e me abraçou. — Até poderia te chamar pra sair comigo e berber um pouco, mas você é especial pra mim e não quero ver você seguindo caminhos ruins. — Complementou e beijou minha testa.
– Você é uma pessoa legal Fábio e eu gosto de você. — Abri um sorriso em meio ao choro.
– É esse sorriso que eu queria ver no seu rosto, agora para de chorar e vai tomar um banho enquanto eu me troco. — Ele disse apontando pra toalha que estava na sua cintura.
Ok. — Enxuguei as lágrimas e fui ao banheiro. Demorei um pouquinho e sai de lá toda arrumada.
– Fiu, fiu. A gatinha tá linda hoje. — Ele riu. — Desse jeito eu vou ter que beijar essa gatinha. — Fábio se aproximou de mim, colocou as mãos em minha cintura, me puxou para ele e fingiu que ia beijar.
– Bobo. — Ri.
– Esqueci que não posso te beijar, se não paro na cadeia por pedofilia. — Ele riu junto comigo. — Bonequinha você vai ficar bem? — Perguntou.
– Vou sim.
– É que eu vou sair agora e chego um pouco tarde. Olha dorme na hora certa, janta direitinho, escova os dentes e coloca o celular pra despertar porque amanhã você tem escola. Eu chego antes de você ir e te levo de carro está bom.
– Ai Fábio, eu não sou criança.
– É sim! — Ele me olhou sério.
– Não sou não.
– Karoline, não me espera pra dormir porque amanhã você tem aula e se não for amanhã seu pai me mata.
– Está bom. Parece o chato do meu pai que não sabe que eu sei fazer as coisas direito. — Revirei os olhos com raiva.
– Baixinha, não faz assim que se não eu fico aqui pra te fazer dormir.
– Some vai Fábio. — Disse irritada.
– Está bem, admito que você tá crescendo e que sabe fazer as coisas direito.
Ok. — Sorri pra ele.
– Agora eu vou lá. Se cuida ein!? — Ele me abraçou e beijou a minha bochecha.
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