Notas iniciais
Olá meninaaas! Primeiramente eu quero dizer que estou muito, muito feliz por você estarem lendo e gostando. Segundamente, demorei pra postar porque estava totalmente sem tempo.. Mas, vou postar dois ou três capítulos de uma vez pra vocês lerem! Continuem acompanhando e comentem o que acharam aí embaixo :)

No dia seguinte eu acordei mais cedo que Fábio, então tomei banho e já fiquei arrumada. Quando terminei tudo, ele acordou. Com aquela cara fofa de sono e a voz mais grossa que o normal pelo mesmo motivo.

– Hum, já está arrumadinha. Que gracinha! — Ele disse coçando os olhos.

– É, agora é sua vez. — Sorri pra ele.

– Ok, eu vou. Srt. Mandona. — Fábio soltou uma risadinha e se levantou, indo em direção ao banheiro. Eu fiquei sentada na cama mesmo, esperando ele. Afinal eu estava na casa de um amigo dele, não ia sair sei lá, circulando e fazendo amizade. Eu estava feliz no meu canto. Após uns vinte minutos ele saiu do banheiro com a toalha enrolada na cintura e com o corpo molhado, o mesmo de sempre. E que corpo viu, só de olhar o Fábio daquele jeito já me tirava o fôlego. Por mais que eu não quisesse admitir isso era a verdade. Então, o mesmo fez aquele esquema de sempre, primeiro colocou a cueca ainda enrolado na toalha e depois a tirou. Colocou a bermuda a camisa e após isso arrumou o cabelo.

– Pronto, Karol. Agora você já pode vir me amar. — Ele brincou rindo.

– Ah, claro. — Levantei soltando algumas gargalhadas e dei um selinho nele.

– Vem, nós vamos tomar café e depois ao lugar misterioso. — Fábio me puxou pra fora do quarto, me levando até a cozinha. Chegando lá, só tinha o amigo dele dono da casa e o Matt.

– Ué, achei que o Fábio tinha morrido ontem. — Matt riu.

– A Karoline é incapaz de matar um americano. — Fábio disse apenas fazendo o sotaque na palavra ‘’ americano. ‘’

– Cala a boca. — Dei um tapa nele.

– O neném, não chora não. — Fábio me abraçou por trás e me deu um beijo no rosto.

– Awn, que bonitinho vocês dois. — O outro amigo de Fábio falou.

– Bonitinho? Tem nada de bonitinho aqui não, isso ai do Fábio se resume em uma palavra só e é safadeza. — Disse eu e Fábio mordeu minha bochecha com um pouco de força. — Vou te dar um socão Fábio! Sai, que chato. — Gritei.

– Depois vem dizer que me ama, essa ignorante. — Senti Fábio tirar suas mãos de mim e pude ver uma expressão em sua face de drama. Está bem, admito que até foi bonitinho, porém isso não tirava o fato de ser exagero demais pra um ser tão chatinho como aquele.

Ao observar Fábio por alguns longos segundos, acabei soltando um breve sorriso de canto. Enquanto as pessoas que estavam ali nos olhavam a procura da continuação do ocorrido. Parecia até que minha vida tinha virado um filme e ninguém havia me avisado. Apesar de que, se minha história fosse colocada dentro de um filme, não seria muito descente. Afinal, quem iria gostar de algo relacionado com ficar com família? Tudo bem, que ele não é nada meu, mas é como se fosse um irmão. Mesmo, que eu goste, ou não, essa é a realidade. Eu acho que talvez, algumas meninas gostassem, mas só pelo fato do Fábio ser gato. Todavia, entraria no contexto do ator ser bonito também. Aos poucos fui percebendo que tinha me perdido em meus própios pensamentos e que o mundo a fora me chamava. Obrigando-me a ouvir o que o outros iam dizer e a corresponder aquilo.

– Como eu ia dizendo, você concorda com a fala do Matt, Karol? — Fábio me olhou brevemente, arqueando apenas uma de suas sombrancelhas e por minha vez, acenti com o rosto.

Sinceramente, eu não sabia o que o garoto havia dito. Então, digamos que concordei só pra não parecer mal educada. Minha mãe me ensinou que mesmo que eu não estivesse ignorando o que a pessoa havia dito, parecia isso de qualquer modo. Eu sempre fazia esse tipo de coisa e já me dei muito mal por isso. Uma dor de cabeça a mais, ou, a menos tanto faz nessa altura do campeonato. Nada seria tão doloroso quanto ter de aceitar que o Fábio seria pai brevemente.

– Quer dizer que a Karoline gosta de americanos? Agora entendemos, porque você se apaixonou pelo Fábio. — Todos que estavam naquela extensa cozinha riram, menos eu.

– O quê? — Senti meu rosto corar, e tinha certeza que naquele exato momento eu havia acabado de ganhar a disputa com um tomate, que se encontrava em cima da mesa. Rapidamente, me virei para o balcão e coloquei minhas mãos em cima dele. Continuei ali por mais algum tempo, batendo as unhas apressadamente e esperando que a vergonha passasse em poucos segundos. Digamos que não deu muito certo, mas pelo menos eu tentei, ou seja, Tomate 0 x 1 Karoline. Como eu disse, na maioria das vezes, concordar com as coisas sem saber o que alguém falou antes, dá errado. No meu caso, as coisas andam mais pra trás ainda, afinal sou a azarrada do universo. Eu acho que quando eu nasci, ele olhou pra mim e disse:

É essa mesmo que eu escolho pra conspirar contra, durante toda a vida dela. — e aqui estamos nós. Então, se querem uma dica ou um conselho: Não façam as burradas que eu costumo fazer. Seja por orgulho, ou por preguiça mesmo, é perigoso acreditem. Voltando, ao mundo real…

– Ah, Fábio espero que o lugar que você pretende me levar não necessite do sol ou de passarinhos voando. — Foi tudo que eu consegui dizer, ao ver pela janela que o tempo fechou. Já havia começado a chover fortemente, enquanto eu encarava ele.

– O quê? Não cara. Que droga. — Fábio disse levemente alterado ao ver o som da chuva, junto aos trovões ecoarem por toda extensão do cômodo.

– Passeio cancelado. — Peguei um dos pães que estavam na mesa, aproveitei também e levei junto o café. Caminhei em direção a sala soltando risos baixos. Confesso que era engraçado ver os planos de Fábio frustados.

– Você acha isso engaçado Karol? — Fábio disse se enfiando bem na minha frente, me fazendo parar de andar. — Hoje era pra ser um dia perfeito, sabia? — O mesmo fez drama.

Fábio, me esculta. — Deixei o pão e a xícara em cima do sofá. Voltei a olhar pra ele e segurei seu rosto com as mãos. — De qualquer jeito vai ser perfeito, porque vai ser com você. E no final das contas, isso é o que importa, não é!? — Movi minhas mãos delicadamente pela sua face.

– Mas Karol… -Interrompi ele.

– Mas nada Fábio! Agora vai lá tomar seu café, porque você não é de ferro.

– Eu não quero! — Disse ele se encostando na parede com a feição de bravo.

– Então, morra de fome. — Abri um sorriso largo e imediatamente vi Fábio derramar o meu café no chão, de propósito. Eu não pude acreditar no que meus olhos estavam vendo, o Fábio deve ter problemas só pode.