Era apenas meu meio irmão.
21 Um dia simplesmente perfeito.
Notas iniciais
Segundo capítulo que posto hoje meninas! Aproveitem e digam o que acharam aí embaixo. Críticas e sugestões são sempre bem vindas!
– Você é louco? Fábio, eu não acredito nisso! Olha só o que você fez. — Disse me abaixando pra pegar o café que o mesmo tina derrubado. Pra minha surpresa, ele se abaixou junto e me levantou dizendo:
– Que tal ao invés de você prestar atenção nisso, prestar em mim? – Mas, Fábio… — Antes que eu pudesse terminar de falar qualquer coisa, ele me beijou vorazmente. Apenas com o café esparramado pelo chão separando nossos corpos. Parei com aquilo após alguns segundos, confesso que gostei um pouco, mas isso não mudava o fato de eu ter de limpar aquilo. Não consegui dizer nada naquele instante, então, me direcionei até a cozinha a fim de achar algum pano pra limpar o líquido. Mas, Fábio me puxou novamente. Dessa vez, pela cintura e eu estremeci.– Fábio, me deixa limpar, eu preciso. Nós não estamos na nossa casa e mesmo se estivéssemos eu não iria deixar isso sujo. – Não, você vem comigo! – Menino teimoso. Eu vou limpar aquilo antes e acabou. — Disse séria. – Prefere que eu te obrigue? — Ele abriu um sorriso satisfatório no rosto. – Você não ser....- Ele me interrompeu, novamente. – Eu não duvidaria de mim. – Que seja, Fábio. — Vi ele ir pra garagem e o segui. — Ah, Fábio, a gente vai sair nessa chuva? — Franzi a sombrancelha.– Sim, nós vamos. — Fábio disse destravando o carro e adentrando no mesmo. Fiz a mesma coisa, só que do outro lado.– Você só pode estar brincando né Fábio?– Isso parece ser uma brincadeira? — Ele perguntou abrindo um sorriso espuleta e foi dando a ré no carro, afim de sair da garagem. Revirei os olhos ao ver aquilo e ele continuou. — Agora colocar o cinto vai, maluquinha.– Claro, eu que sou a maluquinha, certeza. — Encostei a cabeça no vidro do carro e vi as gotas da chuva escorrerem por todo ele. Ao tirar o carro dali, Fábio começou a dirigir pelas ruas e foi acelerando cada vez mais. Ele ligou o som do carro e a canção que se passava era Blame — Calvin Harris. O mesmo parecia se divertir com aquilo, afinal eu já sabia que Fábio era viciado em musicas eletrônicas e em baladas.– Ô saudades. Estou precisando de uma baladinha dessas na minha vida parada. — Fábio disse com o caro parado olhando para os lados, pois iria virar na pista. Logo, virou e voltou a acelerar. — Partiu balada comigo a noite Karol? — O mesmo riu ao dizer. Com certeza. Tirando que eu tenho quatorze anos, está tudo certo. — Fui irônica. – Ei, baixinha irritada. Tira essa expressão feia da cara. — Senti a mão de Fábio apertar minha coxa devagar e estremeci. Mas, logo ele tirou e voltou a dar marcha no carro.– Lógico, você me faz sair na chuva. – Eu estou fazendo você sair comigo. Agora trate de ficar animada, porque eu prometo que você não vai se arrepender. — Vi ele parar no sinal. — Você confia em mim? — O mesmo me olhou por alguns segundos.– Não deveria. — Soltei uma risada baixa. — Mas, eu confio. — Abri um pequeno sorriso de canto e dei um selinho nele. – Então, está tudo certo. — Fábio voltou a se concentrar no trânsito, afinal o sinal já estava aberto. Logo, foi a vez de I want you to know. Era eletrônica também, mas a Selena Gomez que cantava. — Mereço. — Fábio reclamou quando a musica começou. – Eu gosto da Selena, tá. — Olhei pra pista.– Você tem quatorze anos Karoline, eu não. — O mesmo disse dirigindo rapidamente. — Deixa pra lá, ouve ai. Gosto não se discute. — Ele cedeu antes mesmo de começarmos a discutir sobre aquilo. Eu apenas sorri e fiquei ouvindo a musica quietinha. — Mas, até que ela tem uma tradução, digamos assim, interessante. — Pudê ver o sorriso malicioso que se formava em seu rosto conforme a canção se passava. Resolvi ignorar aquilo, já que ele não tinha jeito mesmo. Alguns minutos se passavam ali dentro e quando vi, estávamos na praia. Mas, estava chovendo e muito forte. Ele só podia ter endoidado de vez, mas quer saber de uma coisa? Se for pra se meter nessa loucura, que seja com ele. Fábio estacionou o carro ali e fomos correndo até a areia da praia com a chuva escorrendo pela nossas cabeças. – Você é maluco Fábio. — Disse ao me aproximar dele. – Vai dizer que não é divertido? — Perguntou.– O quê? — Fiz outra pergunta. – Isso aqui. — Fábio me jogou na areia molhada e ficou por cima de mim. Pude apreciar seu sorriso por poucos segundos, após isso fui surpreendia por um beijo. Calmo e molhado. Seus lábios macios tocando aos meus tornava aquilo tão mais interessante. O corpo dele junto ao meu, a areia molhada e a chuva que nos encharcava. Exatamente tudo que havia ali era viciante, principalmente ele. Ficamos assim por um bom tempo. Até que ele resolveu se levantar e tirar sua camisa e a bermuda. — Você vem? — Ele perguntou apontando pra direção do mar. – Com certeza. — Respondi abrindo um largo sorriso, logo tirei a blusa e a calça também. Fábio me carregou no colo e correu de encontro ao mar. Confesso que a água estava fria e gelada, mas nada daquilo me importava naquele instante. Eu estava com ele e era isso que o realmente importava. Nós estávamos juntos, felizes e sozinhos. Tem coisa melhor que isso? Nadei até o mesmo e coloquei meus braços em volta de seu pescoço. Levantei minha cabeça lentamente e senti a chuva caindo sobre meu rosto. Fábio, segurou um pouco acima de minha cintura e me subiu rapidamente. Aproximei nossas faces e deixei nossos narizes colados um no outro. Eu podia sentir sua respiração e ele a minha. Ofegante e quente. Bem quentinha. Só eu sabia o quanto era bom estar ali com Fábio e agora tinha mais certeza que queria ficar com o mesmo pro resto da minha vida. Eu não me importava com os que os outros ou até mesmo meu pai iam dizer. Não me arrependo de ter conhecido o ele, ter ficado com Fábio ou melhor não me arrependo de nada. Faria tudo novamente, exatamente igual. Porque hoje eu sei que vale a pena. Sem que eu percebesse, nós já estávamos nos beijando por um longo tempo. Ele me fazia viajar, ir pra nuvens. Só fui me dar conta do tempo que estávamos ali quando a chuva cessou. Então, paramos e sorrimos um ao outro.
– Pronto, agora já podemos sair do mar. — Fábio riu e nadamos até chegar na areia. Vestimos as roupas molhadas novamente, mas logo elas secaram, pois o sol já tinha aberto. Ele passou seu braço por cima de mim e fomos caminhando até a sorveteria, que se encontrava de frente á praia.– Qual você vai querer Karol? — o mesmo perguntou e eu escolhi um do cardápio. Só que Fábio acabou pedindo quatro e pelo menos pra mim, um já estava de bom tamanho.– Você é doido Fábio. — Disse ao ver os pedidos chegarem. — Quero ver tu conseguir comer tudo isso ai. — Peguei meu celular e tirei foto dos sorvetes pra registrar o momento:
– Claro que vou conseguir comer, você vai me ajudar. — Ele empurrou mais um pra mim. – Sei disso não. — Comecei a tomar o sorvete e Fábio riu. Ele tomou os dois dele e tinha sobrado um, então sem que eu percebesse o mesmo colocou a mão no sorvete e passou nas minhas bochechas. — Folgado. — Ri e revidei passando no nariz e na boca. – Você tá linda. — Disse ele soltando gargalhadas. – Você também. — Rimos juntos.– Eu sei que sou. — Me mostrou a língua e me beijou. Depois nos limpamos e Fábio foi pagar a conta. — Pronto Karol, vem. A gente vai passar no mercado pra comprar umas coisinhas. — O mesmo pegou na minha mão e caminhou comigo até o local. Fábio pegou o carrinho e quando ele terminou de por as coisas eu não acreditei. Pensa em um menino que comprou muita besteira. Pensou? Então, esse menino é ele. — Acho que vou pegar outro carrinho desses, ainda tem pouca coisa aqui. — Ele me olhou.– Você tá doido? Nem pensar Fábio. Chega! Você quer ter problemas de saúde? – Aff, parece minha mãe falando. — Falou revirando os olhos.– Já está bom demais, vamos pro caixa!– Ok, só deixa eu pegar a vodka. – Anda logo. — Fui caminhando até o caixa, enquanto ele ia buscar a tal bebida. Vi ele chegar com cinco garrafas e colocar no carrinho. Fábio mostrou a identidade e pagou todas as coisas. Fomos até o carro e guardamos tudo no porta malas. Entramos no carro e pude ouvir ele falar: – Agora a gente só vai dar uma passadinha no shopping e depois vamos pra casa. — Já eram cinco horas da tarde, eu estava super cansada. Nós pensamos que não, mas essas mínimas coisinhas levam tempo sim. Quando vi, estávamos entrando no estacionamento do Shopping. Fizemos o mesmo de sempre e adentramos no lugar. Fábio foi em algumas lojas e comprou dois presentes que não deixou eu ver de jeito nenhum. Ele disse que era secreto porque era pra irmã do Matheus, que fazia aniversário no dia seguinte. Eu respeitei, né!? Afinal, ele tem total direito de privacidade pra escolher o que quiser. Eu entendo, vai ver ele não sabe comprar presente e tá com vergonha de eu tirar sarro dele.
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