Era amor antes mesmo de ser.
1 Adele. Adele Schreave.
- Eu não acredito nisto! — Ele gritava as palavras enquanto andava de um lado para o outro. — Você se colocou em risco, por conta de uma maldita festa! Eu saio por duas horas! DUAS HORAS! e você, foge de casa, vai pra uma festa da faculdade, Eu te pedi mil vezes para não ir, eu disse que havia perigo, eu fiz de tudo Adele! — Ele estava na porta e ia sair quando me olhou novamente, sua voz era fria, cortante. — Se eu não precisasse tanto deste dinheiro, já havia abandonado isto, na verdade, prefiro mil vezes voltar para... — Ele se interrompeu. — Boa noite Adele. — Disse saiu do quarto, batendo a porta.
Bom, eu sou Adele Singer Schreave, tenho 18 anos. Filha de America Singer Schreave e Maxon Calix Schreave, Rei e rainha de Illéa. E agora que decidi entrar na faculdade — Em outro país, outra cidade: Los Angeles- Tenho um "guarda-costas" 24 horas. Eduardo Nietzsche. (Fora a equipe do meu pai, formada por uns 30 homens, que trabalham 24 horas por dia para me proteger e certificar meu pai que eu estou segura. ) que está sempre pronto para me seguir a qualquer lugar.( E ah, meu celular tem um rastreador, e as vezes eu desconfio que eu tenho implantado em mim, um chip via satelite que diz extamente onde eu estou.) O cara deve ter uns 23 anos, é alto, forte, tem os cabelos na cor marrom e olhos extremamente azuis. Tenho que admitir: Ele é mais que bonito. Mas, oque ele tem de bonito, ele tem de irritado, estressado, mandão, super-hiper-mega-protetor. Ele estava brigando comigo por que fui a uma festa da faculdade, e rolou um assalto no local. Traduzindo: Eu tive que ligar para ele e explicar oque havia acontecido. O homem ficou uma fera. — Hora de consertar oque fiz.... — Sussurrei baixinho. Eu vim para a faculdade porque queria ser mais do que a filha do Rei Maxon, ou a Princesa de Iléa. E agora, mal posso ir ao banheiro sem que alguém me acompanhe. Eu caminhei até o banheiro e abri a ducha, me despi e entrei de baixo da agua quente. Aquilo era reconfortante. Quando terminei o banho e me vesti, desci as escadas e fui para a sala, Eduardo estava assintindo um programa engraçado e ele meio que riu... Caramba, ele ri! Eu caminhei até o sofá e me sentei ao lado dele, ele me olhou de lado e eu sorri.
- Ei... Me desculpe por hoje. Não quero que pense mal de mim.. Eu só queria me divertir.
- Você colocou sua vida em risco. — Ele disse sem desviar o olhar da tv, mas eu suspirei aliviada, ele não estava mais tão nervoso.
- Me desculpe. -repeti.
- Tudo bem. — Ele disse e depois de um tempo voltou a falar. — Você comeu direito hoje?
- Eu almocei... — Na verdade, eu havia comido um sanduiche diet, que não podia ser considerado almoço. Ele me olhou.
- Vou fazer um sanduiche. Quer um?. — Ele disse e se levantou, indo para a cozinha. Eu me ergui do sofá e o segui. Era parte do trabalho dele me manter bem alimentada. Eu quase revirei os olhos ao me lembrar disto. Era parte do trabalho dele que eu ficasse sempre intacta. Ele fez os sanduiches e nós nos sentamos no balcão para comermos.
- Onde está Elena? — Eu perguntei ao notar que estavamos sozinhos. Elena é a mulher que "toma conta de mim" Ela lava, passa, cozinha, limpa a casa e deixa tudo em ordem. Ela deve ter uns 40 anos, e é um doce de pessoa... Um segunda mãe.
- Ela está de folga. Pediu o fim de semana para visitar os filhos. É aniversario de um deles. Ela volta na terça.
- Ah sim... — Eu disse. Caramba, passar quatro dias sem Elena aqui... Estranho.
- Está tudo bem? — Ele perguntou, seu tom era preocupado, mas um tanto frio de mais, era bem claro: Ele se importava com a filha do Rei, não com a pessoa que tinha por de trás dela.
- Sim. Só não estou acostumada a ficar sem a Elena.
- Ah, sim. Mas, ela volta logo Addie. — Eu suspirei aliviada, ele estava me chamando de Addie, isso queria dizer que eu estava perdoada.
- As vezes eu sinto falta de Casa... — Eu disse. — Ela meio que é minha mãe aqui.
- Eu também sinto falta de casa... Me pergunto como devem estar meus pais.
- Eles são de onde? — Perguntei.
- Eles são criados no seu castelo...
- Como? Você morava lá?
- Sim. — Ele disse as palavras em tom baixo. Quase como se quisesse... Esconder.
- Eu nunca te vi....
- Eu sei.
- Eduardo... Eu, eu... — Ele me interrompeu.
- Adele. Por favor. Não quero falar sobre isto. — Ele parou por um momento e mudou de assunto. — Vai ficar em casa amanhã?
- Eu estava pensando em sair.
- Claro. Ir para onde?
- Quero sair com você. — Eu disse e ele riu.
- Você sempre sai Adele, afinal, não tem escolha. — Disse e eu tive e impressão que ele havia revirado os olhos, desviei o olhar e falei:
- Quero sair com você. Sair. Como dois amigos.
- Adele. É impossivel. — Sua voz era implacavel e por um momento eu quase desisti de insistir.
- Por favor. — Eu disse. — Sinto falta de ter amigos, sinto falta Eduardo.
- Adele, Você sabe que eu não posso. — Ele suspirou e desviou o olhar, encarando a janela.
- Por favor, por favor. — Disse baixinho. — Por favor...
- Tá. Onde você quer ir? — Ele cedeu, sua expressão era indecisa, confusa.
- Onde você quer ir? Você nunca sai.
- Eu gosto daquele Parque em Dirt Sart. E não é longe da central de monitoramento.
- Também gosto do Dirt Sart. Só não gosto de ser perto da central. Me sinto tão... Presa.
- Mas é assim Adele. Você precisa ser... Protegida. — Ele tentou usar um tom amigavel, mas tudo que saia de sua boca era tão profissional, frio... Automatico.
- Porque? Eu não sou criança. — Repliquei fechando a expressão.
- Adele. Você é a filha de um dos homens mais poderosos do planeta. Um dos pouquissimos reis ainda existentes, varios paises já aderiram o sistema de votação, presidencia e etc. — Ele parou e retomou a sua argumentação, só que agora, seu tom era frio, quase como se tivesse com raiva — Ele tem acordos com quase todos os paises, quando um presidente falhar é o dever dele ajudar. Ele é um homem cheio de inimigos, e para atingir ele... Você sabe. — Ele voltou a olhar para a janela e eu estremeci.
- Vamos para o Dirt Sart amanhã. Tipo, piquenique? — Perguntei.
- Se você quiser. — Ele disse. — Acho que já está na hora de ir dormir. Precisamos acordar cedo amanhã... E eu não sei se é uma boa ideia.
- Você não vai armado... Vai? — Eu perguntei. Como ele estava sentado, sua camisa havia se levantado um pouco, deixando a mostra o cabo do revolver em sua cintura.
- Adele... — Ele suspirou — Eu preciso sempre estar armado. — Um sorriso presunçoso saiu de seus lábios enquanto ele ajeitava sua camisa, era obvio: Ele gostava de ter uma arma na cintura, se sentia... Forte assim.
- Ok. — Eu não ia insistir. — Eu vou dormir. Até amanhã, e Desculpe por hoje, serio mesmo... — Eu disse.
- Tudo bem. Até amanhã Addie. Tenha uma boa noite. — Eu sorri e fui para o quarto, o apartamento novo era enorme, tinha uns 4 quartos, uma suite, um escritorio, sala, sala de tv, e tal. Era estranho. Era grande... Não era aconchegante, não trazia conforto... Aquele conforto de casa. Eu me vesti com o pijama de setim e fui direto para a cama, entrei de baixo dos endredons e me cobri o maximo que pude. E então... Adormeci.
— " Adele? Fique calma Adele. Está tudo bem. " "Mamãe, eu estou com medo... Mamãe, mamãe, MAMÃE" "Filha! Fique calma! não grite." Eu tinha 7 anos novamente. Estava no abrigo junto a minha mãe, um ataque rebelde violento nós deixou presas lá. 'MAMÃE" Eu gritei quando um homem armado nos encontrou. "Vadia consumidora" Ele gritou, ergueu sua arma e atirou em minha mãe. "MAMÃE". -
- NÃOOOOOOO! — Eu gritei e abri meus olhos, acordando no escuro de meu quarto. Eu não pude resistir ao impulso de chorar.
- Adele! — Eduardo entrou no quarto e acendeu a luz. — Oque houve?
- Um sonho mal... — Eu balbucei.
- Quer dividir? — Ele perguntou ao se sentar na beirada de minha cama.
- Talvez amanhã... — Eu disse. — Hoje no caso. — Me corrigi ao olhar que eram 2:40 da manhã.
- Posso fazer alguma coisa? Quer uma água? — Ele me perguntou.
- Eu quero sair. — Eu disse.
- Adele, são 2:40, pelo amor de Deus.
- Por favor...
- Quer ver tv? Um filme? — Ele perguntou. — Não posso sair com você as 3 da manhã Ana.
- Não. — Disse baixinho. — Quero sair daqui. Me sinto presa...
- Sem chances, Adele. — Disse e se levantou. — Vou ficar na sala, motando guarda, já que o soldado Waltter, se machucou e não tivemos como colocar outra pessoa em seu lugar.
- Porque que Waltter se machucou? — Perguntei confusa e ele me encarou, decidindo se falaria ou não. — Diga, Sr. Nietzsche. — Aquilo com toda certeza era uma ordem.
- Tentaram... Entrar aqui na noite passada. — Eu estremeci e o encarei com os olhos arregalados. — Mas, a central logo apareceu e eles foram levados, devem estar em Illéa agora, sendo interrogados pelo proprio rei. — Confessou.
- E você não ia me contar?! — Gritei para ele — Porque? Porque você sempre me esconde tudo?! Porque?!
- Adele.... — Disse. — Por favor, acalme-se. É para sua segurança.
- Segurança? Ah por favor! — Disse em tom de ironia enquanto me levantava da cama. — É a minha vida! Porra, minha vida!
- Oque?! — Ele me encarou sobressaltado. E eu não pude deixar de rir. Uma princesa não deveria falar esse tipo de coisas.
- Desculpe. — Logo me tirei da situação e suspirei, estava com raiva de mais, não era raiva dele, mas de tudo isto e sabia que se continuasse ali, ouviria coisas que não deviam ser ditas para ele, eu não devia descontar minha raiva nele. Então: — Por favor, saia. Preciso ficar sozinha.
- Tudo bem. — Ele disse, seu tom era frio. Novamente profissional, novamente automatico, mas em meio a tanta frieza, tive a impressão de que havia um toque de magoa em suas palavras. Ele saiu do quarto e fechou a porta um leve baque, mas não antes de me lançar um ultimo olhar.
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