Era Uma Vez Um Conto De Fadas
31 On top of the world
Notas iniciais
“Se você ama alguém, melhor dizer enquanto eles estão aqui, porque eles podem simplesmente fugir de você. Você nunca sabe exatamente quando, mas então, só depende de quanto tempo resta para você.”
Imagine Dragons — On Top Of The World
Capitulo 31 — On Top Of The World
Pov. Annabeth
Depois que Thalia saiu, terminei de desfazer as malas e fiquei deitada encarando o teto por alguns segundos.
Uma pequena retrospectiva da semana que acabara de passar veio a minha mente. Instantaneamente não pude deixar de pensar em todas as coisas que eu teria que fazer quando voltasse, e imediatamente uma sensação de esquecimento tomou conta de mim.
O que eu poderia estar esquecendo?
Pensei em pegar meu celular e ligar para Silena para checar se não havia esquecido de nada, mas Thalia o recolheu assim que chegamos, sob a desculpa de que não queria que eu passasse o fim de semana pendurada no telefone.
Lembrei-me que Thalia havia se esquecido de pegar minha agenda, então fui até minha bolsa e a peguei. Folhei as paginas em busca de algo que eu poderia ter me esquecido de fazer, mas nada parecia estar pela metade. Tudo havia sido devidamente feito, e checado.
Corri os olhos pelas páginas, tentando imaginar o que eu poderia estar esquecendo e meu olhar parou no topo da página, na data.
Dia 24 de outubro. Sete dias antes do dia 31. Sete dias antes do Hallowen. Antes da festa de Hallowen que eu e Silena havíamos combinado de organizar. E da qual eu não havia planejado absolutamente nada.
Era isso o que eu estava esquecendo.
Eu queria sair correndo, pegar meu celular, discar o numero de Silena e dizer que estava voltando pra casa para organizarmos tudo, mas não o fiz, porque alem de estar sem meu celular, Thalia provavelmente me amarraria em uma cadeira e não me deixaria sequer sair pelo portão da casa.
Sentei-me, derrotada, pensando nas mais malucas ideias para fugir e voltar pra casa, mas sabia que Thalia era astuta e devia ter planejado uma forma de não haver a mais remota chance de eu voltar pra casa.
Bufei irritada já começando a roer as unhas e a bater meu pé no chão em um ritmo frenético, até que não aguentei mais e sai correndo porta a fora.
Eu precisava voltar para casa e organizar esta festa.
Quando estava descendo as escadas correndo esbarrei em alguém que mais parecia uma parede e com o impacto cai sentada.
Olhei pra cima respirando com dificuldade, irritada e vi dois olhos verdes me encarando.
Pov. Percy
Assim que Thalia saiu um pânico me atingiu. E se não fosse recíproco? E se fosse tudo coisa da minha cabeça e Annabeth não sentisse nada por mim?
Fiquei um tempo encarando a TV, sem prestar atenção em nada do que estava passando.
O que você tem a perder? Não pode ficar com menos que nada. – dissera Thalia.
Tomei fôlego e subi as escadas devagar até o quarto de Annabeth.
Quando cheguei ao topo ta escada, pude ver Annabeth sair correndo do quarto e vir em minha direção. Já podia sentir a tensão, mas quando eu achei que ela finalmente fosse me notar, ela simplesmente continuou correndo, até bater contra mim e cair sentada.
Encarei-a assustado.
–Annabeth! Você esta bem? – perguntei me abaixando ao seu lado.
–Deuses quando você virou um armário? – murmurou ela.
–Desculpe, mas eu não achei que você fosse aparecer usando o corredor como pista de corrida. – disse sarcástico. – porque estava correndo como uma doida?
–Droga, eu esqueci!
–Esqueceu o que?
–Hallowen, eu me esqueci do Hallowen.
Ok. Ela estava realmente parecendo uma doida agora.
–Do que você esta falando? – perguntei confuso.
–Hoje é dia 24, o que quer dizer que falta apenas uma semana para a festa de Hallowen da escola que eu e Silena ficamos encarregadas de organizar, e eu simplesmente não organizei nada! Eu preciso falar com a Silena e dar o fora daqui! A propósito, você viu aonde Thalia enfiou meu celular e a chave do carro?
–Vi sim. – disse calmo.
–Ótimo! – ela comemorou. – pode me dizer aonde esta? Prometo que digo a ela que achei sozinha.
Arqueei uma sobrancelha e sorri de canto.
–Não.
–Como é? Por favor, Percy, eu preciso voltar pra casa, AGORA! – ela disse seu sorriso se desfazendo.
–Não posso. Prometi a Thalia que não diria.
–Mas que DROGA! – ela ralhou. – Eu sou a presidente do comitê de formatura e sou responsável pelas festas e eventos dos meses do outono! Será que pode, por favor, entender isso e me dizer aonde esta a droga do meu celular e das chaves do carro?
–Não. – respondi convicto.
Annabeth respirou fundo e me olhou de um jeito homicida que dava frio na espinha.
–Ok, eu me viro sozinha! – disse ela jogando a bolsa por cima do ombro e passando por mim, não sem antes me dar um belo encontrão.
Annabeth com raiva tem mais força que um lutador de sumô, só para registro.
Ela desceu as escadas batendo o pé, e só fui notar o que ela ia fazer quando ela já estava com a mão na maçaneta da porta.
Quando a ficha caiu, desci as escadas correndo e agarrei seu braço antes que ela saísse.
–Ficou maluco? Me solta agora!
–Não. – disse puxando-a contra meu corpo. – Você teve um surto nervoso e Thalia me mandou ficar de olho em você. Além disso, temos que conversar.
–Não tenho nada pra falar com você. – ela disse ferina semicerrando os olhos.
–Ah tem sim. – disse fazendo o mesmo.
Ela olhou pros lados e começou a se debater, tentando se soltar.
–ME SOLTA JACKSON! – ela gritou.
–Não ate você me ouvir! – gritei de volta, agarrando sua cintura e a jogando por cima dos ombros.
Enquanto ela se debatia e socava minhas costas, eu marchei escada acima.
Entrei no quarto, e a larguei no chão, trancando a porta logo em seguida.
–Me deixa sair daqui!
–Não!
–MAS QUE DROGA EU SOU A PRESIDENTE DAQUELA BOSTA, EU TENHO QUE ORGANIZAR AQUELA MERDA DE FESTA OU PERCO O CARGO!
Encarei-a
–Caraca Annabeth! Se acalme! Silena sabe da festa não? Ela provavelmente esta organizando ela ! Você não precisa dar conta de tudo! Abra os olhos pras coisas que importam! Você é um ser humano não uma máquina! Não tem problema você não ser perfeita! Você não precisa estar no topo do mundo! – gritei frustrado.
–Você não entende!
–Entendo que você esta usando isso como desculpa isso sim! Estou a semanas tentando falar com você e você esta fugindo usando essa desculpa! Eu vi o quanto você estava desconfortável durante a viagem ate aqui, só por que estava perto de mim! E agora “lembrou” dessa apenas pra ir embora daqui! Se não quer nada comigo, basta dizer que eu me afasto! Não fique fugindo de mim! Dói menos... – disse baixando o tom de voz.
–Percy... Eu... – ela começou.
Fui em direção à porta e a destranquei.
–No bar, atrás das garrafas de vodka. Thalia sabe que você odeia bebidas, então pôs lá.
Ela levantou o olhar pra mim e fez menção de sair do quarto, mas antes de sair, ela me surpreendeu com um selinho demorado.
–Nossa conversa ainda não acabou, mas agora eu tenho mesmo que ir. – ela disse e saiu.
Sorri sozinho. Annabeth era a garota mais complicada da face da terra, mas eu estava disposto a lutar por ela.
E como ela disse nossa conversa ainda não tinha terminado!
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