Era Uma Vez Um Conto De Fadas
32 Back to december
Notas iniciais
“Então aqui estou eu engolindo o meu orgulho,
parada na sua frente dizendo que sinto muito.
Acontece que a liberdade não é nada além de saudades sua.
Eu queria ter percebido o que eu tinha quando você era meu”
Taylor Swift – Back To December
Capitulo 32 – Back to december
POV Annabeth
Sabe quando você sente pequenas borboletas voando no seu estômago?
Desci as escadas quase flutuando. Porem quando cheguei ao quintal, eu quase cai de cara no chão. Me escondi atrás de uma pequena moita e fiquei ouvindo atenta a discussão.
Thalia e Nico brigavam, e bem feio.
–O que essa garota faz te mandando mensagem? Ou melhor, o que vocês fizeram pra ela te manda esse tipo de mensagem?
Nico tinha uma expressão bem apavorada no rosto. Não é pra menos, nunca queira brigar com Thalia Grace.
Thalia segurava um Iphone preto, que eu julgava ser de Nico e pelo que entendi, questionava algo sobre Nico e uma garota.
–Você sabe o quanto eu odeio essa garota, ainda mais que você já gostou dela. Você sabe o esforço que eu fiz para engolir meu orgulho e levar numa boa o fato de você ter que fazer um trabalho estúpido com ela? E agora ela te manda essa mensagem e você quer que eu acredite que você e ela fizeram apenas um trabalho? – gritou ela.
–Thals, eu juro... – Nico se aproximou dela, porem ela se encolheu e gritou mais alto.
–NÃO ENCOSTE EM MIM! EU TE ODEIO E NÃO QUERO MAIS TE VER!
Nesse momento, Percy saiu pela porta da casa.
–O que ouve Thalia? Que gritaria é essa?
–Nada. Eu só quero ir embora. Onde esta Annabeth?
Meu corpo gelou e senti que era hora de eu dar o fora.
–Bem sobre isso...
–Sobre isso o que Percy? – Thalia indagava enquanto eu me afastava rumo ao carro.
–Ela foi embora.
–COMO ASSIM ELA FOI EMBORA? O QUE VOCÊ FEZ JACKSON? – e essa foi a ultima coisa que ouvi Thalia gritar.
Quando ela se deu conta de que eu havia acabado de sair de carro eu já estava na estrada para casa.
{...}
Depois de algumas poucas horas de viagem, eu estacionei em frente a casa de Silena.
A luz de seu quarto indicava que ela estava acordada, por isso dei graças aos deuses.
Desci do carro e fui até a porta. Assim que toquei a campainha, Silena abriu a porta.
–Annie, o que você esta fazendo aqui garota? Você não estava em Long Island, descansando do mundo?
–Estava, mas lembrei da festa de Hallowen e não aguentei. Fugi ajudar você.
–Perai Thalia não sabe que você esta aqui?
–Ela sabe que estou em Nova York, mas não que estou aqui e agradeceria se você não dissesse pra ninguém que estou aqui.
–Claro, entra.
Entramos, e depois de um breve olá para Aphrodite, subimos pro quarto de Silena.
–Okay, você esta aqui. Quer me explicar o por que de você ter fugido?
Contei toda a história de Silena, omitindo apenas a pequena discussão de Thalia e Nico que ouvi.
–Óh deuses que fofura Annie! – ela disse ao fim do meu relato.
–Eu sei. Mas me sinto meio mal de ter deixado ele lá esperando...
–Ele te ama garota! E vai esperar o tempo que for por você!
Sorri abertamente com esse comentário.
–Bom o amor é lindo. – disse eu – mas estou aqui pela festa de Hallowen.
–Áh sim. Sobre isso, Annie você não viu a mensagem que eu te mandei?
–Não, meu celular estava com a Thalia e depois que o peguei, eu comecei a dirigir, nem o chequei ainda.
–Bem, eu te mandei uma mensagem avisando que estava tudo contratado e que você podia ficar tranquila que só íamos ter o trabalho de decorar tudo durante a semana.
–Jura? – disse aliviada. – Mas então... porque estou aqui mesmo?
–Noite das garotas ! – disse Silena batendo palminhas.
{...}
No dia seguinte, acordei com meu telefone tocando.
–Alô. – disse sonolenta.
–Annie? Onde você está? Sua amiga Thalia está aqui, atrás de você. – disse a voz preocupada do meu pai.
“Droga” – murmurei baixinho. – Desculpe não ter avisado papai. Eu estou na casa da Silena. Cheguei de viagem e vim direto pra cá, e acabamos pegando no sono olhando filme.
–Tudo bem querida. Que não se repita – disse meu pai sério. – Acho melhor você vir pra cá, sua amiga não parece estar nada feliz.
–Chego ai em 15 minutos.
–Ok. Até. – disse meu pai desligando o telefone.
Mesmo Silena insistindo que eu ficasse para o café, eu apenas fiz minha higiene, prendi o cabelo em um coque solto, me despedi dela e de Aphrodite e sai rumo a minha casa.
Quando cheguei à minha casa, vi a moto de Thalia estacionada e lembrei que ela devia estar um fera comigo por ter pego seu Camaro. Ninguém encostava naquele carro, nem Nico.
E além do mais, ela não devia estar nem um pouco feliz por eu ter fugido.
Entrei em casa e meu pai estava sentado no sofá, enquanto os gêmeos brincavam de lego no meio da sala.
O Cheiro de biscoito de chocolate vinha da cozinha, o que indicava que Ana estava na cozinha.
–Olá família. – disse dando um beijo na bochecha do meu pai e recebendo um abraço esmagador dos gêmeos.
–Sua amiga esta lá em cima. – disse meu pai.
–Estou subindo.
–Ok.
Subi as escadas devagar, parando em frente à porta do meu quarto e respirando fundo.
Abri a porta devagar e Thalia estava na janela.
–Thals... – chamei.
–Oi. – ela disse rouca.
A coisa mais rara de ser ver, era Thalia sem sua habitual maquiagem preta marcada ou chorando e no caso, estava acontecendo os dois.
–Thalia, o que houve? – perguntei assustada.
Ela estava com os olhos repletos de lágrimas, e com profundas olheiras, além dos olhos inchados, que indicavam que ela passara a noite chorando.
–Eu... Eu e o Nico terminamos. – ela disse antes de desabar em lágrimas.
Eu queria estar surpresa, mas já desconfiava que isso houvesse acontecido.
–Eu sinto muito Thals... – disse chorosa.
–Porque você fugiu? – ela disse com a voz abafada pelo meu abraço. — eu precisava de você!
–Desculpe, eu e Percy, meio que discutimos e eu achei a desculpa perfeita pra sair de lá, e então o fiz. Desculpe...
–Eu não sei o que fazer... e-eu o quero de v-volta, mas dói demais. – disse ela em meio aos soluços.
–Me explica o que houve. – pedi baixinho.
Ela me contou que ela e Nico estavam deitados em uma espreguiçadeira à beira da piscina e ela estava mexendo no celular dele, coisa banal, quando uma foto de Rachel E. Dare apenas de sutiã e calcinha chegou ao celular de Nico com a legenda “Especial para você, meu amor, mais uma para o álbum” e o restante eu já sabia.
Fiquei perplexa, pois não esperava isso de Nico.
Acalmei Thalia, o que a fez dormir. Deixei-a dormindo e fui comer algo, afinal ainda não havia tomado café.
Na geladeira um bilhete avisava que minha família tinha ido almoçar na casa da mãe da Ana, e um pedido do meu pai que cuidasse de Thalia, pois ela não parecia nada bem.
Liguei a TV e preparei torradas para eu comer.
Quando eu estava terminando de lavar a louça, a campainha tocou e eu fui atender.
Para minha surpresa, Nico Di Ângelo se encontrava parado a minha porta, com os olhos inchados e cara de poucos amigos.
–Nico? – perguntei.
–Annie a Thalia está aqui? Por favor, diga que esta. O pai dela me ligou ontem à noite dizendo que ela não dormiu em casa. Ela apenas pegou a moto, disse que ia sair e que não voltou mais. Eu estou desesperado.
–Ela esta lá em cima, dormindo.
–Graças aos deuses. – ele murmurou aliviado.
–Entra e senta, vou pegar um café pra você, Precisamos conversar.
Quando voltei da cozinha, Nico estava sentado no sofá de cabeça baixa.
–Tome. – lhe entreguei a xícara de café. — Você pisou na bola.
–Annie eu não fiz nada, eu juro. Eu nem sequer terminei o trabalho com Rachel, eu o fiz sozinho, porque no dia em que fui a casa dela fazer, ela começou a se atirar em cima de mim, com um papinho ridículo de que estava apaixonada, e desde então ela tem me atormentado com fotos e recadinhos vulgares. Eu não contei pra Thalia por medo de ela pirar e terminar comigo, mas foi pior não contar, e agora eu fiquei sem minha morena. Ajuda-me Annie, eu estou desesperado.
Suspirei, sabendo que era verdade. Nico amava Thalia de verdade. Ele jamais a trairia, pois Nico abominava traição.
Ouvi barulhos no andar de cima e Thalia apareceu no topo da escada.
Quando viu Nico, seus olhos se encheram de lágrimas e seu rosto endureceu.
–O que ele esta fazendo aqui?
–Thals, vocês tem que conversar. – eu disse calma.
–Eu não tenho nada pra falar com esse ai. – ela disse dura.
–Tem sim, e você vai, nem que eu tenha que te amarrar. Agora senta aqui. Vou pra cozinha arrumar alguma coisa para o almoço. Tentem não se matar, por favor, ou pelo menos preservem minha mobília. – disse irônica.
–Não prometo nada. – disse Thalia de braços cruzados.
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