Era Uma Vez, Na Idade Média
39 Capítulo 39 - Até Breve.
Notas iniciais
RYAN
Andava de um lado para o outro, estava impaciente. Por que estavam demorando tanto? Olhou ao redor e viu vários pares de olhos inquisidores.
— Alguém viu o Castle e a Beckett? Já faz um bom tempo que eu pedi para ela procurar o Castle. – todos fizeram sinal de negativa.
— Bom, se a Kate encontrou o Castle, eles devem estar bem melhores que nós agora. – quase todos riram das palavras da Lanie, tomara que seja mesmo só brincadeira, ou eu iria estrangular aqueles dois.
— Javier, você poderia ir procurá-los, por favor? O que eu tenho que dizer é realmente importante e, queria que todos estivessem presentes. – Espo já estava saindo, quando avistamos o casal enamorado.
— Atrasado! Confesso que é minha culpa. Perdemos alguma coisa? – Castle tentou se desculpar.
— Ainda não, mas quase. Quase perdem a cabeça, onde vocês est.... – Jenny colocou a mão em meu ombro e, me acalmei instantaneamente. Só ela fazia isso comigo.
— Ei, Honey-Milk. Não é o fim do mundo, agora que todos estão aqui, podemos? – segurei sua mão e respirando fundo, encarei meus amigos.
— Bom, o que eu tenho para anunciar, é uma coisa maravilhosa. – todos me encaravam, esperando o anúncio. Sinalizei para Jenny e falamos juntos.
— Nós vamos ter um bebê! – meu coração batia mais rápido, estava explodindo de felicidade.
— Parabéns, irmão. Tenho certeza que será um ótimo pai. – Espo me deu um grande abraço e foi seguido da Lanie.
— Que coisa linda, Ryan. Vocês merecem e, não se esqueça, eu quero ser a madrinha, hein.
— Ei, Paizão. Você vai ver como isso é a coisa mais importante que acontece na vida de um homem. Você é um homem de sorte. – Castle devia ter razão, já que ele é o único aqui que é pai.
— Kevin, isso é realmente maravilhoso. – me abraçou apertado. — E, eu vou entender se não for mais conosco. Sei que a Jenny vai precisar mais de você agora. – Beckett me olhou com compreensão e, não pude deixar de pensar que ela era uma pessoa incrível.
— Beckett, uma coisa que me faz querer ir nessa campanha é, agora mais do que nunca, desejar que meu filho nasça livre e fora de perigo. Somos uma família e, não irei abandoná-los quando mais precisam de mim. – ela me abraçou novamente e, ainda pude ver que seus olhos estavam marejados.
— Sendo assim, será uma imensa honra, lutar a seu lado. – via todas aquelas pessoas, a quem eu amava verdadeiramente, compartilharem da minha felicidade. Me senti realmente, o homem mais sortudo da face da Terra.
Todos estavam conversando alegremente, quando a Capitã Gates (nem me lembro quando foi que começamos a chamá-la assim ‘Capitã’ mas, como ela gostou, o apelido acabou ficando), adentra na tenda. Fez-se um grande silêncio.
— Que bom que estão todos aqui, só vim comunicar que encontramos um lugar e nos mudaremos amanhã portanto, arrumem seus pertences e estejam prontos para partir ao amanhecer. – ela ia se retirar mas, voltou-se para mim. — E, Ryan. Meus parabéns, tenho certeza que será um bom pai. – e dizendo isso, foi embora antes que eu pudesse agradecer.
— Um brinde. A esse casal lindo, que terão a sorte e a felicidade de trazer ao mundo uma criança maravilhosa. A Jenny e Ryan. – Castle já tinha distribuído canecas com café para todos que, disseram nossos nomes em uníssono e bebericaram a bebida fumegante, completando o brinde.
Passamos parte da manhã conversando mas, a certa altura, chegara a hora de se despedir. Acompanhei Jenny até a carroça que levaria ela, a mãe e a filha de Castle até a cidade.
— Jenny, meu amor. Não se esqueça, pegue seus pais e saiam da cidade. Vá para casa da sua tia, mas com cuidado, porque a viagem é longa. – passei a mão na sua barriga, que ainda estava plana mas, em pouco tempo, seria visível o fruto do nosso amor.
— Ah, Honey-Milk, sentiremos tantas saudades. Prometa que retornará o mais rápido possível para mim, ou melhor, para nós. – ela colocou sua mão sobre a minha, uma lágrima escorria pelo seu lindo rosto.
— Sinto tanto não poder estar com você neste momento. Mas você entende que eu tenho que fazer isso, né? – seu rosto estava entre minhas mãos e, agora, suas lágrimas corriam livremente.
— Eu sei meu amor. Você só quer o melhor para nós. Será difícil sem você mas, quando voltar, sei que nosso filho terá um futuro maravilhoso por sua causa. – ela me beijou suavemente e, meu coração se apertou. Só de pensar que ficarei longe dela, meu peito doía de saudade.
— Eu te amo mais que tudo, a vocês dois. – me ajoelhei para beijar sua barriga. — Papai volta logo, porque o amor que eu tenho por você, é infinito.
— Eu também te amo, Honey-Milk. Quero ver esses olhos azuis pela manhã, muitas e muitas vezes ainda. – Jenny já se afastava de mim e, quando desapareceu da minha visão, senti as lágrimas molharem meu rosto.
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CASTLE
Apertava Alexis contra meu peito, como se quisesse que seu corpo se fundisse ao meu, então eu nunca a deixaria. E ficaria assim para sempre, se ela não começasse a se debater em busca de oxigênio.
— Pai! Está me sufocando. – puxando uma enorme quantidade de ar, quando a soltei.
— Desculpe, Abóbora. É que o papai já sente a sua falta. – depositei um beijo no alto da sua cabeça.
— Não se preocupe, pai. Nos veremos em breve. E quando vocês voltarem, seremos uma perfeita e desajustada, família feliz. – e com um grande sorriso, abraçou minha cintura e, depois de alguns segundos, me lançou um beijo e foi se despedir da Kate e dos meninos.
— Richard, nós ficaremos bem. Você, vai ficar bem. – ela me deu um forte abraço, já tinha se despedido da Kate.
— Claro que vou ficar bem, vocês não vão se livrar de mim assim tão fácil. – lhe dei um grande sorriso, mas fui recebido com tapa no braço.
— Pare de besteiras, Richard. Tome, aqui está o endereço de onde estamos indo. Assim que se estabelecer, mande notícias. – ela tentava disfarçar, mas seus olhos brilhavam com as lágrimas prestes a cair.
— Bom, então é isso. A carroça já está pronta para partir. – Jenny já estava acomodada, então ajudei minha mãe a subir e em seguida a Alexis. — Essa separação é temporária, eu amo vocês duas.
— Também de amamos, pai. E já que nos veremos logo, não direi adeus. Até breve, quero ver você e a Kate o mais rápido possível. – ela abraçou Martha e começou a balançar a mãozinha para nós, sempre sorridente. Todos nós sentiríamos saudades.
Mesmo depois da carroça ter desaparecido no horizonte, ainda fiquei parado, olhando para o nada. E teria ficado por horas se, não tivesse sentido suas delicadas mãos me abraçarem e o aroma de cereja que tanto amava.
— Tudo bem, Castle? Sei que está com saudades, eu também estou mas, temos que arrumar nossas coisas. Partiremos amanhã cedo, lembra? – ela ficou de frente para mim, com uma das mãos em meu rosto.
— Sim, eu me lembro. Só estava tentando fugir do trabalho chato. Mudança sempre dá muito trabalho. – a abracei, precisava sentir a segurança do calor do seu corpo. — Nós vamos ficar bem, não é? Eu prometi a Alexis que voltaria.
— E você não vai quebrar essa promessa. Castle, nós vamos vencer. Vamos dar um belo pé na bunda daquele safado e então, teremos nossa vida de contos de fadas, você vai ver. – sorri para ela, isso era tudo o que mais desejava. Viver nosso conto de fadas.
— Vamos arrumar nossas coisas e começar a tornar tudo isso em realidade. Eu te amo, Kate. E vou te amar por toda a eternidade.
— Sempre. – adoro quando ela me diz isso, faço com que fique mais perto e a beijo apaixonadamente, na tentativa de fazê-la sentir, todo o amor que sinto por ela.
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BRACKEN
— Parece que sua princesinha não está mesmo para brincadeiras. – Madoxx falava com desdém.
— Vejo que têm novidades, diga logo de uma vez e não desperdice meu tempo. – ainda não sei porque não o matei.
— O exército da sua amada já começou a se movimentar. Estão vindo em nossa direção. – ele se sentou em uma das cadeiras e se serviu do meu vinho.
— Ela realmente acha que pode me vencer, hahaha. Pois deixe-a vir, quero olhar em seus olhos e ver a vida esvaindo do seu corpo enquanto sangra. – como eu pude ser tão estúpido de ter me apaixonado por ela, poderia ter lhe dado o mundo inteiro, se assim o desejasse.
— Então, não temos ordem de atacar a caravana. Poderia dizimá-los rapidamente com um ataque surpresa. – levantou-se e vinha em minha direção, jogando uma maça para o alto e, pegando-a novamente.
— Prepare seus homens, deixe-os de prontidão. Mas não ataque, quero que ela pense que tem chances de me vencer. Quero que ela sinta a vitória assim, quando eu acabar com ela, saberá a cada suspiro, quem é que tem o poder. – se ela pensa que pode me fazer de bobo, está muito enganada.
— É o senhor que manda, Majestade. – Madoxx fez uma falsa reverência e saiu mordendo a maçã.
— Quando tudo isso acabar, terei o enorme prazer de cortar a sua garganta pessoalmente. Sujeitinho insuportável. – e voltou-se para a janela novamente, imaginando várias maneiras de matar a princesa.
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