Era Uma Vez, Na Idade Média
30 Capítulo 30 - Boas Vindas
Notas iniciais
BECKETT
Logo que chegamos ao acampamento, Lanie, Espo e Ryan vieram ao nosso encontro.
— Garota, estava preocupada com você. Você quase morre e desaparece assim. – Lanie queria parecer brava mas, foi em vão. Ela me abraçou e cochichou em meu ouvido. –- Mas vejo que foi por uma boa causa, encontrou o seu menino caçador.
Meu sorriso me denunciava e, já que não poderia negar, só confirmei com a cabeça. Ao soltar do abraço fez uma cara de malícia.
— Depois vamos conversar, garota. Quero saber de tudo. – revirei os olhos, já imaginava as perguntas que ela me faria.
— Espo, como você está? Depois do que aconteceu eu não te vi. – ele estava com uma cara amarrada.
— Eu estou bem, só inconformado de não termos pegado ele. – percebi como olhou feio para Ryan.
— Espo, nós vamos pegá-lo. E não fique bravo com o Ryan, se não fosse por ele, provavelmente estaríamos mortos agora. Eu estaria pelo menos. – ele sabia disso, mas era muito teimoso e, seu orgulho estava ferido.
— Você tem razão, o que importa é que estamos bem. – ele se virou para o Ryan e apertou sua mão. –- Obrigado, irmão. Me desculpe por ser tão cabeça dura.
— Que é isso, a única coisa que eu pensei na hora, foi a segurança de vocês. Foi muito perigoso terem ido sozinhos, por isso eu tive que falar com a Gates. – Ryan sentiu alívio, Espo era seu melhor amigo, e ficarem brigados, provavelmente o estava destruindo.
— E eu? Não recebo as boas vindas também? Vocês me conhecem há muito mais tempo, esqueceram? – Castle fazia biquinho, estava chateado por ter sido ignorado.
— Ei, Castle. Seja bem vindo de volta. É claro que não esquecemos de você. Mas a Beckett quase morreu e você, não. – Espo alimentava o ciúme de Castle.
— Então quer dizer que eu preciso quase morrer para ter um pouco de atenção por aqui?
— É claro que não, menino caçador. Sentimos muito a sua falta também mas, acho que a recíproca não é a mesma. – Lanie olhou pra mim e senti minhas bochechas queimarem. Em seguida o abraçou, sendo seguida pelos outros dois.
— Ok, pessoal. Depois nós conversamos direito mas, agora tenho que falar com a Gates. – primeiro a obrigação.
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GATES
Estava reanalisando alguns mapas e atualizando mais algumas informações sobre o inimigo quando ergo a cabeça e, logo a minha frente, está uma Beckett muito envergonhada.
— Que bom que resolveu se juntar conosco, senhorita Beckett. – fazia cara de poucos amigos mas, no fundo estava aliviada que ela estava bem.
— Me desculpe, senhora. Eu sei que não deveria ter desaparecido depois de tudo o que aconteceu. Mas, eu tinha algumas coisas para resolver antes de continuarmos. – ela mantinha o contato visual, percebi que alguma coisa havia mudado. Aquela pequena centelha que percebi na primeira vez que a vi, agora se tornara um imenso incêndio.
— Imagino que coisas são essas. – olhando por cima do ombro de Kate, podia ver o Sr. Castle tentando ouvir nossa conversa. E me dirigindo à ele. – Perdeu algo aqui, Sr. Castle?
— Sim, quer dizer não, eu só...
— Pode entrar, gostaria de falar com os dois. – fiz sinal com a mão para que se aproximasse.
— Senhora, eu preciso informa-la que Castle e eu, bem nós... – ela pegou na mão dele, que parecia muito assustado.
— A senhorita sabe o que um relacionamento amoroso pode significar nessa situação, não é? – olhava sério para o casal.
— Sim, senhora. Conhecemos os riscos. Mas posso assegurar que estou cem por cento envolvida. – e olhando para Castle. –- Nós estamos.
— Espero que sim. Se eu suspeitar que há um empecilho, eu mesma acompanharei o Sr. Castle até a saída. Estão entendidos. – olhava de um para o outro, para que soubessem que estava falando sério.
— Sim, Senhora. – responderam juntos.
— Ok. Se não houver mais nada, podem se retirar. – já estavam saindo quando chamei a atenção. – E Beckett? Parabéns! Aos dois, sempre torci para que se entendessem. – dei um sorriso de lado e eles sorriram de volta, logo em seguida se retiraram.
Agora tenho certeza que estamos no caminho certo. Beckett é muito inteligente e corajosa mas, até hoje, sempre foi instável. Sei que Castle pode ser um idiota quando quer, mas não posso negar que ele pode ser essencial para mantê-la na linha.
E voltando as minhas anotações, me permiti sorrir mais uma vez.
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BECKETT
Estava exausta, esse treino de última hora foi bem cansativo. Já voltava para minha barraca, estava louca por um banho mas, tive que mudar meus planos quando vi a Lanie parado no meu caminho, com cara de poucos amigos.
— Ei, Lanie. Já estava indo falar com você. – tentei contornar o problema, mas acho que não deu muito certo.
— Nem me venha com desculpas, garota. Sei muito bem que está me evitando. – nunca vi Lanie tão brava assim.
— Eu? Porque eu estaria te evitando?
— Para não me ouvir te dizer: “Eu te avisei”. – ok, ela tá certa, e como não tem mais como fugir, é hora de enfrentá-la.
— Tudo bem, Lanie. Você venceu, vamos conversar. Venha, vamos para minha barraca, te faço um chá. – que bom que agora sei fazer chá, terei alguns minutos para me preparar.
— Nananinanão. Desembucha, anda. – que impaciência.
— Primeiro o chá, depois eu serei toda sua. Tenha calma mulher! – fui preparar o chá e tomar fôlego. Voltei em poucos minutos com duas xícaras, me sentei e respirei fundo.
— Pode começar, estou esperando. – revirei os olhos, era a hora da verdade.
— Você tinha razão, Lanie. Eu e Castle, somos loucos um pelo outro e finalmente nos acertamos.
— Só isso? Ah não, eu quero detalhes. – ela se aproximou um pouco e me encarava.
— Detalhes, Lanie. Sério! Não vou te dar detalhes de nada mas, posso te dizer que ele é maravilhoso. Gentil, carinhoso e me faz sorrir de uma maneira que eu nunca pensei que fosse possível. – não estava totalmente satisfeita mas, acho que consegui fazê-la se acalmar um pouco.
— Estou tão feliz por você, Kate. Mesmo sem os detalhes sórdidos, tenho certeza que o menino caçador é um furacão. – ela se abanou, como se precisasse apaziguar o calor. Então rimos.
— Como você pode ter tanta certeza? Vocês.... – já que era para dizer a verdade...
— Por Deus, é claro que não! Você só pode ter enlouquecido por pensar nisso. Eu disse isso porque você tem um brilho no olhar e, garota vou te contar, eu conheço esse brilho. – ela deu uma piscadinha. E me senti aliviada, seria estranho se os dois tivessem tido algo.
— Então, você e Espo...
— Eu e Javi, estamos enrolados, sim. Vou te contar tudinho.
— Só me poupe dos ‘detalhes sórdidos’, por favor.
— Por que? Já que são os melhores. – Lanie estava realmente empolgada.
— Só você mesmo, Lanie. – e continuamos a conversa por mais um tempinho. Quando já estava tarde, nos despedimos. Lanie com certeza é a melhor amiga que alguém poderia ter.
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