Era Uma Vez, Na Idade Média
31 Capítulo 31 - Relax
Notas iniciais
BRACKEN
Bracken estava parado em frente à uma das janelas do grande salão. Seus olhos estavam vermelhos e uma grande veia pulsava em sua testa, estava irado.
— Como ela se atreve. Isso não pode ser verdade. – começou a andar de um lado para o outro. Até que parou e se deteve em frente ao homem ajoelhado no centro do salão. Então não conseguindo segurar a raiva, gritou. – Mentiroso! Você só pode estar mentindo.
— Se engane o quanto quiser mas, no fundo você sabe que é verdade. Só não quer admitir que ela te odeia. – Madoxx, que havia sido capturado pelos homens de Bracken mais cedo, sorria diante do homem transtornado.
— Você só quer se livrar do seu castigo. Sabe que só está aqui porque tentou matá-la, duas vezes. E se for verdade, e eu não estou dizendo que seja, não sei se valeria a pena deixá-lo vivo, já que fracassou. Você não conseguiu matar uma garota, e teve duas tentativas para isso.
— Tecnicamente, a primeira vez, foi um acidente. Estava apontando para o namoradinho caçador dela. E a segunda? Bem, eu achei que o penhasco iria fazer o serviço, eu a subestimei. Mas isso não acontecerá mais.
— Não, não, não e não. Ela não pode ter feito isso comigo, não a minha Kate. Só pode ter sido culpa desse tal caçadorzinho. Ele a induziu, tenho que acabar com ele e ... – Madoxx deu uma gargalhada, tirando Bracken dos seus devaneios insanos.
— Você está louco. Eu mesmo vi o lindo discurso da sua princesa. Ela não foi induzida por ninguém, foi ela quem organizou tudo. E se não tomar providencias, ela vai acabar com você. Ela e o homem que ela realmente ama. – Madoxx tinha um sorriso torto, ele realmente não estava mentindo, na verdade, estava se vangloriando.
— Soltem ele. – ordenei aos soldados, então ele se levantou e bateu o pó das suas vestes. –- Você sabe quem eles são, quantos são e como pretendem atacar. Talvez você me seja útil, afinal. – se Kate queria guerra, então ela teria guerra.
~ ¤ ~
KATE
O dia tinha sido bem cansativo. Foi uma grande caminhada até chegar aqui e depois que falamos com Gates, ainda resolvi treinar um pouco com Demming, fiquei um pouco enferrujada por causa da minha recuperação, por isso meu corpo está bem dolorido. E ainda teve a Lanie, com todas as suas perguntas indiscretas. Então, nada que um banho relaxante não resolva.
Enchi minha tina de madeira com água quente e imergi naquela água revigorante, ao sentir meus músculos relaxarem, fechei os olhos. Não fazia muito tempo que estava de olhos fechados, quando sinto suas mãos quentes escorregando pelo meu corpo em direção aos meus seios, ao mesmo tempo que começa a beijar meu pescoço.
— Castle! Você me assustou. Não estava te esperando. – dei um pulo, me afastando dele e tentando cobrir meu corpo nu. Desde a noite da tempestade, não tivemos um tempo só para nós. Ainda não me acostumei com esse tipo de intimidade.
— Então estava esperando por outra pessoa? O que anda aprontando, princesa? – ele já tinha os olhos escurecidos pelo desejo.
— Não é nada disso, Castle. É só que, eu ainda não estou acostumada com isso. – baixei meus olhos, estava envergonhada.
— Então vamos dar um jeito nisso. – ele já estava ao lado da minha tina. – Primeiro, você vai voltar à posição que estava, que eu vou te dar banho e fazer você relaxar.
Mesmo desconfortável com a situação, voltei a me ajeitar, ele pegou a pequena esponja e começou a passar levemente sobre meus ombros. Aos poucos fui relaxando e, conforme ele ia passando a esponja sobre minha pele, sentia a temperatura do meu corpo aumentar.
— Sabia que, uma das coisas em você que me deixa louco, é esse seu aroma de cerejas. – ele se aproximou e cheirou de leve atrás da minha orelha, fazendo todos os pelos do meu corpo se arrepiarem.
Devagar ele umedeceu a esponja, começou a descer pelo meu pescoço e, ao chegar aos seios, estremeci com o contato. Fazia movimentos circulares em torno dos meus mamilos intumescidos pelo desejo. Desceu um pouco mais, passando por minha barriga e deslizou pela minha perna em direção ao meu pé. Sempre beijando minha pele molhada, fazendo com que ela ardesse em cada ponto que seus lábios haviam tocado. Subindo a esponja pela parte interna das minhas coxas, sentia a necessidade de tê-lo dentro de mim a cada centímetro vencido em direção ao meu centro de prazer.
Deixou a esponja cair, terminando o percurso com as mãos. Olhei para seus olhos, estavam de um azul escuro profundo. Entreabri os lábios, deixando escapar um pequeno gemido quando me introduziu dois dedos, pressionando levemente minha intimidade, começando a me massagear lentamente. Capturou meus lábios com vontade, pedindo permissão com a língua e, sem mais nenhum pudor, permiti sua invasão, desejava explorar aquela boca. O movimento de suas mãos, que antes era suave, se tornara mais e mais intensos, estava próximo. Abandonou meus lábios para trilhar um caminho de beijos até parar em meio seio, abocanhou o mamilo e o sugou. Arqueei meu corpo involuntariamente, não resistindo a sensação de sua mordida.
— Cas... Castle...
Sentia meu corpo como um vulcão prestes a explodir e, após alguns momentos, veio como uma onda de calor avassaladora, a maravilhosa explosão. Essa sensação indescritível tomou meu corpo, sentia cada músculo tremer. Ainda estava com a respiração descompassada quando Castle me pegou em seus braços, ele sorria. Colocando-me carinhosamente em minha cama, se afastou um pouco para tirar as próprias roupas, ver sua excitação me fez morder o lábio inferior, em expectativa. Veio ao meu encontro, seu peso sobre o meu corpo, o olhar de desejo. O beijei com urgência, descendo minhas mãos por suas costas, agarrei seus quadris e o puxei para dentro de mim, não suportava mais a distância dos nossos corpos. A sensação de senti-lo mais uma vez, foi a certeza de que nos completávamos, se eu sou o Yin, ele é o meu Yang.
Castle começou a se movimentar, primeiro bem devagar e aos poucos foi aumentando a velocidade. Conforme sentia que o orgasmo chegava novamente, arranhei suas costas e levantei mais os meus quadris, enlaçando minhas pernas em sua cintura, estremeci sob o seu corpo e, ao sentir meu corpo começar a relaxar, também não demorou muito para chegar ao ápice, com meu nome em seus lábios, desabou sobre mim.
— Nunca pensei que um banho pudesse ser tão revigorante. – eu estava ofegante, ele levantou os olhos para mim e sorriu largamente.
— É o que dizem, nada com um bom banho para relaxar. – se virando, ficou de barriga para cima. Me puxou para que eu me deitasse em seu peito.
— Eu te amo – falamos ao mesmo tempo e sorrimos. Esse homem me enlouquecia de todas as formas possíveis, e eu o amava mais a cada dia.
— Obrigada, por não ter desistido de mim. – ele apertou um pouco mais o abraço. — Sei que foi burrice minha tentar te afastar mas, agora tudo o que eu quero, é você a meu lado.
— Sempre – e, brincando com meus cabelos, adormeci.
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