Era Uma Vez, Na Idade Média
45 Capítulo 45 - Preparativos
Notas iniciais
CASTLE
Já conseguia colocar o pé no chão, o que era muito bom, já que, com os planos em mãos, todos estavam organizando os últimos detalhes para a batalha. Partiríamos em dois ou três dias para a planície próxima ao castelo.
Aproveitei para cuidar de um pequeno detalhe que, parece que ninguém percebeu. Já tinha falado com algumas costureiras e bordadeiras, agora já estava quase tudo pronto e, eu poderia fazer uma surpresa para a Kate.
Peguei uma amostra e coloquei em uma caixa.
— Kate, trouxe um presente para você. – disse assim que entrei em nossa barraca.
— Oi, amor. Vejo que o pé melhorou. Já estava me perguntando onde você tinha ido. – ela disse me dando um beijo rápido e pegando a caixa das minhas mãos.
— Estava cuidando de uns pequenos detalhes. Vamos, abra. – estava ansioso com a reação que teria.
— O que é isso? – ela perguntou, pegando o tecido bordado de dentro da caixa.
— Isso, é uma flâmula com um brasão. Todos lutam por uma causa e, durante a batalha, usam as cores do seu líder. Então, pedi para o especialista em heráldica, desenhar isso. É o seu brasão, o seu símbolo de liderança e, o motivo porque todos lutam. Este é o Brasão da Família Beckett. – ela olhava o delicado bordado e, com os olhos marejados, pulou em meu pescoço para um forte abraço.
— Eu realmente devo ter feito algo muito certo para ter você. Isso é lindo, eu adorei. Obrigada meu amor. – me beijou apaixonadamente e eu, estava extremamente feliz por vê-la sorrir assim.
— É somente a verdade, estamos aqui por você e, para você. Sei que não será fácil mas, não está sozinha. – sentir seu cheiro de cerejas enquanto me abraçava, era tudo o que eu queria para o resto da minha vida.
— Sei que não estou sozinha, e é por isso que, eu sei que logo, teremos a vitória em nossas mãos. – pela primeira vez, sinto em seu olhar que acredita nisso.
— Já sabe quando partimos? – ela estava tensa com a pergunta. Eu entendia o porquê.
— Só temos que acertar os últimos detalhes então, iremos ao encontro do destino. – segurei seu rosto entre minhas mãos e, olhei dentro daqueles olhos verdes.
— Se é o seu destino, então não há o que temer. – ficamos abraçados mais uns minutos, depois voltamos a nossos afazeres.
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BECKETT
Finalmente, conseguiram ajustar uma armadura completa para mim e, já estávamos prontos para partir.
— Estou pronta. Vamos. – disse ao Castle mas, ele sinalizou em negativa.
— Você ainda não está pronta, ainda falta isso. – ele me estendeu a espada que estava dentro do baú.
— Não, Castle. Essa espada é sua, pertenceu ao seu pai. – a espada era linda.
— E antes disso, foi do seu pai. Você não poderá lutar com uma espada qualquer e, além disso, eu não sou um bom esgrimista, como sou caçador, usarei um arco e flecha. – ele me estendeu a espada novamente.
Peguei a espada das suas mãos e a admirei mais uma vez, antes de guardá-la na bainha.
— Já que, agora, estamos prontos, vamos chutar uns traseiros. – e seguimos rumo ao castelo.
–x-
Estávamos separados das muralhas do castelo, por uns setecentos metros. Distância suficiente para nos manter longe de arqueiros e, ao mesmo tempo, para que os trabucos sejam eficientes.
Observava cada detalhe, era a minha casa, o meu lar e, por algum tempo, achei que nunca mais iria voltar novamente.
— Matando as saudades? – senti as mãos fortes dele, envolverem minha cintura.
— Um pouquinho, pensei que nunca mais voltaria a ver essas muralhas. Só espero que meu pai tenha resistido. – apertei mais os braços dele em volta do meu corpo.
— Eu acho que sim pois, se ele for um pouco parecido com você, então ele é teimoso o suficiente para estar vivo. – me soltei dos seus braços para olhá-lo de frente.
— Está me chamando de teimosa? – olhava séria.
— Bem, não... quer dizer... – adorava quando ficava todo atrapalhado.
— Então está chamando o Rei de teimoso? – ele começou a ficar vermelho, daí não consegui segurar mais e gargalhei.
— Isso não teve graça, quase enfartei agora. – dei um selinho nele.
— É claro que teve graça e, se acha que sou teimosa é porque não conheceu a minha mãe. Ela ia adorar conhecer você. – a saudade aqueceu meu coração, se ela conhecesse o Castle, tenho certeza que iria me fazer passar vergonha, contando minhas travessuras de criança.
— Eu iria adorar conhecê-la e, vou adorar conhecer seu pai também. Tenho alguns assuntos para tratar com ele. – ele deu um sorriso de lado.
— O que está aprontando? – mordi o lábio inferior, podia até imaginar o que era.
— Quando eu conversar com ele, você saberá. – íamos nos beijar mais uma vez mas, Espo nos interrompeu.
— Ei, casal apaixonado. A Gates quer nos ver. – a hora do descanso tinha acabado, era hora de trabalhar.
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BRACKEN
Ele observava o que pareciam ser pequenas formigas, se aglomerarem a algumas centenas de metros do ‘seu’ castelo.
— Vejo que a sua Princesa não conseguiu um exército tão grande assim, praticamente, temos dois homens para cada soldado dela. – Madoxx falou, parando ao lado dele.
— Pensei que ela fosse mais inteligente que isso, ainda bem que eu não coloquei uma coroa em sua cabeça. – olhava a formação a sua frente, analisando principalmente os trabucos que trouxeram.
— Não se preocupe com aquilo, com um contingente tão pequeno, não fará diferença. – sinalizou os trabucos enquanto mastigava uma maçã. O que esse cara tinha com maçãs?
— Não estou preocupado, vou esmagá-los como formigas mas, quero que me traga a princesa aqui, sem nenhum ferimento. Quero resolver pessoalmente algumas coisinhas. – nesse momento, olhou para Madoxx para que ele entendesse que essa ordem era prioridade.
— Seu desejo é uma ordem, Majestade. – ele fez uma pequena reverência. — Podemos atacar e acabar logo com isso?
— Não, deixe-os pensarem que têm uma chance, assim que atacarem, brinque um pouquinho e, depois, não quero que sobre ninguém vivo. – sorriu maquiavelicamente. Ainda podia se divertir um pouquinho.
— Como quiser, Majestade. Vou preparar os homens. – e saiu. Bracken sentiu-se aliviado, só precisaria suportar a presença dele um pouco mais.
E continuou a observar seu pequeno formigueiro.
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