Era Uma Vez, Na Idade Média
46 Capítulo 46 - A Guerra Começa.
Notas iniciais
BECKETT
Ouvia todos falando ao mesmo tempo, os ânimos estavam exaltados e, não dava para entender uma só palavra sequer.
— Um momento, por favor! – disse em voz alta, batendo as mãos sobre a mesa. Silenciaram imediatamente e olharam para mim. — Sei que estão todos nervosos, porque eu também estou mas, não vai adiantar nada todos falarem ao mesmo tempo se, não consigo entender o que dizem. – todos os presentes assentiram e, começaram a se acalmar.
— Beckett está certa, não conseguiremos entrar em um acordo se todos falarem ao mesmo tempo. – Gates tomou a frente na discussão e deu a palavra ao Hunt.
— Obrigado. Como eu ia dizendo, acho que deveremos atacar amanhã à noite. Já estaremos descansados e Bracken vai estar impaciente mas, não o suficiente para começar o ataque. – ele devia ter razão afinal, Hunt e Montgomery, eram os únicos experientes em batalhas.
— Eu concordo, não podemos arriscar que o Bracken ataque primeiro, não temos pessoal suficiente para segurar uma investida dele. – Montgomery apoiou a decisão do amigo.
— Já falamos com Will Sorenson e o Tom Demming, eles irão comandar as equipes de arqueiros e os soldados na luta corpo a corpo, respectivamente. – Espo havia se tornado um soldado inigualável nesses últimos meses.
— Certo, e quanto nossa missão secreta. A equipe já foi definida? – Gates nos interpelou.
— Seremos uma equipe pequena, eu, Castle, Espo e Ryan, inicialmente mas, precisamos de mais seis homens, e pelo menos um, que seja especialista em fechaduras. Não podemos arriscar a missão por causa de uma porta trancada. – parecia algo óbvio mas, não custava nada, prestar atenção a alguns detalhes.
— Pode deixar, Beckett. Eu mesmo cuidarei disso para você. – Montgomery se dispôs imediatamente.
— Obrigada, Montgomery. Eu confio no seu discernimento.
— Pode me chamar de Roy. Somos uma família aqui. – eu sorri, ele tinha razão. Somos uma grande família agora.
— Obrigada, Roy. Então, como faremos para que Bracken me veja? – Hunt só disse que eu estaria segura mas, nunca discutimos os detalhes.
— Você ficará na frente de todos, Roy, eu e Castle, ficaremos com você o tempo todo para protegê-la. Quando a batalha começar, todos a verão mas, poucos minutos depois, começará a recuar e sua equipe já estará aguardando no local combinado. Aí, será com você. – Hunt apontou para mim e deu uma piscadinha, não tinha como negar que era o pai de Castle.
— Ok, se estamos todos de acordo, acho melhor descansarmos um pouco. Amanhã será o grande dia. – Gates finalizou a reunião e, todos seguimos o seu conselho.
~ ¤ ~
CASTLE
— Preocupada com a batalha amanhã? – estávamos deitados e, ela parecia impaciente.
— E você, não? – ela olhou para mim. Seus olhos estavam com um tom diferente, acho que era a excitação da batalha.
— É claro que estou preocupado e, morrendo de medo também. Não quero que nada aconteça com você. – acariciei seu rosto levemente.
— Nada vai acontecer comigo, amor. Principalmente, porque estará lá comigo. – o sorriso dela me derretia sempre.
— Sempre. – e com um beijo tenro, nos aconchegamos para dormir. Teríamos um longo dia amanhã, precisávamos de descanso.
– x -
Na manhã seguinte, Castle acordou cedo, um pouco antes do amanhecer e, antes de preparar o café, decidiu admirar esse grande milagre da natureza que, talvez, pudesse ser o último.
Ver os raios surgindo lentamente no horizonte e, com uma força incrível, iluminar todo o acampamento. Sorriu ao comparar aqueles raios a Kate, a sua Kate. Ela também apareceu de mansinho em sua vida e, com uma força estrondosa, iluminou seu coração e lhe ensinou o que era amar. E agora, estavam ali, lutando por seus destinos, por sua felicidade. Neste momento, esperava realmente que existisse um céu, assim, teria certeza que Johanna, protegeria a filha.
Voltou para dentro, faria um café bem caprichado, queria ver o sorriso mais doce da sua musa mais uma vez.
~ ¤ ~
BECKETT
Quando abriu os olhos, ele estava ali, com duas canecas de café, observando-a.
— Bom dia, meu amor. O que está fazendo aí, parado? – ela se espreguiçou languidamente.
— Estava te observando dormir e, estava pensando. Que é a mulher mais linda que já vi. – não sabia se estava sorrindo pelo café ou pelo elogio.
— E você é o homem mais doce que eu conheço. E é um dos motivos, pelo qual, eu te amo muito. – e sempre receber café na cama, era um bônus a parte.
— Então eu estou louco para que tudo isso acabe, para que você me diga, quais são os outros motivos. – ele se aproximou e encostou sua testa na minha. — Porque tudo o que mais quero, é acordar amanhã e saber que Bracken não existe mais em nossas vidas e, você será minha para sempre.
— É o que eu desejo também. – nos beijamos e, terminamos nosso café como se nenhum problema existisse.
– x -
O dia passou tranquilo, apesar do que estava para acontecer e, quando o pôr-do-sol, começou a se anunciar, era hora dos preparativos finais.
— Não consigo respirar direito. – a ansiedade apareceu.
— A armadura está apertada? – Castle verificava novamente.
— Não, está ótima. É que agora falta tão pouco. – conversar com ele me acalmava, e eu já conseguia controlar melhor a minha respiração.
— Ficará tudo bem, Kate. Eu estarei sempre a seu lado, não sairei nem por um minuto. – ele dizia isso, ajeitando a própria armadura e organizando a aljava de flechas.
— Você está lindo com essa armadura. Parece até um cavaleiro. – passei a mão sobre a cobertura metálica.
— Você gostou? Pedi que fizessem algo que me permitisse ter mobilidade, por causa do arco. Pode não parecer grande coisa mas, pelo menos o meu coração está protegido. – bateu no centro do peito, fazendo um barulho de metal.
— É bom que esteja mesmo, vou precisar muito dele ainda. – o puxei para um beijo.
Eu coloquei a espada na bainha e ele a aljava de flechas nas costas. Estava na hora. Nos dirigimos a frente de todo o exército e, ao olhar para eles, o que vi foi medo. Um medo justificado pois, nós somos a minoria e, aparentemente, esse é um ataque suicida.
— Atenção! – gritei bem alto, para que me ouvissem. — Sei que estão com medo, vejo em seus olhos mas, tudo bem. Tudo bem, porque a coragem não é a ausência do medo e sim, a vontade de vencer, mesmo estando com medo. Sei que esta não parece ser uma batalha fácil mas, o que eu vejo agora, são meus companheiros, meus irmãos, desafiando a tirania. Vocês são homens livres e, o que farão com essa liberdade? Lutarão?
— É! Nós vamos lutar! – gritou um soldado.
— Sim, nós lutaremos. Lutaremos por aqueles que nos são queridos, lutaremos para acordar de manhã ao lado da pessoa amada sem o medo de dormir e sermos mortos em nossas camas. Lutaremos e talvez, morreremos no processo mas, essa é a única chance que temos de, dizer aos nossos inimigos, que podem tirar nossas vidas mas, eles nunca poderão tirar nossa LIBERDADE!!! – os soldados estavam animados agora, batiam em seus escudos, fazendo um som estrondoso.
— Avante soldados! Temos uma guerra para vencer! – e assim, começamos a marchar em direção ao exército inimigo.
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Armadura do Castle.

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