Notas iniciais
Olá Galerinha do Bem, Sei que está todo mundo está se perguntando onde está um certo cavaleiro. Não se preocupem, ele virá em breve. E sem mais delongas, mais um capítulo para vocês. Beijocas e não se esqueçam de comentar.

PRINCESA KATE

Kate estava tão distraída curtindo o cafuné da mãe, que acabou desabando da cama com entrada violenta.

–- Mas que m**** é essa – Kate gritou.

–- Katherine – brigou a mãe. – olha a boca.

–- Desculpe mãe, mas essa não é hora de ser uma lady. – Kate já se levantou dando o primeiro soco levando seu oponente ao nocaute. Ela suspirou em alívio sabendo que seu treinamento seria útil. Não tendo tempo para comemorar, já teve que se defender de um segundo ataque, chutou onde ela sabia que doía mais, levando o segundo homem ao chão.

Mas eles eram muitos e só ela e a mãe não dariam conta. Olhava para mãe que pegou um atiçador de lareira e brandia para todos os lados sem nem mesmo olhar se acertava alguém ou não. Nota mental: --Melhor não chegar muito perto. E então vieram o terceiro e o quarto soldado. Atacaram juntos, por isso ela não esperava. -- Poderiam ser mais educados e atacar um de cada vez – pensou. Se esquivou do primeiro ataque, dando uma rasteira no segundo mas, antes que percebesse, um terceiro homem mal encarado te deu um soco e então tudo ficou escuro...

Quando acordou, estava desorientada, então sentiu uma dor aguda na parte inferior do seu queixo no lado esquerdo e logo ficou em alerta. Olhou ao redor e então percebeu que suas mãos estavam atadas, estava deitada no chão, que agora ela reconhecia como sendo do grande salão principal. Com dificuldade, conseguiu rolar para o lado, procurava desesperadamente por seus pais quando sentiu o calafrio.

–- Ora, ora, ora, se não é a minha querida Bela Adormecida que decidiu despertar para o seu futuro marido. Boas notícias meu amor, a busca finalmente acabou – sua risada era como uma lâmina afiada, a sentia cortando-me ao meio e a vontade de vomitar aumentava.

–- Seu canalha desgraçado, onde estão meus pais? – eu berrava, na esperança que ele sentisse o tamanho do meu ódio conforme o volume da minha voz.

–- Mas que boca suja benzinho – o sorriso dele fazia com que eu me lembrasse cada vez mais do meu jantar.

–- Seu monte de estrume, se você os machucar eu vou m....

–- Vai o quê, queridinha. Vai me matar de tanto dançar, ou me cegar com seus bordados horríveis – mais risos. -- Meus bordados não são tão ruins, ou será que são? – penso por um momento.

–- A propósito, o soldado que te feriu não dará mais trabalho, já cuidei dele – ao dizer isso, fez um sinal para um de seus lacaios que trouxe uma bandeja, nela havia alguma coisa coberta por um pano. Mais um sinal e, quando a bandeja é descoberta, não tem jeito: coloco todo o conteúdo do meu estômago para fora. Em cima da bandeja está a cabeça de um homem.

–- Você é doente, sádico – digo entre os dentes.

–- Você ainda não viu nada, AMORECO.

Agora ele passou dos limites, amoreco? onde já se viu... consigo me levantar mas, quando tento voar para cima dele, sinto alguém me segurando com muita força.

–- Leve-a, irei ter com ela mais tarde. Agora eu tenho que ter uma conversinha com os seus papais.

Ele estava bem perto, perto o suficiente para conseguir mordê-lo. Então num impulso, joguei todo o peso do meu corpo em sua direção e o mordi, mordi com vontade, até sentir o gosto de sangue na minha boca. Ele gritou e me deu um chute na barriga, senti todo o ar que tinha dentro de mim sair, então contra a minha vontade, eu o soltei. Mas ao ver o estrago, sorri. Sabia que iria deixar uma cicatriz bem feia em sua bochecha esquerda e, enquanto ele vivesse (e não seria por muito tempo), com certeza se lembraria de mim.

O soldado então me arrastou salão à fora. Não sabia para onde estavam me levando, mas com certeza, não era para meus aposentos. Aqueles dois brutamontes não sabiam lidar com uma dama, então ela os ensinaria. Mais um pouquinho e, pronto, conseguiu tirar as amarras e antes que eles percebessem, já estavam nocauteados e ela armada. Agora, tinha que voltar e resgatar seus pais.

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REI JAMES

–- É tudo minha culpa – era o que pensava o Rei. -- Por que não percebi antes, será que era isso que Kate queria me dizer e eu a ignorei? Oh Deus!!! – se martirizava a cada segundo.

–- Jim – chamou Johanna carinhosamente, e ele ergueu a cabeça. – Por favor, se culpar dessa maneira não vai fazer bem a ninguém. O que temos que pensar, não é de quem é a culpa e sim, como vamos sair daqui.

Ela estava certa, como sempre, temos que sair desse quarto, temos que encontrar Kate. Se aquele maníaco encostou em um único fio de cabelo dela...

–- Jiiim – Johanna me olhou com aquela ruguinha entre os olhos. – Eu te amo querido, mas ficar vermelho de raiva enquanto eu penso em como vamos sair daqui, faz com que eu te ame menos.

–- Ok, ok. Quais são nossas alternativas – disse olhando em volta. -- A porta está trancada por fora e as janelas são muito altas para pularmos.

–- De todos os aposentos deste castelo, foram nos trancar logo naquele que não tem passagem secreta – ela suspirou fundo.

–- Jo, meu amor – disse a enlaçando pela cintura. -- Além de Kate, você é a pessoa mais importante para mim neste mundo e, se eu for para o outro, não me importo, contanto que vocês estejam seguras – estreitei mais o abraço e capturei seus lábios com ternura. – Eu te amo, minha querida.

–- Não fale besteiras Jim, sairemos dessa situação, nós três iremos. Lembre-se ‘Vincit Omnia Veritas’. ‘A verdade vence todas as coisas’ e, a verdade é, que esse homem nunca será um Rei, não como você. Um homem não é Rei porque usa uma coroa, ele é Rei porque tem o respeito e o amor de seu povo. E esse Mordred, nunca terá nenhuma das duas coisas – dito isso, o beijo foi muito mais intenso, fazendo com que eu sentisse todo o amor que essa mulher maravilhosa sente por mim. Mesmo se eu não tivesse uma coroa, me sentiria um Rei por ter essa Rainha ao meu lado.

Ficamos em silêncio, testas coladas. Quando a porta se abre e soldados entram dizendo que o “Rei”, exige nossa presença.

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Notas finais
Nos vemos no próximo capítulo: "Vincit Omnia Veritas" Muitas emoções e provavelmente o meu suicídio induzido. Beijocas e vejo vocês lá.