Era Uma Vez, Na Idade Média

5 Capítulo 5 - "Vincit Omnia Veritas"


Notas iniciais
Atenção: O Capítulo a seguir contém cenas fortes, que podem causar: Palpitações e falta de ar, que por sua vez, poderá ocasionar em pequenos dilúvios lacrimais e/ ou, episódios raros e momentâneos da Síndrome de Tourette. Tendo como alvo é claro, esta autora que vos escreve. Sem mais para o momento e apreciem o capítulo.

PRINCESA KATE

Kate corria desesperadamente por entre as passagens secretas do castelo, conhecia tudo como a palma de sua mão. Agora tinha que pegar o caminho que a levaria para trás da parede do grande salão. Tinha uma vigília lá, assim poderia observar até o momento certo de resgatar os pais.

Chegou no exato momento em que seus pais eram trazidos por alguns guardas.

–- Ora, se não são os futuros sem teto, sem grana e sem filhinha do momento – e ele ria. Por que os vilões riem tanto, isso me dá nos nervos. Enquanto isso meu pai esperneia tentando chegar no Mordred, e minha mãe, obviamente, revira os olhos. Seria até engraçado, se não fosse trágico.

–- Por favor, tenha calma. Não quero que um senhor de idade se machuque por minha causa.

–- Minha intenção é machucar VOCÊ, seu traidor miserável, onde está minha filha?

–- Minha futura esposa, você quer dizer.

–- NUNCA! Ela preferirá morrer a se casar com você!

–- O que ela poderá fazer velhote, não tem como ela fugir de mim. E depois que você me passar de livre e espontânea vontade todos os direitos Reais, farei de sua filha, minha Rainha.

Mordred ainda está no meio da gargalhada quando um de seus lacaios entra exasperado e cochicha em seu ouvido. Ele fica vermelho imediatamente, creio que estejam falando de mim para ele. Torço que ele saia junto com os outros, assim posso resgatar meus pais.

–- IDIOTAS! Como conseguiram perder a princesa. Achem-na. AGORA!!! E matem também aqueles dois imprestáveis que a perderam. Vou assim que terminar uma coisinha aqui – ele se levantou e retirou a espada da bainha.

Meu coração dispara, o que ele vai fazer com essa espada? Por favor, não seja o que eu estou pensando.

–- Então, como eu disse velhote, você me passará os direitos reais nem que para isso...

–- Pode me matar, eu não ligo – papai o interrompeu. –JIM, NÃO – mamãe gritou.

–- E quem disse que eu mataria você – meu coração acaba de pular uma batida, aquele desgraçado acaba de colocar a espada no pescoço da minha mãe. Aperto o punho da minha espada até os nós dos meus dedos ficarem brancos.

Papai já tinha se desvencilhado de seu captor e pegado uma espada, sem nem pensar, ia em direção a Mordred.

–- Jim, por favor, não faça nada estúpido. Lembre-se: ‘Vincit Omnia Veritas’ – ao ouvir mamãe dizer a frase dela, uma lágrima escorre por meu rosto.

Meu impulso seria entrar lá e acabar com aquele desgraçado, mas eles são muitos. Qual seria o custo, todos nós morreríamos e ele teria tudo o que deseja, sem oposição. Coloco minha mão livre na boca na tentativa de abafar um soluço, sei o que acontecerá, sinto isso e não posso fazer nada, sinto-me impotente. Ainda vejo o desespero no rosto de meu pai, seu rosto lavado de lágrimas, ele se sente como eu.

Então Mordred encostar ainda mais a espada no pescoço dela, vejo um pouco do sangue vermelho vivo começar a escorrer pela lâmina brilhante. Agora quase não respiro mais, a visão está turva por conta das lágrimas que caem livremente, não as impeço, não poderia, minhas forças se esvaíram à momentos atrás.

–- Então velhote, eu percorri um longo caminho para chegar até aqui, e não deixarei que você e nem ninguém, fiquem no meu caminho – ele apertava cada vez mais a espada no pescoço de minha mãe.

–- Você não faria isso – daqui eu sentia o ódio de meu pai enquanto se aproximava com a espada em punho e os olhos cheios de lágrimas.

–- Você não está entendendo. A questão não é quem tem a espada. É quem tem o poder. Acha mesmo que é você? – seus olhos estavam injetados de ódio e insanidade. Não havia mais nada a se fazer. Em silêncio, mandei um adeus a minha mãe e, quando ela moveu os lábios para dizer um último Eu te Amo para meu pai, senti que ela dizia para mim também.

E no auge da sua loucura, ele ergue o braço e, num golpe rápido... fecho meus olhos e desabo de joelhos no chão, não posso ver.... não consigo ver. Pelos gritos desesperados de meu pai que ecoam em meus ouvidos, sei que ela se foi e, com ela, uma grande parte de mim.

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REI JAMES

–- Seu bastardo, desgraçado. Eu vou acabar com você. Por favor me mata, eu quero ir junto com ela, por favor... – não consigo mais, perco minhas forças. Arrasto-me em direção ao corpo inerte de minha esposa, a abraço... e dou meu último adeus com um beijo suave, como se tivesse medo de machucá-la. Seus lábios, ainda estão quentes e acolhem os meus que lhe dizem um último e sussurrante: EU TE AMO.

–- Não se preocupe velho patético. Não vou te matar... Ainda. Preciso de você vivo, sua filha fugiu e, manter você vivo é uma ótima isca para colocar no meu anzol – ele imitava uma pescaria. Acabara de assassinar minha esposa... minha Rainha... meu amor e, não sente nada. Tenho que acreditar que minha filha é tão forte quanto minha Johanna, porque só assim irei sobreviver, sabendo que ela estará bem e se vingará.

–- Kate irá voltar. Mas não como um peixe que caiu na sua isca, ela virá retomar o reino, ela virá destruir você. Tudo o que conquistou, será tomado. Ela lhe mostrará quem é que tem o poder, e não será você.

–- Levem-no daqui. Joguem nas masmorras. — e num misto de ódio e prazer. -- Aproveite e estadia JIMMMM.

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Notas finais
Para aqueles que quiserem me matar, saibam que estou escondida nas colinas. Portanto a alternativa é comentarem. Aguardo vocês e responderei à todos. Espero vê-los no próximo capítulo: Um Novo Amanhecer. Beijocas.