Era Uma Vez, Na Idade Média

38 Capítulo 38 - Novidades


Notas iniciais
Olá Pessoal, Com esse dia cinza aqui de São Paulo, dá uma preguicinha de fazer tudo. Menos postar mais um capítulo, porque isso seria imperdoável. Agora, eis o capítulo... Beijocas... :3

CASTLE

— Mãe, Alexis! Estão acordadas? – batia palmas em frente à barraca.

— Bom dia para você também, Richard. Para que tanto barulho? – como sempre, Martha Rogers estava radiante, mesmo a essa hora da manhã.

— Bom dia mãe. E Alexis, ainda está dormindo? – olhei para o interior da barraca.

— Ela já se levantou faz séculos e, foi tomar café da manhã com Lanie e Javier, que passaram por aqui mais cedo. – ela entrou novamente e, fui atrás me acomodando em seguida.

— Acho até bom, preciso falar algo sério com você. – ofereci a outra cadeira a ela.

— Espero que não seja o assunto do Hunt novamente, ainda é muito cedo e nem tomei meu café da manhã ainda. – ela se movia teatralmente, como se ficar sem o café, fosse o fim do mundo.

— Não, não é sobre o Hunt mas, não pense que eu me esqueci do assunto. O que eu vim conversar é, em poucos dias ou, até mesmo hoje, iremos nos mudar dessa clareira e começar a marchar a caminho do castelo. E eu queria te pedir para que você e a Alexis, partissem também para um lugar mais seguro. – estava sério, precisava que ela entendesse a gravidade.

— Você acha que temos mesmo que ir? Nossa cabana fica escondida, longe da cidade. – ela encurvou o corpo, vi que não queria ir embora.

— Nossa cabana não é mais segura. O homem que raptou a Alexis, estava infiltrado em nosso acampamento, ele foi mandado pelo Bracken. E como eu e a Kate estamos juntos, ele tem motivos particulares para machucar vocês. – soltou um suspiro, entendendo a situação e seu semblante ficou mais pesado.

— Mas, e você Richard? Ele tem motivos maiores ainda para machucar você. Venha conosco, fique seguro. – segurou em minha mão, assim como meu pedido era para deixá-las seguras, ela também queria que eu ficasse.

— Mãe, eu não vou deixar a Kate. Sei que é perigoso e, prometo a você, irei me cuidar. – apertei ainda mais a sua mão, era uma promessa sem garantias.

— Ok, ok. Sei que não vou conseguir convencê-lo. Mas, para onde iremos? – eu me assustei com a pergunta, pois não tinha pensado nisso ainda, quase todos os nossos conhecidos, iriam para a batalha também. E uma ideia me veio à mente.

— Você tem parentes mais ao norte. Quanto mais distantes do castelo vocês ficarem, mais seguras estarão. – vi que não gostou da ideia mas, se nem eu sabia onde eles moravam, era um lugar perfeito.

— Não, querido. Minha família me abandonou há quase trinta anos, porque me abrigariam agora. – estava irritada, soltou minha mão e começou a andar em círculos.

— Por que é questão de vida ou morte e, você ainda é da família. Não será por muito tempo, estamos nos preparando para invadir o castelo o mais rápido possível. Então, todos nós voltaremos para casa. Só, tente. Por favor. – segurava ambas as mãos e estava quase implorando.

— Tudo bem meu filho, não precisará se preocupar conosco. Mas, tem mais uma coisa. – olhei interrogativamente para ela, era algo importante.

— O que é, mãe. Algo que eu tenha que me preocupar?

— Talvez... O baú que eu te dei, abra-o. Lá dentro, tem todas as respostas que procura. – disse isso e me abraçou, me dando um beijo de despedida. — Agora eu vou procurar a Alexis, também preciso de um bom café da manhã, pois a viagem será longa. Nos vemos antes de partir. – e saiu me deixando sozinho com meus pensamentos.

~ ¤ ~

BECKETT

Estava a caminho da barraca das meninas, quando avisto um sorridente Ryan, vindo em minha direção. Não podia culpá-lo, Jenny tinha vindo ontem e, eu mesma devia transparecer a mesma felicidade.

— Ei, Ryan. Quanta felicidade... E Jenny? Ainda está no acampamento? – ao ouvir o nome da esposa, abriu ainda mais o sorriso.

— Está sim, daqui a pouco ela irá partir, mas antes nós queremos falar com todos vocês. Pode encontrar o Castle e nos encontrar na barraca da Lanie? Vou procurar o Espo.

— Sem problemas, então nos encontramos lá. – ele saiu correndo em busca do amigo. Devia ser uma coisa muito importante.

Chegando na barraca, chamei umas duas vezes e não obtive resposta. Então entrei devagar e encontrei Castle sentado, olhando para o nada.

— Castle! Castle! – ele só se deu conta da minha presença, quando o toquei no ombro. — Castle, está tudo bem? Onde estão as meninas? – estava preocupado, o que me fez pensar que tinha acontecido algo ruim.

— Elas estão bem, foram tomar café com a Lanie. – passou as mãos em volta da minha cintura e me puxou para um beijo.

— Mas você não está bem, o que aconteceu? – passei a mão em seu cabelo e ele voltou seus olhos azuis para mim.

— Pedi para minha mãe levar a Alexis para o mais longe possível daqui e ela me disse uma coisa que me perturbou e acabei me distraindo. – ele parecia tão indefeso.

— O que foi que sua mãe te disse? – ele baixou a cabeça e antes que mudasse de assunto. — Rick, sabe que pode confiar em mim, qualquer problema que tiver, resolveremos juntos.

— É que ela me disse para abrir o baú do meu pai, então eu teria todas as respostas.

— Nós já falamos sobre isso, você sabia que esse baú iria te dizer muito sobre o seu pai. – me sentei a sua frente e segurava em sua mão, fazendo pequenos círculos com o polegar.

— Não é isso que me preocupa, é que eu estava pensando no que eu vi ontem na festa. – ele parou por um momento, lembrando-se da cena.

— E o que você viu na festa, além de mim e a Alexis. – ele fez uma cara engraçada, mas respondeu.

— Você não vai esquecer isso tão cedo, né. Enfim, o que eu vi ontem, além de você e a Alexis foi, minha mãe discutindo com o Capitão Hunt. E, quando eu a questionei, ela disse que, quando fosse a hora certa, eu teria as respostas e, agora de manhã, ela me diz que o baú me trará essas respostas. – depois do que disse, agora somos dois, com o olhar vazio, perdidos em pensamento.

— Acho terá que abrir aquele baú, Castle. Mas antes, Ryan nos pediu para encontrá-lo na barraca da Lanie. Ele tem algo muito importante para nos contar. – me aproximei de seu rosto e depositei um beijo doce em seus lábios.

— Então, não vamos deixá-los esperando. Assim eu me distraio um pouco. – ele já foi levantando e me puxando pela mão. Me olhou com cumplicidade e nos dirigimos a nossa pequena reunião.

~ ¤ ~

Notas finais
Olá, Como viram, é um capítulo de ligação, se você estiver curiosa, consegui chegar ao meu objetivo. Por favor, peço que tenham calma e não queira matar essa humilde escritora pois, tenho que começar a resolver alguns mistérios.... Beijocas e vejo vocês em: Até Breve.