Era Uma Vez, Na Idade Média

26 Capítulo 26 - Arrependimento


Notas iniciais
Olá pessoal, Quero agradecer a Karine Dias por favoritar, sempre fico super, hiper, mega feliz com isso. E finalmente, depois de 25 capítulos, encontrei onde fica o travessão no word, kkkkkk. Já estava pirando com isso. Agora o grande confronto, será que Beckett conseguirá pegar o bandido? Beijocas...

BECKETT & ESPO

Kate e Espo seguiam em silêncio o rio em direção ao leste, teriam muitas horas de caminhada ainda. Horas demais para pensar no que aconteceu. Não queria pensar nele, mas não podia evitar. Suas palavras, sua declaração. Se não tivesse tanto em jogo, se sua vida fosse diferente. Mas eram muitos ‘se’, ainda assim, não tinha mais certeza de ter feito a coisa certa.

Lembrar o rosto dele, as lágrimas em seus olhos quando partiu. Se declarar deve ter sido uma das coisas mais difíceis que fez na vida. E ela teve que destruir esse sentimento, para o bem dele. Ou será que era só para o próprio bem? Ao presenciar a morte de sua mãe, jurou vingança ao homem responsável por destruir a sua vida e, o que esse amor significaria? Inconscientemente, sabia que, se entregar a esse amor, poderia acabar com todos esses planos. A guerra é movida pelo ódio, se o seu coração ficar inundado de amor? Como conseguiria manter a promessa de vingança?

Balancei a cabeça com a esperança de que, esses pensamentos fossem embora. Sabia que tinha construído um muro em volta do meu coração. Ninguém poderia ser capaz de derrubá-lo mas, de alguma forma, aquele homem imaturo, egoísta, idiota e, às vezes, egocêntrico, havia conseguido. Mas agora, estava tudo acabado.

— Beckett! – Espo me tirou dos meus devaneios e, me apontou o que parecia ser um acampamento, cem metros à frente. Mas estava vazio.

— Precisamos vasculhar a área. Saber onde ele está para... – de repente, alguém me pegou pelos braços e me jogou contra uma árvore, me deixando desnorteada.

Ouvi um barulho mais atrás e, então vi o Espo nocauteado no chão. Madoxx passo por mim correndo, só peguei minha espada e fui atrás dele. Ele correu por entre as árvores e, como tinha uma vantagem, quando cheguei perto do desfiladeiro, o perdi de vista.

Comecei a andar mais devagar, tentando prever de onde ele sairia. Vi algo se mexer na minha visão periférica mas, ao me virar, não fui rápida o bastante e, com um golpe, acabei desarmada. Tentei dar uma chave de pescoço nele, mas ele é maior e mais forte que eu, me jogou no chão facilmente. Me levantei rapidamente e deferi mais alguns golpes mas, era como se ele nem sentisse. E, com apenas um soco, estava no chão novamente. Ele se aproximou, me pegou pelo pescoço e me levantou como se eu fosse uma boneca de pano. Então senti uma dor lancinante e no estômago devido a joelhada que me deu. Perdi todo o ar dos meus pulmões com o soco nas costas, me ajoelhei no chão e tentava respirar. Só consegui levantar um pouco a cabeça para olhar em seus olhos.

— Só me diga quem mandou você? – perguntei sofregamente.

— Quem me mandou não interessa mais, não trabalho mais para ele. – sua voz era dura como rocha.

— O que quer? Por que foi atrás do Castle? – tinha que saber se ele ainda corria perigo, era a única coisa que podia fazer por ele.

— Seu caçadorzinho não me interessa mais. Meu único objetivo agora é acabar com você. E a propósito, muito obrigada por facilitar as coisas para mim. Você foi muito burra de vir até aqui. Não sabe com quem está lidando. – a raiva cresceu dentro de mim.

— E nem você. – corri para tentar derrubá-lo, mas em um contragolpe, ele me girou e me jogou em direção ao penhasco. Rolei pelo chão umas duas vezes, até não sentir nada embaixo do meu corpo. Em desespero, agarrei a primeira coisa que consegui, uma raiz de árvore que estava aparente. –- Socorro! Socorro! – eu gritei.

— Não adianta gritar, ninguém virá te ajudar. E na verdade, eu sei muito bem com quem eu estou lidando. Uma princesinha mimada que apareceu só para me atrapalhar. Divirta-se com sua última aventura, essa raiz não vai suportar por muito tempo. – virou-se e foi embora. Acho que pensou seria mais divertido que eu morresse ali, do que com um golpe rápido de espada.

— Socorro! – gritei mais uma vez. –- Meu Deus, não. Assim, não. — falava para mim mesma, enquanto sentia a raiz se soltando devagar do solo. Pensei que morreria em combate, com uma espada perfurando meu peito, não por despencar de um penhasco, ainda mais por pura estupidez minha.

Minhas mãos já estavam doloridas e, sabia que não iria aguentar por muito tempo. Minha vida começou a passar pelos meus olhos, minha infância e adolescência, o carinho dos meus pais, principalmente a compreensão da minha mãe. Pedi desculpas por não cumprir a minha promessa e então pensei nele. – Castle... – seu nome saiu de meus lábios naturalmente, nem a vingança, nem a guerra, nada mais importava nesse momento. Seu nome e seu rosto seriam as últimas lembranças que eu deveria levar. De repente, eu acordei. Não importava nada, coroa, Reino ou vingança. Só importava ele e o amor que eu sentia por ele, nada mais. A raiz soltou mais um pouco e, quando me já preparava para me despedir desta vida, ouvi baixinho.

— Beckett! – era ele, só podia ser ele. Comecei a gritar de volta.

— Castle!!! – me segurava mais forte.

— Beckett! – meu coração batia mais rápido.

— Castle!! Eu estou aqui!!! – depressa, meu amor.

— Beckett!! Aguente firme!!! – Eu não consigo mais, minha mão está escorregando e, quando a raiz arrebenta, grito uma última vez...

— CASTLE!!! – mas como um milagre, duas mãos conseguem segurar a minha no último segundo. E quando me puxam de volta, me decepciono. Era Ryan.

— E o Castle? – só recebo um sinal negativo do meu amigo e logo atrás dele, vejo uma equipe, com uma Gates muito brava olhando para mim.

— Vamos ter que conversar, mocinha. – faço sinal afirmativo e me sento em uma pedra, enquanto todos se dispersam. Sobrando apenas eu e Gates.

— Gates eu... – não sabia nem como começar.

— Beckett, o que pensa que está fazendo? Tentando se matar antes da hora, que espécie de líder você é? – ela me lançou um olhar de desaprovação.

— Eu sei que estou errada. Agora eu sei disso. Agi por impulso e, devo agradecê-la por evitar o pior. – estava arrependida, de tudo na verdade.

— Em primeiro lugar, você deve agradecer ao Ryan por ter ido falar comigo, mesmo contra as suas ordens. Em segundo, como pensa em comandar um exército inteiro, com centenas de pessoas dispostas a dar a vida em troca da sua se, nem mesmo a senhorita preza a vida que tem?

— Na realidade, eu não sei, eu nunca soube... Estou completamente perdida nessa situação. Eu comecei tudo isso, por uma grande causa mas, não tenho ideia de como continuar e, para falar a verdade, nem mesmo sei se ‘quero’ continuar. – Gates arregalou os olhos para mim com cara de espanto e, com razão.

— O que quer dizer, Kate? Vai simplesmente mandar todos para casa com um aperto de mãos e um tapinha nas costas? Não pode fazer isso, muitos deles que estão sob o seu comando, não tem mais um lugar para retornar. – me arrependia cada vez mais por ter iniciado tudo isso.

— Eu sei, é só que... eu não consigo. – soltei um profundo suspiro e então me veio à luz. –- Eu não consigo, mas eu sei que você pode Victoria. Meu nome é mais conhecido mas, posso te deixar como a primeira na cadeia de comando. Você já vem coordenando tudo muito bem durante o período da minha recuperação, esse é o seu dom. O meu é convencer as pessoas. Formamos uma ótima dupla.

— Beckett, seria uma grande honra. Mas eu não sei se... – Gates parecia que estava em choque.

— Se quisermos retomar nosso lar, isso é o certo a fazer. Você vem comandando o N.Y.P.D. com pulso de ferro há anos. É quase a mesma coisa, só que com os homens sóbrios. Então, aceita? – aguardava ansiosamente.

— Acho que realmente fazemos uma boa dupla, senhorita Beckett. E tem razão, seu dom é convencer as pessoas. – apertamos nossas mãos e me despedi, ainda tinha que convencer um certo alguém de que eu o amo.

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Notas finais
Demorou hein... Só resta saber se o Castle ainda vai querer. Sei que a ansiedade será grande, mas vejo vocês e: Sempre. Beijocas e até lá...