Era Uma Vez, Na Idade Média

20 Capítulo 20 - O Sequestro - Parte I


Notas iniciais
Olá Pessoal, Tive que dividir o capítulo em duas partes porque: 1 - Ele ficou muito longo (cerca de 3500 palavras) e, 2 - Assim será mais emocionante (eu sou má huahuahuahua). Então aproveitem. Beijocas...

BECKETT

–- Oh Meu Deus, Rick. – o abracei, sentindo meu coração falhar uma batida. – Quem? Por que?

–- Eu não sei Kate, minha mãe disse que um homem usando capuz, as abordou e agarrou Alexis e depois de jogar minha mãe no chão, desapareceu. – eu via tanta dor em seus olhos e, se fosse possível, queria que toda a sua dor fosse minha. Não conseguia vê-lo assim.

–- Vamos encontrá-la, Castle. Nem que eu tenha que organizar uma caçada humana. – olhava bem dentro dos seus olhos, fazendo uma promessa velada.

–- Eu preciso falar com minha mãe. – ele também não queria que eu o visse assim.

–- Vai lá, Martha precisa muito de você e, você dela. – ele foi em direção a mãe.

–- Faremos tudo o que for preciso para recuperar a garotinha dele, não é Beckett? – Gates estava ao meu lado.

–- Sem sombra de dúvidas. Ryan, Espo! – os dois rapazes estavam transtornados.

–- Como ele está – Espo perguntou.

–- É a Alexis, deve estar destruído. Eu estou. – Ryan respondeu por mim.

–- Quero que vocês dois organizem equipes de busca. Façam vários grupos com no mínimo quinze pessoas e espalhem por pontos estratégicos, principalmente na floresta, olhem debaixo de cada folha e de cada pedra que encontrarem. E mandem algumas equipes para a cidade também, perguntem por aí, alguém pode ter visto alguma coisa.

–- Sim chefe. – eles responderam antes de sair.

Comecei a organizar tudo, junto com Gates, Espo, Lanie e Ryan, colocamos equipes em todos os lugares. Agora preciso de um tempo, tenho que conversar com ele. Me dói tanto vê-lo sofrer assim. Fui em direção a barraca dele, o encontrei com o rosto molhado de lágrimas, estava encarando novamente aquele velho baú.

–- Ei, Castle. – me sentei ao seu lado mas, ele parecia não me ver. Então segurei em sua mão, estavam geladas e trêmulas, seus olhos estavam vermelhos. Minha garganta se fechou, mas eu tinha que ser mais forte, não poderia transferir a sua dor mas, talvez, pudesse lhe mostrar que ele não está sozinho.

–- Castle, me escute...

–- Não! – ele me interrompeu. –- Não prometa que vai achá-la, a menos que consiga, porque... eu nunca te perdoaria. – ele fez uma pausa e, com a voz embargada, concluiu. –- Como eu nunca perdoaria a mim mesmo.

–- Olha. Alexis é como o pai. Ela é forte e esperta e vai passar por isso. – apertava sua mão para que sentisse que eu estava ali.

–- Eu sei... – sua voz quase desapareceu.

–- Eu não estou dizendo só por dizer, ela vai ficar bem. Sinto no meu coração e ele nunca erra. – ele apertou minha mão e então eu me agachei diante dele, precisava de um contato visual. Como um desabafo, ele começou a falar.

–- Sabe, ainda me lembro... Quando Alexis nasceu, entregaram-me aquela... pessoinha, toda enrolada em uma coberta. Ela apenas olhou para mim. E, quando olhei para ela, um sentimento me atingiu... como se tivesse sido acertado por um raio. – seus olhos se enchiam de lágrimas novamente, juntamente com os meus. –- Era amor.

–- Aquele amor instantâneo e inexplicável que só sentimos por um filho. E, naquele momento, eu soube. Soube que minha vida havia mudado para sempre. – e com raiva, terminou. –- E agora, está prestes a mudar novamente.

–- Não diga isso, Castle. Ainda há sinais de esperança. Graças à você, montamos um generoso exército que, está neste momento lá fora, procurando por Alexis.

–- Não temos ideia de quem estamos procurando. Eu... – abaixou a cabeça. –- Eu só a quero em casa.

–- E você a terá. Não vamos desistir enquanto você não tiver sua menininha nos braços. – me desvencilhei de suas mãos e o abracei ternamente, sentia o tecido da minha camisa começar a umedecer com suas lágrimas e, se eu pudesse, não sairia nunca mais daquele abraço. Mas agora eu tinha uma missão, que era devolver, novamente, o sorriso para aquele rosto e a felicidade para aqueles olhos tão tristes.

~ ¤ ~

CASTLE

Relutantemente, abandonei o abraço. Senti imediatamente após a separação, um frio me congelar a alma. Sei que a Beckett está só tentando me confortar mas, para o que eu estou sentindo, nada neste mundo pode arrefecer minha dor.

–- Não perca as esperanças, Castle. Nós vamos encontrá-la. – Kate estava se esforçando para ser forte e não chorar na minha presença. A amei mais por isso.

–- Tudo bem, Kate. Eu vou ficar bem. Vou ver como minha mãe está. – ela segurou mais uma vez na minha mão, para me dar forças, fiz apenas um sinal com a cabeça e pressionando meus lábios, para não chorar novamente, sai.

Minha cabeça começava a latejar. Por que isso aconteceu? Eu não devia ter saído de perto dela. Comecei a ver toda a vida da minha garotinha passar. Desde o nascimento dela, até a despedida na porta de casa. Olhei para cima, clamando por uma força maior. –- Traga ela de volta, por favor. Se preciso, troque minha vida pela dela. – mas só o que obtive em retorno foi o silêncio. Continuei caminhando e, depois de alguns tropeços, não sei como, cheguei até a barraca que minha mãe estava acomodada.

–- Ei, mãe. – dei um abraço bem forte nela. Parecia estar mais calma do que eu. Martha Rogers realmente era uma mulher incrível.

–- Oh, Richard, querido. Como você está?

–- Arrasado, destruído, totalmente sem chão. Acho que não existe palavra que descreva o que eu sinto agora. Mas a senhora parece muito bem.

–- Não se iluda meu bem, a nossa querida Lanie aqui, me deu um chá calmante. – ela sorriu agradecida para Lanie.

–- Se quiser, preparo um para você também. – Lanie estava sendo gentil.

–- Não, Lanie. Não será necessário. Preciso ficar atento, tenho que encontrar minha filha. Mas mesmo assim, muito obrigada, principalmente por cuidar da minha mãe.

–- Não foi nada, para o que precisar, eu estarei aqui.

–- Poderia nos dar licença um minuto? – Lanie assentiu e se retirou em seguida. –- Mãe, lembra daquele cara que eu ajudei uma vez na floresta?

–- Aquele com a cara engraçada? Qual era o nome dele? Fuinha?

–- Toupeira. Ele se chama Toupeira.

–- Isso, isso mesmo. Nunca gostei dele, não era flor que se cheire. Por que está me perguntando dele?

–- Acho que pode me pagar o favor que me deve. Ele conhece pessoas e é um bom rastreador. Só não será fácil encontrá-lo.

–- Não, Richard. Não confio nele e, além do mais, Katherine está se empenhando muito para encontrar Alexis. Ela não poderá se concentrar se ficar preocupada com você. Deixe-a fazer o trabalho dela. Vá ajudá-la.

–- Tudo bem. Eu vou lá ver como as coisas andam. Me faça um favor. Vá para a cabana, eu mandarei notícias.

–- Eu vou. Mas me prometa que não vai procurar por esse tal de Toupeira. Que droga de nome é esse? – eu a beijei no rosto e me despedindo fui ter com a Beckett.

Quando cheguei na barraca de comando, tinha um mapa da região em cima da mesa, com várias áreas marcadas. Beckett falava com Gates e Espo e, quando se virou para demarcar mais alguma área, notou a minha presença.

–- Castle, oi. Estávamos atualizando nossas informações.

–- E como estamos? – tentava parecer mais calmo.

–- Ainda sem muitos resultados, já vasculhamos toda essa área aqui, e o pessoal está neste momento procurando aqui e aqui. – ela me mostrava no mapa. -- mas temos todo o nosso contingente lá fora. Não vamos desistir, vamos encontrá-la. – ela falava firme, estava confiante e eu queria ter essa mesma certeza.

–- Obrigado. – foi só o que eu pude dizer.

–- Pelo quê?

–- Por tudo o que está fazendo. Você deveria partir em breve e, no entanto, direcionou todo mundo para me ajudar. Não precisava fazer isso.

–- Sempre. – e sorriu daquele jeito que eu amava.

–- Bem, eu vim dizer que não vou conseguir ficar aqui, então eu vou pra minha cabana com minha mãe e, qualquer novidade, mandem um recado. – tentei sorrir, mas era difícil.

–- Sem problemas, Castle. Nós a encontraremos e a colocaremos novamente em seus braços. – então ela se aproximou e me abraçou, pude sentir seu cheiro de cerejas e por um breve momento, me senti mais leve. Me despedi de todos e sai.

~ ¤ ~

BECKETT

Assim que Castle saiu, eu ainda podia sentir o seu pesar, mas tinha que continuar as buscas, faria o que fosse preciso.

–- Espo, alguma novidade na floresta?

–- Ainda não, mas o Ryan já deve estar chegando da cidade, talvez ele tenha tido mais sorte.

Mal acabara de falar, Ryan chega ofegante.

–- Consegui uma informação que talvez seja útil. O nome do sujeito de capuz é Madoxx, Cole Madoxx. Ele chegou na cidade a alguns dias e se envolveu com essa mulher. O pessoal a está localizando neste momento, vão trazê-la para cá.

–- Isso é ótimo. Agora temos algo para trabalhar. – temos um nome e, talvez, podemos conseguir mais algumas informações. Castle! Tenho que contar à ele. Dar um pouco de esperança. –- Pessoal, vou ver se ainda encontro o Castle no acampamento. Não deve ter saído ainda. Quando ela chegar, me avisem. Quero conversar com ela pessoalmente.

Corri para barraca da Lanie, Martha estava lá, provavelmente ele também estará.

–- Oi Lanie, onde está Martha?

–- Ali atrás, está se preparando para sair. – Lanie me informou e fui até lá.

–- Ei, Martha. Onde está Castle? – estava eufórica por causa da notícia.

–- Katherine. Não está aqui, ele me disse que ia ficar com você. – ela me disse preocupada.

–- Não, ele disse que iria para casa com você. Onde ele pode ter ido. – nesse momento ela arregalou os olhos, entendendo o que aconteceu.

–- Estúpido, estúpido. Como ele pôde ser tão estúpido! – Martha repetia sem parar e eu não estava entendendo nada.

–- O que foi que aconteceu? Para onde ele foi?

–- Ele foi procurar Alexis por conta própria, com a ajuda de um homem que ele conheceu por acaso mas, que é muito perigoso. – ela se sentou desolada, e eu não estava acreditando. Agora terei que encontrar os dois. Faço das palavras de Martha as minhas. Como ele pôde ser tão estúpido?

Notas finais
E agora? Castle salvará Alexis? Ele sobreviverá? Não percam, no próximo capítulo: O Sequestro - Parte II Beijocas e até...