Era Uma Vez, Na Idade Média

1 Capítulo 1 - Túnel do Tempo


Notas iniciais
O presente e o passado determinarão qual será o futuro. E aqui estamos nós, começando esta grande aventura com estes personagens que tenho a certeza que conquistarão todos vocês. Os aguardo ansiosamente nos comentários. Beijocas...

KATHERINE

Era uma manhã atípica para aquele Outono, Katherine, ou Kate, que era como gostava de ser chamada, acordou com o calor suave dos fracos raios de sol que lhe atingiram o rosto. Ao abrir os olhos, se deparou com um céu azul, tão azul quanto o que se lembrava da sua infância e, ao pensar nisso, assim como quando era criança, sorriu, sem nem ao menos perceber.

E então, o sorriso desapareceu de seus lábios, entre as sobrancelhas surgiu aquela ruguinha de preocupação e seu semblante se tornou duro. Tudo era diferente agora, já não era mais uma menininha, tentava se convencer que deveria ser forte, ter coragem para continuar, tinha que continuar, por seu pai, seu Reino e principalmente, por si mesma.

Fechou os olhos para lembrar e, com a lembrança veio a dor. Em seus olhos, lágrimas insistiam em cair sem o seu consentimento conforme a memória ficava mais forte, o estômago reagia em uma mistura de dor e asco. Contorcida, abraçada a si mesma, ela vivenciava tudo mais uma vez no intuito de alimentar seu ódio e conseguir forças para começar sua vingança.

~ ¤ ~

Katherine Godwinson era considerada a jovem mais bonita de todo o Reino, ela era alta, com cabelos castanhos encaracolados que mediam até o meio das suas costas, dona do mais extraordinário par de olhos castanhos esverdeados já vistos. Possuía um corpo esbelto e atlético, graças ao seu pai não tê-la impedido de aprender esgrima quando ela o desejou:

JAMES

Dez anos atrás:

–- Esgrima querida? Essa é uma atividade um pouco... como posso dizer... Violenta, isso... É uma atividade um pouco violenta para você, e sua mãe também não aprovaria — diz o pai.

–- Mas papai — ela faz um choramingo. -- Como vou me defender de todos os monstros malvados que existem por aí se não souber como me defender?

–- Ora querida — disse com carinho. -- O Papai defende você — disse sorrindo, achando graça da sua pequena.

–- Mas e quando o senhor não estiver aqui?

–- E por que não estaria?

–- Ué, o senhor está sempre ocupado, viaja muito e tem um zilhão de problemas para resolver. Nem sempre poderá me salvar — disse olhando para o pai com aqueles grandes olhos verdes brilhantes em súplica.

–- Tá, tudo bem. Mas promete para mim que não usará o que aprender para bater nos meninos quando te irritarem — disse fazendo cara de sério para ela.

–- Mas papai, eles...

–- Me prometa – interrompendo-a.

–- Eu prometo — disse fazendo um xis sobre o coração. -- Você é o melhor pai do mundo — dando um beijo na bochecha do pai e sorrindo, saiu correndo contar a novidade para a mãe.

O pai com um grande sorriso pensava em como sua menininha era determinada. Agora, com certeza, ele teria que se preparar para enfrentar o maior perigo já conhecido... Sua esposa. Ela não ia gostar nadinha dessa estória de esgrima.

–- Bom, o jeito é respirar fundo e ir de encontro a Fera — e dizendo isso, deu uma gargalhada e foi de encontro a sua amada.

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JOHANNA

–- Senhor James Gregório Godwinson, o que o senhor estava pensando quando permitiu que nossa filha começasse a treinar esgrima? Ela não pode aprender esse tipo de atividade! – disse a esposa com um tom de voz elevado.

–- Ora, ora Senhora Johanna Katrina Houghton Godwinson – ele sorria com a ruguinha que ela fazia entre os olhos, não gostava de ser chamada assim. -- Por que não?

–- Como por que não? – ela repetiu, incrédula com a pergunta. – Ela é uma menina e meninas não fazem esgrima, e além disso, ela é uma PRINCESA! – dando ênfase a última palavra.

–- Ah, claro... Eu sou Rei, você é a Rainha e ela é nossa princesinha mas, não vejo problema dela aprender a se defender, além disso ela foi bem convincente em seus argumentos.

–- Convincente, humpf... O senhor deveria ter vergonha de se deixar levar por uma criança. E sim, ela é uma princesa que precisa aprender a ser delicada, daqui a poucos anos ela deverá se casar e se tornar Rainha de Silésia e será bem difícil ensiná-la se estiver rolando na lama com uma espada em punho – ela olhou séria para o Rei.

–- Querida... – disse se aproximando e a enlaçando pela cintura. – Deixe nossa menininha ser feliz. Ela é determinada e responsável, mesmo em tenra idade. Tenho certeza que irá conciliar todas as atividades – e beijando o rosto da esposa, finalizou. – Não se esqueça que ela se parece muito com você.

–- Tudo bem, vocês venceram – disse a Rainha, soltando um longo suspiro. – Espero não ter que apresentar uma princesa cheia de arranhões e cicatrizes daqui a alguns anos – disse sorrindo. E com um beijo carinhoso, despediu-se do marido.

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Notas finais
Por que será todo aquele drama do início? Espere e verão... Hua hua hua. Não esqueçam de comentarem, preciso saber se estou no caminho certo. Beijocas...