Notas iniciais
Oieee! E como temos encontro marcado toda sexta, acá estou eu para mais uma atualização! Livre de spoilers de Malhação, por enquanto, mas pelo que andei lendo Benita definitivo é o casal flop mais amado por suas autoras da história! E como eu ando numa 'vibe' anit-Ben e com muito, muito ódio da cegueira congênita desse rapaz, foi impossivel não escrever o que foi escrito nesse cap... Sorry, 'That's life!' Mas com nem tudo é decepção, escrever ao som de Marron 5 tem lá suas vantagens e como subliminarmente pode-se entender muita coisa, "She will be loved" é tudo o que vocês precisam saber! XD Cap dedicado a minha querida leitora MEIRE que fez uma linda recomendação para nossa Fic! Valeu mesmo, Meire! Nem sei como dizer o quanto você me deixou feliz e muito apreensiva também, já que agora vou me esforçar mil vezes mais para merecer cada palavra sua. Obrigada! *-* Agora me ignorem e leiam o cap!

– Vocês têm duas semanas para lerem o livro e fazer uma resenha critica sobre ele. Vale nota, por isso caprichem. E por favor, cuidado com os erros ortográficos. Os últimos trabalhos que eu corrigi me deixaram com vergonha alheia devido aos absurdos que eu li.

Sentada no fundo da sala, com a cabeça baixa, Sofia mal ouvia as orientações de Diva sobre o trabalho escolar. Ainda estava sofrendo as consequências do que ouviu da mãe. E por mais que tentasse culpar alguém, ela sabia que havia pedido por isso.

Ela estava perdida em pensamentos sobre a Barra e a mudança de casa que faria a partir da semana que vem. Foi em tudo o que se concentrou durante a manhã.

“Finalmente...” suspirou aliviada, afinal, ela o que ela quis desde o inicio. Ela iria dar adeus ao Grajaú e ir morar no lugar que sempre quis. Esse era seu maior objetivo, não tinha motivos para ficar preocupada, tinha? Só que antes tudo parecia tão simples... antes dela conhecer Benjamim. Sofia não pensou que fosse ser surpreendida por um garçom psicopata e que se sentiria tão ligada a ele. Era idiotice, ela sabia. Ben era um fracassado. Um fracassado. Ela estava sendo repetitiva, não precisa ficar o tempo todo enumerando todos os defeitos dele, que por acaso não eram muitos, mas era algo em que podia se agarrar.

Quando ela imaginou que o garçom psicopata que viu no lobby do hotel lhe tiraria dos eixos? Mas isso mudaria, disse a si mesma. Ela estava farta de sofrer, de rastejar. Sofia é egoísta demais para amar alguém sozinha, e se ele não a ama, azar o dele. Ela tinha certeza que na Barra, convivendo com pessoas que realmente valiam a pena, ela tiraria Benjamim da cabeça. Era isso, mudança de ares era a solução perfeita. E talvez ela encontrasse alguém melhor, alguém que não recusaria o seu amor. A garota nunca foi romântica ou qualquer coisa do tipo, mas até ela necessitava ter alguém para amar e que correspondesse seu sentimento. Não era pecado, era? Nem mesmo era pedir muito.

– Ouviu o que eu falei, Sofia?

– Oi?! Eu... Foi mal Diva – Desculpou-se se endireitando na cadeira. A professora lhe repreendeu com o olhar, mas voltou a falar sem parar. Sofia bufou baixinho de tédio e olhou o relógio: Em dez minutos ela estaria livre da escola, pelo menos, até segunda.

Após o fim da aula, ela voltou quase que correndo para o casarão. Estava decidida, organizaria suas malas, pegaria tudo o que era seu e daria adeus definitivamente aquele bairro, aquelas pessoas e, principalmente, aquele Príncipe idiota. De tão absorta que estava em seus planos de mudança, ao atravessar a rua sem olhar, Sofia não viu o carro que vinha em sua direção até que já fosse tarde. Quando olhou em direção ao veículo, tentou movimentar as pernas, mas presa pelo medo, ela não se mexeu. Fechou com força os olhos esperando o impacto até que sentiu um solavanco e foi jogada no chão.

– Droga! – Ouviu uma voz masculina desconhecida dizer com irritação – Sua maluca, tá querendo morrer?

Sofia ficou calada, caída na calçada, com os olhos fechados. Ela nunca tinha pensado na sua morte, mas ser atropelada não seria sua primeira escolha como forma de partir desse mundo. Certamente, sua aparência não seria das mais agradáveis.

– Hey, eu to falando com você! – Duas mãos fortes a seguraram pelos ombros a fazendo gemer. Ao atingir o chão, ela havia caído de mau jeito e machucado o braço esquerdo.

– Você tá me machucando, imbecil! – Reclamou com a voz embargada. Se a dor era um sinal de que estava viva, ótimo, mas precisava ser tão forte? Apesar da dor, com dificuldades, ela se sentou na calçada olhando pela primeira vez para o seu ‘salvador’.

Sofia nunca o tinha visto na vida, mas tinha que admitir que ele era lindo... Apesar de se vestir pior que um mendigo e ter um corte de cabelo que em sua opinião deveria ser considerado crime inafiançável em algum país. Mas no conjunto da obra, sendo muito, muito generosa, ela podia dizer que ele era apresentável, desde que com alguns pontos sendo arduamente melhorados. Ela poderia ate se dispor a isso, afinal ele a impediu de ser esmagada por um carro, pena que a dor que sentia não melhorou nada o seu ‘bom mau humor’ tão característico. E uma Sofia irritada não era uma pessoa muito agradecida.

– Ótimo, só me faltava mais essa agora... – Sofia respirou fundo olhando para o corpo certificando-se que nada estava fora do lugar. Com exceção de alguns arranhões nos braços, um corte superficial na mão direita e a sua rotineira dor de cabeça que dava sinais que chegaria com força total, ela estava bem. Poderia estar melhor se não fosse a dor no braço que parecia aumentar com o passar dos minutos – Meu braço... – Gemeu baixinho sentido uma fisgada no local.

“Eu bem que pressenti que hoje não seria meu dia, mas Deus não precisava exagerar, né?!” Falou para si mesma balançando a cabeça.

– Você devia agradecer por ter só machucado o braço. Já pensou no que teria acontecido se eu não tivesse ‘gentilmente’ salvado a sua vida, garota? Tava querendo se matar? – Inquiriu o desconhecido ajoelhado diante dela, dessa vez, sem tocá-la.

– To! – Respondeu impaciente – Tava atravessando a rua quando pensei comigo ‘Olha, hoje é um lindo dia para se morrer!’ Ah, não cansa minha beleza com pergunta idiota! Eu não vi o carro, tá legal?

– Sofia! – A garota olhou na direção da voz e viu Pedro com o semblante assustado

– O que aconteceu? – Perguntou aflito se aproximando da loira. Com um sorriso fraco, ela se levantou ficando de pé e fazendo um grande esforço para demonstrar a dor que sentia.

– Pensei que não quisesse mais saber de mim... – Ela não queria se queixar, mas quase ser morta a deixou fragilizada e o irmão lhe fazia tanta falta, mais do que ela gostaria de admitir. Demonstrar fraqueza não era um hábito seu, nem gostaria que fosse, mas Pedro tinha algo que a desarmava – Na sua vida agora só tinha espaço para a Anita... Que diferença faz o que me acontece?

– Eu me preocupo com você... – Falou o menino, magoado com a irmã – Mesmo que você faça um monte de besteira, você ainda é a minha irmã. E eu te amo... Desculpa ter me afastado.

Pedro abaixou a cabeça para esconder as lágrimas que começam a escorrer pelo seu rosto. Sofia se sentiu péssima, afinal, ele era somente uma criança e lhe apoiou quase todas às vezes. Ela era realmente uma pessoa horrível para numa hora como essa acusar o menino de seja lá o que for que ele tenha feito.

– Desculpa! – Disse puxando o menino para um abraço. Pedro agarrou a cintura de Sofia com força, saudoso da relação que tinha com ela, dos momentos que eram somente dos dois e nos quais ele via uma Sofia que ninguém mais, exceto sua mãe, podia reconhecer – Deus, eu nunca vou aprender! Mas mesmo que eu fale muita merda ou faça muita coisa ruim, por favor, não me leve tão a sério. Eu devo ter algum distúrbio muito raro para só falar a coisa errada, na hora errada, para a pessoa errada. Eu amo você, meu pequeno Einstein, nunca duvide disso, ainda que eu diga que não!

– Acho bom... Mas você não disse o que te aconteceu! – Voltou ao assunto libertando a irmã e analisando os ferimentos que ela tinha. Sofia fez uma careta.

– Não foi nada demais, só um maluco que deve ter comprado à habilitação em qualquer lugar de quinta e que quase passa por cima de mim... Mas graças a esse daí – Ela indicou com a cabeça o rapaz ao seu lado. Ele também já estava de pé com as mãos nos bolsos da calça jeans e o semblante entediado – Não foi dessa vez que você se livrou de mim.

– Nossa que comovente. Bem, eu já fiz a minha boa ação do dia, então... – O rapaz pegou uma mochila velha e a pôs nas costas – Presta mais atenção por onde anda, porque eu não tenho vocação para herói e não sei se vou querer te salvar uma segunda vez. Se pelo menos tivesse me dito um obrigada, eu até me arriscaria... Mas acho que educação não é o seu forte. Espero que nem todas as garotas daqui sejam assim, embora tenha que dizer... Você é bem bonitinha!

O tom insinuante dele e o sorriso pretensioso de canto de boca enquanto a olhava descaradamente de cima a baixo, analisando cada detalhe do seu corpo, fizeram o sangue de Sofia ferver nas veias. Quem era aquele esquisito para lhe chamar de ‘bonitinha’ tão desdenhosamente? E quem ele pensava que era para olhá-la daquela forma? É verdade que ela não estava na sua melhor fase, nem que suas roupas de ‘favelada’. como bem colocou Amanda, não eram uma maravilha, mas ela podia ser considerada mais que ‘bonitinha’. Ela era linda, isso sim! ‘Bonitinha’ era uma feia arrumada, droga!

– Bonitinha é a senhora sua mãe! – Esbravejou ela com as bochechas coradas de ódio cerrando os pulsos com força – Você pode ate, por sorte ou falta do que fazer, ter salvado a minha vida, mas da próxima vez que me insultar desse jeito, eu te quebro o nariz!

Sofia pegou a bolsa que havia caído e saiu quase que arrastando Pedro pela rua a caminho de casa. Já um pouco afastada, ela pode ouvir o riso debochado do estranho que tinha se metido em seu caminho e a livrado de uma longa estadia num hospital ou talvez, mais grave, uma residência permanente no cemitério do Grajaú. Somente visualizar a imagem de uma sepultura com flores murchas e seu nome escrito numa lápide lhe causou calafrios.

– X –

– Oi, aqui é a casa do Benjamim?

– É sim. Ele ainda não voltou da escola, mas não vai demorar. Você é amigo dele? – Perguntou Vera ao rapaz que há pouco tinha tocado a campanhia da casa. Ela não se lembrava de já tê-lo visto no bairro, mas talvez se tratasse de um dos colegas do enteado.

– Não, na verdade. Eu sou irmão dele... Antônio.

– X –

– Droga, Pedro isso dói! – Reclamou Sofia enquanto o irmão passava o algodão encharcado com antisséptico nos seus arranhões. Eles conseguiram passar pela sala e escapar para o quarto antes que a mãe os visse, caso contrário, o Grajaú conheceria a fúria nunca vista antes de Vera que provavelmente sairia a caça do motorista que quase atropelou a menina e fugiu sem prestar socorro, embora não fosse preciso.

– É preciso. Você não quer ir para um hospital, por isso só nos resta tratar disso da melhor forma antes que infeccione.

– Ai não, isso nunca! Tudo bem, vai... – Ela mordeu o lábio inferior ao sentir a ardência do líquido tocando as feridas – Pior que isso não fica. Droga, porque eu não prestei mais atenção e fui poupada disso? Parece que o mundo tá jogando contra mim o tempo todo, cacete!

– Olha o linguajar, Sofia! Eu sou uma criança. Sei sobre muitas coisas, mas meu vocabulário de palavrões não é algo que eu deseje abranger.

– Foi mal, falha minha... – Desculpou-se um pouco corada.

– Sua falta de concentração deve ter sido por algum motivo muito forte, você não é tão desatenta. Quer falar sobre isso?

– Muito, você não faz ideia o quanto, mas por agora é melhor a gente se concentrar só no meu sofrimento físico... Você não sabe o quanto eu senti saudade de você me escutar.

–Também senti sua falta.

– To perdoada? – Perguntou a garota manhosa fazendo beicinho. Pedro riu da infantilidade da irmã – Vai, por favor, eu quebrei duas unhas, to toda ralada, meu cabelo tá parecendo um ninho de passarinho, meu braço tá inchado... Some a isso meu exílio social, a aversão que de 99% das pessoas que conheço tem comigo... Não tá fácil! Pior, só se... – Sofia ia dizer que para sua vida piorar de vez bastava apenas Ben reatar com Anita, mas se conteve as palavras a tempo. Não era mais um problema seu, era? Em poucos dias, ela nem estaria mais lá, o que importava Ben está ou não com Anita? Ela balançou a cabeça freneticamente de um lado para o outro – Eu já sofri o suficiente, né?

– Mas você se arrependeu?

– De quê? De não ter sido mais esperta e ter planejado melhor o que eu faria? Com certeza!

– Sofia! – Exclamou o menino. A loira bufou irritada.

– Olha, eu to sendo sincera. Aliás, como eu sempre sou. Quer que eu minta ou quer que eu diga o que me passa pela cabeça? Deixe-me colocar de uma maneira que você entenda... – Sofia suspirou pesadamente pensando no que dizer – Bom, tá eu errei, eu fiz bobagem, mas eu não fui a única. Eu não dei aqueles beijos sozinha, por isso também não tenho que me martirizar sozinha por eles.

– Mas você sabia que ele era namorado da Anita! – Enfatizou Pedro saindo da cama e ficando de pé – Não era segredo e muito menos novidade que a nossa irmã ama ele.

– Tá, eu sei disso tudo. Sei que eu não devia ter feito o que fiz, que sou uma pessoa péssima, que meu destino é o inferno flamejante... Entretanto, eu não pude evitar, foi mais forte do que eu. Eu odeio ser ignorada como o Ben fez eu me sentir, e... Só quis que ele soubesse que comigo ninguém brinca – “E que ele gostasse de mim” Essa informação ela guardou só para si – Foi baixo falar o que aconteceu para todo mundo, mas na hora da raiva eu não raciocínio. É como se existisse duas de mim, e meu lado perverso e divertido está em ‘mode ON’ na maioria das situações. Quem pode me condenar por isso? – Sofia fez expressão inocente tentando passar a convicção do que dizia ao irmão.

Pedro a olhou de relance, ele sabia que ela queria jogar com ele e que essa era a ‘Sofia má’ em ação, mas tinha certeza que a ‘Sofia boa’ precisava só de um estimulo para aflorar e quem sabe permanecer frente à outra.

– Não me venha com esse melodrama, tá? Eu te conheço muito bem, e sei que apesar dos pesares, você não tem a intenção de fazer o que faz. Pode até ter, mas se ressente sempre que atinge seu objetivo. Acho que o que você precisa é exercitar sua força de vontade e trabalhar esse seu lado ‘negativo’ em coisas mais produtivas na sua vida – O garoto suspirou dando de ombros – Eu já estou conformado que não vai ser fácil, mas se eu posso te ajudar...

– Isso quer dizer quê? – Alguém tem que ficar de olho em você. E uma criança fofa e inteligente como eu é perfeita para isso. Você não vai querer me decepcionar, vai?

– Nunca! – Prometeu Sofia com os olhos brilhando por ter recuperado a companhia do irmão. Entretanto, ao lembrar-se dos planos futuros dos pais e da sua eventual mudança de endereço, a alegria escapou dela – Só que vai ser um pouco mais complicado do que você imagina...

– X –

– Voltamos a nossa antiga rotina.

– É o que parece.

– Tenho que confessar... Cheguei a pensar que nunca mais teria isso. Depois do que aconteceu, achei que você nunca mais fosse querer olhar na minha cara.

– Uau, não sabia que a minha companhia na volta para casa era tão significativa assim para você.– Falou Anita, um pouco ácida.

Benjamim suspirou desanimado, Anita estava tão diferente. Mas quem podia culpá-la?

– Pelo visto, nem tudo é como antes. Você mudou, Anita.

– Isso é uma critica? – A menina jogou os cabelos atrás dos ombros e desviou o olhar de Ben.

– Não, lógico que não. Eu só acho que... O que aconteceu com a velha Anita?

– Tirou umas férias do mundo e de todas as mentiras que ela já escutou.

– Por minha causa?

– Por decisão minha. Não pense que tudo na minha vida tem relação com você, Ben, pois vai errar feio. Me dei conta de que eu preciso e quero gostar mais de mim. To vivendo uma fase na qual eu tenho outras prioridades.

– Isso incluiu outros caras? – A pergunta saiu um pouco engasgada. Ben não era um cara possessivo, mas ele era humano, claro que não queria perder a ex namorada, saber que ela podia esquecê-lo tão rápido.

– Pode ser... – Desviou o assunto.

– Existe um outro cara, Anita? – Questionou Ben perturbado com a possibilidade dela já tê-lo esquecido. Embora seus sentimentos ainda fossem confusos, não gostava da ideia dela ter um pretendente. E afinal, quem seria? Ele não a viu com ninguém desconhecido, a não ser que... Ben entendia que não podia cobrar nada de Anita, não depois de como agiu, mas ela era sua e seu coração também... Pelo menos, era o que ele acreditava.

– Não, mas rolou um beijo. E eu acho que não beijei o suficiente. Quero aproveitar esse meu momento, descobrir coisas novas, pessoas e sentimentos novos.

– E a gente?

– A gente deixou de existir quando você beijou minha irmã. Sério, depois de tudo, você tem a coragem de me cobrar qualquer coisa?

– Eu não to cobrando... – Negou contrariado. Ela havia beijado outro, a Anita que ele conhecia ou pensou que conhecia bem tinha ficado com outro cara.

– Não, tá só se metendo onde não deve!

– Você gosta dele?

– Por acaso isso é um interrogatório?

– Você gostou de beijar ele? – Insistiu Ben fixando o olhar nos lábios da garota.

– Quer saber? Gostei! Gostei muito, principalmente, por ter me sentido especial e querida por um garoto que não está comigo por eu me ‘encaixar’. É isso o que queria ouvir?

– Não... Eu só queria fazer isso – Ele não tinha certeza do que queria, só que não a deixaria escapar tão facilmente.

Ben passou um dos braços pelas costas de Anita que arfou em surpresa. Ele aproximou a sua boca da dela, devagar, prometendo um beijo que ela não negou. Com a ponta do nariz ele roçou a bochecha dela, com carinho até chegar perto da orelha causando arrepios no corpo de Anita.

– Me desculpe. Eu sou um imbecil, você pode não acreditar, mas eu me arrependo de ter agido como um canalha com você. Se eu pudesse voltar no tempo...

– Você não pode... – Sussurrou Anita tentando se manter firme ante a persistência dele. Era tão mais fácil entregar-se e ver o que acontecei, mas ela já tinha tido sua cota de decepções. Com as pernas bambas, ela o segurou pelos ombros em busca de apoio.

– Mas nós podemos ter um recomeço. Sem Sofia ou qualquer outra pessoa entre nós, eu prometo – Ou ele queria que assim fosse, ainda que quando a beijou não estivesse muito certo disso.

No inicio foi só um selinho, os lábios mal se tocando, mas depois usando a língua, ele abriu a boca dela exigindo uma entrega de Anita. Ele queria lhe arrancar uma resposta positiva, e para isso usou todos artifícios para fazê-la ceder.

Ela sabia que era um erro, que acabaria magoada mais uma vez, que tudo o que lhe aconteceu deveria ter sido o suficiente... Mas ela o amava. Anita amava Ben mais que tudo e não podia abrir mão do seu ‘Príncipe’.

– Eu quero recomeçar.

Notas finais
Uhum... Recomeçar, sei... ¬¬ Uma vez vai, duas até quem sabe, três já tá pedindo para levar na cabeça, por motivos de ser muito imbecil! Mas venhamos e convenhamos, muita coisa pode acontecer e nada está certo ainda. O que mais me deixa curiosa é a reação da Sofia ao saber desse 'recordar é viver' de Benita! Mereço reviews? Bem, por hoje é só! Até sexta!