Notas iniciais
*-* Semana corrida, mas como estar aqui toda sexta é sagrado, vim atualizar mais um cap da nossa Fic! Mas primeiro, pedindo desculpas pela demora em responder as reviews, gente assim que der eu respondo tudo, sério! Agradecendo pelos comentários, me divirto lendo, muito! E amando algumas perguntas sobre certos casais que podem/irão acontecer! XD Minha vontade era contar tudo de uma vez, mas tenho que manter o suspense! Sou má! :D Vamos ao cap de hoje por motivos de PeFia, SoViana, SoNita e SoVera! Esse é o primeiro de uma sequencia que já adianto, que me perdoe a modéstia, está muito boa! Vamos lá!

De mãos dadas, Anita e Ben retornaram para o casarão. Estampado no rosto, a garota trazia um sorriso de felicidade por ter Benjamim de volta em sua vida, fato esse que ela esperava ser permanente. Ela entendia que nada seria como antes e que deveria ter cuidado, mas estava disposta a correr o risco. Mas ainda que estivesse preparada, a sombra da lembrança da irmã e dos possíveis sentimentos do rapaz por ela pairava sobre si como um mau presságio. Ela estava fazendo a coisa certa? Anita tinha muitos motivos para desistir, mas só conseguia se focar no amor que sentia e sabia que lutaria até o fim por isso.

– Mãe, chegamos! – Falou quando passou pela porta. Vera surgiu da cozinha, sorridente.

– Oi, filha! E os seus irmãos?

– Daqui a pouco eles aparecem por aí – Ela se jogou no sofá onde o namorado se sentou segundos antes.

– Vera, eu queria que você soubesse... Eu e Anita reatamos – Falou benjamim, um pouco desconfortável, passando a mão na nuca.

– Verdade? Que noticia maravilhosa! – Exclamou a mulher feliz aliviando a tensão do casal – Eu sabia que não demoraria muito tempo para vocês se acertarem, vocês são perfeitos um para o outro. O que não entendo até agora é porque romperam.

– Foi... Bobagem – Pigarreou Ben. A madrasta não fazia ideia que o fim do seu namoro era culpa de sua outra filha. Mas se fosse sincero, ele admitiria que parte da culpa também era sua.

– Bom, sendo assim... Parece que hoje é um dia de boas noticias. Antônio, seu irmão está aqui! – Por detrás da mulher surgiu um rapaz moreno, com um meio sorriso. Era Antônio, o irmão americano de Ben e de quem ele sentiu muita falta.

– Benjamim, quanto tempo! – Disse ele indo abraçar o irmão.

– X –

– Tá, tá... Eu to entendendo. Eu tenho que pedir desculpas e blábláblá!

– Com essa atitude fica difícil fazer qualquer coisa por você, não acha?

– Desculpa, Pedrinho, eu vou me esforçar. Sério, não desiste de mim, não! Eu sei que eu magoei muitas pessoas e que eu tenho que consertar isso.

– Você podia começar pela mamãe. – Sugeriu o menino. Sofia segurou as mãos uma na outra, ansiosa.

– A mamãe? Ela deve tá muito brava comigo, né?

– É a mamãe, Sofia, ela não guarda raiva de ninguém.

– Mas eu fui muito dura com ela, você ouviu as coisas que eu disse. E se ela não me perdoar? – Você vai se deixar deter por essa possibilidade?

Sofia agarrou o travesseiro que estava ao seu lado apertando-o frente ao corpo e mordeu com força o lábio inferior ao pensar nas coisas que havia dito a mãe. Vera era uma pessoa maravilhosa, mas nem ela poderia esquecer tão facilmente o que a menina lhe fez. Sofia sabia que era pedir demais, mas como o irmão disse, ela tinha que tentar. Apesar do medo de que a mãe não fosse capaz de entender ou mesmo perdoar a pessoa que ela era, ela faria o que era certo. A garota prometeu a Pedro que iria mudar, que iria ser uma pessoa melhor. Ela só não sabia se podia ser essa pessoa. Pensar em todas as dificuldades que teria, a desconfiança que teria que enfrentar fizeram uma lágrima teimosa escorrer por seu rosto.

– Você é mais forte do que imagina. É só dar o primeiro passo – O menino segurou a mão da irmã para passar-lhe confiança. Sofia sorriu fraco, agradecida pela sensibilidade do mais novo.

– Seria mais fácil se eu não estivesse à beira de um abismo.

E ela sabia que a probabilidade de falhar e cair no buraco eram muito grandes.

– X –

– Quando foi que você chegou? Por que não disse nada?

– Foi tudo muito rápido para mim também. Quando dei por mim, eu já estava aqui no Brasil com uma mochila, algum dinheiro e a coragem que você conhece. O Hernandez disse que tinha falado com você, explicado tudo.

– Ele falou sim, não é isso, eu só estou surpreso. Mas é muito bom te ver, Toni.

Ben abraçou o rapaz afetuosamente. Embora não fossem parentes de sangue, ele considerava o rapaz como um irmão e faria de tudo para vê-lo bem. Antônio não era uma pessoa fácil e de vez em sempre metia-se em problemas, mas Ben garantiu a si mesmo que o colocaria no caminho certo.

– Então, é aqui que você mora. Parece muito com o que você contava.

– É, pouca coisa mudou desde que eu fui para os Estados Unidos. Ainda bem, né? Mas relaxa, eu vou te mostrar tudo, você vai gostar de viver aqui no Grajaú... A Vera você já conhece, essa aqui é Anita, a minha namorada.

– Prazer! – Anita estendeu a mão ao jovem que a segurou com força enquanto a olhava nos olhos, um brilho estranho acentuando as íris escuras. Uma sensação esquisita tomou conta dela, como se ele pudesse ler o que lhe passava na mente.

– Prazer, Anita!

– Mãe, o almoço... Você?

– Oi, Pedro! Esse é meu irmão, Antônio – Disse Ben para Pedro que acabava de descer as escadas.

– Irmão? – Perguntou o menino surpreso se aproximando de do irmão mais velho.

– É! Vocês já se conhecem?

– A gente se esbarrou hoje mais cedo – Disse Antônio sem dar mais detalhes.

Pedro ficou aliviado, pois assim Sofia também não teria que dar mais explicações. O que o menino não esperava era que o mesmo garoto que salvou a irmã fosse também o tal irmão americano de Ben.

– AH, Pedro você está aí! – Disse Vera retornando da cozinha com uma pilha de pratos nas mãos – Chame a Sofia para almoçar, por favor.

– Ela tá dormindo. Ela tava cansada e disse que ia dormir, e que não queria ser incomodada. Ela come qualquer coisa depois.

– Tudo bem...

A mulher voltou à atenção para arrumação da mesa. Anita foi ajudar a mãe enquanto os dois rapazes conversavam animadamente. Logo Vitor e Giovanna chegaram do colégio. Durante o almoço, já com a presença de Ronaldo e Luciana, Antônio falava sobre o padrasto e a vida nos Estados Unidos. Ele tinha vindo para o Brasil em busca de emprego já que os problemas econômicos do seu país dificultava a vida dele e da família.

Pedro estava desatendo à conversa, o tempo todo pensando na surpresa que Sofia teria ao conhecer o novo morador do casarão.

– X –

– QUE FOI?!

– Nossa, delicadeza mandou lembranças, hein?!

– Foi mal, Flaviana. Acabei de acordar, to de mau humor.

– Quando é que você não está?

– Ligou para implicar comigo ou quê? Não tinha nada melhor para fazer? – A menina sentou-se na cama com cuidado. O corpo ainda estava dolorido, e o analisando, alem dos arranhões, ela notou um hematoma que cobria parte do braço esquerdo que não estava lá quando adormeceu. Pelo menos, o analgésico que tomou antes de dormir tinha a livrado do incomodo da dor.

– Não, não foi isso. Só que te liguei a tarde inteira e você nada de me retornar. Tá tudo bem com você?

– Tá, nada além do normal das ultimas semanas – Sofia saiu da cama e foi até o guarda roupas de onde tirou uma calça jeans branca e uma camiseta regata, mas desistiu dela por causa dos arranhões. Em vez disso, escolheu um casaquinho azul de mangas compridas com listras na horizontal. Separou lingerie e alguns acessórios.

Olhando no relógio posto sobre a escrivaninha, ela viu que já era quase 18h00min e que tinha dormido à tarde quase toda. Ela sentia-se desconfortável com o calor, estava soada e concluiu que precisava de um longo e relaxante banho para aliviar a tensão do dia.

– Espero que sim, hein? Nada de mentir para mim.

– Eu te conheço, Flaviana, você não me ligaria a tarde toda só pelo prazer de ouvir minha voz. O que foi que aconteceu?

– Nada, tá maluca?! – A voz embargada do outro lado do telefone não enganou a loira.

– Vamos lá, me conta! Não faz a durona comigo, você pode falar qualquer coisa.

A morena suspirou pesadamente e Sofia já sabia o que aquilo significava. Conhecia Flaviana tão bem que era impossível para a amiga esconder qualquer segredo dela.

– A real é que o sonho de família feliz acabou. Eu sabia que era só por uns dias, mas sei lá, quem pode me julgar por querer ter pais normais? ... – Flaviana fungou tentando não chorar – Meu pai recebeu um telefonema e teve que voltar antes para o Brasil. Minha mãe, bem, ela do jeito dela não gostou nada e resolveu se trancar no seu quarto. Resumindo, fui excluída dos planos dela. É a velha história de sempre, cada um pra um lado e eu no meio do fogo cruzado. Nem sei por que isso ainda me abala... Eu sou tão patética!

– Minha vontade é de te tirar daí e nunca mais deixar esses dois imbecis se aproximarem de você!

– Sofia, eles são meus pais!

– Belos pais! Olha, eu não quero ser rude, mas eles não merecem que você sofra por eles. Devia existir alguma lei que proibisse pessoas como eles de terem filhos, sabia? Nenhuma criança merece ser filho de pessoas que não sabem serem pais!

– Eu sei, é burrice, mas a culpa é toda minha... Vamos mudar de assunto, por favor?

– Se é o que quer... – Sofia revirou os olhos, impaciente. Detestava a forma como os pais de Flaviana a tratavam. Ao pensar nisso, ela sentiu-se péssima, pois enquanto de um lado tinha Flaviana que queria pais que a amassem, do outro estava ela, que ao contrario da amiga, só escorraçava a mãe amorosa que tinha.

– É sim... Então, novidades?

– Na verdade, até que rolaram uns lances comigo...

– Não vai me dizer que o garçom psicopata finalmente admitiu que tá caidinho por você!

– Não viaja, Flaviana. Nem eu sou tão otimista... Não, quem me dera, mas não. O que aconteceu foi que apesar de toda a lama na qual eu to mergulhada e as nuvens negras que encobrem o meu céu, meu irmãozinho fez as pazes comigo... Desde que eu me torne uma pessoa melhor, é claro.

– Hahaha! Isso é alguma piada ou o quê? Não me diga que você vai aceitar essa chantagem barata, por favor!

– Não é chantagem... – Sofia torceu o nariz de desgosto – E também não é piada! Só que eu tentei do meu jeito e olha como eu estou. Mudar um pouco não pode fazer tão mal, pode? Além do quê, o Pedro voltou a falar comigo e eu não quero que ele se afaste de novo. Eu amo demais aquele menino para arriscar fazer alguma bobagem e estragar essa trégua – Defendeu-se Sofia.

Ela não diria, mas não era somente pelo irmão que ela queria mudar, para falar a verdade, Sofia também queria tentar ser alguém diferente dela.

– Se você tá dizendo... Só não me vire uma Anita 2: A missão, tá? Porque, independente do quanto eu goste de você, eu corto relações contigo na hora!

– Não, isso não. O mundo já tem sua cota de ‘Anitas’ e nem eu me prestaria a tanto. Nada tão drástico, eu garanto... Mas agora eu tenho que ir. Vou tomar um banho e comer alguma coisa, porque prometi que meu processo de regeneração começa hoje e eu tenho que ir falar com o Sidney.

– Com aquele prego?! – Exclamou Flaviana horrorizada.

– AH, para! Ele não é prego todas às vezes e sempre foi bacana comigo.

– Você tá mesmo levando isso a sério?

– Claro! Eu prometi, Flaviana. Eu posso ter muitos defeitos, mas não volto atrás com minha palavra.

– Mas vem cá, essa sua ‘regeneração’ incluiu também o Ben? Assim, só por curiosidade, essa ‘New Sofia’ vai desistir dele também?

– Err... – Sofia pigarreou limpando a garganta – Ele é passado.

– Tem certeza?

– Absoluta... Eu já desencanei dele. Até conheci um cara... – Mentiu descaradamente ao pensar no rapaz que encontrou mais cedo.

Não foi um encontro amoroso, muito menos a forma como se trataram, mas para ela não era tão mentira assim, afinal ela tinha conhecido um garoto, embora lhe desconhecesse o nome, endereço, e o essencial: o saldo bancário.

– Como assim você conheceu alguém e não me falou nada, dona Sofia? Que espécie de amiga é você, garota? – Exclamou Flaviana com raiva. Ela odiava ser a ultima a saber do que se passava com a amiga.

– Sou do tipo discreta. Não é nada sério... Mas deixa para lá, te conto quando você voltar.

– Você ainda me mata de curiosidade! – Acusou já mais animada, o assunto ‘pais’ esquecido – Mas voltando ao assunto prego, você vai seduzir o Sidney?

– Cala a boca, Flaviana!

Sofia desligou o celular rindo alto da bobagem que Flaviana disse. Ela seduzindo Sidney era tão provável quanto nevar no deserto. A garota não negava que já tinha usado as suas táticas de sedução para enrolar o garoto e fazer com que ele a ajudasse, mas nunca teve a intenção de ter nada com ele, nem uma simples amizade. Mas agora, lá estava ela se arrumando para encontrá-lo e limpar a sua barra, mas por nada nesse mundo ela o ‘seduziria’, como cogitou sua amiga.

Ainda rindo, Sofia pegou as roupas que escolheu e as jogou sobre a cama. Foi até a janela e a abriu, o ar frio lhe refrescando o corpo. Tirou o sutiã de bolinhas e a calcinha com quais dormiu e envolveu o corpo num roupão. Separou xampu, condicionador, sabonete e deixou o quarto em direção ao banheiro. Já lá, passou um bom tempo embaixo do chuveiro. Lavou o corpo e os cabelos retornando em seguida para o quarto. Vestiu as roupas que separou, penteou os cabelos optando por secá-los naturalmente. Calçou uma sandália de salto preta estilo gladiador, pôs um pouco de brilho labial e lápis preto nos olhos. Olhou-se em frente ao espelho de corpo inteiro e gostou do resultado.

– Hum, então você tá aqui – Disse Anita entrando no quarto e indo até a cama onde se sentou – O dinheiro da Flaviana ate que foi bem investido, o quarto ficou muito bonito.

– Nossa, sua opinião é tão importante que me deixa até emocionada. Que bom que gostou irmãzinha! – Ironizou Sofia diante do espelho ignorando a presença da outra.

– Você não cansa de ser assim?

– Assim como? Linda? Não! Mas vamos lá, você não veio aqui admirar a minha decoração. O que quer?

– Nada que vá tomar seu tempo, garanto... Eu só queria informar que eu e o Ben reatamos.

Sofia girou o corpo devagar em direção à irmã, uma sobrancelha arqueada.

– Reataram? – Perguntou debilmente.

– Sim... E por isso vim te dizer pessoalmente que não adianta tentar nada para separar ele de mim, porque não vai funcionar.

– Entendo... Veio aqui me ameaçar?

– Não. Tudo o que quero é que aceite que eu e o Ben estamos juntos para valer! Então, é melhor você parar de se meter entre nós. É só o que eu tenho a te dizer – Anita levantou-se e foi ate a porta.

– Tudo bem – Sofia deu de ombros. Ela voltou a prestar atenção ao seu reflexo no espelho.

– Tá dizendo que não vai tentar nada? – O tom descrente de Anita era evidente. Conhecendo a irmã tão bem e sendo vitima das armações dela quase toda a sua vida, era difícil para a garota acreditar numa mudança tão repentina.

– É, pode-se dizer que sim.

– Quer que eu acredite nisso? – Anita puxou a irmã pelo braço a forçando a olhá-la nos olhos. Sofia riu, um sorriso estranho, não irônico e sarcástico como todos os outros que ela já deu para irmã, e que tiravam Anita do sério. Esse, na verdade, poderia ser classificado como sincero, apesar do cinismo.

– Eu não quero que você acredite em nada, Anita. Eu to falando que não vou mais interferir no seu namoro e é o que eu vou fazer.

– Por que isso agora? Você não desiste do que quer... Por que mudou de ideia?

– Eu não desisti, Anita. Eu apenas percebi que não vale a pena tanto esforço. Pode ficar tranquila e viver seu namoro em paz. Eu estou mais interessada em assuntos que não envolvem você ou seu namorado.

– Sinceramente, eu não sei o que esperar de você, Sofia.

– Não é de mim que você tem que esperar alguma coisa. Olha, já falamos tudo o que tínhamos pra falar, acho que já deu, né?... Levando em conta o meu histórico, é compreensivo que você fique com um pé atrás comigo, mas vejamos pelo meu lado: como você mesma disse eu não desisto e não será agora que eu negaria isso. Se eu to falando que você não precisa se preocupar é porque é verdade. Você não tem motivos para me temer... Acontece que nós duas sabemos que o problema nunca fui eu. Não sou eu quem você tem que temer, irmãzinha. Pode negar o quanto quiser, mas no fim, nada do que eu faça fará diferença. Só que quando seu castelo desmoronar, você não vai poder me culpar.

Com essas palavras, sem demora, Sofia pegou o celular que estava sobre a cama e deixou o quarto e uma Anita perturbada para trás. Ao chegar à sala e ir para a cozinha encontrou a mãe finalizando uma de suas encomendas de bolo.

– Você devia tá bem cansada, dormiu quase a tarde inteira.

– É... – Falou a loira sem jeito – O Pedro tá em casa?

– Não, ele saiu com um dos coleguinhas. Você não almoçou, quer algo para comer? Eu preparo – Se prontificou Vera comovendo Sofia. A sua mãe era mesmo incrível, pensou.

– Bom... – Ah, você não sabe, mas o irmão do Ben chegou hoje de viagem e vai passar um tempo com a gente. –

Aqui no casarão?

– Onde mais seria? Aqui é a casa do Ben, filha.

– Eu sei, como poderia esquecer – Disse um pouco irritada. Não bastasse ter que conviver com Ben ainda teria que aturar o irmão encostado dele. Será que esse tal era parecido com Benjamim? – Se continuar assim, a lotação daqui vai ficar esgotada, né? O muquifão é grande, mas nem por isso é certo ficar abrigando qualquer encostado que aparece.

– Sofia, não fale assim! Você deve tratar bem o Antônio. Ele me pareceu um bom garoto, e eu não quero mais brigas nessa casa.

– Antônio? Por que isso não me surpreende? Nome de pobre, o resto deve ir pelo mesmo caminho... Olha, você pode achar tudo muito lindo, mas eu prezo minha privacidade. E contanto que ele não fique no meu caminho, por mim, tudo bem. Só não me peça para socializar, que aí já é demais para mim.

Sofia caminhou para a saída.

– Aonde você vai? Não vai comer? – Perguntou Vera seguindo a filha – O Ben levou o irmão para conhecer o bairro, mas daqui a pouco eles chegam para o jantar. Seria bom se você estivesse, você poderia conhecê-lo.

– Foi mal, mãe, mas eu combinei com o Sidney de fazer uns trabalhos do colégio e acho que vai levar um tempo. Mas não se preocupe, oportunidade é o que não vai faltar para eu conhecer esse tal gringo exilado. Eu preciso ir... Tchau!

Notas finais
*-* Pedro e Sofia. Flaviana e Sofia. Vera e Sofia. Sofia pisando na Anita... Hahahaha, hoje foi muito, muito bom! E ainda tivemos Antônio misterioso em relação a fofão! Hum... Será ele mais um apaixonado pela 'Princesa'? Num sei não, já que aqui nem tudo é o que parece! Beijos e até sexta! E como ando muito doce, serão dois caps!