Era Uma Outra Vez...
66 Proibido - Parte II
Notas iniciais
— Temos um problema.
Aconchegada ao ruivo, Sofia ouviu a voz preocupada vir de longe.
— Hum... qual problema? – Indagou sonolenta.
— Não usamos proteção.
— Proteção?
— Camisinha. – Serguei respirou fundo tentando não alarmar a namorada ao mesmo tempo que sua mente trabalhava intensamente nas possíveis consequências da sua irresponsabilidade. – Pensando sobre isso, não usamos ontem também quando estávamos no chuveiro.
— Serguei, tá tudo bem.
— Amor, as possibilidades de não ficar tudo bem são reais.
Tenso, o ruivo sentou-se na cama. Era a sua culpa. Dos dois, ele era o mais experiente e não deveria nunca ter permitido que as coisas avançassem sem que ambos estivessem protegidos.
— Você tem ou já teve alguma DST?
— O quê? – A pergunta direta desconcertou o ruivo e ele fitou Sofia por sobre o ombro. Ela estava sentada logo atrás dele aparentando bastante calma. – Não. Eu me descuidei só uma vez, mas fiz exames e está tudo certo comigo.
— Bom, eu era virgem e nunca tive nenhuma doença contagiosa além de gripe. Então, está tudo bem.
— Talvez em relação a DSTs, mas não a uma possível gravidez.
Sofia aproximou-se de Serguei e o abraçou pela cintura. A preocupação dele era mais do que compreensível, afinal o que eles fariam caso ela ficasse grávida? Não era ingênua para pensar que apenas amor resolveria todos os problemas que envolvem uma gravidez na adolescência.
— Serguei, eu tomo anticoncepcional há algum tempo por causa do meu ciclo. E desde que tivemos nossa primeira relação, eu consultei a ginecologista e me informei sobre as melhores maneiras de me prevenir. Por isso tomei uma pílula do dia seguinte hoje pela manhã.
— Eu não sabia.
— Bem, agora você sabe.
— Desculpe, eu fiquei um pouco nervoso.
— Era de se esperar, né? Ninguém quer ser pai aos dezoito anos, sou a maior prova disso.
— Sofia... – Serguei sentou-se de frente para a loira. A conversa tinha tomado uma outra direção... bem mais delicada para a garota. – Isso não é verdade.
— Como não? Provavelmente sou filha de adolescentes que não pensaram nas consequências e consideram mais fácil se livrarem do problema... e eu nem sei porque estou falando isso.
— Amor... – O ruivo segurou as mãos da loira nas suas. Ela estava introspectiva... quase magoada. – Eu não quis magoar você. Caso acontecesse, nós dois estaríamos nessa juntos. Eu nunca te abandonaria.
— Não? Existem meios de se interromper uma gravidez.
— Você faria isso?
— Eu... – Sofia suspirou tentando não se emocionar. Talvez aquele pensamento tenha passado pela cabeça da sua mãe biológica, mas ela ainda escolheu tê-la. – Eu acho que não poderia. Sei que algumas pessoas optam por isso, mas não. E você?
— Eu quero filhos... E acredito que tenho que assumir minhas responsabilidades. Porém, também considero que eles devem vir no momento certo. Por isso proteção é tão importante para ambas as partes.
A garota fitou Serguei tão profundamente que o fez sentir como se ela quisesse enxergar a sua alma. Então, como se nada tivesse acontecido ela sorriu e o beijou com ternura sem que existisse impedimento algum. O que quer que ela tenha visto, foi o suficiente para acreditar nele. E perceber isso o fez prometer a si mesmo não decepcioná-la.
— X —
Sidney estava comportando-se como um idiota fugindo daquela forma. O que Flaviana poderia fazer? Fisicamente, ele era mais forte, então, não existia sentido em continuar fugindo. No entanto, pensar era diferente de sentir. E sentir a presença dela ao seu lado, inspirar o perfume quase o fez agarrá-la e agir como algum tipo de pervertido sem o mínimo autocontrole sobre os próprios instintos. Escapar foi o melhor que poderia fazer antes que aquela atração maluca e indesejável o colocasse numa posição insustentável.
— Que belo imbecil eu sou! – Sussurrou em meio a outro suspiro. Estava recostado na parede de frente para a porta do seu quarto sem saber ao certo o que fazer a seguir. – Aquela maluca! Bagunçando minha cabeça como se tivesse esse direito... – A consternação foi sendo substituída pela raiva.
A culpa era dela! O pensamento não tinha nenhuma lógica, mas quem disse que Sidney se importava? Ele só queria culpar alguém pelo seu sofrimento, poder extravasar o que estava sentindo da pior forma possível. Talvez ele devesse mandá-la para a casa de Sofia, apesar do horário era ao lado e assim dormir tranquilo sem aquele par de olhos azuis fitando-o o tempo todo. Era uma ideia estúpida, mas antes que processasse essa informação ele ouviu um barulho forte e um grito de dor vir do quarto. Agindo por instinto, mal percebeu quando abriu a porta e correu para o local tropeçando em algo... melhor, em alguém.
— Mas o quê?!
— Pode sair de cima de mim? – Flaviana chorou de dor quando Sidney saiu de cima ela. – Droga de skate! Droga de quarto! DROGA!
As palavras deram lugar a soluços incontidos por causa das lágrimas. O corpo foi sacudido pela intensidade do choro e da dor que sentia naquele momento. Não apenas a física, mas a emocional também. Estava tão intensamente mergulhada no que sentia que não percebeu uma lanterna ser acesa e ele pegá-la – mais uma vez – no colo colocá-la na cama.
— O que aconteceu? – Sidney quis saber ao sentar na cama com ela.
— A vela apagou!
— Você estava dormindo.
— Não estava!
O olhar de acusação confundiu Sidney que apenas a encarou por um momento.
— Não vai dar certo.
— Eu sei. – Murmurou Flaviana. – Eu estava com medo... ainda estou. Minha vida tá um caos e eu sou uma sem teto agora. Eu briguei com minha melhor amiga e disse coisas horríveis para ela... descobri que as pessoas que mais confiava mentiram para mim. E eu não queria sentir o que estou sentindo agora!
— O que você está sentindo? – A voz de Sidney soou baixa e mais grave que o normal. Ele a fitava de modo intenso muito perto do limite. – Você também sente.
— Eu não... – A fala de Flaviana foi interrompida quando Sidney a beijou.
Em meio ao choque, ficou parada por um momento não acreditando no que estava acontecendo. Sidney estava beijando-a e a erguendo pela cintura para que ela ficasse sobre o colo dele com uma facilidade impressionante. E caso ela não tivesse deixado escapar um grito por causa da dor no ombro, ele não teria encontrado nenhuma resistência para continuar o que estava fazendo.
— X —
— Eu pensei na noite que nós dormimos juntos pela primeira. – Abraçada a Serguei, Sofia sentiu-se segura para abrir o coração. Já não existiam mais barreiras entre os dois. – Quem diria que acabaríamos assim?
— Não você.
— Ok, eu fui teimosa. – Ela riu dissipando o clima tenso. – E não facilitei em nada a sua vida, mas ainda assim... Eu quero te agradecer por ter me procurado.
— Não precisa me agradecer. – Foi a vez de Serguei relaxar. Não demorou até que a tivesse deitada sobre seu peito. – Àquela altura eu não admitia, mas estava tão entregue a você que me manter longe estava fora de questão.
— Então, eu fico feliz que tenha sido você a me procurar.
— E eu fico feliz por me permitir ficar.
Sofia cerrou os olhos sentindo-se segura. Serguei havia aparecido tão de repente quando ela estava tão confusa e magoada. E ela esteve assim por tanto tempo que quis nunca mais se apaixonar por alguém. Até o ruivo, com sua teimosia, fazendo-a acreditar que é possível amar alguém sem medo e culpa. Em meio a fraca iluminação, ela fitou o namorado com todo o afeto que sentia. Talvez ela não fosse uma boa pessoa, mas queria ser alguém a quem ele possa amar e estar junto nos bons e, principalmente, nos maus momentos.
— Eu te quero na minha vida por muito tempo. – Murmurou selando os lábios nos dele.
Em meio a declarações e beijos, os dois ficaram abraçados na cama. Serguei acabou caindo no sono enquanto Sofia permaneceu acordada. Mesmo dormindo, ele a manteve próximo e apesar de desconfortável a garota não queria escapar do abraço protetor. O ruivo lhe transmitia uma segurança natural embora naquele momento não estivesse surtindo muito efeito sobre seus ânimos. O problema e que a impedia de dormir eram os seus pensamentos sobre um passado e pessoas que ela sequer conhecia.
— No que está pensando?
— Te acordei?
— Não. Então, por que não consegue dormir? – Insistiu o ruivo percebendo a tensão do corpo feminino. – É a sua cabeça?
— Não é nada... eu só estava pensando demais.
— Hum... certeza?
— Amor, não é importante. – Desconversou a loira. Não permitiria que seu passado interferisse em seu presente. – Agora, é melhor você ir antes que tenhamos que dar algumas explicações sobre como acabamos na mesma cama.
— Em minha defesa eu posso dizer que você me seduziu.
— Ah, é? E quando foi exatamente isso? Não lembro de você ter resistido enquanto me beijava.
— Eu tentei, mas você não me deu escolha. – Serguei puxou Sofia para um beijo. – Tá vendo? Foi o que eu disse.
— Mas eu não fiz nada! – Reclamou a loira entre risos e nenhuma resistência.
— Exatamente.
— Cai fora, Serguei.
— Tem certeza?
— Nós já nos arriscamos muito... – Apesar das palavras sensatas, Sofia começou a beijá-lo dando mordidinhas leves em sua orelha. Em resposta, o ruivo se colocou sobre ela pressionando-a com o quadril. – Você não tá melhorando a nossa situação fazendo isso. Você sabe, né?
— Eu sei. Quer que eu pare?
— Se você pensar em sair dessa cama será um homem morto!
— X —
— Isso vai ajudar com a dor.
— Obrigada. – Flaviana pegou a bolsa de gelo sem encará-lo.
— Talvez seja melhor eu dá uma olhada... – Arriscou Sidney de pé e sem camisa, com as mãos nos bolsos da calça de moletom impaciente por ela não olhá-lo diretamente. – Pode ser grave.
— Não... não precisa. – Recusou a garota prontamente não confiando nele e em si mesma para estabelecerem qualquer tipo de contato físico. Não que ela acreditasse que ele ansiasse por pôr as mãos sobre seu corpo, mas pensar nisso era abrir a porta para pensamentos que diziam que era exatamente isso que ela queria. – Eu faço isso.
Com mais determinação que bom senso, ela pôs sobre o ombro com uma careta de dor dando-se conta da extensão do problema. Maldito skate! Pensou com raiva se esforçando para não demonstrar o que se passava com ela. No entanto, por mais que tentasse aparentar calma Sidney não desviava o olhar dela tornando o clima tenso entre eles.
— Senta na cama.
— O quê?!
— Eu mandei você sentar. – Repetiu o comando diante da expressão assustada dela. – Você mal consegue elevar um braço sem causar dor no ombro e a menos que queira ir para um hospital agora, vai fazer o que eu disser sem reclamar.
— Ah... claro, como não? – Flaviana tentou soar irônica, mas apenas demonstrou estar magoada. – Já falei que você não manda em mim!
— Flaviana... nós podemos fazer isso do jeito fácil ou do jeito difícil! Eu não me importo. E a menos que me queira ver irritado, você vai sentar na droga dessa cama. É melhor não testar minha paciência!
A ameaça pareceu surtir algum efeito e sem saída ela entregou a bolsa de gelo à ele e sentou-se derrotada na cama. Sidney, por sua vez, não sentia-se vitorioso com a obediência dela e sim preocupado, algo novo para ele.
— Não vou machucar você. – Afirmou o rapaz como se aquelas palavras pudessem conquistar a confiança dela. Flaviana não disse nada e apenas encolheu-se quando ele sentou na cama próximo à ela. – Eu preciso que tire a camisa para que eu possa ver seu ombro.
Flaviana ficou de costas para ele e começou a desabotoar a camisa xadrez. Os dedos tremiam, mas ela não queria demonstrar a apreensão que sentia. Com três botões abertos, esforçou-se para deslizar as mangas pelos ombros quase chorando de dor e vergonha no processo. Sidney se aproximou devagar analisando o local e com um suspiro de alívio percebeu que era menos grave do que pensou. Ela tinha uma mancha avermelhada no ombro esquerdo por causa da pancada, mas não parecia uma luxação. Com um pouco de gelo e um relaxante muscular ela ficaria bem.
— Não é tão grave.
— Como você sabe? – A voz embargada foi como um golpe em seu estômago. – Não é em você que está doendo.
— Acredite você ou não, eu já tive minha cota de pancadas e luxações na vida. Além de ter quebrado um braço e uma perna entre uma queda e outra.
— Com certeza você fez por onde.
— Bem, isso é verdade. – Concordou Sidney com um sorriso. – Houve um tempo que parecia quase impossível que eu ficasse inteiro por mais que algumas semanas. O skate me ajudou a ganhar alguns pontos e ossos quebrados.
— Por que era impossível?
— Eu estava com raiva. – Sentindo-a mais calma, Sidney pôs a bolsa de gelo sobre o ombro de Flaviana. – Vai doer um pouco.
— Por que estava com raiva?... Ai! – Perguntou Flaviana em meio a um gemido sem querer pensar na proximidade dele junto à ela. – Você se machucava de propósito?
— Não... quer dizer, eu achava que não. Mas sim, as vezes eu me expunha a situações perigosas apesar de conhecer os riscos. Era a minha forma de aplacar a dor. – O rapaz subiu em cima da cama ficando no centro e a segurou na cintura trazendo-a para ele. – Depois que meu pai caiu fora, as coisas ficaram bem ruins... não que já não fossem. Ele e minha mãe brigavam constantemente. Então, num belo dia quando voltei da escola eu a encontrei chorando na escada. E com todo o “amor” que ela sentia por mim falou que ele tinha nos abandonado por outra mulher e que eu nunca devia perguntar sobre ele.
Flaviana engoliu em seco sentindo-se a beira das lágrimas. Emocionada, mal deu-se conta que ele continuava com um dos braços em volta da sua cintura. Ela não via a sua expressão, mas podia imaginá-lo sorrindo torto tentando não transparecer a dor que ainda sentia. E pela primeira vez desde que deixaram a sua festa ela sentiu-se conectada à Sidney de uma forma profunda.
— Família é uma droga. – Ela conseguiu dizer por fim intuindo que compaixão não era o que ele queria dela, mas sem conseguir disfarçar como a história dele a sensibilizou. – Eu sei bem disso.
— Não sinta pena de mim. – Exclamou Sidney um pouco rude. – Eu não sou um cara legal. O que eu acabei de dizer não muda nada.
— Oh, não se preocupe... estou ocupada sentindo pena de mim mesma. – Ela riu das próprias palavras, pois era verdade em algum nível. – Não se sinta especial só porque compartilhamos algumas emoções.
— Emoções? – Sidney sorriu com cinismo e beijou-a no ombro e pescoço a sentindo estremecer. – Atração é a palavra certa, mas é só isso... não espere mais de mim.
— Você fala como se eu quisesse mais... – Flaviana riu, embora estivesse tensa sentindo a respiração pesada dele perto da sua orelha. Era como brincar com fogo e por mais que tentasse raciocinar, a presença de Sidney estava afetando sua capacidade cognitiva. – Não quero nada de você.
— Isso é bom.
— Então, por que não se afasta?
— Porque... eu não consigo. – Ele beijou-a novamente no pescoço pressionando-a contra ele. – Não vou machucar você.
Sem suportar mais, Sidney a fez voltar-se para ele sem pensar em mais nada que não fosse beijá-la. Flaviana pouco se importou com a fisgada de dor que sentiu concentrada apenas no desejo com que ele a olhava quando a beijou. E tudo o mais perdeu o sentido quando ele a fez enganchar as pernas ao seu redor com as mãos espalmadas em cada lado dela sem interromper o beijo. Flaviana passou o braço não machucado pelo pescoço de Sidney em busca de equilíbrio. Existia uma necessidade latente entre os dois que não seria aplacada facilmente e saber disso não a impediu de saber que ele a arrasaria em algum momento, mas estava disposta a correr o risco.
— Não vou machucar você. – Repetiu mais uma vez Sidney assustado com a força dos próprios sentimentos. Flaviana era proibida para ele, mas não abriria mão dela tão fácil. – Eu prometo.
Em resposta, Flaviana o beijou mais uma vez com desespero. A camisa que ela vestia escorregou mais um pouco deixando a mostra os seios. Era a única peça de roupa que ela vestia, estando completamente nua por baixo e ao dar-se conta daquilo fez Sidney afundar a cabeça entre os seios dela. A morena gemeu sentindo a barba do loiro roçar na pele e a ereção pressioná-la entre as pernas. Não demorou muito até que o rapaz praticamente arrancasse a camisa que ela vestia e a atirasse longe. Ele ergueu-se com ela ficando ambos de joelhos e tirou a calça deixando a mostra ereção. Em meio aos beijos, o efeito do contato pele com pele foi devastador. Há muito o bom senso os havia abandonado restando apenas uma necessidade inexplicável a ser saciada. Flaviana o viu pegar uma camisinha na mesa de cabeceira e colocá-la apressadamente. Ela sabia o que aconteceria depois e ao invés de sentir-se apreensiva por ser sua primeira vez, seu corpo inundou-se de prazer esperando pelo momento.
Novamente, voltaram a posição em que estavam anteriormente – as pernas dela entrelaçadas no quadril dele. Sidney a ergueu pela cintura penetrando-a lentamente. Flaviana gemeu dividida entre o prazer e a dor da invasão. Era uma sensação nova, diferente do que havia imaginado. Nada de romantismo ou declarações de amor eterno, apenas ela sentindo-se intensamente ligada à ele. E isso era bom. Quando Sidney estava completamente em seu interior, ela o beijou puxando-o pelo cabelos até que a cabeça dele se curvasse para trás. Ele sorriu contra os lábios dela abafando seus gemidos enquanto movimentava-se, a princípio lento para logo aumentar o ritmo. Flaviana o acompanhou em cada nova investida surpresa com o que o encontro dos dois corpos provocava em suas terminações nervosas. Ela era puro desejo e avidez pelo prazer que sentia. Uma espiral formou-se em seu interior a medida que ele investia mais forte e rápido. Então, quando ela já não podia suportar tudo explodiu em sua mente e corpo. Flaviana gritou o nome dele agarrando-se ainda mais ao loiro enquanto convulsionava pelo primeiro orgasmo. Sidney a beijou e mordeu os seus lábios quando ele também atingiu o clímax. Foi a relação mais fantástica da sua vida e ele a manteve junto à ele muito tempo depois do seu coração voltar a bater no ritmo certo.
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