Notas iniciais
Oieee! Depois de tanto tempo, estamos de volta e prontos para novos caps da nossa Fic. Após tanto tempo de ansiedade, espero que curtam o que minha cabecinha nada normal pensou. Adiantando desde já que novas coisas acontecerão, sentimentos surgirão, laços serão quebrados para dar lugar a novos. Entretanto, como tudo tem seu tempo, sugiro que vão lendo e tirando suas próprias conclusões. Bem, é isso. Valeu pela espera, pelos comentários, pelo carinho... Valeu por TUDO!

– Você não está falando sério! – Exclamou Flaviana com a voz aguda.

Sofia mirou a amiga, impassível, sem dizer nada. Rendendo-se, a morena desviou o olhar, contrariada, e também não falou nada. Sidney por sua vez, fitou ambas sem ter o que falar, apenas se perguntando mentalmente como ele tinha se metido naquela confusão.

“Ah... claro, foi quando eu decidi ser amigo da Sofia!” Pensou balançando a cabeça com pesar.

– Tudo bem, eu acho que isso só vai funcionar se eu der um tempo a vocês. – Falou Sofia levantando-se da cadeira e pegando a bolsa.

– Aonde você vai? – Questionou Flaviana a puxando pela mão.

– Eu... Eu preciso ir num lugar. – Disse sem mais detalhes deixando a amiga intrigada.

– É sobre aquilo que nós falamos? – Perguntou Sidney recebendo em resposta um aceno afirmativo.

– Você me convenceu, afinal. Só não garanto que vá resolver alguma coisa.

– Bom, pelos menos, você está tentando.

– O que já é um primeiro passo. Obrigada.

– Depois você me fala como foi.

Flaviana olhava de um para outro sem saber sobre o que falavam e quanto mais o tempo passava, com mais frustração ela ficava. Desde quando Sidney sabia mais sobre Sofia do que ela?

– Do que vocês estão falando? – Perguntou aos dois.

– Ela não sabe? – Indagou Sidney a Sofia, ignorando Flaviana.

– Não... Olha que tal eu ir resolver esse assunto e a gente se encontrar no intervalo? Os dois, OK? Eu explico tudinho, juro!

Sem dar chance para mais perguntas, Sofia saiu quase que em disparada para fora da cantina sendo seguida pelos olhares de Sidney e Flaviana. Assim que ela desapareceu, a morena bufou irritada com tanto mistério e cedendo a curiosidade, achou melhor recorrer àquele que parecia ser o único a ter a resposta para a pressa da amiga.

– Então, você... Pode me dizer aonde ela foi com tanta pressa?

Sidney sorriu olhado de um lado para o outro sem fitar diretamente a garota.

– Tá falando comigo? – Perguntou por fim, debochado.

– Dá para deixar de ser idiota por alguns minutos e me explicar o que tá acontecendo? – Pediu Flaviana sem perder a pose.

– Isso é algo que ela deve contar.

– E você é tão leal que não vai me falar nada, não é?

– Exatamente!

– Você é... – Flaviana mordeu o lábio inferior com raiva chamando a atenção de Sidney – Seu tosco!

– Nojentinha! – Rebateu ele.

– Seu, seu... – Flaviana bufou levantando-se – Imbecil, tosco, idiota!

– Patricinha, esnobe, nojentinha!

Jogando um ultimo olhar fulminante contra Sidney, Flaviana deixou o local bufando. O rapaz ficou para trás, rindo satisfeito por ter tirado a garota do sério. Flaviana era muito parecida com Sofia, por isso não o admirava o fato delas serem melhores amigas. Mas se a morena pensava que ele iria permitir que ela o tratasse da mesma forma que Sofia, ela estava muito enganada. O que ele sentia ou ainda sente pela loira o fez passar por cima de muitas coisas, mas ele não devia nada a Flaviana, e caso ela o tratasse mal, ele pagaria na mesma moeda.

– X–

– Posso entrar?

– Sofia? – Raissa levantou o olhar dos papeis que lia e olhou em direção a porta. Lá estava Sofia, parada, nada confortável. Mas isso não importava para a mulher – Claro... Entra, por favor!

Após um momento de hesitação, a garota por fim entrou na sala da orientação e seguiu para a cadeira que Raissa havia lhe indicado. Ela sentou cruzando as pernas e pondo a bolsa no chão, tentando escolher as palavras com a qual deveria iniciar aquela conversa. Alheia a sua indecisão, Raissa foi mais rápida e perguntou primeiro o que a havia levado ali.

– Aconteceu algum problema? O professor te mandou para aqui?

– Na verdade, não... Eu vim por conta própria. E antes que me pergunte, sim, eu tenho aula agora, mas era eu vim falar com você ou ter uma sincope lá na sala.

– Tão ruim assim? – Brincou tentando descontrair. Sofia soltou o ar dos pulmões devagar e sorriu sem graça em resposta – Acho que é um motivo válido. Me conta... Em que eu posso te ajudar?

– Eu não sei se pode, mas um amigo me falou que você estava o ajudando, eu resolvi arriscar. Ainda tá de pé aquela proposta de me ouvir e me auxiliar com os meus problemas?

– Sempre vai estar. – Garantiu não escondendo a emoção da voz.

Mesmo que Sofia não soubesse, ajudá-la era tudo o que Raissa mais queria na vida. Poder fazer parte da vida da sua filha sempre foi um sonho e agora isso iria se realizar. Ela garantiu a si mesma que faria o possível pela menina, não só como orientadora, mas como a mãe que ela não pôde ser por tantos anos.

– Como é que isso funciona?

– Você pode começar me falando sobre você, coisas que você gosta e que não gosta... Num primeiro momento, vamos apenas conversar.

Raissa queria conhecer Sofia, saber coisas sobre ela, poder sentir-se ligada a garota que descobriu há pouco tempo ser a criança que teve que dar em adoção. Talvez, se elas estabelecem um contato próximo fosse mais fácil para as duas quando chegasse a hora de falar a verdade.

– X –

– Desculpa pela mancada da outra noite, tá?

– Que mancada?

– Eu ter te arrastado para falar com a Anita e o Ben quando a gente voltava do cinema. Eu nem pensei no que isso representava para você... – Condenou-se Júlia abaixando a cabeça. Serguei segurou seu rosto a fazendo olhá-lo nos olhos.

– Tá tudo bem, Julinha. Não foi o fim do mundo.

– Não? – Perguntou confusa.

– Não... – Garantiu o ruivo – Uma hora isso ia acontecer mesmo, e melhor tarde do que nunca.

– Mas você gosta dela... Você a beijou!

– E acabei me dando conta de que ela não sente o mesmo. Não tenho o que fazer... Não se culpe.

– Eu sinto muito, sério... Apesar de que seria bem estranho vocês dois como um casal. Eu não ia curtir ficar segurando vela, por mais amigos que vocês sejam. – Brincou arrancando uma risada do amigo.

– Tadinha da Jujuba! E o Fréderic para te consolar?

– Cala a boca, Serguei! – Disse dando-lhe o tapa no braço – Ai, você é tão imbecil, às vezes! –Júlia girou nos calcanhares e saiu andando rapidamente.

– Hey, Jujuba! – Chamou o ruivo ainda rindo, mas ela já não podia ser vista.

– Ai, Serguei não vai me dizer que você e a Júlia tão de caso!

Uma mão de unhas bem pintadas se pôs sobre o ombro do rapaz que logo reconheceu a voz irritantemente melodiosa.

– Oi para você também Amanda. – Disse seco desvencilhando-se da garota e a encarando.

– Nossa, quanta indelicadeza! – Reclamou fazendo beicinho – Eu ainda não te perdoei por ter dito aquelas coisas sobre mim, tá? Ainda mais para defender a Sofia!

– Eu não estava defendendo ninguém! – Negou veemente.

– Eu acredito... – Afirmou Amanda se aproximando mais do rapaz. Serguei, querendo evitar o contato, acabou encurralado entre os armários e ela – Você já foi mais carinhoso! – Murmurou no pé do ouvido dele, colando o seu corpo ao de Serguei.

– Amandinha... – Tentou argumentar, mas Amanda era bonita, ele não tinha ninguém e já fazia muito tempo que não beijava uma garota... Era uma guerra perdida. – Talvez você deva me lembrar do motivo de eu ser carinhoso – Sussurrou encostando os lábios nos dela – Hum... Eu sou tão esquecido! – Murmurou contra a boca entreaberta de Amanda.

O que era um selinho, logo se tornou um beijo quente e apaixonado. Sem perder tempo, Serguei invadiu com a língua a boca da garota. Com as mãos, ele tateou as costas de Amanda, a trazendo para mais perto e a virando para se apoiar contra a parede de armários. Para nenhum dos dois importava que aquele fosse o corredor da escola ou que mais alguém os visse, o que importava era que saciassem a vontade que tinham um do outro. Pressionando o corpo contra o dela, Amanda gemeu quando ele usou uma das pernas para roçar o interior das suas coxas expostas pela saia curta que usava. O clima era tão intenso que eles não notaram a pessoa ao lado até que ela se pronunciasse.

– Cof, cof... – Sofia fingiu uma tosse para chamar a atenção do ‘apaixonado casal’. Os dois se largaram abruptamente assim que a viram – Por favor, isso é um colégio. Se quiserem se pegar, tenham a decência de procurar um motel!

– Há quanto... tempo... você está ai? – Perguntou Amanda ofegante alisando a roupa para se recompor. O que foi inútil dado ao estado em que o beijo de Serguei a deixou.

– Há mais tempo do que eu gostaria. – Disse cruzando os braços sem conter o sorriso – Quem diria, hein ‘Amandinha’? Até outro dia você tava me acusado de querer roubar o teu namorado e eu te encontro aqui de agarração com o Serguei? O Junior sabe disso? – Sofia balançou a cabeça de um lado para o outro – Que coisa feia, querida!

– Se você se atrever a falar alguma coisa... – Ameaçou a garota perturbada.

– Vai fazer o quê?! – Questionou Sofia lançando-lhe um olhar de desprezo – Vai me empurrar, por acaso? Acho melhor você tomar cuidado comigo se não quiser perder o namorado e alguns dentes também!

– Serguei! – Choramingou a garota pedindo ajuda ao rapaz que até então se manteve calado.

– Você tá namorando o Junior? – Perguntou impassível.

– Err... Não é nada sério, quer dizer, isso não é da conta de vocês! – Fingindo-se ofendida Amanda saiu em disparada deixando Sofia e Serguei para trás.

– Você estava nos espionando?! – Questionou Serguei irritado pela intromissão, ainda que no fundo tenha ficado grato pela informação de que Amanda tinha um namorado. Se ele soubesse disso, não teria a beijado.

– Quer a verdade? Eu estava. Nada muito diferente do que você e seus amiguinhos fizerem sexta a noite, não? – Condenou mordaz. Serguei encolheu os ombros, em aceitação – Então, direitos iguais para todos.

– Não foi intencional... Eu sei, foi falta de educação nossa.

– Correção: Foi falta de ocupação de vocês. E agora, como é estar do outro lado? Nada agradável, eu suponho. Pois bem, quem sabe assim você pensa melhor antes de invadir a privacidade de outra pessoa. E só para terminar: A Amanda? – Exclamou com uma expressão de nojo – Vai ter mau gosto assim lá... Você me entendeu. Tchau, fofo!

Sofia passou ao lado de Serguei, pronta para ir ao encontro de Flaviana e Sidney, mas antes que ela se afastasse o suficiente, ele a segurou pelo braço sem usar força. Porém, a lembrança de outra mão agarrando-a com brutalidade fez seu corpo se retesar em resposta e seu rosto empalidecer. Era como se voltasse à noite em que Antônio a beijou a força e quase fez mais do que isso.

Serguei viu a cor fugir de Sofia e se recriminou por tê-la segurado com força, ainda que tivesse a certeza que não foi esse a causa da palidez dela. O garoto fez Sofia encostar-se à parede, pondo os braços lado a lado dela dando apoio com medo de que ela caísse. Aflito, ele buscou com o olhar uma resposta para aquela reação. Sofia o olhou com os olhos verdes muito abertos e assustados, mas apesar de focalizar o rosto do garoto, não era ele quem ela via. Pelo o que pareceu uma eternidade, ela não viu nada.

– Droga! – Ouviu-o dizer com raiva – Você sofre de pressão baixa?

– Pressão? – Balbuciou debilmente.

– Sim, pressão... Ou talvez seja fome. – Falou por alto analisado o corpo de curvas perfeitas. Provavelmente ela devia tá fazendo uma dieta maluca que estava na moda, julgou – Você comeu hoje?

– Eu o quê? Dá pra se afastar? – Pediu empurrando seu peito sem ao menos tirá-lo do lugar.

– Claro, até porque eu anseio por ficar perto de você! – Falou sarcástico. Sofia o fitou, irada.

– E como se eu fosse querer ficar a menos de 5 km de você!

– Compartilho dessa mesma ideia!

– Ótimo!

– Ótimo!

– Já que concordamos... – Sofia olhou para os braços dele quase a tocando.

Ao levantar o olhar novamente, ela viu vindo em direção aos dois no fim do corredor, a irmã Carmem, uma das freiras do colégio, e coincidentemente a mais rígida. Movida por um impulso sádico, uma ideia surgiu na sua cabeça e sem parar para pensar, ela a pôs em prática. Era uma ideia maluca, e indo contra a sua nova filosofia de vida, ela o puxou para si, os corpos colidindo.

Serguei não saberia dizer como ou até mesmo porque aconteceu, mas num instante Sofia pedia para ele se afastar e no outro ela o agarrava pela camisa e unia os lábios de ambos num beijo. Ele quis empurrá-la num primeiro momento, mas quando a língua dela tocou a sua foi como se uma explosão acontecesse na sua cabeça fazendo qualquer pensamento lógico escapar da sua mente. Em vez de afastá-la, ele a puxou para si moldando os corpos, maravilhado com o fato dela se encaixar tão bem nele. Sem querer pensar que aquela era a irmã da sua melhor amiga ou que ela também era uma irmonstra e infernizava a vida de Anita, ele sucumbiu ao beijo. Por mais sem caráter, egoísta, fútil ou o que Sofia fosse, ela beijava como ninguém. E quando que ele imaginou que seria tão bom beijar Sofia? Não hoje, não daquela forma. A resposta em qualquer outro momento anterior aquele teria sido: Nunca. Mas como dizem que nunca deve se dizer nunca... Dando dois passos para frente, ele a segurou firme pela cintura enquanto a pressionava contra a parede. Sofia suspirou contra a sua boca sem interromper o beijo cravando as unhas nos ombros de Serguei. Entretanto, tão rápido quanto aconteceu, acabou. Quando ela o empurrou, ele não esperou que o fim chegasse tão rápido ou que viesse acompanhado de um belo tapa no rosto.

– OH! Como você foi capaz? – Falou Sofia teatralmente pondo uma mão na boca, o rosto corado por uma excitação que ela não esperou sentir – Você se aproveitou da minha fragilidade, da minha amizade... Nunca mais fale comigo! – Completou por fim num tom de falsa ofensa.

Serguei a olhou abismado sem entender nada, nada mesmo, mas quando viu a irmã Carmem praticamente correndo até eles compreendeu o motivo de toda aquela cena: Sofia havia armado para ele! E ele, idiota, caiu como um patinho. Como ele não previu a intenção dela quando o beijou? Aliás, por qual outro motivo ela o teria beijado daquela forma se não para comprometê-lo? Não pelo seu charme, pensou, passando a mão no rosto que ardia pelo tapa.

– Rapazinho, o que pensa que está fazendo? Aqui é um colégio!

– Irmã, não é nada disso... – Tentou argumentar, mas o olhar reprovador da freira dizia que era inútil.

– Desculpe, irmã Carmem, eu estou tão envergonhada... Eu não pensei que o Serguei fosse capaz de uma coisa dessas. Desculpe, por favor.

– Você tá chorando?! – Vociferou o garoto avançando ate Sofia ao ver uma lágrima escorrer pelo seu rosto. Como ela podia ser tão... Ele não sabia o que ela era no momento.

– E você acha que é pouco? Depois do que acabou de fazer? – A irmã Carmem abraçou Sofia que choramingou manhosa no seu ombro – Mas isso não ficará assim! Acompanhe-me ate a sala da orientadora Raissa, Serguei!

– Mas...

– Já basta! Vamos, agora! – Ordenou a freira. Sem ter mais o que fazer, Serguei andou lado a lado com a irmã enquanto Sofia ficava para trás. Ao olhar para ela uma ultima vez, a viu sorrir e dar uma piscadinha divertida.

– X –

– Demorou!

– Foi mal... – Desculpou-se Sofia ofegante ao sentar-se ao lado da amiga, ainda sentindo a adrenalina correr por seu corpo. Ela poderia ter se dado muito mal, mas com sorte, Serguei acabaria levando toda a culpa de algo que ela fez. Inconscientemente, ela sorriu por essa vitória.

– Posso saber o que é tão engraçado? – Perguntou Flaviana atenta as emoções que eram refletidas no rosto da amiga.

– Nada... Então, como foi a conversa de vocês dois?

– Muito proveitosa. – Disse Sidney dando um sorrisinho pretensioso para Flaviana.

– Espero que sim!

Flaviana pensou em desmentir Sidney e contar para Sofia as barbaridades que ele tinha lhe dito, mas resolveu ficar quieta. Não queria que a amiga achasse que ela estava com má vontade. Mas Sidney ainda teria seu castigo por isso, cedo ou tarde, ela garantiu a si mesma.

– Vai falar ou não o que de tão secreto você foi fazer mais cedo? – Flaviana mudou de assunto.

– Resumindo: Eu estou fazendo terapia.

– Terapia? Como assim?

– Isso o que você ouviu... Eu to tentando me encontrar, só não sei como é que isso vai acontecer. A Raissa é legal, para uma adulta e orientadora, é quase como se ela me conhecesse... Estranho. – Falou Sofia mais para si mesma do que para os outros.

Ela não podia explicar, mas falar com Raissa a deixava bem, de uma forma que ela não compreendia. Era como se houvesse alguma ligação entre as duas e coisas que ela não queria ou sabia dizer, Raissa compreendia imediatamente como se as pegasse no ar ou lesse seus pensamentos. Se toda terapia fosse assim, não importa o que digam, vale muito a pena não importa o quanto custe. E para sua sorte, a sua tinha saído de graça. Não que dinheiro fosse problema, mas por nada no mundo ela diria a seu pai ou mãe que precisava de ajuda psicológica.

– Você se sente assim também? – Indagou a Sidney que acabava de morder um sanduíche.

– Mais ou menos... – Falou de boca cheia.

– Ai, que garoto porco! – Reclamou Flaviana. Infantilmente, Sidney abriu a boca e a visão do sanduiche mastigado fez Flaviana dar um gritinho de nojo – Para com isso, seu mal educado!

– Eu mereço... – Falou Sofia rindo dos dois enquanto ouvia a amiga reclamar de Sidney.

– X –

POV Serguei

– E eu espero que isso nunca mais se repita! Beijar uma aluna por si só já é errado, e a força?!

– Tudo bem, irmã... Eu acho que o Serguei já entendeu, não? – Interviu Raissa conciliadora.

– Sim.

– Ótimo... Você está liberado.

Após uma eternidade ouvindo sermões da freira e da orientadora, eu deixei a sala surpreso por não ter ficado louco. Irmã Carmem sabia ser irritante quando queria, ainda mais quando me ameaçava de expulsão por algo que eu sequer tinha culpa. Enquanto isso, Sofia estava rindo as minhas custas em algum lugar do colégio. Mas se eu a culpo, condeno mais a mim mesmo por ter caído na armação dela. Bem, pelo menos, eu tirei como proveito a experiência para nunca mais cometer o mesmo erro. Embora, beijá-la uma segunda vez não pareça tão ruim assim.

Notas finais
Gostaram? Sugestões, criticas, elogios: é só escrever uma review nesse espaço aí em baixo. Valeu e vamos ao próximo! Beijos *-*