Era Uma Outra Vez...
22 Melhores inimigos?
Notas iniciais
– Sofia Toledo: já para fora dessa cama!
Flaviana puxou o edredom com o qual a loira se cobriam quase derrubando a amiga no chão. Sofia despertou com o susto conseguindo manter-se ainda na cama. Buscando a causa de tanto estardalhaço, deu de cara com Flaviana, que a fitava furiosa e indignada, por motivos que a garota desconhecia e que, sinceramente, não tinha muito interesse em saber, não àquela hora da manhã. Sofia podia perdoar a amiga por muitas coisas, mas acordá-la como se o mundo tivesse acabando, o que com certeza não era o caso, não era uma delas, ponderou suspirando.
– Nossa, Flaviana, eu lamento te informar, mas eu tenho um despertador e ele funciona muito bem, obrigada. Sabe o que acordar desse jeito faz a minha pele? E o que é que você tá fazendo aqui as – Sofia mirou o relógio despertador em cima da mesinha – Não são nem setes horas, pelo amor de Deus! Por que tanto estardalhaço? E você não estava em Nova York?
Sofia sentou-se de pernas cruzadas em cima da cama, esfregando os olhos com as mãos para melhorar a visão. A noite anterior não tinha sido fácil, ela passou horas organizando os pertences que levaria para o apartamento do pai, o que levou mais tempo do ela que gostaria. Apesar de não ser pouca coisa, tudo teria sido mais simples se a cada peça de roupa guardada, sapato ou bolsa, ela não sentisse um aperto no coração e tivesse a vontade sufocante de procurar a mãe e pedir para ficar. Ela aceitaria tudo, Giovanna enchendo sua paciência, Vitor e suas opiniões dispensáveis, nenhuma privacidade... Entretanto, dado os últimos acontecimentos, a Barra era o seu refúgio. Por mais que já estivesse ciente de que Ben e Anita reataram, saber era bem diferente de ver, e nada seria mais desagradável do que vê-los se agarrando pelos cantos da casa aos beijos durante todo o tempo. Ela tinha ânsia de vômito só de imaginar a cena. Não, Sofia não precisava passar por isso, e já que ela seria despachada mesmo para a Barra, pelo menos, ele não pensaria que era por sua causa.
Além disso, ainda tinha o irmão maníaco sexual muito assustador de Benjamim. Verdade que ele não tentou mais nada desde a noite de sexta, mas ela não ia dar uma segunda chance a ele de ataca-la. Sofia sabia que mais do que raciocínio rápido, ela tinha tido sorte, e não queria saber se ainda a tinha. Nas poucas vezes que se viram, já que ela passou quase todo o fim de semana trancada no quarto, ela concluiu que ele era mesmo muito esquisito seguindo-a com o olhar sempre que estavam no mesmo ambiente. Isso quando, é claro, ele não estava muito atento a alguma bobagem que sua irmãzinha falava. Era o efeito que Anita tinha nas pessoas, caras, principalmente, pensou com pesar embora quisesse distância da ‘nova conquista’ da irmã.
“Quem diria, hein Sofia? Enquanto um irmão quer distância de você, o outro não vê a hora por as garras nesse seu corpinho!”
Sofia riu um pouco histérica pelo pensamento. O que é que tinha se tornado a sua vida?
– Pode parar com esse risinho besta, que não é hora para isso. – Falou Flaviana com ênfase, cruzando os braços frente ao corpo – Faz ideia do número de ligações que eu te fiz e das mensagens que eu te enviei? Ou do quanto eu to decepcionada com você? – Completou batendo o pé.
– E eu posso saber o que foi que eu te fiz? – Questionou Sofia sem entender porque Flaviana estava tão aflita.
– Não finja que não sabe!
– Droga, eu não sei! – Rebateu exasperada. Sofia conhecia Flaviana, ela era a rainha do drama, e fazia uma verdadeira novela pelas menores coisas. Por isso, tentou se manter calma – Vamos lá, me conta para que eu possa te dar uma explicação. Ficar batendo o pé não vai nos levar a lugar algum.
Flaviana ponderou por alguns segundos ate ceder. Lentamente, ela seguiu até a cama e sentou-se ao lado da loira, mas sem olhá-la diretamente. Sofia suspirou a espera que a morena lhe esclarecesse o ataque emocional gratuito de poucos instantes.
– Você mentiu para mim! – Acusou a morena.
– Menti sobre o quê, exatamente?
– Sidney! Falou que não ia tentar nada, mas o beijou! Por favor, eu sei que sou esnobe e que o Sidney é o ultimo, mas de longe, o ultimo cara que eu ia querer para você, mas não precisava me esconder isso, né? Poxa, você é minha melhor amiga!... Ou era o que eu pensava, não sei mais. – Condenou Flaviana sem conseguir conter a decepção na voz. Sofia sempre foi sincera com ela sobre tudo e do nada resolver esconder coisas sobre a sua vida? Ela não podia aceitar isso, de maneira alguma.
– Como foi que você ficou sabendo? – Perguntou Sofia saindo da cama e indo até o guarda-roupa, tentando não dar tanta importância ao assunto.
– Não vai negar?! – Irritou-se Flaviana seguindo a loira.
– Flaviana, é muito cedo para dramas. Sim, é verdade, eu o beijei, na verdade mais fui beijada, mas não é como parece. O Sidney estava me fazendo um favor.
– Favor?
– É... É constrangedor, eu sei. Mas a gente saiu, como amigos, e quando voltamos, a Anita e o Ben estavam se agarrando no portão com direito a beijos desentupidores, mãos por todo o corpo, e todas aquelas coisas que você já pode imaginar.
– Eles reataram? – Perguntou a morena perdendo a pose durona. Sofia deu um aceno afirmativo enquanto engolia em seco o bolo que se formou em sua garganta. Droga, por que isso sempre acontecia? Irritou-se a garota – Eu não sabia, sinto muito.
– Parece que só as minhas ações é que são dignas de repercussão né? Minha irmã tava praticamente transando com o namorado no portão, e é de mim que falam, porque eu dei um misero beijinho no Sidney! Até você já ta sabendo, vê se pode! – Ela tentou brincar para esconder a mágoa por Ben. Flaviana segurou uma de suas mãos, em apoio. Ela a conhecia como ninguém, não seria enganada por sorrisos falsos – Não sinta, sério. Eu já superei.
– E por que esses olhos marejados?
– Isso se chama irritação. Um colírio resolve rapidinho! – Desconversou Sofia desvencilhando-se da outra – Mas voltando ao assunto... Acontece que apareceram Serguei, Júlia e Giovanna e todos concluíram estupidamente que seria muito interessante espionar o que eu e o Sidney fazíamos na praça. Daí, para eles terem o que falar, o Sidney me beijou, e para falar a verdade, eu não me importei.
Concluiu com um suspiro profundo. Em nenhum momento, desde o ocorrido, Sofia viu o que aconteceu como um erro. Embora tivesse ficado com raiva no inicio, conseguiu compreender Sidney e seu intento em protegê-la.
– Você tá gostando dele? – Perguntou Flaviana direta. Ela precisava acostumar-se ainda com essa possibilidade, por sua amiga, por mais horrível que fosse a ideia de Sofia apaixonada pelo ‘molambento’. Em sua opinião, Sidney era o tipo de garoto que deveria permanecer preso dentro da caverna onde ele habitava e nunca ter contato com as outras pessoas – Olha, eu não vou te julgar, pode se abrir comigo.
– Eu gosto do amigo que ele é. Eu nunca poderia pensar no Sidney como alguém importante, mas é o que ele está se tornando. Não tem nada romântico entre a gente, nada a ver, ele sabe que é só amizade.
– Será que sabe mesmo? Esse garoto te perseguiu por anos!
– As pessoas mudam, Flaviana, olha para mim! – Sofia deu uma piscadinha divertida para a garota que sorriu sem graça. Ela não queria que Sofia mudasse, mas já que era voto vencido... – Mas você ainda não me contou como descobriu isso! – Lembrou Sofia enquanto pegava as roupas que tinha separado na noite anterior.
Ela foi até a cama onde pôs a calça jeans azul, a blusa de cor rosa claro e lingerie branca. Além dos acessórios que ela adorava, como o anel corujinha de rubi que havia ganhado do pai de presente de aniversário de 14 anos, a pulseira colorida com símbolos hippie e discretos brincos de ouro. Para terminar, escolheu um sapato anabela na cor roxa. Após isso, foi até a escrivaninha e pegou o celular que, como já sabia, estava desligado, por isso não ouviu as ligações de Flaviana.
– Então, não vai falar? – Questionou enquanto separava sabonete, perfume, hidratante e a maquiagem que iria usar.
– Err... – Flaviana pigarreou, evitando a pergunta de Sofia que a olhou ainda mais intrigada.
– Pode contar, porque eu não acordei há essa hora nem fui obrigada a te ouvir me acusar de não ser sua amiga para ficar sem saber por que isso aconteceu. Fala, agora!
– Tá bem, tá bem... – Rendeu-se a morena andando de um lado para o outro – É bem engraçado, você até vai rir...
– Eu ainda não estou rindo.
– Olha isso... – Flaviana estendeu o seu celular para Sofia que o pegou e leu a mensagem que tinha na tela – Eu cheguei ontem e vi esse SMS. Eu liguei para as Micas e segundo elas, praticamente, todos do colégio receberam a mesma mensagem que eu.
“Bomba: Sofia, a mais bela do colégio, rendeu-se ao charme de Sidney. Engraçado, pois até outro dia ela o detestava, mas parece que após um beijo quente numa praça pouco iluminada, ela resolveu assumir o posto de Fiona ao lado do ogro não tão querido, Fim de carreira para Sofia, sim ou com certeza? ;)”
– Mas que merda é essa?
– Eu também não entendi nada... Mas é o que tá rolando. Um foi lendo e reenviando, e acabou que todo mundo já sabe do seu beijo.
– Isso é ridículo! – Vociferou Sofia, furiosa – E daí se eu beijei ele, desde quando isso é assunto de fofoca? O engraçadinho que fez isso vai se ver comigo!
– Calma, é... Não é o fim do mundo. – Disse Flaviana com receio de uma explosão de Sofia.
– Fim do mundo? Ah, com certeza não, mas é o fim do palhaço que resolveu fazer isso, posso garantir!
– Tenta ver pelo lado bom, Sofs, pelo menos você voltou a ser assunto, e não de uma maneira... Tão negativa assim.
– AH... Claro, não sei por que não pensei nisso antes! – Ironizou Sofia cuspindo desdém – Eu ser assunto de uma maneira ‘não tão negativa’ numa espécie de Gossip Girl bem fajuta onde questionam se eu to acabada deve ter um lado bom!
– Ai, não fica assim S.
– S.? – Sofia lançou um olhar mortal para Flaviana que, apesar do clima tenso, não conseguiu segurar o riso.
– Foi você quem falou em Gossip Girl! – Defendeu-se quando a loira avançou sobre ela e a segurou, sem força, pelos ombros – Relaxa, Sofia não é tão ruim. Fofocarem sobre você é sinal de que se interessam pela sua vida. E que você pode voltar a ser a garota mais popular novamente. Contanto, que não esteja com o ‘garoto molambento’ a tira colo.
– Do que é que você tá falando, Flaviana?
– Estou falando que você pode muito bem usar essa brincadeira de mau gosto ao seu favor.
– Posso saber como?
– Simples: As garotas te invejam, os caras te querem, mas a fama de fura olho os afugentou, os que valem a pena, pelo menos. Mas se tem alguém que perde tempo falando da sua vida, é porque tem gente querendo saber dela. E se você der motivos, motivos positivos, para as pessoas se importarem com você? Você seria aceita de novo, invejada e desejada. E de sobra ainda apagaria qualquer ligação com o garçom psicopata! É tudo tão óbvio!
– Por favor, me diz que você não tomou uma daquelas pílulas da sua mãe, Flaviana! Você sabe que isso não te faz bem, tá vendo só, tá até delirando!
Sofia pôs a mão na testa da amiga para sentir a temperatura, porque para ela, só estando em algum tipo de delírio prolongado para Flaviana sugerir um absurdo desses. Tudo o que ela mais queria nos últimos tempos era passar despercebida, e agora ela a aconselhava a virar o centro dos holofotes?
– Não é delírio, é fato! Você quer ser ignorada ou aceita?
– Você vai mesmo insistir nisso? – Perguntou Sofia com um gemido sabendo da determinação de Flaviana quando esta punha alguma ideia desmiolada na sua cabecinha pensante.
– Vou! Não se preocupe, eu me encarrego de tudo, você só vai precisar fazer o que eu digo... – Em questões de segundos, a morena já começou a pensar e ter inúmeras ideias de como iria fazer de Sofia a garota mais popular do colégio Destaque, novamente. Andando pelo quarto, sem notar, acabou esbarrando em alguma coisa. Olhou para o local e viu duas grandes malas – O que são essas malas? – Perguntou para Sofia que deu de ombros, resignada.
– Senta, porque a história é longa e você não faz ideia do quanto um fim de semana pode ser surpreendente.
– X –
– Quer mais alguma coisa, mãe?
– Não, obrigada Anita. – Agradeceu Vera com um sorriso singelo.
– Você está pronta, Princesa? – Perguntou Ben vindo do quintal. Anita sorriu assim que viu o namorado e logo correu para dar-lhe um selinho que ele retribuiu com entusiasmo.
– Mãe ainda aqui, garotos! – Alertou Vera, dando uma piscadinha para os dois jovens que coraram.
– Desculpa, mãe... – Pediu Anita abraçando o namorado pela cintura.
– Tudo bem, eu já fui jovem, mas juízo, hein?
– Impressão minha ou a Flaviana estava aqui? – Questionou Ben após Anita deixar a sala para buscar a bolsa no quarto.
– Esteve sim. Ela veio buscar a Sofia, elas saíram faz pouco tempo.
– Hum... – Ben deixou escapar pelos lábios um suspiro.
Ele tinha esperança de ver Sofia ainda pela manhã e continuar a conversa que tiveram há duas noites. Já que com Anita sempre presente e a loira fazendo questão de manter distancia dele, foi praticamente impossível falar com ela. E embora não soubesse exatamente o que tinha a dizer, sabia que não podia esperar por essa conversa.
– Podemos ir, Príncipe! – Disse Anita assim que retornou a sala.
De mãos entrelaçadas, os dois deram tchau a Vera e deixaram o casarão, sendo interceptados por Sidney assim que cruzaram o portão.
– Hey, a Sofia já foi pro colégio?
– Já, ela saiu mais cedo com a Flaviana. – Informou Anita muito solicita. Para ela era muito importante que Sidney e a irmã se dessem bem, para a sua paz interior, dizia mentalmente.
Quanto antes Sofia se firmasse com alguém, mais cedo ela poderia afugentar o receio da sua irmã interferindo no seu namoro.
Ben ficou calado, apenas observando o amigo balançar a cabeça, decepcionado. Com certeza, ele esperava ter o prazer da companhia de Sofia e por algum instinto sádico, Benjamim se alegrou por Sidney não ter conseguido encontrar a garota mais cedo. Ele sabia dos sentimentos de Sidney pela loira e desgostava demais disso, principalmente, após o tão incomodo beijo que os viu trocarem.
– Precisamos ir, Anita. – Falou seco olhando diretamente para o outro cara. Sidney não ligou, e com um sorrisinho de canto de boca, não desviou o olhar.
Anita apenas observou os dois enquanto eles travavam um duelo mudo sobre sabe-se lá o quê, mas no fundo ela sabia que a razão era só uma: Sofia. Por quanto tempo ela ainda seria um empecilho para a sua felicidade? Perguntou-se enquanto puxava o namorado para seguirem para o colégio.
– X –
– Peraí, nada está se encaixando nessa história!
– Qual parte você ainda não entendeu? A que eu fui humilhada, meu quase atropelamento, a volta do namoro da minha irmã, o beijo, o quase abuso que sofri na minha sala pelo irmão maníaco que por acaso salvou minha vida do atropelamento?
Sem querer, Sofia acabou rindo. Era tudo tão estressante, tão absurdo que chegava a ser engraçado, mas não de uma forma cômica. Era quase uma tragédia, mas ou ela ria ou se jogava no chão e começava a chorar em posição fetal. Sofia concluiu que tinha uma grande veia masoquista para rir de tudo aquilo.
– Da forma como fala até parece que não se importa! E para de rir, que o assunto é sério. – Ralhou Flaviana dando um tapinha no braço da amiga – Eu ainda não acredito que você foi salva pelo irmão do Ben e que ele tenha tentado te forçar! Acho que nem em filmes acontecem coisas desse tipo!
– E não se esqueça do atropelamento, do beijo e mais recente: a maldita mensagem! Desde que chegamos que as pessoas não param de olhar para mim. Sério, daqui a pouco vou mandar todo mundo e tomar naquele cantinho obscuro.
– Ai, Sofia não seja baixo nível! Agora que vai morar na Barra vai ter que controlar esse seu vocabulário.
– Eu vou para o inferno por falar alguns palavrões? – Perguntou pensativa.
– Não sei, mas nenhuma pessoa de boa procedência vai querer ter relações com alguém ‘boca suja’!
– Tá bom, mamãe! Só não lava a minha ‘boca suja’ com sabão, OK? Prefiro sabonete líquido de limão! – Debochou mostrando a língua.
Flaviana irritou-se, mas acabou rindo do bom humor de Sofia, se é que se podia chamar assim. Ela sentia falta de ver a amiga tão bem, não queria estragar isso.
– Quanto à mensagem... Tem certeza que não foi o Sidney que enviou aquelas baboseiras só para se vangloriar?
– Não, claro que não... Ele não tem tantos neurônios para pensar numa coisa dessas.
– Vai saber, se lembra de que a Gossip Girl era o Dan? Vai ver o seu ‘garoto molambento’ se inspirou e resolveu arriscar.
– De novo essa mesma conversa? Eu já disse que eu não sou nenhuma S., até porque eu gostava mesmo era da Giorgina... O Sidney não nenhum ‘garoto solitário’ e muito menos é uma mente criminosa. E você pode esquecer esse papo de eu te chamar de F. To nem aí para os seus devaneios de ‘Queen’ F., B. ou o alfabeto inteiro!
– Chata! – Resmungou Flaviana enquanto bebia um gole do seu suco de abacaxi – Falando no diabo... – Ela indicou com a cabeça Sidney na entrada da cantina vindo em direção à mesa das duas.
– Cala a boca, OK? – Murmurou Sofia antes do rapaz se aproximar. Flaviana revirou os olhos, em descrença.
– Oi! – Disse ele sem jeito ao se aproximar das duas. Sofia sorriu discreta enquanto a amiga fechou a cara.
– Oi... Senta, toma um suco com a gente.
– A gente? – Sussurrou Flaviana com a voz aguda.
– Eu não to vendo mais ninguém, você está Sidney?
– Não... – Concordou sorrindo amarelo para a morena que não se importou. Ele sentou-se ao lado de Sofia – Sobre a mensagem... Eu acho que você já deve tá sabendo, né?
– Sei... Relaxa, eu também sei que não foi você.
– Obrigado... – Agradeceu com um suspiro de alivio. Não queria que ela interpretasse o que aconteceu de uma maneira errada – Mas se eu descobrir quem fez isso, ele vai me pagar.
– Entra na fila, porque esse palhaço vai se ver primeiro é comigo e disso eu não abro mão.
– Nada disso estaria acontecendo se esse daí não tivesse tido a brilhante ideia de te beijar! – Opinou Flaviana após alguns segundos de silêncio.
– ‘Qualé’? Eu tenho nome! – Disse Sidney irritado.
– O que certamente não vem ao caso, eu garanto. Você, seu nome, sua importância e nada são a mesma coisa.
– Flaviana... – Alertou Sofia incomodada pelo rumo da conversa.
– Flaviana nada! Acha que eu não sei qual é o joguinho dele? Ninguém me tira da cabeça que ele tem mais culpa do que quer demonstrar!
– E eu posso saber como você chegou à essa conclusão? Foi usando um dos seus dois neurônios ou precisou da ajuda de alguém para pensar nisso?
– Olha aqui, veja lá como fala comigo seu tosco! – Esbravejou a morena perdendo a calma. Sidney a fitou furioso prestes a explodir também.
– Hey, pode parar os dois! Você... – Sofia apontou com o dedo indicador na direção de Flaviana – Eu já disse e repito: Eu tenho confiança de que ele não fez nada. E você... – Foi a vez de Sidney ser apontado – Nada de falar que ela tem dois neurônios! E a não ser que queiram perder a minha valiosa amizade, acho bom começaram a se entender! Sidney, a Flaviana é minha melhor amiga. Flaviana, o Sidney é meu amigo também, portanto parem de agir como crianças e convivam que nem duas pessoas civilizadas... E já que estamos aqui, podem começar agora! – Completou Sofia cruzando os braços frente ao corpo.
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