Era Uma Outra Vez...

6 Fuga, uma ligação e grandes problemas!


Notas iniciais
Pessoaaaaaaaaaaas, perdão pela demora, mas cheguei! To surtando ainda, mas vamos lá. Capítulo escrito ao som de 'Open your eyes' do Snow Patrol. Trecho de inspiração: "Tudo isto parece estranho e irreal. E eu não vou perder um só momento sem você. Meus ossos doem, minha pele está fria e eu estou ficando tão cansado e tão velho. A raiva me corrói por dentro... E eu não vou sentir os pedaços e os cortes. Eu quero tanto abrir os seus olhos, porque preciso que você olhe nos meus. Me diga que você abrirá seus olhos."... (8) Apenas AMO! Deem o play e vamos nessa! Link: http://www.vagalume.com.br/snow-patrol/open-your-eyes-traducao.html

– Sofia... Por que tá fazendo isso com você?

Flaviana segurou os cabelos da loira enquanto ela se debruçava sobre o vaso e vomitava. A morena nunca se viu numa situação semelhante e talvez por isso não sabia como lidar com os acessos da amiga. Sofia nunca esteve tão mal e ela nunca esteve mais perdida.

– Por que não vai embora?! – Perguntou ríspida sentando-se no chão do luxuoso banheiro.

– Essa é minha casa tá lembrada?

– AH, claro! Desculpe se minha presença te incomoda... – Sofia recostou-se contra a parede fria e fechou os olhos.

– Não é isso, você sabe... Só que não me peça para fingir que nada está acontecendo. Desde que descobriu que é adotada, você só tem feito besteiras. Sai todas as noites e volta quase de manhã, todas às vezes, caindo de bêbada. Eu amo você... Será que não vê isso? Eu não posso permitir que continue com isso. A tia Vera confiou em mim para cuidar de você.

– Flaviana... Me dá um tempo, sim? Não é como você tá dizendo... Eu só quero aproveitar a vida. Que mal existe nisso?

– Curtir a vida é completamente diferente de jogá-la ladeira abaixo. O que vai ser amanhã? Bater um carro? Drogas talvez? Acorda, Sofia... Para de fugir do que sente. Para de negar que tá tudo bem quando não está.

– Me deixa em paz, por favor, Flaviana... Me deixa sozinha.

Flaviana olhou para Sofia chorosa jogada de qualquer jeito no chão. As suas palavras e atitudes só indicavam o quanto ela precisava de ajuda, mas o que ela poderia fazer? A morena era só uma adolescente e não sabia como tratar o drama da amiga. Pensou em falar com Vera, mas a mulher já tinha tantos problemas... Anita seria uma opção, mas ela conhecia a aversão de Sofia por qualquer ajuda da irmã. Flaviana não via luz no fim daquele túnel que ela estava no momento.

– X –

– Você tem noticias da Sofia?

– Não... Da ultima vez que minha mãe ligou, a Flaviana disse que estava tudo bem. Ela se ofereceu para ir lá, mas ela disse que minha irmã precisa de um tempo e que nesse momento, ela precisava de espaço.

– Já faz dias que ela não vai à escola... – Falou Ben mais para si do que para Anita.

Ele sentia falta de Sofia, da presença dela, do mau humor... Sentia falta de encontrá-la em casa quando chegava da escola ou de vê-la sentada à mesa para jantar. Há uma semana que ela tinha se mudado para a Barra e desde então não soube mais dela.

– Eu também to estranhando, mas você conhece minha irmã. A Sofia quando está mal não gosta de ninguém por perto.

– Isso não te preocupa?

– Lógico que sim, mas eu tenho que respeitar a decisão dela. Eu amo minha irmã, Príncipe, quero que ela fique bem.

POV Anita ON

A minha resposta não satisfez Ben, mas ele nada disse. Há dias que o Príncipe estava diferente comigo, nem parecemos mais namorados... Isso tem me angustiado, não sei o que fiz de errado, mas é como se algo entre nós tivesse se quebrado. O Ben nunca esteve tão distante, física e mentalmente. Ele não me beija como antes, não conversa comigo nem divide seus pensamentos. Me sinto deslocada quando estou com ele e ultimamente a única coisa que nós liga é minha irmã, Sofia. Às vezes chego a pensar que ele só me procura para saber dela e quando falo o pouco que sei, ele retorna para o mundinho em que ele se trancou.

– Ben... O que tá rolando com a gente? Há dias que você não é mais o mesmo. Eu não consigo te entender e isso me angustia.

– Anita, por favor, essa não é uma boa hora para DR. Eu sei que tenho deixado a desejar, mas tenta ver meu lado... Eu estou confuso.

“Sobre nós?” Quis perguntar, mas temendo a resposta, me calei. Eu não quero perdê-lo e somente imaginar que isso pode acontecer parte meu coração. Será que ele não gosta mais de mim? Existe outra garota na vida dele? Se ao menos ele se abrisse... Príncipe, como eu posso lutar por nós dois?

Sem mais ter o que falar, Ben foi embora. Fiquei trancada remoendo suposições sobre meu relacionamento ate que Serguei chegou. Era o que eu mais desejava: um ombro amigo para chorar.

– Ai, Serguei... Que bom que você está aqui.

– Hey, o que foi que aconteceu? Que carinha é essa?

Relutei em falar, mas ele era meu melhor amigo.

– É o Príncipe... Melhor dizendo, o nosso namoro. De uns tempos para cá, ele tá estranho comigo. Não sei o que aconteceu, mas não o sinto tão próximo como antes. Eu não sei o que fazer, Serguei.

POV Anita OFF

– Começa do inicio, por favor. Vocês brigaram, foi isso?

– Não... E acho que é o pior, porque estava tudo bem. Ou, pelo menos, foi o que eu acreditei.

POV Serguei ON

Anita... Por que você não vê que eu não quero falar do seu namorado nem do quanto vocês são felizes? Como é possível que você não veja que eu amo você? Não como um amigo ama uma amiga, mas sim como um homem ama uma mulher. Durante anos eu tenho sufocado o que sinto com medo de perder a nossa amizade, mas a cada dia que passa é inevitável não demonstrar o carinho que existe em mim. O quanto te admiro, respeito, amo... Mas você ama o Ben e ele é um cara legal, e agora você está sofrendo. E eu não posso fazer nada... Mas de uma coisa eu tenho certeza, se fosse eu no lugar dele, eu nunca te faria chorar.

– Já tentou conversar com ele? Talvez isso seja só uma crise passageira. Vai por mim, qualquer relacionamento passa por isso.

– Qualquer um, menos o nosso... Não sei como pode existir uma crise no nosso namoro. O Ben é minha alma gêmea, a forma como nos conhecemos e nos conectamos... Foi mágico, Serguei. Lindo e perfeito.

– Mas nenhum namoro é assim, Anita... – Discordei. Ela era muito sonhadora e talvez estivesse idealizando demais o que tinha com Ben – Só nos contos de fadas que o casal vive em harmonia sempre, na vida real o lance é bem mais complicado.

– AH... Serguei! Você não entende. Eu e o Ben temos algo maravilhoso. Companheirismo, admiração, respeito... O que falta?

– Paixão?

– Como assim?... Eu e ele, bem, a gente nunca foi além, mas gostamos um do outro. De nos abraçar, tocar... É normal não é?

A forma como Anita falava me deixava em duvida. Pelo pouco que eu ouvi, os dois mais pareciam amigos queridos do que um casal apaixonado. E por mais que ficasse feliz por um lado, por outro queria evitar que ela se desenganasse com o amor que sentia por Ben.

POV Serguei OFF

– X –

– Posso saber aonde a senhorita vai assim, toda produzida?

– Para a balada.

– Como assim Sofia? Você não tinha me prometido que ia parar com as noitadas?

– Prometi? Não me lembro – Negou sem culpa. Flaviana suspirou e tentou abrir os olhos da amiga.

– Sofia, me escuta, eu não vou mais te proteger! Se a tia Vera perguntar por você, eu vou dizer a verdade e mesmo que fique com ódio de mim, não vou mais passar a mão na tua cabeça.

– Quando foi que você ficou tão responsável, hein Flaviana? – Perguntou a loira debochada – Faça como quiser, mas eu já vou estar bem longe mesmo. Então, ate qualquer hora.

Sofia pegou a bolsa e saiu ser dar sinal que voltaria tão cedo. Flaviana pensou em segui-la como nas noites passadas, mas ela estava cansada de bancar a babá da outra. Sem falar que sua amiga precisava de um basta e ela não era a pessoa mais indicada para fazer isso. Sem pensar, a morena pegou o telefone e ligou para a casa da garota no Grajaú.

– Alô?

– Alô? Ben? Olha, eu preciso de ajuda urgente! A Sofia tá descontrolada e eu não sei mais o que fazer, me salva, por favor!

– Fica calma, Flaviana. Me explica direito o que está acontecendo... A Sofia tá bem? Aconteceu alguma coisa com ela?

– Não... Ainda não, eu acho. Mas tudo pode acontecer com aquela maluca. A Sofia não me escuta, não faz nada do que eu peço e saiu de novo para qualquer lugar. Eu não to com um bom pressentimento, Ben. É como se ela não se importasse mais com o que pode acontecer. Ben, alguém tem que pará-la.

Ben ficou apreensivo por Sofia. Pela forma de falar de Flaviana, Sofia não devia estar bem e ele se condenou por não ter ido procurá-la antes. Ele quis respeitar o momento difícil da loira, mas pelo visto, ela precisava mais de ajuda do que ele podia imaginar.

Após falar mais um pouco com Flaviana, ele saiu de casa e pegou um táxi rumo a Barra. Durante o caminho ligou para algumas pessoas perguntando pela loira, mas ninguém sabia onde ela estava. Pensou em alertar Vera, mas não quis preocupar a madrasta nem Anita.

Minutos depois, Ben entrava no apartamento de Flaviana.

– Conseguiu falar com ela?

– Não, mas eu achei um endereço nas coisas dela. É de uma festa próxima daqui e...

– E? – Questionou imediatamente – Me fala tudo Flaviana!

– Tá, tá... É na casa de um dos amigos do Martin. Eu só o conheço de vista, mas ouvi dizer que as sociais que ele promove são meio barra pesada. Soube de uma menina que foi parar no hospital por causa de uma overdose.

– Como assim? Tá falando de drogas? – Ela acenou afirmativamente – PORRA! Por que a Sofia foi se envolver com esse tipo de gente?

– Eu também não compreendo... Ela sempre foi meio louca, mas nunca chegou a tanto – Falou Flaviana culpada por não ter tomado uma atitude antes.

– Não importa, o que temos que fazer agora é tirá-la de lá. Eu preciso do endereço.

– Está aqui – Ela estendeu um papel para Ben – Mas como você vai entrar?

– Não se preocupa, eu dou um jeito.

– X –

– Príncipe?

Sem receber uma resposta, Anita adentrou no ‘quarto garagem’. A cama arrumada indicava que Ben sequer tinha deitado para dormir, o que a deixou curiosa de onde o namorado estaria àquela hora da noite. Após muito pensar, a jovem decidiu por tudo em ‘pratos limpos’ com o rapaz, mas a ausência dele a deixava de mãos atadas. Anita sentou na cama e resolveu esperar que Ben voltasse do seu passeio noturno.

– X –

Ben andou entre os convidados, tentando ser o mais natural possível. Graças a pratica de Le Parkur ele conseguiu pular o muro que rodeava o condomínio de casas luxuosas, e com uma ajudinha do além ou de algum segurança descuidado, ele não foi visto pelas câmeras de segurança.

Chegar a tal festa foi mais fácil, ele seguiu um grupo de pessoa e se enturmou sendo bem mais fácil penetrar na social. O barulho da musica era alto, pessoas dançavam por toda a sala, algumas namoravam na área da piscina e ele tentou encontrar entre tanta gente, a única pessoa que lhe interessava: Sofia. Ben andou pela casa, mas não havia sinal da garota. Ele pensou em ligar para Flaviana para ter certeza se aquele era o endereço correto, mas era quase impossível falar devido ao som alto.

Sem ser notado, ele subiu ate o primeiro andar para conseguir realizar a ligação. Mas quando passava por um dos quartos ouviu um pedido de ajuda. Ben tentou focalizar de onde vinha, ate que chegou a um quarto de porta entreaberta. Ele entrou sem se anunciar e se deparou com um cara visivelmente bêbado tentando forçar a barra com uma garota... Uma loira que ele logo reconheceu: Era Sofia.

Notas finais
Awn... XD É tanto bapho que nem dá para escolher o melhor! Sofia 'revolts', Flaviana desesperada, Ben com saudades ( Awn! ), Anita com o cú na mão com medo de perder o namorado ( AH, LOKA! )... AMO! E Serguei que é o meu lindo, mas disparaaaaaaaaaado entre todos, com encosto na fofa é para me matar! Eu te pego, seu gostoso! Mereço reviews? Como prometi, hoje serão dois caps, por isso vamos ao próximo! Beijos! ;)