Notas iniciais
Segurem seus tijolos: To aqui! Desculpem pelo horário, mas acabei de voltar da universidade! Ufaaaaa! Primeiro, quero agradecer de coração as minhas leitoras que têm comentado e compartilhado de todo o amor que envolve essa Fic. Feliz demais por todo carinho :*) Segundo, tô pondo em ordem algumas coisas pra cair de cabeça na Fic. Esperem por coisas boas. E digam o que gostam, não gostam, sugestões... As vezes minha mente paranoica acha que tô enrolando demais... Enfim. Chega de conversa e vamos ao cap!

— Ok, talvez devamos conversar mais... Mas não antes de você estar vestido.

Sofia levantou-se do sofá e recolheu as roupas dele. Entregou-as ao dono que a observava detidamente.

– Você pode usar o banheiro no final do corredor.

Sem fitá-lo, ela seguiu para o quarto. Trocou-se e voltou para a sala. Serguei não estava mais lá. Foi para a cozinha fazer um chá. Precisava se ocupar com alguma tarefa. Imaginar o ruivo seminu na sua casa não estava fazendo bem a sua cabeça. Muito menos lhe fazia bem pensar na conversa que teriam. Ela não poderia fugir, admitiu com um suspiro.

Assim que a água ferveu, dividiu-a entre duas xícaras que depositou sobre o balcão da cozinha. Pegou um pacote de chá na prateleira de cima do armário, e pôs um saquinho em cada. O aroma de camomila a reconfortou um pouco, mas não o bastante para lidar com a visão de Serguei entrando na cozinha trajando apenas a calça jeans, sem camisa e descalço. Os cabelos ruivos estavam levemente úmidos. Ele estava maravilhoso, choramingou internamente diante da figura a sua frente. Imediatamente outras imagens dele com menos roupa vieram à sua mente. Corada pelos pensamentos, balançou a cabeça contrariada por ser sua pior inimiga.

– Vejo que aproveitou a hospitalidade! – Ironizou, olhando de relance enquanto colocava um pouco de adoçante no seu chá.

– Eu achei que você precisava de um tempo. – Ele caminhou devagar até ela e parou ao seu lado. – O que está fazendo?

– Chá. Era o que eu deveria ter feito antes de você invadir minha casa.

Sofia bebericou um pouco do líquido da sua xicara e tomou uma aspirina, sem vontade. Empurrou a outra xícara em direção a ele, mas o ruivo não fez menção de tocá-la.

– Não gosto muito. – Explicou.

Após terminar o chá, a loira pousou a xícara sobre o balcão e suspirou cansada. Ela sabia que não podia mais adiar o embate entre os dois, e rendendo-se, iniciou a conversa.

– Supondo que eu concorde com você... O que acha que devemos fazer?

– Eu não faço ideia.

– Mesmo? – Falou sarcástica. – Então, porque a gente não começa falando os motivos pelos quais eu e você, juntos, é uma péssima ideia? – Voltou-se para ele, o encarando. – Já pensou na reação da Anita e da sua amiguinha Júlia se, sei lá, de repente a gente aparecesse se pegando por aí?

– A reação delas te preocupa?

– Garanto que não perco meu sono nem por uma nem por outra. O que me preocupa é a reação da Flaviana. Você é ex dela.

– E?

– Como assim... “E”? – Irritou-se com a pergunta. – Ela é minha melhor amiga! Eu não posso ficar com o ex de uma amiga minha!

– E com o namorado da irmã?

As palavras saíram sem querer e o olhar magoado de Sofia o fez se arrepender imediatamente. Ela deu um passo para trás desnorteada pela pergunta.

– Eu não quis... – Tentou se desculpar.

– Não? – Sofia abraçou o corpo, sentido um frio repentino. – Tá vendo porque não vai dar certo? – Uma lágrima escorreu pelo rosto pálido. – Você não vai esquecer as coisas que eu fiz e nem eu posso prometer não fazê-las mais. É inútil, estamos perdendo tempo... – Ela virou-se de costas e com o encosto de uma das mãos enxugou o rosto. – Você não está apaixonado por mim pra tentar de verdade. Ainda que estivesse, já seria bem difícil. Imagina na nossa situação?

Desconsolada, a loira esperou que Serguei recobrasse o juízo e fosse embora, mas contrariando suas expectativas, ele a girou pelos ombros para poder encará-la.

– Não preciso imaginar... – Gentilmente, ele depositou um selinho nos lábios entreabertos de Sofia. Ela piscou surpresa ficando um pouco tonta pelo gesto. – Talvez só nos reste viver isso.

– Até acabar? – Sussurrou incerta.

– Até acabar. – Concordou Serguei com a expressão neutra.

Sofia queria muito poder decifrar o que se passava na cabeça dele, mas sua expressão não lhe revelava nada. Era um salto no escuro, com muitos riscos. Cabia agora a ela pular ou não.

– Se eu aceitar... A Flaviana não pode saber. Ninguém pode nem desconfiar sobre o que tá rolando.

– E como é que você pretende fazer isso funcionar? Eu vou invadir seu quarto durante a noite e fugir antes do amanhecer?

A pergunta a fazia parecer uma idiota, mas que saída tinha?

– A Fla tá estressada por causa da festa de aniversário e obcecada pelo Martin. Eu não posso jogar uma bomba dessas na cabeça dela, assim do nada... Se você me der um tempo, sei lá, talvez tudo se resolva até lá. A paixão pode até ter acabado.

– Paixão? – O sorriso de Serguei irritou profundamente Sofia.

– Você me entendeu... – Desconversou. – Então, você sabe que nós somos diferentes. A gente se odiava até outro dia... O que quer dizer que não dá pra querer que um se encaixe nas expectativas do outro. Você é o mesmo estúpido de sempre e eu sou eu... Tem certeza de quer fazer isso?

Ela precisava dar-lhe a chance para refletir mais uma vez.

– Quer saber se eu quero te ter assim... – Com um braço Serguei a trouxe para mais perto. – Se eu quero te beijar assim... – Uniu os seus lábios aos dela.

Foi um beijo de confirmação. Nenhuma certeza ou dúvida pareceu importante enquanto eles permaneciam ali, na cozinha dela, beijando-se como se eles fossem pessoas especiais um para o outro. Afinal, quem disse que sentimento precisa de explicação ou motivo?

– Quero exclusividade... Nada de você ficar se pegando com a nojenta da Amanda por aí! – Disse a garota ofegante quando se separaram.

– Ciúmes? – Brincou ainda a segurando pela cintura.

– Higiene.

– E quanto a você? Posso esperar o mesmo?

– Você não me viu nesses últimos dias beijando outras bocas, viu? Quer dizer... – Traindo a si própria, Sofia pensou em Antônio e no beijo que ele havia lhe dado quando a levou em casa na noite anterior.

– Quer dizer? – Indagou Serguei desgostoso.

– Acho que eu beijei outra boca... E convidei ela também para ir ao aniversário da Flaviana comigo.

– Quem? O Sidney? – Serguei se irritou por ela ter beijado outra pessoa e não sabia como esconder.

– Não... O Antônio. – Sofia mordeu o lábio inferior, nervosa.

– O irmão do Ben.

– É... Surpreso?

– Você gostou?

– Que diabo de pergunta é essa?! – Explodiu a loira.

Não queria sentir-se culpada pela droga de um beijo sem importância, mas era exatamente como se sentia com Serguei olhando-a com raiva.

– A gente não tem nada, OK? Ele me beijou, o que nem foi um beijo... Quer dizer, foi mais um selinho. Se tá querendo insinuar que sou uma perdida, olha... – No entanto, antes que ela continuasse a tagarelar, Serguei a calou com mais um beijo.

Diferente do outro, esse era exigente, possessivo como se de alguma maneira ele quisesse marcá-la como sua.

– Você não vai mais beijar outras bocas. – Disse o ruivo, determinado.

Completamente em transe, Sofia podia ter jurado qualquer coisa. Seria sempre assim, ela sem nenhum controle sobre as emoções todas as vezes que ele a beijasse?

– Temos um acordo.

– Temos um acordo. – Repetiu a loira.

Um acordo cuja a principal base é o sexo não era o ideal de um relacionamento, mas era o que era e dane-se o resto.

– Ótimo.

– Ótimo.

Estava feito. Serguei selou definitivamente o pacto com o diabo.

– O que a gente faz agora? – Quis saber Sofia olhando fixamente para os lábios dele.

– Queima.

– O quê?

– Esquece!

O caminho até o quarto dela teve alguns obstáculos. Enquanto se beijavam, não conseguiram desviar de alguns móveis, arriscaram-se a quebrar alguns vasos, porta-retratos, tudo sem importância. O que eram meros objetos perto do que eles sentiam por dentro?

Sofia ria enquanto Serguei a puxava mais para moldá-la a seu corpo. Ele beijou seu rosto, seu pescoço, ombro... Quando chegaram ao quarto, os dois tombaram na cama.

– Machuquei você? – Perguntou o ruivo sobre ela.

– Não... Cala a boca e me beija!

Logo roupas foram retiradas e mais uma vez eles acabavam no momento mais íntimo que duas pessoas podem compartilhar. O que eles eram antes disso não interessa mais.

Notas finais
Tá tudo muito bom, tá tudo muito bem... Adorando esse clima só deles. Vai continuar, mas no próximo cap nossos pombinhos terão que lidar com o mundo lá fora. Como eles irão reagir? Por hoje é só, mas prometo tentar postar mais de um mais pra frente. Já sabem: comentem, joguem tijolos, divirtam-se. Beijos!