Notas iniciais
Oieeee *-* Hoje é sexta feira e dia de postagem! Tão feliz pelos comentários ♥ Tão feliz de escrever essa Fic que mesmo quando fico doida sem inspiração, só de ler o que vocês me escrevem tudo volta em forma de amor ♥ AMOOOO! E como estamos aqui por um único motivo... ;P Capítulo com foco especial em Sidiana! Tentei fazer algo engraçado, mas não sei se funcionou... Me digam quando chegarem ao fim! Beijos, beijos e vamos ao cap!

Sidney abriu os olhos devagar. A cabeça doía como se pequenas agulhas lhe espetassem o cérebro e ele tinha um gosto amargo na boca. Sua visão, assim como a memória, estava embaçada e ele levou alguns segundos até distinguir qualquer imagem a um palmo de distância do nariz. Franzindo o cenho, deu-se conta de que aquele não era o seu quarto. Aliás, onde estava não era um quarto e sim uma espaçosa sala. A sala do apartamento de Flaviana, lembrou com estranhamento. O que o levava a questão: por que ele ainda estava ali?

Descuidadamente, empurrou o edredom que o cobria e levantou-se do sofá. Viu os sapatos sobre a mesinha mais confuso ainda por não lembrar de tirá-los. Olhando em volta, pela primeira vez se deu conta da figura encolhida do outro lado do sofá. Surpreso, caminhou até onde ela estava. Sidney a encarou com um sorriso torto nos lábios. Não conseguia imaginar como acabaram dividindo o mesmo espaço e ainda assim permanecerem vivos para contarem a história. Uma história confusa e com espaços em branco.

Mas era real, Flaviana com os joelhos flexionados contra a barriga parecendo muito pequena. Com um pijama cor de rosa e cabelos caindo parcialmente sobre o rosto, ela quase parecia inofensiva, pensou com sarcasmo. No entanto, tudo o que sabia é que ela era uma grande dor de cabeça. Uma dor bem pior do que a que estava sentindo. Por isso, o melhor era ele ir embora e fingir que eles não compartilharam aquele sofá por algumas horas. Só que a olhando ali, quase podia sentir um prazer sádico ao pensar em irritar aquela garota. Principalmente, quando ela lhe a oportunidade perfeita isso. Não, era bom demais para ele deixar passar. Decidido isso, com toda a calma do mundo, ele tirou o terno e começou a desabotoar a camisa.

– X –

— Bom dia, filha.

— Bom dia, mãe. E os meninos?

Anita sentou-se à mesa para o café da manhã na companhia de Vera. Não que tivesse fome, na verdade seu estomago estava embrulhado. No entanto, precisava fazer um esforço e agir normalmente para não preocupar a mãe. E infelizmente, era só o início do dia para ela.

— O Vitor e Giovana já foram pro colégio e o Pedro vai faltar hoje. Ele está com um pouco de febre e prefiro que ele fique em casa. Você pode avisar a professora dele?

— Claro, mãe.

— Tá tudo bem, Anita? – Indagou Vera percebendo o semblante abatido da filha mais velha. – Você está pálida?

— Não é nada... – Mentiu num fio de voz. Anita tinha tentado disfarçar as olheiras com maquiagem, mas sob o olhar atento da mulher mais velha não conseguiu muito resultado. – É que eu cheguei um pouco tarde ontem.

— A Flaviana devia estar muito feliz. E sua irmã, você a viu?

Anita parou a torrada que levava a boca no ar e desviou o olhar do de Vera. Sorriu amarelo e tentou soar o mais natural possível.

— Eu vi, mas não nos falamos muito... você sabe.

— Eu tinha esperança de que vocês se entendessem, cedo ou tarde. É muito triste pensar que vocês continuam brigadas.

“Se você soubesse, mãe.”

— Eu também me sinto triste. – Falou com sinceridade. – Mas não dá pra ignorar as atitudes da minha irmã. Eu só lamento por ter te envolvido. Embora magoada, eu não tinha o direito de te por contra ela.

— Você não fez isso. – Argumentou Vera sem esconder a emoção. Amava os filhos igualmente e desejou que todos se dessem bem, mas as diferenças pareciam tornar isso impossível. E com Sofia sempre foi mais complicado de lidar. – Eu que agi movida pelas circunstâncias e acabei afastando sua irmã.

— Por que não fala com ela? Só vocês duas? – Sugeriu Anita penalizada pela mãe. Apesar das divergências com Sofia, ela nunca negou que a irmã gostava muito de Vera. Não que se importasse com a loira, mas lhe doía ver a mãe triste. – Eu aposto como a Sofia também sente a sua falta!

— Você acredita nisso?

— Do fundo do meu coração.

— Obrigada, Anita. – Vera segurou a mão da filha na sua. – Amo você.

— Também amo você.

— X –

Ben parou de correr para tomar folego puxando ar ruidosamente para os pulmões. Ele estava exausto apesar do condicionamento dos anos de praticando parkour. No entanto, mais do que a exaustão física, Benjamim carregava o peso do orgulho ferido.

Depois da volta para casa, passou boa parte do tempo remoendo a briga com Serguei. A lembrança de Sofia correndo para o ruivo o rasgava por dentro com a precisão de uma faca enferrujada. Pensar na facilidade com que ela seguiu o outro o manteve acordado até amanhecer. Muito perto de uma explosão emocional, ele decidiu deixar o quarto garagem e partir para uma corrida. Precisava descarregar a energia acumulada de alguma forma, mas mesmo após horas correndo sem rumo, ele ainda não foi capaz de exorcizar seus demônios.

Antes de entrar em casa, Ben olhou em direção ao salão de Serguei. Ele cerrou os punhos com forças deixando que a raiva se espalhasse pelo corpo. Não sabia como iria reagir quando o encontrasse. O ruivo lhe devia algumas explicações que não pode ter na noite passada. E ele não desistiria até saber exatamente qual a relação que Serguei tinha com Sofia.

Ao que tudo indicava, aquela briga estava apenas começando.

— X –

Flaviana se remexeu na cama. De olhos fechados, recusava-se a abandonar o sonho bom que teve. Ela e Martin abraçados enquanto ele beijava-lhe o pescoço tornando-a consciente de corpo junto ao dela. Um arrepio lhe atingiu ao sentir outra vez os lábios quentes tocando a sua pele. A sensação era tão boa que se não soubesse que se tratar de um sonho, ela poderia jurar que ele estava ali. O que era bobagem, porque ela voltou sozinha para casa... Bom, não só, mas ela havia deixado Sidney roncando na sala.

Desistindo de continuar na cama, abriu os olhos. Ao fazer isso, deu-se conta de que diferente do que pensou, ela não estava em seu quarto. Ela ainda estava na sala do seu apartamento. Alarmada, Flaviana também percebeu que o sonho de estar acompanhada não era exatamente um sonho. E com a pouca coragem que tinha, virou-se entre os braços que a envolvia até se deparar com o seu pior pesadelo: Sidney ao fitando-a e sorrindo maliciosamente para ela.

— Bom dia.

A mente confusa da garota levou alguns segundos para processar a informação. E quando finalmente se deu conta, a sua reação não poderia ter sido pior.

— AHHHHHHHHHHHHHHHH... SAI! – Gritou a morena a plenos pulmões. De forma desordenada, ao empurrá-lo para longe acabou caindo no chão levando o edredom junto numa confusão tremenda. Em choque, ela arregalou os olhos quando viu que ele usava apenas uma cueca boxer preta. E pensar que ele usava apenas aquilo enquanto a abraçava acrescentou uma dose extra de pânico ao seu ânimo alterado – VOCÊ!!! SEU PERVERTIDO!

Flaviana se levantou entre tropeços, os joelhos fracos para firma-la em pé. Sem deixar de encará-lo assustada ela caminhou para trás.

— O QUE VOCE FEZ? SEU TARADO!!!

Sidney observava Flaviana ter um ataque histérico sem conter o riso. Não pensou que a reação da patricinha fosse ser tão extrema, mas ela parecia realmente apavorada com a situação. Talvez ele devesse esclarecer, pensou, enquanto a via andar para longe dele como se ele fosse algum maníaco sexual.

— Fica calma, foi só uma brincadeira.

— BRINCADEIRA?! – Esbravejou a morena completamente transtornada. – SEU MALUCO PERVERTIDO! EU TE QUERO FORA DA MINHA CASA! AGORA!!!

— Dá pra parar de gritar? – Irritou-se Sidney. Piorando a situação, tinha um semblante irado quando avançou até ela. – Não precisa ficar histérica!

— FICA LONGE DE MIM!

Flaviana deu alguns passos para trás até bater de costas na parede. Com Sidney vindo em sua direção, ela sabia que não tinha escapatória e quando ele a segurou pelos braços fez a única coisa sensata que alguém naquela situação poderia fazer: acertou-lhe uma joelhada “naquele lugar”.

— AI!!! MEU SACO!

Quando Sidney caiu no chão se contorcendo de dor, a morena viu uma oportunidade para escapar para o quarto. Mas antes que tivesse sorte, ao passar por Sidney, mesmo “machucado”, ele a agarrou pelo pé e ela perdeu equilíbrio também caindo no chão. O impacto provocou um som oco e um gemido de dor escapou da boca da morena.

— Não tão rápido, sua maluca!

— ME SOLTA!

Flaviana tentou liberar o pé, mas Sidney era mais forte. E sem que pudesse detê-lo, em poucos segundos, ele estava sobre ela imobilizando-a com o próprio corpo. De uma forma dramática, Flaviana viu sua vida passar brevemente por seus olhos. Já tinha lido e visto muitos filmes sobre maníacos que subjugavam suas vítimas sem que elas tivessem a mínima chance. E a julgar pelo ódio que via nos olhos azuis de Sidney, ela estava perdida.

— X –

— Oi.

— Como você tá, amiga?

— Mal. – Anita sentou-se ao lado de Júlia. Não precisava ter segredos com a garota e sabia que poderia ter o apoio da outra. – Fiquei muito tempo acordada pensando sobre ontem.

— Eu já desconfiava. – Falou Júlia. Ela também teve suas questões a serem refletidas até dormir. – E o Ben?

— Não sei. Quando saí, ele não estava. – Foi com tristeza que encontrou o quarto garagem vazio naquela manhã. – Talvez tenha sido melhor assim. Eu ainda tenho que conversar com o Serguei.

— Bom, ele ainda não chegou. Encontrei a Vanessa quando vinha para o colégio e ela me disse que ele deu o dia de folga para os funcionários.

Uma ruga de interrogação se formou na testa de Anita. Serguei era muito responsável com relação ao trabalho e do nada, num dia comercial, resolvia não abrir o salão? Bom, isso significava que seja o que for que ele estivesse fazendo ou com quem ele estivesse, era realmente muito importante. Por um milésimo de segundo, ela pensou em Sofia e na cena dos dois após a briga. Na ocasião achou muito estranho a forma como agiram, como se fossem íntimos. Mas preferiu empurrar aquela suposição para o fundo da mente, porque Serguei era seu amigo e prometeu esclarecer aquela história ele mesmo.

– X –

De repente, Flaviana não lembrava mais o que tinha acontecido e como eles tinha acabado daquela forma. Ela ficou parada, o corpo pressionado pelo de Sidney, os olhos azuis arregalados, encarando-o. Sua cabeça entrou em pane e um grande branco tomou conta dos seus pensamentos apagando até o seu nome. Estava abalada demais, não por medo dele, mas com medo do que ela estava sentida. Puxou ar com força enquanto seu mundo girava e caía dentro dos olhos dele.

— Você não vai gritar, vai?

Sidney suspirou aliviado quando ela acenou que não com a cabeça, mas por pouco tempo. O sangue corria muito rápido nas veias e ele podia jurar ouvir o som das batidas do coração martelando sua cabeça. A consciência do corpo pequeno sob o seu em uma confusão de pernas e braços havia prejudicado suas ações. E o pior é que ao descer o olhar por ela, viu alguns botões da parte de cima do pijama abertos. Provavelmente na confusão, eles escaparam possibilitando o livre acesso da sua visão sobre os seios cobertos apenas por um sutiã vermelho. “Sexy” explodiu em sua cabeça como se a tivesse batido a toda velocidade contra um muro de pedra.

“Sexy” ecoava na sua mente ao ver os seios subindo e descendo rapidamente enquanto ela tentava respirar. Perturbado, desviou os olhos do colo de Flaviana e focalizou o rosto corado. Uma péssima ideia também, porque o problema agora era a boca dela.

E o que começou como uma brincadeira idiota se tornou muito, muito sério.

Hipnotizado pelos lábios de Flaviana, ele mal podia conter o desejo insano de prova-los. E ele sabia que ela pensava a mesma coisa. O azul dos olhos dela refletia a mesma intenção que o azul dos seus. Ela também queria aquele beijo. Como se, desde a madrugada no banheiro, os dois soubessem que aconteceria. Talvez não daquela forma, mas com a mesma febre que estavam sentindo agora. No entanto, antes que ele cometesse o pior erro da sua vida e acabasse com a distância entre as duas bocas, a porta da sala foi aberta.

— Flaviana Maria, o que é que está acontecendo aqui?!

Uma voz estridente ecoou pelo local puxando-os de volta para o mundo real.

— X –

— Você precisa parar de me olhar enquanto eu durmo... é meio aterrorizante. – Sofia abriu os olhos e sorriu para o namorado sentado ao seu lado. Os cabelos molhados assim como a toalha envolta da cintura informavam que ele acabou de sair do banho. – Bom dia.

— Bom dia. – Serguei inclinou-se sobre ela e beijou-a de leve.

— Que horas são?

— Quase 11:00 horas.

— Onze?! – Exclamou surpresa.

Geralmente não costumava dormir tanto, mas depois da noite agitada que teve era até compreensível, pensou. Sentou-se na cama subindo a alça da camisola que deixou o seio a mostra. Sabia que a aparência não devia ser das melhores com o cabelo bagunçado e o rosto inchado de sono. Gemeu ao pensar no desastre que ela era enquanto Serguei estava maravilhoso.

— Não é justo você parecer tão bem! – Reclamou arrancando um sorriso do ruivo.

— Você tá linda com essa cara de sono.

— Me recuso a acreditar. Somente após escovar os dentes e tomar um banho demorado é que eu vou ser eu mesma. – Falou escapando para o banheiro.

Serguei a seguiu e recostou no batente da porta para observá-la.

— Otávio enviou uma mensagem. Ele disse que precisava pegar um voo para São Paulo, algo a ver com negócios do pai.

— Sério? – Perguntou enquanto prendia o cabelo num coque. – Estranho.

— Ele disse para não se preocupar.

Apesar disso, Sofia fez uma careta ao pensar na repentina viagem do amigo. Conhecia a história “secreta” dele e a relação complicada com o pai, e esperava sinceramente que não fosse nada grave. Absorta, não notou que Serguei falava com ela.

— O que disse?

— Hum... falei que ele gosta mesmo muito de você. – Repetiu sério. – Se eu não soubesse o que sei, apostaria como ele tem algum interesse em você.

— É isso mesmo que estou vendo? – Sofia se aproximou de Serguei e o abraçou pela cintura e o beijou-o no maxilar de forma provocante. – Ciúmes?

— Não.

— Sabe, o Otávio é um dos principais responsáveis por estarmos juntos... – Informou com um sorriso. – Por muito tempo ele foi quase um cupido e o maior incentivador do nosso namoro.

— Sendo assim, lembre-me de agradecer por aquele soco mais tarde.

— Farei isso! – Deu-lhe um breve selinho. Com carinho, passou a ponta dos dedos pelo olho machucado e fez uma careta. – Dói?

— Só um pouco... mais uns dois ou três e eu acabo me acostumando.

— Não fala isso nem brincado! – Repreendeu-o com um tapa. Não suportava a ideia de vê-lo machucado, ainda mais por sua causa. – Apesar de que... eu te devo um agradecimento por ontem.

Sofia tremeu de leve ao lembrar das mãos de Ben a segurando com força. Evitou pensar nisso na noite passada, mas agora que estava mais calma se questionava até que ponto ele poderia chegar dali em diante. Nunca pensou que o veria dessa forma, mas depois do último encontro tinha sérias dúvidas quanto ao comportamento do “cunhado”. Interiormente, tinha um mal pressentimento do que estava por vir.

— No que está pensando?

— Bem... que é uma pena você já ter tomado banho. – Disfarçou. Não queria alarmar Serguei com suas preocupações em relação a Benjamim. – Portanto... – Empurrou o namorado para fora do banheiro e trancou a porta.

Recostou-se contra a madeira escutando-o do outro lado falar algo como “Isso é cruel!” e rir. Sofia não conseguiu fazer o mesmo.

Notas finais
Sidney é o tipico idota que faz as brincadeiras mais imbecis! Coitada da Fla, mas falando sério eu no lugar dela teria reagido de outra forma... :P Mas o que importa? OTP DEMAISSSS! E como todo bom OTP vai ter torcida contra também. Aguadem... ;) SerFia casalzinho ♥33 Ai meu coração pra esses dois... ESTOU ENTREGUE! E será que a nossa Rainha tem motivos pra se preocupar com o Principe mequetrefe? Ben cada dia mais surtado! Medo dessa pessoa... ¬¬ Enfim... COMENTEM! BEIJOS E ATÉ SEXTA!