Era Uma Outra Vez...

49 Festa - Parte II


Notas iniciais
Oieeee... Cheguei mais cedo dessa vez! Como prometido, mais um capítulo da Fic! *-* Coisas boas vão acontecer... e coisas nem tão boas também. rs Espero que gostem, curtam, comentem. É importante pra mim saber o que vocês estão pensando, detestando, o que acham que deveria ser diferente... Enfim, essa Fic é minha e de todos aqueles que a leem. Beijos e vamos lá!

Serguei se separou bruscamente de Amanda. Apesar da reação do ruivo, a garota não se abalou mantendo no rosto um sorriso triunfante. Ele não entendeu a princípio, Amanda nunca foi normal, sempre com joguinhos... No entanto, ao olhar na mesma direção que ela, Serguei soube que estava ferrado. Sofia os encarava com uma expressão furiosa e algo a mais no olhar, mas que sumiu rapidamente. Antes que ele se recuperasse da surpresa, Amanda resolveu piorar ainda mais sua situação.

— Oi, Sofia! Linda festa, não? Eu estou aproveitando muito.

Sofia respira fundo e tirando forças do onde não julgou existir, fitou a outra com um sorriso frio.

— Você não foi convidada, por isso tem cinco minutos para cair fora dessa festa. – Informou, calma. Ela era boa em fingir, mas sentia que só suportaria por algum tempo. – Você não vai querer um escândalo, vai?

— Qual o problema, querida? Não gostou do que viu?

— Você foi avisada. – Falou dando as costas ao “casal”, mas antes que pudesse dar dois passos foi segurada pelo braço. Encarou Serguei com desprezo. – Me solta. – Murmura entre dentes.

— O que você viu... não é nada do que parece. – Tentou justificar o ruivo, mas para Sofia nada do que ele dissesse remediaria o que viu.

— Eu sei o que eu vi e não foi um simples abraço. Agora me solta! – Ela tentou puxar o braço sem sucesso. – Acabou.

— Me deixa explicar!

— Não precisa, e entendi tudo perfeitamente!

— Que bonito... que cena linda! Será que eu estou atrapalhando o casalzinho?

Por um momento, Sofia se esqueceu a presença desagradável de Amanda perto deles. E pela expressão sarcástica com a qual a garota os observava, não foi difícil concluir que a cena com Serguei denunciou a natureza da “relação” deles.

— Quer dizer que você tá pegando o cabeleireiro de subúrbio! – Amanda ria debochada. – Incrível! A Flaviana sabe disso? Não, o mundo precisa saber que a patricinha esnobe tá de caso com o Serguei!

Sofia não quis fazer aquilo. Tentou se controlar ao máximo, mas o deboche na voz e expressão de Amanda foram suficientes para fazê-la esquecer sua decisão em não descer ao mesmo nível que ela. Era demais para a loira suportar e sua mão atingiu com toda força o rosto da rival.

— Você ficou maluca?! – Gritou Amanda com a mão no rosto. – Você me paga!

Amanda tentou avançar contra Sofia, mas Serguei liberou a loira para conter a outra garota.

— Não vou perder meu tempo com você. Os seguranças se encarregarão de te mostrar a saída. – Ela olha Serguei uma última vez, antes de andar para longe e sumir entre os convidados.

— X –

Ben observava a discussão do trio de longe. Não conseguia entender o que falavam devido a música alta, mas viu o exato momento em que Sofia agrediu Amanda e depois foi embora. Agindo rápido, correu para alcançá-la antes que a perdesse de vista entre os convidados. Era a oportunidade perfeita para confrontá-la sobre que tipo de relação existia entre ela e Antônio.

Durante todo o tempo, desde que ele deixou o Grajaú a dúvida o consumia por dentro. A forma como o irmão o encarou, as palavras... queria não pensar naquilo, mas a possibilidade de que Sofia e Antônio estivessem envolvidos quase o fez ir até eles enquanto conversavam em um canto afastado. Por sorte, agora ele estava sozinho, Anita e Júlia tinham ido ao banheiro e ele não perderia a oportunidade que o destino lhe dava de ter uma resposta.

— X –

Sofia andava esbarrando nas pessoas enquanto seguia para a saída. Aliviada, conseguiu se livrar da multidão e deixar o local. A medida que a música ficava cada vez mais longe, a garota podia ouvir as batidas aceleradas do próprio coração. Mais uma vez tinha cometido um erro. O pior erro. E novamente ficava sozinha para lidar com as consequências. Não podia procurar Flaviana e estragar a festa da melhor amiga. Otávio estava fora de cogitação... não queria envolver o amigo naquela confusão.

Tudo o que ela precisava no momento era distância. Distância de Serguei e Amanda, distância dos seus sentimentos idiotas. Sentimentos contra os quais ela tanto lutou e falhou. Nem mesmo o seu bom senso e as experiências fracassadas em relação ao amor foram suficientes para impedir que ela caísse como uma estúpida romântica. E o que menos desejava agora eram testemunhas do seu estado.

Sem saber como, por uma entrada lateral, Sofia chegou a área externa do hotel. Caminhou devagar para próximo da piscina sentido o frio da noite tocar na sua pele quente. Podia escutar o som do mar ao longe em sintonia com a música vinda da festa. Não havia ninguém àquela, Sofia abraçou o próprio corpo enquanto uma lágrima de raiva e tristeza escorria solitária pelo rosto. Olhou para o alto em um agradecimento silencioso por ter um refúgio. Só que a paz da garota não durou muito.

— Encontrei você.

— X –

— Você viu a minha amiga?

— Não... – Fala Otávio com cenho franzido.

A última vez que a viu, Sofia tinha ido falar com Serguei. Como o ruivo também não estava por perto, acreditou que eles tinham se acertado e parado com o jogo bobo de ciúmes. O rapaz torcia mentalmente para estar certo, gostava muito de Sofia e queria que ela fosse feliz. Pena que não podia compartilhar com a prima o que sabia e em apoio a Sofia, era melhor manter Flaviana distraída.

— Ótimo! Minha melhor amiga some, o Martin tá atrasado... – Flaviana suspira triste. A noite não está acontecendo como o esperado. – Era para ser uma noite incrível!

— Por favor priminha, a Sweet não desapareceu! Ela está por aí! Já a questão do Martin poderia ser facilmente resolvida se você o superasse e curtisse a sua festa! Vai por mim, tá cheio de gatos maravilhosos e não te vi dançar com nenhum!

— Não quero dançar!

— Ah, mas vai! – Otávio vê Sidney se aproximar e tem uma ideia que aliaria o útil ao agradável. – Aquele não é um dos acompanhantes da Sofia? Bonito ele! Acho que faria!

Flaviana observa Sidney com semblante de desgosto. A presença do loiro em sua festa devia-se por insistência de Sofia que por motivos alheios a morena insistia em manter uma relação ainda que de amizade com ele. Apesar de ter cedido ao pedido da amiga, não o suportava. Em sua opinião, Sidney era tosco demais, ogro demais, embora essa noite até que estava apresentável... o que não mudava nada, repreendeu-se.

— Me poupa, Otávio! O Sidney é um ogro! – Exclama observando o loiro mais detidamente. – E te informo que ele sofre de Soficite aguda. É apaixonado pela minha amiga.

— Hum... interessante. Pelo visto, você não gosta dele.

— Não vou perder meu tempo discutindo isso. Prefiro ligar para o Martin.

— Ah... não vai, não!

— Otávio!

Sem saída, Flaviana foi praticamente arrastada pelo primo até Sidney. O loiro encarava os dois com uma sobrancelha arqueada. A garota fechou a cara enquanto Otávio encarregava-se da situação.

— Sidney, né? – Questionou Otávio. Sidney balança a cabeça afirmativamente. – Ótimo! Prazer, Otávio... E essa é minha priminha.

— Sei quem é a patri... Flaviana. – Fala Sidney com um sorriso pretensioso para a irritação de Flaviana. – Mas qual é a boa?

— Ah, nada demais! Só quero que você dance com ela.

— X –

— Encontrei você.

— Ben? – Sofia gira o corpo em direção a voz e dá de cara com Benjamim bem próximo a ela. – O que tá fazendo aqui?

A garota não pôde esconder a surpresa pela presença do “cunhado”. A última vez que tinha ficado frente a frente com Ben foi na festa de Júlia, cujas lembranças não eram nada agradáveis. Desde então, não trocaram nenhuma palavra. Passaram a agir como se dois desconhecidos, como se a conversa que tiveram no quarto dela naquele mesmo dia não houvesse existido. E agora ele estava ali, por algum motivo que ela desconhecia, buscando-a.

— Eu quero falar com você.

— Quer? – Indaga a loira com uma expressão descrente. Depois de semanas de silêncio, ele a procurava porque ele assim o quis, pensou com irritação. – Pois eu não quero. Ben, qualquer assunto entre a gente já foi encerrado há muito tempo. Volta para sua namorada!

Deu as costas ao Príncipe num claro sinal de que a conversa chegou ao fim. Não lhe interessava que ele a tivesse seguido, que agora ele quisesse falar com ela... Ben não era mais problema seu. Porém, sua recusa em escutá-lo não o fez desistir.

— Não saio daqui até nós termos essa conversa.

— E eu que pensei que teria paz... – Sofia murmura cansada. Não tinha ânimo para iniciar mais um combate com Ben. – Ok, Benjamim, se você não vai embora, eu vou! – Ela deu alguns passos e ao passar pelo rapaz, ele a reteve segurando-a pelo braço.

— Não tão rápido! – Ben a prendia com força sem que ela pudesse escapar. Sofia o encarou com raiva, mas ele não se abalou. – Você não vai sair daqui antes de me explicar qual o seu interesse no meu irmão!

— Antônio? Do que você tá falando?

— Estou falando do fato de você estar usando o Antônio para me atingir! – Acusa-a, irado. – Não foi por isso que convidou ele para essa festa? Eu vi vocês! Vi a forma como conversavam... com intimidade!

— Pelo amor de Deus! Isso é sério? – Questiona irônica. A loira não sabia se ria ou gritava de raiva. Primeiro Serguei acreditando que ela estava com Sidney, e agora Benjamim a acusando de usar Antônio. – Por favor, você não é o centro do universo. E a minha relação com o Antônio não é da tua conta!

— Então, aquele dia no seu quarto... eu perguntei se vocês se beijaram e você negou!

— Errado! Você me perguntou se eu beijei o seu irmão... o que não é a mesma coisa! – Sofia o fitou desafiante. Apesar de não dever nenhuma explicação a Ben, ela faria com que ele entendesse que não o queria mais em sua vida. – Se quer saber se eu beijei o seu irmão, pois eu digo: BEIJEI! Naquele mesmo dia e antes! Satisfeito?

— Você... – Ben fitou Sofia, transtornado. – Mentiu! Disse que me amava!

— E você não fez exatamente a mesma coisa?! – Gritou Sofia. Depois de tudo o que ela tinha feito por ele, Ben não tinha nenhum direito de cobrar nada. – Naquele mesmo dia, você agiu como um covarde e me deixou sozinha pra enfrentar a Anita, Júlia... minha mãe!

— ERA SÓ UM JOGO PRA VOCÊ! – A pressão dos dedos da mão dele no seu braço faz a garota olhá-lo espantada. Sofia tenta em vão soltar-se, mas ele a agarrou com mais força. – Eu quase desisti de tudo por você!

— Ben... você tá me machucando! – Um gemido de dor escapa da garganta da loira.

— E todas as vezes que você me machucou? Eu amei você, lutei por você e agora você está atrás do meu irmão! O Antônio, Sofia! – Benjamim estava fora de controle e nem mesmo o olhar assustado de Sofia parecia suficiente para trazê-lo de volta à razão.

Em sua mente, o pensamento de Sofia e Antônio juntos tirava-lhe qualquer senso racional. O seu ciúme era um veneno corroendo-o por dentro e nada lhe importava mais. Sua família, Anita, a pessoa que ele era... nenhuma das coisas que ele tanto prezava importava nesse momento. Odiava Sofia por transformá-lo em alguém que ele não conhecia e nem gostava. Benjamim naquele momento era um desconhecido movido pela raiva.

— Te machucar? Você tá se ouvindo? – Sussurrou Sofia desesperada. – Sua namorada, a minha irmã, tá lá dentro e você tá me acusando de usar o seu irmão pra te atingir?!

— Será que você não entende... – Segurou-a pela cintura trazendo a loira para mais perto do seu corpo. – Eu não consigo te esquecer! Por mais que eu tente, eu simplesmente não posso!

— O que você quer que eu faça?! Você escolheu minha irmã. É tão responsável por essa história quanto eu!

— Nada do que aconteceu muda o que eu sinto. Eu sei que você me ama.

— Não amo você! – Grita, mas ele não a escuta. – NÃO AMO!

Ben baixa o rosto à altura do dela, os lábios de ambos a poucos centímetros. Sofia vira o rosto, para evitar o contato, mas isso não o impede de beijá-la a força. A loira fecha a boca decidia a não corresponder. Estava presa por Benjamim e não sabia como alguém poderia ajuda-la.

— SOLTA ELA!

— X –

— Que estranho... O Ben disse que me esperaria aqui. – Anita olha em volta à procura do namorado. – Nem sinal dele!

A música estava alta, era tarde e um grande número de convidados parecia bastante alcoolizado. Era o fim da noite para ela, sua cabeça doía e sentia-se mal. Ben esteve estranho a maior parte do tempo, incomodado com o ambiente, com a pessoas. Embora ela desconfiasse que algo a mais o irrita, resolveu não o pressionar apesar de pegá-lo mais de uma vez observando Sofia.

— Talvez ele tenha saído para tomar um ar. – Sugere Júlia. – Eu vi uma entrada que dá para a área externa do hotel.

A noite estava indo de mal a pior para Júlia. Primeiro Serguei e a sua “confissão” em relação a Sofia e agora o desaparecimento de Ben... Ela tinha um mal pressentimento quanto ao “sumiço” de Benjamim, mas não quis externar a angustia para Anita. No entanto, não podia fingir que estranhou o comportamento do rapaz e poderia jurar que ele mais de uma vez teve sua atenção voltada para Sofia. Júlia queria gritar de frustação, mas não poderia fazer nada por enquanto. Precisava pensar bem antes de agir, mas por agora não deixaria a amiga sozinha.

— Vamos procurar por ele! – Ofereceu-se a morena para alivio de Anita.

— Vamos!

— X –

— SOLTA ELA!

Como se alguém tivesse ouvido as preces de Sofia, Ben foi puxado e ela conseguiu escapar dos braços dele. Sofia tropeçou alguns passos para trás, atordoada, viu Serguei desferir um soco no rosto de Ben.

— Nunca mais encosta nela!

— Não se mete, Serguei! – Desequilibrado pelo golpe, Ben cambaleia alguns passos. – Não é assunto seu!

Serguei se pôs na frente de Sofia, protegendo-a com o próprio corpo. Encarava Ben com ódio no olhar, mal contendo a própria ira. Após o ocorrido com Amanda, o ruivo tinha perdido Sofia de vista no salão. Procurou-a pela festa, mas era como se ela tivesse desaparecido. Movido por algum sexto sentido, dirigiu-se para a área externa do hotel guiando-se por vozes alteradas vindas da área próxima da piscina. Com a pulsação acelerada, chegou no momento em que Ben, com Sofia em seus braços, a beijou. Avançou até os dois e socou Benjamim fazendo com que ele a soltasse.

– Por favor, vamos embora! – Pede Sofia. – Me tira daqui!

Serguei não conseguiu fita-la. Apesar da voz tremula dela, não sabia o que tinha acontecido naquele jardim. Tudo o que viu foi o maldito beijo dos dois... cerrou os punhos sem saber o que fazer a seguir. Foi quando ela o abraçou por trás. O corpo da garota tremia contra o dele e ele sentiu a mão dela gelada quando ela segurou a sua. Algo estava errado, muito errado ali. Olhou-a de relance e viu a pele do rosto dela muito pálida e um rastro de lágrimas por seu rosto.

Benjamim aproveitando-se da distração de Serguei com Sofia, acerta-lhe um soco no rosto. O ruivo cai e Ben vai para cima dele. Serguei consegue se levantar e atinge Ben na altura do estômago. Os dois rapazes se agarram entre golpes e acabam caindo na piscina.

— SERGUEI!

Sofia assiste impotente ao desenrolar do embate. Tudo era irreal demais, desde a abordagem agressiva de Ben até a chegada de Serguei.

– Por favor! – Pedia a loira. – Parem!

Notas finais
Ben... ¬¬ Até que demorou pra esse inútil se meter onde não devia. Coitada da Sofia, mas amei tudo o que ela disse. BEN COVARDE! Pelo menos Serguei apareceu para ajudá-la. Como será que vai acabar essa briga? Ps: Hum... Otávio cupido! ;P Sidiana?! Hum... será? Veremos... Até segunda! BEIJOS!