Era Uma Outra Vez...
48 Festa - Parte I
Notas iniciais
— Como você está linda!
Sofia vira-se surpresa e vê Otávio recostado ao batente da porta. Ele se aproxima e segura sua mão fazendo com que dê uma volta. Ela ri quando ele a segura pela cintura e começa a dançar pelo quarto. A loira tentava controlar o riso, mas mal podia conter a felicidade. Apesar de todos os problemas, momentos raros de descontração como aquela a fazia acreditar que poderia enfrentar qualquer situação de cabeça erguida.
— Seu ruivo vai ter muito trabalho essa noite!
— Ele não é meu ruivo! – Protesta irritada. – E você deveria dizer para a aniversariante que ela está linda e não para mim!
Ela se desvencilha do rapaz e vai para a penteadeira pegar os brincos. Olha-se no espelho feliz com o resultado. O vestido dourado aderia-lhe perfeitamente ao corpo e se abria na altura do quadril proporcionando um efeito bastante bonito. Ela desejava estar bonita, mais do que uma mera questão de vaidade, Sofia queria que Serguei a considerasse linda hoje.
Otávio se aproxima e fica logo atrás dela fitando seus reflexos. Os olhos verdes da loira brilhavam como há muito tempo não acontecia.
— Conheço bem esse olhar!
— Posso saber qual?
— De alguém apaixonado.
— Você não desiste? – Sofia desconversa, mas seu rosto fica vermelho. – Eu não estou... Claro que não.
Porém, apesar de negar, em seu íntimo a loira começava a cogitar a possibilidade de estar envolvida com Serguei de uma forma muito mais profunda que gostaria. E pensar nisso a amedrontava. Era como abrir a porta para algo desconhecido, sem a mínima ideia do que esperar. Na noite passada, Sofia ficou horas pensando no ruivo, no que estava fazendo, com quem estava. Sentiu-se tremendamente só em seu quarto, o quarto que havia compartilhado com ele, como se de alguma forma a essência dele tivesse ficado no local. Mas tudo estava igual, ela é quem não era a mesma.
— Hum... Ok, não vou insistir. Mas aqui entre nós, eu sei e você sabe. E espero que em pouco tempo o ruivo saiba também.
— Eu não sei o que temos... não quero viver o mesmo que vivi com o Ben.
— Sweet, nem todos os caras são o Benjamim.
Sofia sabia que não. Ben a decepcionou muito, por isso tinha medo de se entregar a um sentimento por Serguei.
— Eu sei. Obrigada por guardar esse segredo. Significa muito para mim.
— Tudo bem. Te esperamos lá na sala para brindarmos, por isso não demora!
— X —
— Não é justo!
— Giovana, pela milésima vez, essa festa é um programa de adulto. E você tem aula amanhã. – Insiste Ronaldo.
Giovana fita o pai com raiva e sem mais nada a dizer sobe as escadas. Ben, sentando no sofá, mal dá importância a discussão familiar. Sua mente está longe dali, mais precisamente na Barra. Nos últimos dias havia pensado muito em Sofia, na falta que ela fazia naquela casa.
Benjamim sentia uma mistura de saudade e culpa por ter ficado com Anita pensando na loira. Não foi sua intenção, mas não pôde evitar que sua mente fantasiasse com a loira enquanto transava com a ‘Princesa’. Ele sabia que deveria sentia-se culpado, um canalha... Anita era especial. Se a namorada desconfiasse do que lhe passou, ele sabia que nenhum perdido de perdão lhe adiantaria. No entanto, se lhe perguntassem agora se lhe importava que ela não o perdoasse, a sua resposta seria não.
— Então? – Anita desce as escadas e Ben volta à realidade. – Como estou? – Pergunta a Princesa em busca de aprovação.
— Linda, não acha Ben? – Fala Júlia, encorajando o rapaz.
— Muito linda, Anita. – Concorda o sem entusiasmo. – Eu vou esperar lá fora, essa gravata tá me sufocando.
Ben deixa a sala sob o olhar preocupado de Anita. Já fora do casarão, Benjamim observa o movimento de carros e pessoas na rua. Ele afrouxa a gravata num gesto brusco, incomodado por toda a confusão que era sua vida. Era um prisioneiro por conta própria, pensava com ironia. Ele havia feito uma escolha, optou pela paz da família, mas há muito tempo não tinha paz. Era assombrado constantemente pela lembrança de Sofia, sonhando ou acordado, aonde quer que fosse.
— Noite ruim?
Benjamim olha por sobre o ombro e vê Antônio se aproximar. O rapaz franze a testa, confuso sobre o fato do irmão estar vestindo um terno preto.
— Aonde vai vestido assim? – Indaga ríspido.
— A uma festa, onde mais! – Antônio sorri irônico para o irmão postiço. – Recebi o convite de uma linda garota... por isso, aqui estou!
Os dois se encaram. A raiva de Ben é perceptível, o que diverte Antônio. Por muito tempo Tony, como Ben irritantemente o chamava, foi o irmão problemático e sem história, enquanto Benjamim tinha pessoas que o amavam, uma família de verdade. Antônio não sentia raiva do irmão... sentia ódio de Ben. E o que estivesse ao seu alcance para fazer a vida do outro impossível, ele faria. E sabia que Sofia era o caminho para isso.
— Que garota?
— Sofia.
— X —
— Quero brindar aos amores da minha vida! – Falou Otávio com uma garrafa de champanhe em mãos. – E ao Jordan que me espera na linda Milão!
O som do champanhe sendo aberto ecoa pela luxuosa suíte.
Sofia fita os amigos com um sorriso radiante. Apesar dos pesares, aquele era um dia importante para ela e nada lhe tiraria o prazer de festejar com os amigos o aniversário de Flaviana. Encontraria Serguei, diria a ele que Sidney era um amigo e que não existiam motivos para ele se chatear. Porém não falaria sobre o que estava sentido. Não permitiria que seus sentimentos interferissem essa noite.
— Como primo e amigo, declaro que hoje minha linda Flaviana está um passo mais perto de se tornar uma mulher maravilhosa. E eu espero que ela encontre um cara que saiba reconhecer a pessoa incrível que ela é.
— Fala isso pro Martin!
— Desejo que você seja muito feliz! – Diz Sofia emocionada.
— Eu vou e você vai estar comigo sempre!
— Sempre! – Repete a loira.
As duas amigas trocam um abraço emocionado, a amizade verdadeira apagando a briga do dia anterior. Flaviana esteve com Sofia em todos os momentos difíceis, sempre disposta a apoiar e compreender a amiga mesmo quando ela não era capaz. Sofia amava imensamente a morena e pedia para que nunca nada entre elas mudasse.
— Para, vai borrar minha maquiagem! Você sabe que eu te amo!
— Ok, chega de lágrimas! – Otávio interrompe o momento. – Uma festa está nos esperando lá embaixo e a não ser que queiram uma festa de aniversário sem aniversariante, é melhor irmos logo.
Flaviana sorri confiante para o primo e a amiga.
— Certo, vamos!
— X —
— O que você disse?
— O que você ouviu. Surpreso, irmãozinho?
Ben avança contra Antônio, mas se contem ao ver Anita se aproximar com Júlia.
— Príncipe, podemos ir?
Ben lança um último olhar para Antônio antes de fitar Anita. Felizmente, a garota não havia notado o clima tenso entre os dois irmãos e o encarava a espera de uma resposta.
— Claro.
Anita engancha o braço ao do namorado. Ela percebe o corpo de Ben tenso sob os dedos e busca seu olhar, mas o rapaz não a olha nos olhos. Em silêncio, os dois, acompanhados de Júlia, entram no táxi.
Antônio observa o carro partir. Benjamim pareceu-lhe bastante afetado o que tornou seu desejo de estar naquela festa com Sofia ainda maior. Instantes depois um carro preto para em frente ao casarão. Uma mulher uniformizada desce e vem até ele.
— Antônio?
— Eu sou motorista da senhorita Flaviana. A senhorita Sofia pediu para buscá-lo.
— Podemos ir então?
— Sim, mas antes tenho que buscar o outro rapaz, o Sidney.
— X —
— Tenho que admitir que isso aqui tá incrível! – Falou Anita.
— É! A vida dos muito ricos... – Fala Ben com uma nota de desprezo na voz.
Aquela era a vida que Sofia tinha escolhido, no entanto nem toda beleza esconderia a superficialidade do que ela representava, pensou o Príncipe com escárnio. Ao contrário de Benjamim, Anita e Júlia mal podiam esconder o encantamento pela festa. O salão do hotel estava decorado com o tema escolhido pela aniversariante, nada menos que o ‘Cirque du Soleil’, e havia atrações da própria companhia de circo, muito famosa no mundo todo. A música estava a cargo de um Dj bastante conhecido, e a batida eletrônica animava as pessoas na pista de dança. Ben estava certo, apenas pessoas muito ricas teriam condições de pagar por um evento daquele porte. Era um sonho colorido que só o dinheiro poderia proporcionar. O sonho do qual nenhum deles fazia parte.
Enquanto andava pelo local, Anita avistou Serguei.
— Aquele ali não é o Serguei?
— É sim!
Júlia estranha a presença do amigo, pois até onde sabia ele não viria.
— Ele não me falou que vinha. – Informa a morena.
— Nem pra mim, se não teríamos vindo juntos.
— Vou lá falar com ele. Já volto!
Júlia deixou Anita e Bem, e anda até o amigo que estava no bar montado especialmente para a festa.
— Estou surpresa de te ver aqui. – Falou a garota elevando a voz para vencer a música. – Pensei que não viria.
— Por que? Também fui convidado.
— Eu sei, só que você não parecia afim, ontem, quando fui ao salão.
— Foi uma decisão de última hora... – Falou Serguei sem dar maiores detalhes.
O que o fez ir aquela festa foi a mensagem de Sofia. Foi a primeira vez que a loira tomou a iniciativa com relação aos dois e apesar de ainda estar com ciúmes dela e Sidney, entendeu que o melhor seria conversar com ela pessoalmente. Ele queria dizer-lhe o que não pôde quando se encontrariam na sala de música do colégio.
O problema é que estava na festa há quase uma hora e não tinha tido um sinal dela.
— Tá procurando alguém? – Questionou Júlia.
— Estava... – Fala ao avistá-la.
Serguei acompanha a chegada de Sofia com um sorriso bobo. Ela está com Flaviana e Otávio, e ele não se lembra de já tê-la visto tão bonita antes como estava essa noite. Sendo sincero, há algum tempo que não para de pensar no quanto ela é bonita. Mais do que o exterior, a pessoa que agora ele conhecia existir por trás de toda a arrogância e aparente maldade. Ficou um tempo admirando a loira sem incomodar-se em esconder sua reação de Júlia.
As mudanças de expressão do rapaz eram acompanhadas atentamente por Júlia. Ela olhou na mesma direção que o ruivo e se deparou com Sofia. Sem falar nada, Serguei começava a se encaminhar para onde estava Sofia, mas Júlia o detém segurando-o pelo braço.
— Por favor, diz que eu to imaginando isso! – Pede a morena em súplica.
— Eu não quero mentir para você, mas existem coisas das quais eu não posso falar agora.
— É a Sofia!
— Eu prometo que em breve eu esclareço tudo. Confia em mim.
Serguei beija o rosto da amiga e se afasta. Júlia permanece parada no mesmo lugar, em choque. As palavras do ruivo, apesar de não confirmarem, deixavam bem claro seus sentimentos. E se isso ainda não fosse o suficiente, a maneira como ele olhou para Sofia não lhe permitia qualquer dúvida. “Então, ela conseguiu! ” Pensou.
— Eu confio em você, não confio nela. – Murmura com pesar.
— X —
Sofia ainda não o tinha visto se aproximar e para decepção do ruivo, ela não estava sozinha. Além de Otávio e Flaviana, Sidney com o braço ao redor da cintura da loira, fala algo que a faz rir. A visão da Sofia numa situação de intimidade com outro faz Serguei sentir-se um idiota por estar naquela festa.
Então, era esse o motivo da mensagem, pensou. Talvez fosse a forma dela de lhe informar que o que eles tiveram não era importante. Ele não era importante. Serguei estava com raiva dela, dele próprio... por te se apaixonado por Sofia.
— X —
— Me sinto um idiota vestido assim!
— Ah, fala sério! Pra um ogro, você tá bem gato! – Brinca Sofia para descontrair o amigo da tensão.
— Bom, com certeza é melhor do que ser o burro. Imagina se eu topo com um dragão? – Sidney passa um braço ao redor da cintura da garota. – Ainda bem que você tá aqui pra me defender!
— Esquece, você é muito idiota!
Ela ri do loiro, mas o sorriso se apaga ao ver Serguei poucos instantes antes dele virar-se na direção contrária a que ela estava.
— Tudo bem, Sofia? Você tá pálida?
A voz preocupada de Sidney a fez encará-lo. Tentou sorrir para disfarçar a decepção, mas sem muito sucesso. Olha mais uma vez na direção onde Serguei tinha desaparecido sentindo-se sem chão. Ele simplesmente foi embora.
— X —
“I miss those blue eyes. How you kiss me at night. I miss the way we sleep. Like there's no sunrise. Like the taste of your smile… I miss the way we breathe” ♫
“Os olhos dela são verdes...”
Serguei olha para o fundo do copo vazio. Era o quinto ou sexto, que o ruivo esvaziou antes de garantir a ele mesmo que seria o último da noite. Não tinha mais o que fazer naquela festa e o melhor era levantar ir embora. Então, no dia seguinte retomaria o controle da sua vida... mas não era tão simples. Júlia talvez estivesse certa, e o que começou como uma forma de antecipar-se as armações de Sofia acabou indo além. Em algum momento, se apaixonou por ela. E há alguns dias ele quase disse a Sofia. O encontro na sala de música, onde pela primeira vez eles conversaram sem iniciar uma guerra, era o local ideal para se abrir com ela... dizer que estava apaixonado e que queria ter mais que um caso baseado em sexo. Embora o sexo fosse muito bom, admitiu a contragosto. Era mais do que desejo. Para ele, pelo menos, era. Para Sofia não.
— X —
— O meu irmão não gostou de você ter me convidado.
— Seu irmão é um idiota. E ele não tem nada a ver comigo ou com meus amigos.
— Me considera seu amigo?
— Contanto que não tente me beijar, sim.
Antônio sorriu mordaz diante da resposta de Sofia. Ele gostava dela e do que poderia conseguir sendo “amigo” dela. Desde que começaram a conversar, notou Ben não muito distante os observando. Podia sentir a raiva dele emanando em sua direção e quase riu do desespero do outro. Antônio aproximou o rosto ao da garota de forma a lhe falar ao seu ouvido.
— Só se você me pedir. – Falou
— Não vai rolar. – Disparou sarcástica, mas ele podia notar a tristeza no olhar dela. – Preciso encontrar a Flaviana, mas como boa amiga... – Antônio olha na mesma direção que Sofia. – Bruna!
Uma garota caminha até eles.
— Bruna, esse é Antônio, meu... amigo. Você pode fazer companhia a ele? Ele morava nos Estados Unidos e não conhece muitas pessoas.
— Oh, claro! – Bruna sorri para Antônio de forma amistosa.
— Vejo vocês depois!
Antônio encara Sofia enquanto ela se afasta com expressão sombria por ela considerar que ele precise de uma espécie de babá. Ele fita Bruna pronto para dar a ela um pouco da sua “simpatia”.
— Droga, eu não falo inglês... – Bruna fala sem saber que ele a compreende. – Bem que minha mãe disse pra eu fazer aquele curso de verão. Ok, my name is... is Bruna. I’m friend de Sofia. A festa, party, bem bacana!
— X —
— Serguei! – A voz melodiosa de Amanda fez o ruivo voltar-se para ela. – Que surpresa te encontrar!
— Você não foi a única a ter surpresas essa noite.
— O que? – Pergunta aproximando o corpo do dele.
— Não, nada… – Fala o ruivo tentando desvencilhar-se da garota. – Não sabia que era amiga da Flaviana.
— Bom, não somos… – Admite sem nenhum constrangimento.
Amanda não havia sido convidada para a mas conseguiu entrar com a ajuda de um ex ficante que por sorte era responsável pela lista de convidados. Em sua cabeça, era inadmissível que Sofia estivesse presente na festa mais badalada do ano e ela não. Sem falar que desde o último encontro das duas, a garota percebeu que existia algo muito mal explicado entre o ruivo e a loira. Uma informação da qual ela poderia tirar proveito.
—Mas o que importa os detalhes, não é mesmo? O que realmente importa é que estou aqui e te encontrei!
— Foi mal, mas eu já estava indo embora. – Fala o ruivo com a intenção de afastar-se.
— Ah, não! Não antes de uma dança! – Insiste Amanda segurando-o pelo braço. – Para relembrar os velhos tempos!
— Não tenho nada para relembrar!
Serguei respira fundo pela insistência de Amanda. Ele não percebe a garota olhando por sobre o ombro em direção a um ponto atrás dele. O ruivo estava na iminência de dispensar a garota mais uma vez quando ela o puxa de encontro ao corpo e o beija.
— X —
— Você deveria disfarçar melhor, docinho.
— Disfarçar o que? – Surpreendeu-se Sofia com a aproximação do amigo. – Eu estou apenas observando os convidados.
— Por favor! Você não para de olhar para o ruivo e a acompanhante dele.
Como que para provar o que Otávio dizia, o olhar de Sofia foi mais uma vez atraído para o “casal”. Os dois estavam no bar e conversavam há algum tempo. Sem querer, lembrou-se do dia que flagrou os dois no colégio. Naquela época, sentiu-se tão mal pelo que viu, mas agora era mil vezes pior.
— Por que não vai até lá? – Questionou Otávio. – A Sofia que eu conheço não desistiria sem lutar!
— E fazer o quê? Ele me evita há dias e fez a mesma coisa essa noite.
— Pelo amor da Madona! Esquece esse orgulho e fala para ele o que sente! Ficar calada não vai te ajudar em nada e aquelazinha lá quer só uma oportunide!
Sofia ponderou as palavras do amigo e como sempre, ele estava certo. No entanto, não era o orgulho que a fazia hesitar. Esse com certeza era o menor dos obstáculos... o que lhe amedrontava era perceber a cada instante que passava que ela estava irremediavelmente apaixonada por Serguei. E ela tinha uma péssima experiência com paixão e confiança. Seus sentimentos foram menosprezados no passado, eu amor ignorado... temia que Serguei não se importasse com ela. Afinal, uma vez ele já havia dito que preferia amar Anita a sentir qualquer coisa por ela. Claro que isso foi antes deles se “descobrirem”, mas nada disso importaria se ela continuasse ali parada.
Decidida, caminhou até Serguei e Amanda. Já próxima deles, um nó formou-se na garganta de Sofia quando a “rival” a fitou de longe e sorriu agarrando-se ao ruivo e beijando-o. Estática, ela acompanhava a cena com um misto de tristeza e nojo.
“But I never told you what I should have said. No, I never told you. I just held it in...” ♫
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