Era Uma Outra Vez...

20 Eu gosto dele...


Notas iniciais
Num vou nem falar muito... Vamos lá! Anne, é para vc! XD

– Então, que nota dá para a minha companhia?

– Deixe-me ver... – Sofia segurou o queixo entre o dedo indicador e polegar, fazendo cara de pensativa – Você falou quase durante todo o filme, tomou todo meu refrigerante, derrubou metade da minha pipoca e ficou paquerando a menina do seu lado... Que tal 0?

– Foi você que me obrigou a assistir aquela comédia romântica estúpida! Eu tinha que me divertir de alguma forma... E fala sério, aquela ‘mina’ era uma gata!

Sofia lançou um olhar mortal contra Sidney e saiu em disparada a caminho da praça que ficava em frente a sua casa. Ela sentou-se no banco, de costas para o casarão, para olhar a hora, e como já sabia, era cedo demais para voltar ao seu ‘doce lar’.

– AFF, você é tão tosco! Parece que vocês, homens, vivem em função de se ‘engraçar’ com qualquer ‘coisinha’ que surge pelo caminho – Desdenhou quando Sidney sentou ao seu lado. Ele riu feliz.

– Ciúmes, Sofia? – Brincou a vendo corar. Era muito fácil irritar aquela garota e ele adorava o tom avermelhando que o rosto dela assumia quanto estava com raiva.

– Muito! – Ironizou – Tanto quanto eu tenho de um tênis velho!

– Ui, essa doeu!

Ela deu um tapa na cabeça dele que riu ainda mais. Para sua alegria, ela riu também.

– Você é ridículo, sabia?

– Uhum... É somente uma das minhas várias qualidades!

Sofia virou a cabeça de lado para esconder o sorriso. Ela não se sentia tão bem há semanas e Sidney era o responsável por isso, mas por nada no mundo ela diria isso a ele, não iria correr o risco dele se achar demais. Ela ainda sorria quando olhou em direção a sua casa e viu um jovem casal namorando em frente ao portão. Era uma cena patética e tão clichê, e o pior, era o tipo de coisa que ela não se importaria em fazer caso Ben a tivesse escolhido. Mas ele preferiu Anita, e era exatamente com ela que ele estava trocando beijos e caricias como se estivesse perdidamente apaixonado por sua irmã.

Eles não a viram e Sofia desconfiava que dada o entrosamento de ambos, eles não enxergavam mais nada que não fosse um ao outro. E graças a isso, protegida pela parca iluminação da rua que a deixava pouco reconhecível, e movida por algum instinto sado masoquista, ela ficou por alguns minutos observando os dois naquele momento intimo. Sofia não sabia precisar o que sentia, se era tristeza, raiva, ciúmes ou um misto de todos esses sentimentos, ela só sabia que de alguma forma, era tarde demais para qualquer vã esperança que ainda existisse dentro dela. Ela já havia desistido de Ben, o fato de ele ter reatado com Anita foi somente um doloroso ponto final.

– Você gosta dele, não é? – Sidney, curioso pela concentração de Sofia, acabou olhando na mesma direção que ela e, assim como a garota, observou Ben e Anita juntos.

Ele voltou-se para a loira e viu passar por seu rosto sentimentos que não pode definir, mas era clara a tristeza nos olhos verdes. Apesar do que sentia por ela, ele quis que Ben tivesse escolhido a irmã errada só para não ter que presenciar o que via refletido no olhar perdido da menina.

– O quê? Do que tá falando?! – Sofia sobressaltou-se pela pergunta. Tinha esquecido-se de Sidney, ali ao lado, e foi descuidada em transparecer o que sentia.

– Do meu amigo de infância... Você gosta dele. – Sidney sorriu torto. Ela não precisava dizer, pelo que viu, era mais do que óbvio que o coração de Sofia já tinha dono.

– Ele é o namorado da minha irmã. – Aos ouvidos de Sofia, essa desculpa soou tão ridícula quanto Sidney.

– E daí? Isso nunca foi impedimento para você!

– Esqueceu que agora eu tenho consciência? – Sofia cruzou os braços em volta do corpo sentindo um frio repentino.

Ela podia tentar separá-los, não podia? Faria mais armações, mentiria, usaria... Mas no final ele voltaria para Anita. Ele sempre volta. E ela, como ficava?

– Ninguém muda tão rápido, por mais que queira... – Sidney não sabia mais do que falava. Estava com raiva por tentar fazê-la reagir de uma forma negativa e triste ao mesmo tempo por, talvez, saber que ela não estava sendo sincera.

– Eu gosto dele... – Aquela confissão pareceu ser arrancada da garganta da garota que logo sentiu seus olhos lacrimejarem. Ela sorriu demonstrando uma tristeza profunda.

– Entendo... – Ele não entendia de verdade. Sidney não entedia como Ben era capaz de negar o sentimento que ela lhe dedicava. Se fosse ele o garoto por quem ela fosse apaixonada... Sidney tentou apagar esse pensamento. Ela jamais seria sua.

– Não, não entende... – Protestou emocionada. Sofia levou dois dedos aos lábios de Sidney quando ele abriu a boca para lhe interromper – Gostar dele é só uma parte da história. Gostar dele não é sinal de que vá dar certo ou que nós fiquemos juntos... Gostar dele é o que tem me destruído.

Sofia fitou as suas mãos de dedos longos e unhas perfeitas. Era quase como se pudesse ver algo escapando por elas como areia, caindo e desaparecendo no vento. Há muito tempo que ela sentia que ele estava escapando, mas também sabia que não podia segurá-lo. Ela tentou muito mesmo mantê-lo ali, mas quanto mais fechava as mãos, mais ele ia embora.

– Desde que eu encontrei com ele no lobby do hotel que eu tenho me perguntado ‘Por que comigo?’ ‘Por que ele?’... Eu ainda não achei uma resposta.

– A gente nunca sabe o porquê... – Murmurou Sidney com carinho entendendo perfeitamente como ela se sentia.

– Nunca gostei para valer de ninguém, nunca, e pensei que quando acontecesse, seria por um cara igual a mim, com os mesmos objetivos... Rico. O tipo de cara que valesse a pena, não um garçom morador de subúrbio. Ainda mais filho do marido da minha mãe!

Uma lágrima caiu pela bochecha de pele alva quente como fogo em brasa. E depois dessa, veio outra e outra sem que Sofia conseguisse contê-las.

– Eu devia saber que isso não ia acabar bem, principalmente, após descobrir que ele também era o tal príncipe encantado da Anita... Seria esperar demais que ele fugisse a regra, né? Ficar comigo sendo que ele podia ter a garota mais maravilhosa e perfeita do mundo? – Sofia balançou a cabeça lentamente em negação – Ele não poderia ter feito uma escolha diferente... Afinal, quem sou eu perto dela?

Sidney via as lágrimas de Sofia escorrerem num choro contido sem que nada pudesse fazer. Ele não se lembrava de já tê-la visto chorar alguma vez e era tão estranho, dizia para si. Era novo para ele lidar com esse lado dela. Sofia estava ainda mais passional do que quando surgiu diante de sua porta horas antes, ainda mais vazia e perdida do que a garota que lhe pediu desculpas e admitiu estar sozinha. Para Sidney era difícil associar a garota ao seu lado com a que ele conhecia, mas de alguma forma, ele sabia que era ela. Ainda a mesma Sofia de tantos anos, só que sem as palavras carregadas de sarcasmo, a impaciência, irritação, a língua ferina e todas as outras coisas que a faziam ser quem ela era. Ali, era a Sofia de emoções fortes e arrasadoras sofrendo por algo que talvez nem ela entendesse.

– Você é a garota mais linda que eu conheço... – Ele sussurrou segurando a mão dela e a apertando na sua com força. Sidney não queria que ela chorasse, ele apenas não podia suportar – Você é forte e decidida, tem atitude, luta pelo o que quer, é leal com as pessoas que te importam... Você é mais do que qualquer cara pode desejar. Nunca permita que te digam que não é, tá me ouvindo? Alguém que não é capaz de perceber isso não merece nenhuma das suas lágrimas.

Sofia ouviu as palavras emocionadas de Sidney e por um minuto conseguiu não chorar. Ele falava com tanta certeza que a fez acreditar que talvez ela fosse realmente assim. Ela o mirou por alguns segundos, surpresa e desconfiada. Sofia não sabia ainda como confiar nas pessoas, não poderia afinal, não antes de confiar em si mesma.

– Você não tá falando sério!

– E por que não estaria? Não é nenhuma mentira, no fim das contas.

– Desculpa a minha pouca crença... – Sofia enxugou o rosto molhado com as mãos, mas foi interrompida por Sidney que se ocupou dessa tarefa usando as suas mãos.

– Não entendo porque é tão difícil... Eu acreditei em você. – Movido por um sentimento de carinho, ele beijou o rosto da menina. Ela sorriu sabendo que a intenção do amigo não tinha nada de fundo sentimental, ele só queria consolá-la.

– É, você acreditou... Aliás, obrigada por isso! Acho que eu tenho algum complexo, já falei disso com Pedro e acabo pensando que isso deve ter algum fundo de verdade. Tenho pensado muito, sabe? Cheguei à conclusão que to reprimindo um monte de coisas dentro de mim... – Sofia se condenou por falar aquelas coisas. Balançou a cabeça e tentou tirar sarro do que havia revelado – Nem sei por que to dizendo isso. Você vai me considerar patética! Igual a esse bando de menina chata que chora por qualquer coisa e fica enchendo os ouvidos de qualquer um... Tipo a minha irmã! – Sofia riu. Não quis ofender Anita, mas era exatamente assim como ela agia. O que é que ela podia fazer?

– Quando você fala de estar reprimindo coisas... Isso tem a ver com sua adoção?

– Talvez, não tenho certeza... Tudo começou ou, pelo menos, piorou quando eu soube desse ‘pequeno’ detalhe da minha vida. Quem sabe eu não me arrisque numa terapia? A Raissa vive insistindo para eu falar dos meus problemas com ela... Só que sei lá, não me sinto muito bem com isso.

– Qual o problema? Ela tem me ajudado com o lance do meu pai – Confessou Sidney.

Era algo muito pessoal para ele. Ninguém sabia nem mesmo Maura, mas para ela não faria nenhuma diferença mesmo, por isso ele manteve segredo sobre isso. Há semanas que ele e a orientadora conversavam sobre o pai do jovem, como ele se sentia com a distância, o abandono. Ele se sentia melhor sempre que falava com ela sobre isso, seu mundo não era tão escuro. Sidney não via como não poderia funcionar com Sofia.

– Tem funcionado comigo... Eu não sinto tanta raiva como sentia antes.

– Tá sugerindo que eu me abra sobre meus sentimentos com uma estranha?

– Por acaso psicólogo é parente? – Implicou Sidney com ar de quem sabia do que falava – Você devia dar uma chance a essa possibilidade. Mal não vai fazer, né? Sem falar que você já tá fazendo isso comigo, mas a Raissa pode te dar melhores conselhos do que eu.

– Hum... – Sofia ficou pensativa. Ela gostava, do seu jeito, de Raissa e quase teve ao ponto de falar com a mulher sobre seus problemas. Podia ser como Sidney disse, mal nenhum lhe faria – Se você tá dizendo... Acho que pode ser bom pra mim. Obrigada.

– X –

– Dá próxima vez que me convidar para o cinema, me lembra de levar uma caixa de lenços para você, Ok?

– AFF, Serguei você anda tão insuportável! Eu pensei que passar um tempo comigo ia te fazer melhorar de humor, mas vejo que errei feio, né? – Júlia indignou-se com o que ela achava ser ‘falta de consideração’ do amigo.

Serguei ergueu os braços em derrota pedindo por uma trégua.

– Sei, sei, Julinha, você é um amor comigo e eu sou um tremendo de um chato. Desculpa se não ando tão sociável quanto antes, tá?

– Hum... – Júlia resmungou, mas não disse nada.

Os dois continuaram caminhando lado a lado quando avistaram Anita e Ben juntos em frente ao casarão. A morena não notou a expressão surpresa de Serguei e assim foi até o casal de namorados o trazendo junto preso a seu braço.

– Hey, casal!

– Oi, Julinha... – Anita se separou de Ben ainda ofegante e sorriu para a amiga, mas o sorriso logo desapareceu quando viu quem estava ao lado de Júlia.

Serguei ficou surpreso num primeiro momento, mas não se afetou tanto quanto ela esperava. Mas mesmo que o amigo não parecesse magoado, a tensão que tomou conta do corpo de Anita a fez ficar paralisada e muda por alguns instantes.

– Oi, Júlia... Serguei. – Pronunciou-se Ben deslizando uma mão possessiva por volta dos ombros da namorada.

Algo o dizia que Serguei era o tal que beijou Anita e Ben achou o momento muito pertinente para mostrar quem era o cara que ela amava. Se foi baixo da sua parte, ele não se preocupou em refletir sobre isso. Serguei não falou nada, apenas acenou com a cabeça olhando em volta sentindo-se muito deslocado naquela situação. Sabia que Anita amava Ben, mas não pensou que ela seria tão ingênua em reatar com ele depois de tudo que ele e Sofia fizeram a ela. Mas se ela estava disposta a correr o risco, o que ele tinha a ver com isso? Com um sorriso amarelo ele estava pronto para dar uma desculpa e vazar de perto do ‘casal feliz’ quando Giovanna apareceu.

– Anita, a Vera pediu para te chamar... – Começou a ruivinha antes de perder a fala. Seguindo o olhar da menina, os outros viram o que parecia ser Sofia e Sidney na praça num momento, no mínimo, muito intimo.

– Aquela é a Sofia?! – Exclamou Anita.

– Fala sério, ela tá pegando o Sidney! Hahahaha! – Debochou Giovanna não contendo o riso.

– Eles estão só conversando! – Pontuou Ben muito incomodado.

Incomodado demais na opinião de Serguei que entre todos era o menos espantado. Ele tinha visto Sidney e Sofia juntos mais cedo, mas não cogitou que ‘juntos’ fosse significar o que via. Sofia namorando Sidney era tão absurdo que era até risível, mas ao que parecia, nem tudo é improvável. Apesar de ser como Ben disse, eles apenas pareciam conversar... O que já era muito em se tratando de Sofia e Sidney. Na maior parte do tempo a garota mais o chutava do que trocava palavras com o mesmo.

– X –

– Não olhe agora, mas acho que nos descobriram.

– Oi? Tá pirando é Sid...

– Shhh... – Sidney impediu que Sofia continuasse e chamasse a atenção da ‘plateia’ que os observava sem reservas – Olha para a sua casa, disfarçadamente.

A garota fez isso, com cuidado, e ao olhar novamente para o casarão viu que além de Anita e Ben, Serguei, Júlia e Giovanna também estavam lá e olhavam em sua direção. A primeira reação da garota foi de cerrar os punhos com raiva e se levantar para ir dizer aquele bando de desocupado que procurasse uma ocupação e parasse de bisbilhotar sua vida. Mas antes que ela fizesse isso, Sidney a segurou firme mantendo-a sentada onde estava.

– Dá para me soltar? – Pediu com ênfase em um tom que não podia ser ouvido. Por dentro ela fervilhava de raiva.

– Claro! E dar mais motivos para falarem de você? – Perguntou Sidney atento a algo que ela não compreendeu de imediato.

– Do que tá falando?

– Do que eles esperam que aconteça... Você sair daqui e mandar todo mundo para aquele lugar ‘em especial’, entende?

– Na verdade, não! – Disse Sofia cansada. Aquilo estava mesmo acontecendo?

Será que já não bastava toda a humilhação que ela tinha sofrido, agora eles a veriam se lamentar com Sidney?

– Você quer que o Ben pense que você está disponível sempre que ele quiser? Que você nunca vai se desligar dele e que você só quer competir com sua irmã?

– Hey, eu nunca disse que... – As palavras morreram na garganta de Sofia. E como se sua cabeça tivesse dado um estalo, toda a conversa sem nexo de Sidney começou a fazer sentido. Ou foi o que ela achou.

– E o que você propõe, senhor sabe tudo? Que a gente fique aqui eternamente afim de que eles vão embora?

– Bem... Só acho que está tudo muito desigual. Está na hora de alguém perceber que você é incrível para qualquer cara que tenha o mínimo de inteligência.

Os pensamentos de Sofia não foram tão rápidos para preveni-la das intenções de Sidney e antes que ela pudesse quebrar-lhe dois dentes da boca com um soco digno de lutas de UFC, ele a beijou com volúpia. Ela foi pega tão desprevenida que tudo o que pode fazer foi choramingar já imaginado o falatório que aconteceria... Mas que se dane, disse a si mesma. Era a sua vida e ninguém tinha nada a ver com isso! Sem muito o que fazer, ela resolveu embarcar na onda de Sidney e retribuiu como devia se retribuir um beijo. Afinal, por que não?

– X –

– Pelo amor de Deus, vocês vão mesmo ficar olhando para essa cena?! – Quase esbravejou Giovanna para ser ouvida.

– Talvez o mundo tenha acabado e ninguém me avisou... – Disse Júlia risonha. Quem diria que Sofia, SOFIA, iria sucumbir ao charme de Sidney? Melhor assim, pensou, já que agora a loira pararia de correr atrás do namorado da sua amiga.

– Eles até que fazem um casal bonitinho... – Disse Anita encantada com a ideia de Sofia apaixonada por Sidney. Assim, ela não teria que se preocupar mais com a irmã tentando seduzir seu namorado.

– Espero que o Sidney tenha tomado soro antiofídico contra o veneno dessa daí... – Disse Giovanna ácida. Ela não gostava realmente nem um pouco de Sofia e destilava o seu próprio ‘veneno’ sempre que possível.

– Venenosa ou não, ela ainda é linda... – Murmurou Serguei pensativo. Quando ele passou a considerar Sofia linda? Questionou-se. Bom, não era de toda mentira, disse para si. Ela podia não ter um grande caráter, mas beleza ela tinha. Muita, aliás... Pena que ela se encaixasse tão bem na máxima de ‘bonitinha, mas ordinária’. Com esse pensamento, o rapaz começou a rir – Talvez ela o ame!

“Talvez ela o ame...” Essa ultima frase ecoou na mente de Ben que perplexo nada disse. Ela o ama? Questionou o ‘príncipe’ aturdido por ver Sofia, a Sofia que ate alguns dias jurou amá-lo, beijando seu amigo de infância. Para ele, era óbvio que ela fazia aquilo em retaliação, que envolvia Sidney para vingar-se dele, não havia outra explicação. Ela não poderia estar apaixonada por seu amigo, poderia?

Ben não sabia que podia se decepcionar tantas vezes com a mesma pessoa, mas Sofia parecia existir para lhe provar o contrário, e mais uma vez ela o decepcionava com suas atitudes. Ela não o merecia, repetiu internamente enquanto fitava vidrado o mais novo casal do Grajaú.

Notas finais
AHHHHHHHHHH! Adoro isso, sempre, muito e tanto que não sei nem explicar! E vocês, também gostaram? E... se liguem nas entrelinhas, pessoas! Beijos e feliz natal antecipado! *-*