Notas iniciais
=) Olha eu de novo com mais uma Fic e um casal sonhado a ser realizado na minha mente confusa e perturbada. Depois de ontem e de todo aquele 'melodrama infantil' de Benita 4Ever ♥ ~EstouVomitandoArcoÍrisEMeuAlmoço~ Eu me senti sacaneada por mais uma vez um shipper com tanto potencial ~Benfia~ ter sido colocado de lado por mais um casalzinho 'água com ácuçar', vulgo Benita só para os baixinhos ~MeSintoNumDejavúLitor/JuDinho~ ¬¬ . Esperei mais dessa Malhação, mas já deu pra mim... E como forma de desabafar, acá estou eu, com um Fic novinha sobre mais um casal 'impossible' de acontecer, mas maravilhosamente delicioso de se sonhar. Espero que curtam, e sem mais delongas... Vamos ao capítulo! XD

POV Sofia ON

Era uma vez uma princesa. É clichê, eu sei, mas todas as histórias começam assim, fazer o quê? Prosseguindo... Era uma vez uma princesa, linda, educada, companheira, amiga de todas as horas... Uma pessoa perfeita que sempre pensou no bem dos demais antes do dela. Vejam, isso não é uma critica, a admiro por ser assim, mas é que isso não implica, necessariamente, que as outras pessoas – Seres humanos, no caso – sejam iguais. Cada um é como é, ponto final. Mas deixando minhas divagações de lado, vamos ao que interessa... Essa princesa acabou se apaixonando por um príncipe que ela conheceu durante uma viagem. Eles são perfeitos um para o outro. Ele também é exatamente igual a ela... Bom, educado, prestativo e herói nas horas vagas. Rsrsrsrsrs... O príncipe sapo e a Princesa plebeia. Ela é a minha irmã, e ele... Bem, ele é o cara que eu amo. Eu não queria, juro que se pudesse escolher, cairia fora desse triangulo amoroso batido de duas irmãs apaixonadas pelo mesmo cara... Mas não deu. A forma como ele e eu nos conhecemos não foi a melhor, ate porque eu meio que sabotei a Anita. Escondi suas lentes para que ela não o encontrasse. Por quê? Não sei, não foi por mal, acontece que quis ter certeza de que o tal príncipe sapo não seria nenhum maníaco que tinha colado nela. A Anita é tão inocente às vezes. E eu o encontrei, mas não como eu esperava. Ele quem chegou a mim jogando charme. Nem sabia que era o mesmo garoto que a Anita conheceu, pensei que fosse um garçom, pedi uma água e tudo, mas ele me explicou que era brasileiro e veio puxando conversa. Quem em sã consciência ia ter um papo num país desconhecido com um cara que nunca viu mais lindo na vida? Eu tratei logo de fugir, mas por causa das confusões da minha boadrasta, Bernadete, acabei esbarrando com ele de novo. E ele novamente jogou charme. Da segunda vez, eu confesso que ate notei que ele era bem... Jeitosinho, mas depois soou o alarme que o navio estava afundando e nós dois nos desencontramos. Disse a mim mesma que foi melhor assim, que nunca mais iria vê-lo de novo, mas mal imaginei que ele estaria mais perto do que eu sonharia ou gostaria que estivesse. Ben... Esse é o nome dele. E ele é o amor da minha irmã. E o meu também. Mas eu não sou a Anita, não sou perfeita, sou bem egoísta, fútil... Como ele disse uma vez. Por isso nunca terei chances. Todos sempre preferiram a Anita... Eu nunca fui boa o bastante. Por que seria diferente agora? Mas eu queria tanto que ele, nem que fosse somente ele, me amasse mais do que ama ela. Só por uma vez... Eu queria ser prioridade. É egoísmo? Que seja. Eu sei dos meus defeitos, mas se existe algo de bom dentro de mim... É o meu amor pelo Ben.

POV Sofia OFF

– Sofia?! Tá me ouvindo garota?

– Lógico que eu to, né Flaviana?

– Pois não parece! Eu to aqui falando que o Martin novamente me deu um fora e você aí com cara de paisagem! ‘Pelamorde’, pensei que fosse minha amiga!

– Fla, não exagera... Eu só tava longe, só isso. Mas continua, o que foi que o Martin aprontou dessa vez? – Sofia tentou se concentrar no que a amiga dizia, mas ela conhecia tão bem aquela história de gato e rato dela com o Martin que não tinha mais paciência. Por ela, Flaviana já teria partido para outra, apesar de gato e rico, Martin não valia o preço que ela estava pagando por ele.

– Ele tá namorando a Micaela, acredita?! Com aquele sibito que caiu do ninho! Só porque agora ela tomou um banho de loja e descobriu o que é espelho, ele tá todo caidinho por ela. Como é que isso foi acontecer, amiga? Eu sempre gostei dele, e mesmo na época em que ele era louco pela Anita, eu tinha esperanças de que talvez ele pudesse me amar também... Mas parece que eu sempre serei a ultima opção pro Martin.

Flaviana deixou algumas lágrimas caírem. Desde muito nova, ela sempre foi apaixonada por Martin, mas ele só a via como amiga, e nunca deu créditos aos seus sentimentos. Ate a usou uma vez para fazer ciúmes a ex, algo que devastou a garota, mas mesmo assim ela não deixou de amá-lo. E tinha a esperança de que ele se viesse a sentir o mesmo, mas agora parecia que isso nunca iria acontecer.

– Eu te avisei que o Martin era encrenca, você quem quis se arriscar.

– Pô, Sofia! Eu já to mal e você ainda vem pisar em mim?! – Queixou-se, chorosa. Sofia às vezes era muito insensível – E ainda diz ser minha amiga!

– Eu sou! Por isso não quero te ver chorar por um imbecil como aquele. Flaviana, vai por mim, não adianta querer que alguém goste da gente. Ou ele nos ama ou não. Criar ilusões de que talvez isso mude é só pedir para sofrer.

– Você fala como se soubesse o que é isso.

Sofia desviou o olhar. Flaviana não poderia estar mais certa... Sofia sabia o que era gostar de alguém que não sente o mesmo e só ela sabia o quanto doía, e não queria isso para a amiga. Já bastava ela com o coração partido naquele quarto.

– Não delira, Flaviana! No dia que eu me apaixonar por algum garoto, ele vai ser meu, pode escrever. Agora eu tenho que ir, prometi para minha mãe comprar algumas coisas para ela. Te vejo mais tarde.

Ela deixou Flaviana com suas lamentações e pegou um táxi para casa. Durante o caminho da Barra ate o Grajaú, Sofia teve um tempo para pensar em como sua vida estava confusa. A mãe ainda não a tinha perdoado pelo que fez no casamento dela com Ronaldo, Giovanna a infernizava todos os dias, Ben sempre a olhava com o ar sério de quem era bom demais para ela e Anita, bem, Anita era a Anita de sempre. Capaz de inventar qualquer desculpa para perdoar a irmã. Vitor era indiferente, estava ocupado demais com o time de vôlei. O único com quem ela podia contar era Pedro, seu irmãozinho caçula, que parecia a única pessoa que a entendia. E se não fosse por ele a lhe dar apoio, ela já teria entregado os pontos há muito tempo. Não era fácil para Sofia ver Ben e Anita sempre juntos, rindo, conversando... Se beijando. Eles eram namorados agora, e apesar da oposição de Caetano, eles estão juntos e firmes. E ela era obrigada a fingir que não machucava saber disso e nem lhe interessava o namoro dos dois.

Sofia chegou em casa uma hora depois, antes passou pelo mercado e comprou os ingredientes que a mãe havia pedido para fazer uma encomenda de bolo. Era domingo e todos estavam na rua. Após deixar as compras na cozinha, ela subiu para o quarto que dividia com a irmã e Giovanna. Estava calor, por isso ela resolveu tomar um banho. Separou uma roupa simples, nada a ver com ela, mas Sofia não estava com ânimo para se produzir. Ela tirou as roupas e as jogou pelo quarto e seguiu para o banheiro. Minutos depois, ela retornou ao quarto, envolta numa toalha. Vestiu a calcinha e o sutiã, foi ate a cama pegar o vestido quando a porta foi aberta.

– Anita, você... – Ben parou onde estava ao ver Sofia em trajes íntimos. Ela assustou-se e puxou o vestido para cobrir o corpo, mas ele já tinha visto tudo.

– Hey, não sabe bater na porta, não? Vaza daqui, idiota!

– Desculpa, eu não sabia que você estava aqui. Procurava pela a Anita.

– Já viu que sua namoradinha não tá no quarto, então sai!

– Claro... Foi mal.

Ben saiu e fechou a porta. Ele não entendeu o porquê da hostilidade dela, mas não gostou da forma como Sofia o tratou. Há muitas semanas que ela estava estranha, mas não sabia o motivo. Ele já conhecia a garota e comprovou que ela era só uma menina mimada, tão diferente da irmã... Diferente do que ele pensou quando a viu pela primeira vez, lá em Miami. Acreditou estar apaixonado, mas ela não era nada do que ele esperava. Quem provou ser a garota certa foi Anita, tão igual a ele. Com os mesmos sonhos, ideias... Mas ao ver Sofia no quarto, naquela situação, ele sentiu algo muito forte. Um sentimento que ele não esperou sentir, mas que deu sinal de que estava lá dentro dele. E isso o perturbou.

Trancada no quarto, Sofia chorou por ele tê-la visto. Mas do que exposta, ela sentia-se desprotegida diante de Ben. Ela não sabia como se portar com ele, por isso passou a ironizar, a destratá-lo, mas só porque ela tinha medo de que ele viesse a descobrir o que ela sentia. Já bastava saber que ele amava sua irmã, isso era humilhação o suficiente para ela. Se Ben um dia souber do seu amor... Ela não suportaria.

Após trocar-se, Sofia desceu para a sala e encontrou Ben sentado no sofá. Ela estava decidida a não demonstra que o flagra havia ocorrido e por isso agiu naturalmente. Foi ate a cozinha, pegou um copo de água e foi sentar-se ao lado dele, mas mantendo certa distância.

– Eu queria pedir desculpas de novo.

– Pelo quê? – Indagou, calma – Não sei do que tá falando, Ben.

– Como assim? E o que aconteceu lá no quarto?

– Sério, acho que você tá imaginando coisas! Dá licença, mas eu não to com saco para ouvir bobagens – Ela levantou-se, pronta para deixá-lo, mas Ben a puxou de volta e Sofia acabou caindo sobre ele. Os olhares dele e dela se encontraram, e por um instante, ela prendeu a respiração temendo o que iria acontecer.

– AH... Mas você vai me escutar. Não foi alucinação da minha cabeça o que aconteceu, mas se você prefere fingir, então... – Bem aproximou o seu rosto do dela, as bocas bem próximas. Tomado por uma força além do que ele compreendia, ele queria beijar Sofia e nem o fato dela ser irmã da sua namorada importava nesse momento – Você não vai se lembrar de que eu...

– PARA! Para, Ben! – Ela tentou desvencilhar-se, mas ele a prendia pelos braços. Sofia não sabia o que estava rolando, mas temia o que poderia acontecer depois. – Alguém pode chegar!

– Eu, eu... – Ben ficou confuso pelo o que estava fazendo. Ele a soltou, e sem demora, Sofia se afastou para o outro lado do sofá, assustada. Lágrimas queimaram nos olhos dela que não imaginou que ele fosse capaz de quase agarrá-la na sala – Eu não sei o que me deu.

– Príncipe?

Anita chegou à sala e estranhou o clima entre o namorado e a irmã. Sofia levantou-se depressa, disposta a fugir para bem longe. Viu quando Anita deu um selinho no namorado, mas não ficou para ver o resto. Ben a viu praticamente correr pelas escadas, mas não pode segui-la já que Anita estava por perto e ele não queria explicar porque estava atrás de Sofia..

– O que foi que minha irmã aprontou? – Perguntou desconfiada de que a loira tinha se insinuado para o seu namorado. Ben não gostou do tom de Anita e nem do pré-julgamento de que tinha sido Sofia e não ele a fazer alguma coisa.

– Nada, Anita! Sua irmã não é nenhum monstro que só pensa em atrapalhar nossa vida.

– Hey... Eu não quis dizer isso. Mas você sabe do que a Sofia é capaz, nós mesmos já fomos vitimas das armações dela.

– Eu sei, mas ela não é assim sempre.

– Se você está dizendo, eu acredito – Concordou imediatamente. Ela abraçou o namorado que não correspondeu tanto ao abraço.

POV Ben ON

Eu e Anita passamos o restante da tarde juntos. Assistimos a um filme e fomos dar uma volta, mas estar com ela não me tirou da cabeça a imagem de Sofia assustada e com lágrimas nos olhos. Ela devia me considerar um monstro pelo o que havia feito, ou quase isso. A verdade é que eu quis beijá-la, mais que isso, eu quis que fosse ela e não Anita que estivesse ao meu lado durante a tarde. Mas era errado, a Anita é uma garota legal e a Sofia só me decepcionou com suas atitudes mesquinhas. Como eu pude pensar em trair minha namorada com ela? Eu não sei como fui capaz, mas não vou permitir que isso se repita. Por isso eu preciso tirá-la do pensamento antes que fique louco.

Notas finais
"Ninguém ama uma pessoa por sua posição politica, profissão, por reciclar o lixo ou andar de bicicleta para ajudar o meio ambiente... Não amamos uma pessoa por ela se encaixar nos nossos sonhos ou planos, por ela ser o que esperamos que ela seja. Amamos uma pessoa porque amamos ESSA pessoa. Sem distinção de sexo, cor, religião, pensamento politico... Amamos porque é mais forte que nós, porque é o que sentimos e não dá para lutar contra nós mesmos. Pode funcionar durante certo tempo, mas chegará uma hora que nada será capaz de impedir que esse sentimento aflore e quando isso acontecer... O amor vai exigir ser vivido." Ouvi isso uma vez e agreguei parte do que eu penso. Essa Fic é bem sobre o que quer dizer esse trecho, sobre o amor acima de tudo, de qualquer barreira. O amor simples e puro que acontece a qualquer momento em qualquer lugar com qualquer pessoa e que merece ser sentido porque todo amor, toda forma de amar, é bonito. O Ben vai descobrir isso e apesar de não querer, amor independe dele e o que ele sente vai pedir para ser realizado. Será que a Sofia vai aceitar? Vamos ao próximo capítulo. Beijos!