Equilibrium

43 Capítulo 43 - Marionetes


Eu me sentia vazia e anestesiada. Talvez fosse o frio, mas não estava dando para sentir meus pés direito enquanto subia as escadas. Em algum momento, decidi fugir do frio e do Alec sentindo pena de mim. Demonstrar fragilidade me assustava pra caralho. E uma vozinha sussurrava na minha cabeça: Talvez você esteja chorando no ombro de Trivia. Como ela deve estar se divertindo…

Entrei no meu quarto e me tranquei. Assim que olhei para a cama, me lembrei que todos os quartos eram extremamente semelhantes. Layla tinha morrido em uma cama igual essa.

Comecei a tremer. Tentei abrir a porta de novo, mas parecia que a chave tinha travado. A atmosfera, abafada por causa das janelas fechadas e aquecedor ligado e a coloração do quarto — Por que tudo tinha que ser tão branco? — estavam me deixando sufocada.

Um tempo depois, eu estava no corredor, fora do quarto enfim. Meio que arranquei a fechadura da madeira com a adaga. A coisa foi tão louca que nem me lembro se a adaga estava na minha gaveta ou no casaco. Nem sei qual foi o milagre que evitou que minhas mãos ficassem cheias de farpas.

Instável, acho que mamãe falaria isso.

Não tinha a menor ideia para onde ir. Não suportava os quarto, o saguão me lembrava a sensação de antecipação antes de subir as malditas escadas. Uma hora, os outros hóspedes começariam a achar estranho uma garota imóvel, de olhos fechados e apoiada na parede do corredor.

Respire, respire. Tudo vai ficar bem. Tentei me enganar. Claro que não iria ficar. Nunca iria ficar, minha melhor amiga estava morta e não tinha como retornar os mortos ou voltar ao tempo.

Mas sempre há um meio de se vingar. Eu queria arrancar a pele de Trivia na frente de Érebo, acho que eu poderia vender a minha alma em troca daquilo. Enfim, só vendendo a alma para conseguir, eu continuava sem poderes, praticamente um filhote de gato com as unhas arrancadas. Só estava viva porque Trivia achava divertido me torturar psicologicamente.

Isso me deixava insana. Me sentia uma espécie de lesma presa em uma caixinha por uma criança sádica que estava jogando sal em mim, só calculado quanto tempo levaria para que morresse de vez.

Olhei para a adaga na minha mão. Não iria ser o brinquedinho de uma sádica. Se ela era um monstro, eu seria um pior.

Fui para o quarto mais próximo, com a faca escondida dentro da jaqueta. 205, o de Mare. Quase bati na porta, mas ela já estava aberta.

Desconsiderando Vanessa e Idia, havia quatro pessoas que poderiam ser Trivia. Infelizmente, três inocentes acabariam morrendo sem merecer, mas quantas baixas Trivia iria provocar se escapasse? Não era melhor matar três do que esperar que Trivia gerasse a morte de três mil?

Entreabri a porta. Mare não estava sozinha. Sam estava encolhido no sofá, chorando e a garota estava com os braços em volta dele. Eu não sabia que ele gostava tanto assim de Layla. Comecei a me sentir constrangida, tinha passado os últimos dias com ela tão neurótica, mas tão neurótica que nem tinha conversado com ela direito. Nunca nem tinha falado sobre como ela se relacionava com os outros descendentes de deuses. Praticamente tinha um aspecto inteiro da vida dela que eu desconhecia e nunca nem iria ficar sabendo.

Mare soltou Sam e me encarou. Comecei a me sentir constrangida, ela já tinha assumido a minha forma, talvez ainda tivesse resquícios suficientes da minha personalidade nela para saber o que eu queria saber.

— Vá em frente — ela sussurrou, me olhando firmemente.

As pessoas gostam de dizer que Mare é boazinha, doce, quase um coelhinho. Mas não é bem assim.

— Faça o que você quer — ela continuou — Aposto que Layla adoraria ver no que você se tornou assim que ela fechou os olhos.

Quis protestar, falar que Layla iria entender a matemática da situação. Mas a verdade é que ela não iria me perdoar por matar os amigos dela. Sam parou de chorar para me olhar, ele não parecia irritado comigo, apenas triste.

— Eu sempre reclamava para ela que iria morrer cedo — ele falou baixinho.

E ela morreu antes. As parcas, o destino, ou qualquer coisa que regia isso, devia estar rindo da ironia. Então, decidi simplesmente sair do quarto, não queria chorar na frente de estranhos. A fala de Sam deixava tudo mais realista.

Vanessa me encontrou quando eu tinha acabado de sair da porta. Eu tava me sentindo tão mal que eu nem tinha reparado que ela tava me caçando pelo hotel. Posso dizer com certeza que ela era contra os homicídios. Ela tinha certeza perturbadora que eu não iria conseguir matar ninguém, aliás, eles acabariam me matando e ela ia morrer junto. Vanessa sem fé em mim, surpreendente? Não, praticamente parecia a normalidade.

— Tem maneiras mais espertas de fazer isso — ela disse.

Eu sabia qual era a ideia dela, isso é problema de você ler a mente dos outros. No fundo, Vanessa era puramente sentimental, não queria correr o risco de perder mais nenhum amigo no dia e aí ela decidiu ter um plano que provavelmente iria só matar a gente. Pelo menos seria só dois velórios na pior das hipóteses.

— Você vai fazer isso de qualquer jeito quando — constatei.

Como vocês poderão ver, planos da Vanessa tendem a ser egoístas, só ela faria as coisas.

— Vamos sumir daqui — ela disse e praticamente me arrastou.



Sendo honesta sumir de lá não foi a pior ideia. De qualquer maneira, eu não iria conseguir dormir mesmo e e a ideia que Trivia estava a poucos metros de mim iria acabar me deixando louca em algum momento. A coisa mais louca de tudo isso é que eu tinha certeza que Trivia não iria me matar, talvez ela quisesse me fazer pular da ponte por vontade própria.

Voltando ao assunto, vrykolakas têm maneiras peculiares de conseguir hotel. Vanessa saiu protestando dizendo que Trivia iria rastrear a gente se fizessemos um check-in em um hotel. A solução? Despejar pobres humanos de suas casas.

Ok, admito, isso me irritou. A gente simplesmente pegou um Uber, Vanessa provavelmente tinha uma preferência por ferrar com a mente de Ubers, é claro. Tenho dó além dos caras correrem riscos de assalto, ainda corre risco de hipnose.

Foi praticamente o seguinte: ela olhou para a cara do cara pelo retrovisor e perguntou, "ei você mora aonde?". O pobre coitado parecendo bem atordoado, sem expressão igual um ator de Crepúsculo, respondeu um endereço aleatório.

— Onde fica isso? — Perguntei.

A ruiva ficou levemente ofendida pela minha sugestão que ela tinha um Google maps da Escócia na mente. Em resumo, ela não tinha a menor ideia onde ficava aquilo.

Então ela continuou o interrogatório, perguntou se o cara tinha filhos, se ele era casado, se a casa era grande e bonita — tentei dizer para Vanessa que se o cara era Uber provavelmente ele não tinha uma casa tão luxuosa assim. Em geral, Vanessa tem uma péssima noção de classe social. Deve ser consequência de crescer em casas que tem estátuas de mármore.

— Será que não dá para conseguir algo melhor?

— Pelo amor de Deus. Dos deuses, que seja. Eu estou sem paciência só faz isso logo.

Então ela convenceu o pobre coitado a decidir passar uns tempos com a mãe dele e esquecer das duas jovens estranhas que apareceram no carro dele. Ele não tinha filhos, nem cônjuge e tinha um apartamento relativamente minúsculo que eu apostava que Vanessa iria odiar. Para vocês terem noção do abuso, ela até convenceu o cara deixar a gente na porta do apartamento. Ainda deu 4 estrelas no Uber porque ela achou o carro tinha cheiro de cigarro.

Nenhuma de nós dormiu direto naquela noite. Em alguns momentos vi Vanessa cochilando no sofá, acho que foi de cansaço mesmo. Não dava para fechar meus olhos sem imaginar aquela cena. Parecia irreal, o tipo de coisa que eu iria acordar de manhã e nada teria acontecido. Você já teve pesadelos insanos? Aquele tipo de coisa que é trágica demais para ter acontecido de verdade, muito dramática? Me parecia exatamente isso.

Minha parte realista não tinha fé nenhuma. Senti que estava evitando o inevitável, que eventualmente Trivia iria arrancar aquela adaga de mim, conseguiria tudo o que quisesse e provavelmente me torturaria por alguns meses antes de me matar. Me indagava se ela iria pegar leve se eu dissesse que eu não era a Diana de verdade.

Quer uma lição de moral? Falsidade ideológica nunca compensa

— Melhor correndo do que morta — Vanessa falou quando comentei isso.

De fato.

Agora você deve estar se perguntando: como essas duas loucas querem tirar Trivia da equação? A ideia partia de fazer Thanatos delatar ela. Literalmente envolvia um plano louco sobre sequestrar o namorado de Thanatos e devolver ele em troca de uma delação premiada. Como vocês podem ver, transar com deuses só gera problemas.

Honestamente, eu tinha dó do cara. Ilithya, como administradora do Campos, tinha acesso a ficha de todos os antigos alunos e ela passou a ficha do cara prontamente. Ele era descendente de Phobos, tinha poder de dar crise de pânico em geral com o olhar e apesar disso nunca se meteu em confusão significativa. Rafael tinha um amigo de um amigo que conheceu o cara e pasme, o coitado era um pacifista. Apesar disso ele estava junto com Thanatos há pelo menos 200 anos.

Admito que me perguntei como eles não tinham enjoado um do outro depois de tanto tempo. Acho que com 200 anos, ficaria enjoada até da minha cara no espelho.

Pela lógica de Vanessa, Thanatos realmente gostava do pobre Logan. Então era só sequestrar o coitado e fazer Thanatos jurar pelo Estige que iria dar o nome de quem Trivia estava se disfarçando. Sejamos honestos, Érebo nunca iria sonhar que Thanatos abriu a boca. No máximo ele só pensaria que Trivia deixou escapar algum sinal.

O problema era como o sequestro se desencadearia. Vanessa aparentemente não era tão estúpida quanto eu pensava e tinha bastante medo de Thanatos mandar ela pro saco. Ou pior do que simplesmente matá-la porque Thanatos era Deus da morte e só Deus sabe o tipo de controle que ele tinha no submundo ou pós vida. Então Vanessa começou a ficar bastante hipócrita.

Vocês lembram de todo aquele papinho criticando as minhas trapaças? Aquilo sobre admirar a Diana heroína?

Enfim, a ruiva queria hipnotizar uma pobre humana que ela encontrou no mercado, dar uma seringa com sedativo para humana e fazer a coitada esbarrar em Logan quando ele estivesse fazendo corrida.

Em primeiro lugar você deve estar pensando: que seringa com sedativo? Aparentemente, Ilithya, além de curar, também conseguirá produzir alguns venenos interessantes e outras substâncias duvidosas. Vanessa, claro achou que seria prudente trazer um pouquinho para viagem. Ok, isso eu não poderia criticar.

Uma coisa que eu podia criticar era fazer corrida todo dia às 10 horas da manhã na Escócia naquele frio infernal. Como vocês podem ver, alguns hábitos como corrida matinal pode acabar desencadeando alguns problemas futuros para você. Às vezes os sedentários vivem mais.

— Se isso der errado uma pobre mortal aleatória vai ter o pescoço quebrado — relembrei porque realmente parecia que ela tinha esquecido desse detalhe.

— Tem bastantes mortais no mundo.

É difícil engolir esse tipo de comentário, eu estava bem mais perto de um mortal na escala de poder do que dela. Não apreciava muito a ideia de ficar sendo utilizada como uma marionete por um ser capaz de controlar mentes. Ainda lembrava bem claramente de quando fui impulsionada para pular de uma escadaria.

— E também tem bastante gente cheia de bravata no mundo e na hora h corre para trás, né?

Ela ficou consideravelmente p da vida comigo.

— Você prefere que eu invada aquela casa, arraste Logan de lá, corra o risco de dar de cara com Thanatos na portaria e que nós duas morramos. Justo você que já se fingiu de morta para esfaquear um homem.

— É diferente, eu não tinha a menor escolha na situação.

— Acho curioso a sua lógica, Christine, você prefere fazer um assassinato em massa para garantir que Trivia está morta mas se rói de remorso em manipular uma humana para um pouquinho.

— Eu realmente consigo entender porque trivia gosta de matar descendente de deuses.

— Acho que todos nós entendemos dado que a maior causa mortis de descendentes de deuses são outros descendentes de deuses.

No fim não consegui dissuadir ela e nem dava para tentar impedir. Com qual poder iria impedir? Em um mundo de Alice colocou tiraria Vanessa voltaria para aquela casa e daria fim em todos eles. Bem ou mal, eles estavam voluntariamente naquela missão suicida não era um pobre coitado que foi pescado no mercado.



Na verdade, a parte 1 do plano funcionou. Fomos no mercado, escolhemos uma pobre mulher com porte atlético e a seringa foi passada. Depois ficamos em mais um carro emprestado — entre aspas — em uma esquina onde Logan passava para correr. A parte mais engraçada de tudo é que Vanessa sabeia até onde o cara corria, ou seja, a ideia não era tão recente. No início ela pensava em cambiar o namorado pela adaga. Depois de um tempinho, ela refletiu que isso seria pedir demais e aí ela achou que é o nome de Trivia já tava valendo.

Enfim deu certo a mulher tacou a seringa no cara e ele apagou, aí a gente carregou ele para o carro como se tivesse carregando um amigo bêbado. Parecia meio suspeito porque ninguém fica bêbado às 10 horas da manhã né. Mas como ninguém parou a gente talvez essas coisas ocorressem na Escócia com frequência.

Na casa também emprestada, a gente amarrou o cara com corrente. Não quero nem saber porque Vanessa tinha corrente de ferro na mala dela. E vendamos os olhos dele com pelo menos três camadas de tecido preto. Honestamente fiquei contente pelo fato dele não ser filho de Pã, porque aí a gente teria que amordaçar.

Quando ele acordou a gente tentou iniciar o interrogatório. Vanessa apesar de ser favorável a hipnotizar pobres humanos, era contra torturar amantes de deuses, isso tinha chance de dar muito problema depois. Ela também achava ele bonitinho, ela tem uma dó de torturar gente bonita. Ela consideraria o loirinho pegável, se ele não fosse amante do deus da morte, que certamente iria transformar ela numa búfala se descobrisse seus pensamentos impuros.

— Eu não acredito nessa porra — ele falou assim que acordou.

Achei que seria de bom tom explicar a situação para o coitado. Imagine, você tá correndo lá na rua e do nada leva uma agulhada e apaga.

— É o seguinte: seu namorado tá envolvido com coisas não muito adequadas, por exemplo, associação com genocida.

— Ele é o deus da morte, ele faz coisas desse tipo.

Ele falou com tanta naturalidade que eu fiquei até espantada. Deve ser estranho o relacionamento de um pacifista e o Deus da morte por 200 anos.

— Olha, cara, não vem passando pano não.

— Continuando — Vanessa disse —ele mencionou algo sobre Trivia?

— Não.

— Algo sobre o pai?

— Não.

— Algo sobre adagas?

— Não.

Não é preciso grande capacidade lógica para descobrir a sequência das respostas e perguntas. Para tudo que a gente perguntava, o cara dizia que não sabia, tinha-se duas hipóteses, uma ele era realmente esperto e não queria saber das merdas que o namorado dele fazia e tinha a hipótese provável, a que ele tava mentindo.

— Faça o juramento pelo rio Estige que só irá falar a verdade — a ruiva disse.

Adivinha a resposta?

— Não.

Acho que o sacana tinha notado que se a gente torturasse ele, provavelmente pioraríamos a nossa situação.

E aí decidi bancar a louca mesmo. Baixei a calça dele — Sim, fiz isso mesmo— peguei uma faca da cozinha, coloquei na base do pau dele e falei:

— Faz o juramento ou eu vou cortar.

Durante todo esse acontecimento Vanessa ficou meio paralisada. Ás vezes, eu faço coisas que as pessoas não esperam de mim. Mas inegavelmente e a capacidade de persuasão a homens é sempre eficaz. Ao longo da minha vida inteira, nunca vi um cara fazer um juramento tão rápido.

Em resumo — eu já tô meio cansada de digitar — cara ficou bem mais falante. De fato, ele não sabia praticamente nada relacionado a Trivia, não tava nem sabendo da reencarnação direito, mas ele sabia que era fez Thanatos controlava via a necromancia a sacerdotisa que ficava monitorando a balança. Isso realmente fazia sentido, porque se ela viva pudesse alterar balança quando desse vontade, ela teria alguma vontade interna de destruir a balança ou ficar descontrolando ela por puro tédio.

Aí tava explicação da pressa para arrumar as adagas. Aparentemente nem a necromancia do deus da morte durava tanto tempo contra a decomposição. Eu queria saber mais sobre os aspectos técnicos, se o templo estava resfriado,s e a magia conseguia infiltrar para durar mais a conservação, mas Vanessa descartou.

Ela tava com pressa, literalmente, a criatura bateu na porta dos apartamentos vizinhos como com maior cara de vizinha nova que tava pedindo açúcar. Deuses do céu, realmente pensava que isso só acontecia em filme americano. E a claro esses pobres coitados viraram coruja de recado para Thanatos.

Um deles iria apertar a campainha entregar um recado a mão com os nossos termos, que de forma sintética, era assim: Jura pelo Estige que você vai dar o nome de Trivia, jure que não vai nos prejudicar ou alguém que gostamos, jure ausência de vingança e etc. E no fim o negócio tinha mais linhas do que termo de consentimento de protocolo de pesquisa do Google forms.

O outro pobre coitado estaria na rua ouviria resposta e mandaria uma mensagem no WhatsApp para gente, aliás, teve um celular que foi roubado para ter essa função.

Que foi nesse ponto que a coisa começou a desandar, os pobres coitados chegaram lá inteiros até o portão. Thanatos não fez nada com eles, só que a mensagem que recebemos não foi nada do tipo "acordo feito" junto com a gravação do Juramento.

Só tinha uma gravação de Thanatos parecendo bem p da vida.

Na hora que abriu o celular e vi aquilo, pensei: Ah, cacete, ele provavelmente vai rastrear a gente, deve ter alguma maneira de rastrear a gente que essa água viva ruiva esqueceu. Vanessa jurava por tudo que era sagrado que um descendente de um deus menor era fraco demais para ser rastreado, mas eu não tinha muita certeza disso não.

Então, Logan começou a gritar. Eu olhei para ele e tinha sangue escorrendo através das vendas pretas.

Realmente? Pensei que era um tipo de truque para fazer a gente tirar as vendas e ele jogar poder dele em cima. Depois ele começou a tossir sangue, as unhas começaram a azuladar, depis, sangue em rajadas.

Eu fiquei meio paralisada até que eu saquei: De alguma maneira, Thanatos estava matando o namorado dele que ficava com ele há cerca de 200 anos para não vazar informações.

Olhando para o corpo exangue do pobre coitado, única coisa que eu conseguia pensar era: Se humano são marionetes para descendentes de deuses, o que são os descendentes de deuses para deuses além de brinquedos descartáveis?

Notas finais
E aí pessoal? Eu sei, eu sei, demorei para cacete para postar dessa vez e minha justificativa é: eu tinha capítulo quase pronto e perdi ele. Depois disso, só quem escreve consegue entender como a gente fica desmotivada para escrever tudo de novo. Agora aprendi uma nova ferramenta, tipo, eu coloco no gravador e o gravador do Google transcreve em palavras tudo que eu falo. Enão começa a ser mais rápido para "escrever o capítulo". Vocês conseguiram perceber alguma diferença na escrita em decorrência disso?