Episódios Da Vida A Dois
10 Vê Se Não Demora!
Notas iniciais
Sara ficou horas ali, sentada do lado de fora do tribunal, esperando ser chamada. Ligou para Grissom para avisar que aquilo ainda poderia demorar e ele a tranquilizou dizendo que tinha algumas avaliações para terminar, por isso ficaria no laboratório até mais tarde.
– Você pensou em fazer algo especial para fazer em nossa folga querida? – perguntou ele.
– Ainda não, mas vou pensar.
E ela realmente pensou em algo muito divertido, que nunca haviam feito juntos. A ideia surgiu depois que se lembrou de uma conversa que tiveram alguns dias atrás.
Ela e Grissom estavam assistindo um programa de auditório na televisão e o tema daquele dia era: “Quais os lugares no qual eu gostaria de fazer sexo?” Os dois acabaram entrando na brincadeira, por insistência dela é claro, e revelado quais seriam suas respostas para aquela pergunta. Sara falou novamente de sua fantasia de fazer amor com ele em uma praia deserta, com o murmúrio das ondas e a lua e as estrelas como testemunhas. Grissom estava um pouco reticente em revelar seu “segredo”, mas Sara sabia ser bem persuasiva e ele acabou se rendendo e revelando.
– Bom, eu nunca fiz amor dentro de um carro.
– Nunca???- perguntou Sara, surpresa com a declaração.
A maioria das pessoas passava por aquela experiência ainda muito jovem, ela mesmo já havia feito sexo em um carro, quando tinha dezessete anos. E ele era um homem de meia idade que nunca passou por aquela experiência.
Foi a lembrança desse dia que lhe dera a ideia. Ela passou no laboratório primeiro, tinha uma forte suspeita de que ele ainda estaria lá e acertou. Grissom estava reclinado confortavelmente em sua cadeira, lendo. Ela entrou em seu escritório, com uma pasta na mão para disfarçar, não queria que pensassem que estava ali só para vê-lo.
– Soube que solucionaram um duplo assassinato?
– Humhum – ele a olhou.
– Passei o dia sentada no banco do lado de fora do tribunal e eles não me chamaram.
– Isso é chato – disse desviando o olhar para o livro em suas mãos, ela estava linda e se continuasse olhando-a não resistiria a vontade de toca-la.
– Sentindo-se transcendental?
– Hum?
– Thoreau? Eu não leio desde a faculdade.
– Nem eu. Ele diz: “Prefiro me sentar em uma abóbora e tê-la toda para mim, do que ficar em uma almofada de veludo pequena demais”.
Ela sorriu de lado e pegou a palavra cruzada sobre a mesa.
– Hum. Olha, esqueceu uma coisa, sessenta e três para baixo, misantropo.
Ele franziu o cenho e olhou para ela. O que ela quis dizer com isso, perguntou-se ele.
– Vê se não demora – finalizou, sorrindo de lado com aquele biquinho que sempre o conquistava e saiu.
Sozinho, ele fechou o livro pensando nas promessas contidas nas últimas palavras dela. Largou o livro sobre a mesa, pegou sua pasta e foi praticamente correndo para o estacionamento. Estava abrindo seu carro quando ouviu a voz dela atrás de si.
– Você foi rápido – disse ela maliciosa e saiu das sombras andando em direção a ele.
Ele notou que havia algo diferente nela hoje. O olhar de mulher fatal, o andar sexy e o sorriso sensual. Ela parecia pronta para ele. Sara foi se aproximando devagar, sem tirar o olhar do dele. Instintivamente Grissom deu um passo para trás, encostando-se ao carro e ela encostou o corpo no dele. Estavam colados desde os joelhos até o peito, encurralou-o contra o carro, sem toca-lo com as mãos. Viu-o engolir em seco e pigarrear.
–Você quer me matar de susto? – perguntou ele com dificuldade.
– Não querido. Eu quero você bem vivo.
– Sara o que você andou aprontando?
– Eu? Não aprontei nada – ela inclinou a cabeça e encostou a boca em sua orelha. – Ainda – sussurrou.
Grissom sentiu um arrepio percorrer sua espinha, aquela palavra sussurrada em seu ouvido foi como se ligasse um botão dentro dele, ele ficou excitado. Iria tomá-la nos braços ali mesmo, no estacionamento do laboratório, onde qualquer um poderia vê-los. Sara sentiu o membro excitado dele pressionando seu ventre e viu o desejo escurecer seu olhos. Afastou-se rapidamente, não queria correr o risco de ser pega ali com ele e não queria estragar o que tinha em mente para aquela noite. Ela virou as costas e foi para seu carro.
– Sara... – a voz dele era um sussurro rouco de desejo.
– Me segue – ela disse virando a cabeça por cima do ombro e olhando em seus olhos, um sorriso travesso brincava em seus lábios.
Ela entrou no carro, acionou o motor e partiu. Grissom não perdeu tempo em fazer o mesmo, seguindo-a de perto. Logo a cidade ficou para trás e tudo o que ele via era o deserto. Alguns quilômetros a frente ela entrou em uma estrada secundária, então Gil percebeu onde ela o estava levando.
Sara lhe contara uma vez que gostava de ir até o alto de uma colina no deserto, para pensar. Isso antes deles começarem a namorar. Eles chegaram no alto da colina e ela estacionou o carro bem próximo a cerca que separava o platô do abismo, Gil estacionou atrás do carro dela.
Sara saiu do carro, tirou o blazer que vestia e o deixou no banco do passageiro, foi em direção a Gil, que também já havia saído do carro e observava a cidade lá embaixo. A vista era realmente linda, Las Vegas era um ponto brilhante no meio do deserto, que era iluminado apenas pela lua crescente e as estrelas no céu límpido. Postou-se ao lado dele e admirou a vista.
– É linda não é? – perguntou Sara.
– Sim é maravilhosa – respondeu, mas já não olhava mais para a cidade, tinha os olhos voltados para ela e admirava sua beleza sob a luz da lua.
– Eu estava falando da vista – disse virando-se para ele, havia sentido o olhar dele sobre si.
– Eu não.
Resposta simples, mas que fez o corpo de Sara vibrar de desejo.
– O que viemos fazer aqui? – perguntou Gil.
Sara pegou sua mão e o levou até o carro dele, abrindo a porta do banco de trás, colocou-o ali, entre ela e a porta aberta. Sem dizer nenhuma palavra ela retirou a jaqueta dele, jogando-a no chão do carro, atrás do banco do motorista. Depois seus dedos trabalharam rapidamente nos botões de sua camisa, que logo foi fazer companhia a sua jaqueta. Abriu o cinto e a calça e, deslizando as mãos por suas nádegas macias e arredondadas escorregou a calça até as coxas.
– Sente-se – ordenou em um tom sensual.
Grissom sentou no banco e engoliu em seco ao perceber que estavam prestes a fazer amor dentro do carro, realizando mais uma vez uma das fantasias dele. Sara tirou seus sapatos e a calça, jogando tudo na pilha que se formou no chão do carro.
– Vá mais para trás – disse ela, comandando toda a ação.
Ele obedeceu e a viu despir a camisa e o sutiã, colocando tudo junto com suas roupas, então ela tirou os sapatos e ajoelhou-se no banco do carro. Abriu o botão da calça e com destreza a tirou levando junto a calcinha. Deslizou as mãos pelas pernas dele, ajeitou-se em seu colo e seus centros se tocaram, a única barreira entre eles era a cueca dele.
Grissom gemeu e passou as mãos pelas costas dela, afagando cada centímetro de pele exposta. Apesar de o carro ser grande o espaço para se mexerem e fazerem caricias mais ousadas era muito limitado, mas aquilo não parecia incomoda-los, apenas potencializavam o prazer que suas bocas e mãos proporcionavam até onde podiam alcançar. Além do mais, eles pareciam estar nas preliminares desde aquela última frase dela em sua sala, no laboratório, que o deixara completamente excitado, necessitando estar dentro dela.
Os beijos molhados e exploradores, o esfregar da barba em seu pescoço, a boca e a língua lambendo, sugando seus seios perfeitos, tornavam a necessidade e o desejo ainda maiores.
– Por favor Gil... por favor.... – pediu liberando o membro, excitado e duro, de dentro de sua roupa intima e guiando-o para sua entrada úmida, quente e totalmente preparada para recebê-lo.
Ela se acomodou sobre ele, sentindo-o enterrar-se profundamente em suas carnes macias. Os gemidos altos, as respirações ofegantes e as palavras desconexas embaçavam os vidros, dando-lhes mais privacidade e liberdade para acelerar os movimentos. No instante em que atingiram o clímax, Gil tomou sua boca em um beijo apaixonado, prolongando o momento de prazer.
Eles continuaram sentados, abraçados e conectados intimamente, com a cabeça descansando no pescoço um do outro.
– Como se sente agora que perdeu a virgindade? – perguntou Sara, olhando em seus olhos.
Ele ergueu a sobrancelha sem entender a pergunta dela.
– Você acabou de fazer amor dentro de um carro, coisa que nunca havia feito.
– Ah claro. Bom, eu me sinto... muito bem. Realizado.
– E o que você acha de fazermos mais uma vez, só para que você possa dizer que já tem alguma experiência nisso? – perguntou, começando a fazer movimentos circulares com o quadril e usando seus músculos internos para massagear o membro quente.
– Ohh – gemeu. – Eu adoraria, mas não sei se vou conseguir.
– Eu cuido disso.
As caricias dela o fizeram enlouquecer, era realmente impossível não reagir à maestria de sua boca e língua e aos carinhos de suas mãos habilidosas, que pareciam estar em todas as partes de seu corpo. Sara o sentiu crescer dentro de si e sorriu de encontro a sua boca, ele estava pronto de novo.
Com um pouco de dificuldade ele conseguiu virar e deita-la no banco sob ele e começou suas estocadas firmes e profundas. Em poucos minutos viu Sara fechar os olhos e morder o lábio inferior. Ela estava chegando, acelerou os movimentos e acompanhou-a em mais um clímax surpreendente.
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Ele terminou de calçar os sapatos, Sara, já completamente vestida, o esperava do lado de fora do carro.
– Isso foi maravilhoso, mas você sabe que foi uma loucura, não é? E perigoso, podíamos ter sido pegos. Já imaginou a situação? – ele a questionava, divertido.
– Não e nem quero imaginar. Mas o perigo é metade da excitação, querido.
– Nós somos dois malucos, isso sim – ele sorriu e se aproximou dela, abraçando-a pela cintura. – Vamos para casa querida?
– Vamos sim. Mas você poderia passar em algum lugar e comprar comida para nós? Estou faminta.
– É claro, faço isso e encontro você em casa.
– Obrigada amor – beijou seus lábios de leve e foi em direção ao seu carro, quando abriu a porta olhou para ele com um sorriso sensual. – Gil? Vê se não demora – com uma piscadela entrou no carro e partiu.
Grissom ficou ali, no alto da colina, sorrindo feito bobo, excitado e com a certeza de que aquela noite ainda não acabara.
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