Notas iniciais
Olá meninas... Aqui está mais um capitulo para vocês, esse retrata a prometida conversa de Sara e Gil, com os amigos, sobre o relacionamento deles. Baseado o espisodio dois da oitava temporada. Agradeço de coração todos os reviews. Boa leitura

Sara

– Quando você e seu supervisor Grissom começaram um relacionamento? – perguntou Ecklie.

– Sempre tivemos um relacionamento – respondeu ela.

– Quero dizer quando se tornaram íntimos?

– Há dois anos, acho que foi em um domingo.

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Grissom

– Tudo bem, então quando vocês dois... você sabe – Ecklie parecia meio constrangido com aquela conversa.

– Há nove anos – respondeu depois de pensar por alguns segundos.

– Quer saber, vocês dois precisam acertar suas histórias.

Grissom franziu as sobrancelhas sem entender o comentário.

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Estavam sentados no carro, estacionado em frente ao lugar onde funcionava a pista de kart. Sara havia saído do hospital no dia anterior, depois de uma semana naquele lugar, ela estava ficando maluca. Grissom não a havia deixado sozinha um momento sequer, apenas quando ia até em casa tomar banho e cuidar de Hank, mas isso geralmente acontecia quando ela estava dormindo.

Ele havia tirado aquela semana de folga para cuidar dela e voltara ao trabalho na noite anterior. Agora estavam ali, tinham marcado de se encontrar com seus amigos para a tão aguardada conversa sobre os “detalhes” do relacionamento deles. Ele a olhou.

– Disse ao Ecklie que nos envolvemos há quanto tempo? – perguntou arqueando as sobrancelhas em um gesto típico dele, que ela amava.

– Há dois anos – viu a surpresa no rosto dele. – Por que? O que você falou?

– Há nove anos – disse como se isso fosse óbvio.

Ela não consegui segurar uma gargalhada.

– A Conferência Acadêmica Forense? – continuou a rir.

– É. Você tinha perguntas demais sobre antropologia, por algum motivo.

– Bom eu estava tentando achar um jeito de convidar você para jantar – disse com um olhar sensual, a boca se esticando em um biquinho adorável.

– Usava rabo de cavalo – olhava-a profundamente.

Ela desviou o olhar.

– Eu vou mudar de turno – anunciou.

– Já conversamos sobre isso.

– Eu sei que disse que você mudaria, mas não quero fazer isso com a equipe. Além disso, eu tenho certeza que eu desfrutaria muito mais a luz do sol.

Eles ficaram em silêncio, tudo o que acontecera a ela, os havia deixado muito abalados e talvez ainda levasse algum tempo para superarem.

– Melhor nós irmos.

– É – concordou ele.

Eles entraram no local e de longe já viram seus amigos na pista, se debruçaram no alambrado que circundava a pista e viram Nick parar diante deles. Ele convidou Sara para uma volta, porém ela negou e mostrou o braço imobilizado pelo gesso, então chamou Grissom, ele também negou com um sorriso, ficaria ali com sua namorada.

Sara, no entanto, o incentivou a entrar na “corrida”. Ele entrou no carrinho e colocou o capacete, ela fez um sinal de positivo e ele se foi, entrando na brincadeira. Sempre que passavam por ela, a cumprimentavam acenando e ela retribuía com um leve sorriso. Estar ali, com eles, depois de tudo que passara lhe trazia paz.

Enquanto vagava pelo deserto, sem esperanças de ser encontrada com vida, sua mente relembrava os bons momentos que passara com aquelas pessoas maravilhosas e que talvez devesse ter dito mais vezes o quanto eram especiais na vida dela, que eles eram sua família.

Sua vida com Grissom também passara como um filme diante de seus olhos. Tudo o que havia suportado para ficar com ele, começou a valer a pena assim que ele se rendeu ao amor que ela lhe oferecia e que ele próprio tinha por ela. Pouco antes de desmaiar a imagem que sua mente buscou foi dele com seu sorriso brilhante e olhar carinhoso.

Ao acordar naquele helicóptero a primeira coisa que viu foi seu nome bordado em letras brancas sobre o fundo escuro de seu colete, então seus olhos confirmavam aquilo que seu coração já sabia através do calor que sentiu em sua mão. Ele estava ali, com ela, como havia prometido que sempre estaria.

Sem se importar com as consequências, em um momento de profundo desespero havia revelado o segredo deles e ficado ao seu lado no hospital o tempo todo. Sempre que ela abria os olhos ele estava lá, para ela e isso fez com que ela o amasse ainda mais, se é que isso era possível. Ele havia sofrido com o medo de perdê-la e não se importara em demonstrar. Isso, para ela, foi uma das mais belas declarações de amor que recebera dele.

Afastou aqueles pensamentos ao vê-los se aproximar, estavam todos rindo e Nick se gabava por ter ganhado a “corrida”. Grissom se aproximou dela e pousou a mão em suas costas.

– Você está bem? – sussurrou em seu ouvido.

– Sim querido, obrigada – olhou-o com ternura.

– Hei pombinhos – Cath interrompeu a troca de olhares entre eles. – nós vamos comer na lanchonete daqui mesmo, vocês se importam?

– Não Cath. Vamos lá – incentivou Grissom.

Todos se encaminharam para uma mesa grande mais ao fundo da lanchonete. Assim que se acomodaram Jim chegou e sentou-se ao lado de Gil.

– Vocês não começaram sem mim, não é? – o capitão perguntou se referindo ao “interrogatório” que pretendiam fazer a Sara e Gil.

– Não, acabamos de nos sentar – respondeu Nick. – E a Sofia?

– Ela teve que ir para Reno esta manhã, aconteceu uma reviravolta em um caso que ela está investigando.

Eles entendiam como era aquelas coisas, ossos do ofício. Uma garçonete se aproximou, todos fizeram seus pedidos e ela se foi, então todos os olhares se fixaram em Sara e Grissom, que pareciam meio constrangidos com a insistência com que eles os olhavam. Sara pousou a mão na coxa dele e deu um leve apertão.

– Tudo bem pessoal, vamos lá. Podem perguntar o que quiserem – disse Sara, aparentando uma calma que não sentia.

– Como se conheceram? – perguntou Cath quebrando o silêncio que havia se instalado entre eles depois das palavras de Sara.

Grissom olhou para sua namorada com um sorriso nos lábios e ela entendeu que ele queria responder, ela aquiesceu.

– Em uma Conferência Forense, em São Francisco. Eu era um dos palestrantes e Sara uma aprendiz ávida por conhecimento. Ela me fez milhões de perguntas e depois descobrimos que ela seria minha “guia” na cidade por duas semanas, por que eu era amigo do xerife. Então nos apaixonamos.

Ele falou com tanta desenvoltura que seus amigos ficaram boquiabertos, até Sara ficou surpresa por ele ter dado tantos detalhes, mas disfarçou com um sorriso.

– Então há quanto tempo estão juntos? – foi Nick que verbalizou a pergunta que todos estavam se fazendo.

Mais uma vez eles trocaram um olhar e um sorriso, cúmplices. Sara ergueu uma sobrancelha.

– Há dois anos. Eu demorei um tempo para deixar de ser idiota e me entregar a ela.

– Nossa! Isso que é revelação – disse Nick. – E como isso aconteceu? Quero dizer, o inicio, quando você deixou de ser um... idiota?

– Vocês se lembram de quando eu discuti com a Cath e o Ecklie me suspendeu? Então, Grissom me procurou naquele dia, nós conversamos sobre muitas coisas e nos acertamos – explicou Sara.

– Ah! Eu sabia que havia visto um brilho diferente nos seus olhos e uma expressão feliz disfarçada em seu rosto quando Ecklie disse que ela era toda sua – disse Cath lembrando-se da conversa entre Gil e Ecklie.

– Eu confesso que gostei de ouvi-lo dizer aquilo – admitiu ele.

– Então, como vocês fazem? – perguntou Warrick.

Grissom e Sara olharam assustados para ele e os demais riram.

– Não é isso que eu quero saber – corrigiu ele, depressa. – Estou falando dos encontros, sabe. Vocês se encontram cada dia em um apartamento? É isso?

Grissom soltou um suspiro aliviado por ele ter explicado a pergunta.

– No inicio, sim. Revezávamos, mas quando completamos um ano de namoro, decidimos morar juntos no meu apartamento, agora nosso.

Cath e Jim foram os mais surpresos, eles costumavam ir ao apartamento dele e nem sequer haviam notado a presença de Sara lá.

– Quando pretendiam nos contar? Quando fizessem bodas de prata? – questionou Nick.

– Pretendíamos contar em breve, estávamos nos preparando para isso, no entanto os últimos acontecimentos apressaram as coisas – defendeu-se Gil.

– Não confiam em nós? – Warrick quis saber.

– Não é uma questão de confiança. Mas nós quebramos muitas regras e se vocês soubessem desde o inicio seriam cúmplices nisso, e acabariam se prejudicando quando tudo viesse à tona. Não queríamos que isso acontecesse.

Todos ficaram em silêncio, assimilando tudo o que havia sido dito. A garçonete voltou e distribuiu os pedidos.

– Eu já sabia desse namoro – declarou Greg, com a boca cheia pela mordida que dera em seu hambúrguer.

Os demais olharam para Sara com uma pergunta muda no olhar, ela ergueu os ombros e negou com a cabeça, e antes que pudesse dizer alguma coisa Greg continuou.

– Ela não me disse nada gente, pelo menos não diretamente, mas eu sempre desconfiei que conhecesse seu namorado pelas coisas que falava dele. Enfim, vou contar minha história – ele deu outra mordida em seu sanduiche. – Eu já sabia que ela tinha um namorado, é claro. Afinal já não saia com a gente como antes e estava muito mais resistente ao meu charme – eles riram da ousadia do garoto.

– Ora Greg, para de gracinhas e termine logo essa história – disse Nick.

– Tudo bem, tudo bem. Continuando. Certa vez estava eu passeando com meu carro pelas ruas de Vegas, quando meu celular tocou. Eu estacionei para atender e enquanto falava com a pessoa no telefone dei uma olhada em volta. Eu tinha parado em frente a um parque bem movimentado. Muitas famílias, crianças e cachorros. Foi então que eu o vi – sua voz assumiu um tom de suspense, como se tivesse contando uma história sobre os figurões de Vegas dos anos 50. – Grissom estava sentado no gramado, recostado em uma árvore, com a cabeça de uma mulher deitada em seu colo. Uma mulher de cabelos castanhos e eu nem imaginava que ele sabia cuidar de uma mulher....

–Greg! – Gil o repreendeu fazendo todos gargalharem.

– Ah... ele sabe muito bem cuidar de uma mulher – as palavras saltaram da boca de Sara antes que pudesse conte-las e no exato instante que todos pararam de rir.

Ela corou até a raiz dos cabelos, Gil deu um sorriso encabulado e os outros voltaram a rir.

– Tudo bem, já chega. Deixe-me continuar a história agora que Sara já esclareceu a capacidade de Grissom cuidar de uma mulher. Bom, como eu ia dizendo, ele estava lá com uma mulher e um cão se aproximou deles com um fresbee na boca...

– Greg – interrompeu Jim – quer saber o nome do cão?

Cath começou a rir, ela já sabia.

– Claro.

Grissom olhou para o capitão com uma súplica no olhar, mas ele apenas deu de ombros e disparou.

– Hank.

– Hank? – estranhou Nick.

– Esse não é o nome daquele seu ex-namorado paramédico, Sara?

Ela concordou.

– Deu ao seu cachorro o nome do ex-namorado de sua namorada? – perguntou Nick confuso.

Grissom escondeu o rosto em uma das mãos e balançou a cabeça.

– Ah, não. Vocês vão ter que nos contar essa história – pediu Greg.

– Nem pensar. Essa história pertence somente a nós dois – negou Sara e recebeu um olhar agradecido de seu namorado.

– Humph. Deixa-me terminar a minha então. Fiquei observando ele tirar o objeto da boca do Hank e jogar novamente, quando o cão saiu em disparada a mulher se sentou e...- fez suspense, chamando ainda mais atenção para si. – Deu um beijo cinematográfico em nosso querido supervisor. Quando finalmente me recuperei da surpresa meu celular estava caído em meu colo e a ligação tinha acabado. Eu nem sei se me despedi da pessoa com quem eu estava falando.

Os amigos riram e olharam para o casal tentando imaginar a cena que Greg havia descrito.

– Eu confesso que sempre percebi que havia muita atração entre vocês, no entanto não achava que você tivesse coragem para tomar uma atitude Gil – falou Cath.

– Eu também, desconfiava desses sentimentos entre eles, morriam de ciúmes um do outro – comentou Warrick. – Mas como a Cath, não acreditava que Grissom tivesse coragem para agir.

Os demais concordaram fazendo Sara rir da expressão “brava” de seu namorado.

– Ah qual é? Ninguém aqui acreditava que eu pudesse fazer alguma coisa em relação aos sentimentos que nutria entre nós?

– Não – responderam todos em uníssono, rindo da careta que ele fez.

– Eu também já sabia – declarou Jim quando as risadas se acalmaram.

– E como você poderia saber Jim? – perguntou Gil.

– Eu vou lhes contar. Minhas desconfianças começaram alguns anos atrás. Vocês lembram-se daquele caso da enfermeira parecida com Sara, que foi assassinada por um médico? Pois bem, no último interrogatório com o médico, Grissom falou sobre como era triste homens de meia idade como eles que conheciam uma bela jovem que lhes oferecia tudo e assim por diante. Terminou dizendo que o médico teve coragem de arriscar tudo e ficar com a garota, mas que ele, não. Eu percebi na hora de quem ele estava falando e quando saí da sala de interrogatório, adivinhem quem estava do outro lado do vidro?

Todos olharam para Sara, até mesmo Grissom que parecia surpreso, ele não sabia que ela ouvira suas palavras.

– Isso mesmo, Sara estava lá, com os olhos cheios de lágrimas e a expressão mais triste que eu já havia visto. Querem saber tive vontade de voltar naquela sala e dar um murro na cara desse tapado. Então os anos passaram e as evidências começaram a surgir...

– Evidências??? – Gil perguntou, divertido.

– Sim, evidências. Vou esclarecer. Grissom teve uma enxaqueca e foi descansar em minha sala. Minutos depois Sara apareceu toda preocupada e foi atrás dele, quando eu entrei na sala, ela estava segurando sua mão e acariciando seus cabelos, evidência número um. Com ela muito preocupada, nós o levamos para o carro e Sara, em um gesto muito intimo, tirou as chaves do carro dele do bolso da frente da calça dele, evidência número dois. Depois, com ele já dentro do carro, ela abriu o porta-luvas e pegou os óculos de sol, entregando a ele, como se soubesse que o objeto estaria ali, evidência número três. Por fim, a evidência que liquidou o caso e solucionou o mistério – os amigos olhavam para ele com extrema atenção e riam a cada nova “evidência”. – Sara pegou o celular dela e ligou para o médico dele. Eu os declaro culpados – disse batendo de leve a mão espalmada na mesa.

– Espere aí – contestou Gil – como isso pode ser uma “evidência conclusiva”?

– Você não sabe? Cath, você e eu somos amigos do Gil a muito tempo, por acaso você tem o número do celular do médico dele no seu celular?

– Claro que não, Jim.

– Como eu disse, evidência conclusiva.

Grissom balançou a cabeça e revirou os olhos, Sara se limitou a rir junto com os demais. Ele se virou para Albert que permanecera calado, apenas rindo das declarações dos amigos.

– Você não tem nada a dizer Al? – perguntou.

Ele pensou por alguns momentos.

– Para Gilbert Grissom cantar comigo “If Dusty Feel”, na sala do necrotério, sobre o cadáver de Izzy Delancy, só poderia estar namorando uma mulher como a Sara – declarou.

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Eles entraram em casa e se sentaram no sofá, abraçados.

– O que você achou, querido?

– Achei que foi melhor do que esperava, até que não fizeram muitas perguntas indiscretas.

– É. Também achei que foram bastante discretos e compreensivos, apesar da curiosidade.

Ela se ajeitou em seu peito e ficaram em silêncio por um bom tempo, apenas apreciando a companhia um do outro.

– Sara, aquilo que o Jim falou sobre você ter ouvido aquelas declarações minhas, era verdade.

– Sim, eu estava lá – ela sussurrou.

– Por que nunca me contou?

– O assunto não surgiu e tudo já estava bem entre nós, não havia motivos para remexer no passado – ela explicou.

– Eu fui um idiota...

– Foi – ela o encarou. – Mas concertou tudo quando se entregou a mim, então não vamos mais falar sobre isso.

Ele concordou e mudou de assunto, seu olhar se tornou sensual.

– Então você acha que eu sei cuidar de uma mulher?

– É claro que sabe. Você cuida de mim melhor do que eu poderia imaginar.

– Hum... Sabe acho que estou necessitando cuidar de você agora.

Ele se levantou e a tomou nos braços, levando-a para o quarto, onde passariam longas horas cuidando um do outro.

Notas finais
Até a próxima... Bjus